{"id":3183,"date":"2009-02-17T19:10:34","date_gmt":"2009-02-17T22:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=3183"},"modified":"2009-02-17T19:10:34","modified_gmt":"2009-02-17T22:10:34","slug":"as-muitas-historias-da-ambulancioterapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/as-muitas-historias-da-ambulancioterapia\/","title":{"rendered":"Metade das consultas do Cl\u00ednicas s\u00e3o de pacientes do interior"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Dem\u00e9trio Rocha Pereira<\/span><br \/>\nNo ano passado, mais da metade dos pacientes que passaram pelo ambulat\u00f3rio do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre vieram do interior e do anel metropolitano. Foram 248.220 consultas \u2013 um n\u00famero que excede em quase dois mil a quantia referente aos atendimentos a porto-alegrenses. Esses \u00edndices v\u00eam aumentando a cada ano pela pr\u00e1tica da ambulancioterapia \u2013 termo criado para designar o transporte de pacientes do interior para os grandes centros.<br \/>\nO fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 exclusividade de um ou outro hospital. Em 2006, a Capital recebia, apenas do Vale do Taquari, cerca de 250 pacientes por dia, que eram distribu\u00eddos pelos diversos estabelecimentos hospitalares da cidade. Na \u00e9poca, cr\u00edticas j\u00e1 apareciam, denunciando os gastos com ambul\u00e2ncias, o transtorno para os pacientes e o abarrotamento dos hospitais. Sem frear ante as repreens\u00f5es, a pol\u00edtica das ambul\u00e2ncias chega a 2009 fazendo parte da rotina de ainda mais pessoas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_3201\" aria-describedby=\"caption-attachment-3201\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3201 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/entrada-do-santa-clara-sa.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"299\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3201\" class=\"wp-caption-text\">Uma das tantas ambul\u00e2ncias de outras cidades que chega aos hospitais de Porto Alegre | Foto: Guilherme Herz<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">Reclama\u00e7\u00f5es e dribles<\/span><br \/>\nManh\u00e3 no Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre. Ambul\u00e2ncias, vans, Kombis e micro\u00f4nibus se revezam na entrada principal, povoando os corredores externos do pr\u00e9dio com pessoas das mais diversas proced\u00eancias. Esteio, Capivari do Sul, S\u00e3o Pedro da Serra, Camaqu\u00e3. Dez minutos de observa\u00e7\u00e3o \u00e9 o bastante para que sejam catalogados os bras\u00f5es de munic\u00edpios ga\u00fachos de todos os cantos, gravados na lataria dos autom\u00f3veis. \u00c9 a ambulancioterapia acontecendo.<br \/>\nMara Regina, 41 anos, e o filho, Henrique dos Santos Machado, 20 anos, contemplam o p\u00e1tio ensolarado \u00e0 frente da entrada do ambulat\u00f3rio. Uma vez por m\u00eas, eles saem cedo de Cap\u00e3o da Canoa, rumo \u00e0 Capital. Chegaram \u00e0s 6h30min, ser\u00e3o atendidos \u00e0s 13h e voltar\u00e3o \u00e0s 21h, com uma consulta devidamente marcada para o pr\u00f3ximo m\u00eas.<br \/>\nToda essa espera \u00e9 o tempo necess\u00e1rio para que todos os passageiros da van da Prefeitura de Cap\u00e3o da Canoa sejam atendidos nos seus respectivos hospitais e hor\u00e1rios. O ve\u00edculo chega antes do primeiro compromisso m\u00e9dico e s\u00f3 regressa ao munic\u00edpio de origem ap\u00f3s o \u00faltimo paciente ter sido liberado. \u201cN\u00e3o pode ir embora enquanto tiver algu\u00e9m faltando\u201d, explica Mara.<br \/>\n\u00c9 diferente com quem vem na van de Parob\u00e9. De acordo com tr\u00eas parobenses que aguardavam a hora de entrar no ambulat\u00f3rio, o carro segue seu rumo se o passageiro n\u00e3o estiver esperando para ir embora na entrada do hospital. Os ve\u00edculos saem do munic\u00edpio tr\u00eas vezes por semana e voltam menos cheios se alguma visita ao m\u00e9dico se estender mais do que devia.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 a \u00fanica reclama\u00e7\u00e3o. Acompanhando a esposa, um morador da cidade afirma que Parob\u00e9 tem car\u00eancia de m\u00e9dicos qualificados: \u201cA nossa sorte \u00e9 conhecermos pessoas na Secretaria de Sa\u00fade\u201d. O contato garante que a esposa seja favorecida na marca\u00e7\u00e3o de consultas e atendida mais rapidamente, um raro drible na costumeira demora que o processo costuma impor aos pacientes do SUS.<br \/>\n<figure id=\"attachment_3197\" aria-describedby=\"caption-attachment-3197\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3197 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/pessoas-de-parobe1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3197\" class=\"wp-caption-text\">Pacientes de Parob\u00e9 aguardam atendimento em frente ao Hospital de Cl\u00ednicas | Foto: Guilherme Herz<\/figcaption><\/figure><br \/>\nCotas divididas entre os munic\u00edpios estabelecem um limite mensal de marca\u00e7\u00f5es. Para se esquivar do processo, uma das estrat\u00e9gias \u00e9 ir diretamente a um posto de sa\u00fade da capital e apresentar um endere\u00e7o de Porto Alegre \u2013 geralmente o de parentes ou demais conhecidos. Evidentemente, essa pr\u00e1tica contempla tanto a quem necessita de tratamento especializado quanto a quem, simplesmente, prefere consultar com os m\u00e9dicos da capital.<br \/>\nDiante disso, n\u00e3o \u00e9 de se admirar que o n\u00famero consultas de pessoas vindas de outras cidades do estado ultrapasse o previsto pela Central de Marca\u00e7\u00f5es da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Porto Alegre. Em 2008, a Central disponibilizou tr\u00eas milh\u00f5es de consultas, dentre as quais 15% (450 mil) foram destinados a vagas do interior \u2013 o ambulat\u00f3rio do Cl\u00ednicas, sozinho, absorveu quase a metade desse n\u00famero.<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u201cAqui \u00e9 bom\u201d<\/span><br \/>\nNa mesma propor\u00e7\u00e3o que surgem as cr\u00edticas aos sistemas de sa\u00fade de suas respectivas cidades, na fala dos entrevistados aparecem os elogios ao atendimento dos hospitais porto-alegrenses. Perguntada sobre a situa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade em Cap\u00e3o da Canoa, Mara Regina ri: \u201cL\u00e1, s\u00f3 se for pra tratar dor de barriga. Aqui \u00e9 bom\u201d.<br \/>\nQuem tem ainda menos a reclamar s\u00e3o os enfermos de Erechim, \u00fanico munic\u00edpio ga\u00facho que conta com um albergue particular dentro de Porto Alegre. Estabelecimentos como esse abrigam doentes, idosos, marginalizados e viajantes em busca de estadia barata na capital ga\u00facha. Mas, diferente dos demais albergues da cidade \u2013 muitos patrocinados por deputados \u2013, o de Erechim hospeda apenas moradores da \u201cCapital da Amizade\u201d, que chegam semanalmente a Porto Alegre.<br \/>\nA vantagem tamb\u00e9m vem a calhar para motoristas como Rog\u00e9rio Moresco, de 32 anos: \u201cPara n\u00f3s \u00e9 bom. O trajeto se resume ao transporte entre o albergue e os hospitais\u201d. O motorista se prepara para sair. O paciente j\u00e1 voltou, ocupou o primeiro assento atr\u00e1s de Moresco e agora espera a arrancada do autom\u00f3vel. Certamente, o passeio ser\u00e1 mais curto do que os 362 km que teve de vencer de Erechim at\u00e9 aqui.<br \/>\nT\u00e2nia Gross, de 36 anos, viajou menos. Foram pouco mais de 100 km de Marques de Souza \u2013 da microrregi\u00e3o de Lajeado e Estrela \u2013 at\u00e9 Porto Alegre. A van, cheia, trouxe o filho de T\u00e2nia, que dorme no colo da m\u00e3e, em um dos bancos do p\u00e1tio do HCPA. O menino estava em um \u00f4nibus que bateu. Veio conferir se est\u00e1 tudo em ordem. Percebendo uma presen\u00e7a estranha, ele levanta e olha para os lados, curioso, s\u00f3 para se certificar de que j\u00e1 pode deitar de novo. Parece bem.<br \/>\nPerto dali, encostado em um pilar, est\u00e1 Sadi Santos Souza, completando os seus 53 anos de vida. Morador de Glorinha, Sadi tem vindo h\u00e1 \u201cuns tr\u00eas ou quatro anos\u201d ao HCPA para tratar de um c\u00e2ncer na garganta. A luta contra a doen\u00e7a \u00e9 algo que o desgaste da apar\u00eancia n\u00e3o deixa duvidar. Dessa vez, ele n\u00e3o veio com a ambul\u00e2ncia municipal: \u201cHoje vim de \u00f4nibus. A consulta \u00e9 s\u00f3 \u00e0s 12h30min, e a ambul\u00e2ncia sai de l\u00e1 \u00e0s seis e meia, sete horas da manh\u00e3\u201d, justifica. E acrescenta: \u201cO carro sai todo dia de l\u00e1, quase sempre cheio\u201d.<br \/>\nAntes de precisar cuidar da garganta, Sadi passou por uma cirurgia no f\u00edgado, tamb\u00e9m no Hospital de Cl\u00ednicas. A cicatriz herdada da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma marca que ele n\u00e3o faz cerim\u00f4nia para mostrar ali mesmo, no lugar de onde observa ir passando aos poucos o anivers\u00e1rio que n\u00e3o pretende comemorar: \u201cN\u00e3o tem como. O dinheiro vai todo para os rem\u00e9dios\u201d.<br \/>\nAmbul\u00e2ncias enfileiradas fazem parte do cotidiano da Sarmento Leite. No trecho em que a rua passa ao lado da Santa Casa e se encontra com a Avenida Independ\u00eancia, ve\u00edculos estacionam diariamente. Caminhando pela cal\u00e7ada, \u00e9 poss\u00edvel perceber motoristas que dormem \u00e0 espera dos passageiros e passageiros que se esticam sobre leitos de ambul\u00e2ncia \u00e0 espera do atendimento.<br \/>\nEntre os condutores que ali se encontram, est\u00e3o Ricardo Barbosa, 36 anos, e William Renato, 35 anos. Ambos vieram de Santa Catarina, e conversam \u00e0 frente da Sprinter da Prefeitura de Balne\u00e1rio Camboriu, dirigida por Ricardo. Ele trouxe um menino que realizou um transplante de f\u00edgado na Santa Casa, e agora precisa de acompanhamento m\u00e9dico. Segundo o motorista, as secretarias de sa\u00fade de seu estado costumam enviar para Porto Alegre apenas os casos mais graves. \u201cS\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em que ficamos mais tensos. Al\u00e9m da dist\u00e2ncia, tem a urg\u00eancia para o atendimento\u201d, observa.<br \/>\nMas h\u00e1 casos que escapam \u00e0 regra. William comenta que \u00e9 comum a vinda de pessoas que se mudaram para Santa Catarina, mas que desejam continuar consultando com os mesmos m\u00e9dicos que visitavam quando moravam no Rio Grande do Sul. A conversa \u00e9 interrompida pelo forte ru\u00eddo do motor de um \u00f4nibus da Prefeitura de Camaqu\u00e3. Perto, na entrada do Hospital Santa Clara, uma fam\u00edlia de Novo Hamburgo, que veio de carro, se impressiona com a quantidade de camionetes e minivans que v\u00e3o deixando \u00e0 porta do pr\u00e9dio os seus passageiros.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Emerg\u00eancias<\/span><br \/>\nO Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre n\u00e3o est\u00e1 na rota da balb\u00fardia das ambul\u00e2ncias. A atua\u00e7\u00e3o do HPS est\u00e1 focada nos casos emergenciais. Em 2008, dos mais de 190 mil atendimentos do HPS, pouco mais de 22 mil foi a por\u00e7\u00e3o correspondente aos pacientes de fora da cidade. No mesmo ano, a Emerg\u00eancia do HCPA registrou mais de 55 mil atendimentos, dentre os quais cerca de um ter\u00e7o \u00e9 a fra\u00e7\u00e3o referente a pacientes do interior e da regi\u00e3o metropolitana \u2013 uma parcela consideravelmente menor do que a observada nas estat\u00edsticas ambulatoriais.<br \/>\nMas a maior emerg\u00eancia parece ser outra. Segundo uma pesquisa realizada em 2006, a ambulancioterapia sugaria aproximadamente R$ 130 mil mensais dos cofres p\u00fablicos dos munic\u00edpios do Vale do Taquari. Algumas secretarias de sa\u00fade da regi\u00e3o t\u00eam estudado medidas para evitar a ambulancioterapia, como a consolida\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios com hospitais e cl\u00ednicas da regi\u00e3o. At\u00e9 mesmo o pagamento de atendimentos particulares para os pacientes parece ser prefer\u00edvel ao transtorno das ambul\u00e2ncias. Tudo para que essas popula\u00e7\u00f5es possam tamb\u00e9m dizer: \u201caqui \u00e9 bom\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dem\u00e9trio Rocha Pereira No ano passado, mais da metade dos pacientes que passaram pelo ambulat\u00f3rio do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre vieram do interior e do anel metropolitano. Foram 248.220 consultas \u2013 um n\u00famero que excede em quase dois mil a quantia referente aos atendimentos a porto-alegrenses. Esses \u00edndices v\u00eam aumentando a cada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":14717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[396,182,397],"class_list":["post-3183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-hospital-de-clinicas","tag-porto-alegre","tag-saude"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":3183,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-Pl","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}