{"id":31840,"date":"2016-04-18T13:16:40","date_gmt":"2016-04-18T16:16:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=31840"},"modified":"2016-04-18T13:16:40","modified_gmt":"2016-04-18T16:16:40","slug":"voces-vao-ouvir-falar-em-greve-geral-afirma-presidente-estadual-da-cut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/voces-vao-ouvir-falar-em-greve-geral-afirma-presidente-estadual-da-cut\/","title":{"rendered":"Pra\u00e7a da Matriz: na derrota, uma festa de arquibancada"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">MATHEUS CHAPARINI<\/span><br \/>\nA not\u00edcia de que o governo havia reconhecido a derrota na vota\u00e7\u00e3o pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff &#8211; papel desempenhado pelo l\u00edder da C\u00e2mara, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, por volta das 22h &#8211; n\u00e3o ecoou com for\u00e7a na Pra\u00e7a da Matriz.<br \/>\nAinda faltavam mais de cem votos para serem contabilizados e a agita\u00e7\u00e3o ia diminuindo gradualmente, pelo cansa\u00e7o do dia longo e quente.<br \/>\n\u00c0s 22h23, a bateria da organiza\u00e7\u00e3o A Marighella levantou. A atitude lembrava as torcidas barras bravas do futebol argentino (pr\u00e1tica hoje amplamente disseminada no Brasil e no Rio Grande do Sul), n\u00e3o somente pelos ritmos e instrumentos, mas pela anima\u00e7\u00e3o da festa independente da derrota, ou, at\u00e9 mesmo estimulado por ela &#8211; \u00e9 o que os torcedores chamam de apoio incondicional.<br \/>\nCom bumbos, caixas, sinalizadores e foguetes, cantavam \u201cacabou o amor, o Brasil vai virar um inferno\u201d e \u201cn\u00e3o vai ter golpe ol\u00ea ol\u00ea ol\u00ea\u201d.<br \/>\nQuando algum deputado da oposi\u00e7\u00e3o falava, o grupo respondia com \u201cn\u00e3o se escuta golpista\u201d.<br \/>\nA festa durou cerca de 20 minutos. O clima de arquibancada, entretanto, n\u00e3o contagiou os milhares de militantes que acompanhavam a vota\u00e7\u00e3o em dois tel\u00f5es na Pra\u00e7a da Matriz.<br \/>\n<span class=\"intertit\">CUT-RS sugere rea\u00e7\u00e3o com greve geral<\/span><br \/>\nFaltava apenas um voto para a defini\u00e7\u00e3o do resultado da vota\u00e7\u00e3o que determinou o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff quando os dois tel\u00f5es instalados na Pra\u00e7a da Matriz foram desligados e do microfone uma voz anunciou a abertura da assembleia popular dos movimentos sociais. Eram onze horas da noite do domingo (17).<br \/>\nO primeiro a falar foi Claudir Nespolo, presidente estadual da CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores). Pediu que os tel\u00f5es fossem ligados novamente, sem \u00e1udio, para que o p\u00fablico pudesse continuar acompanhando a vota\u00e7\u00e3o e come\u00e7ou seu discurso.<br \/>\nNespolo afirmou que o domingo ficar\u00e1 marcado na hist\u00f3ria como \u201co dia em que a elite brasileira, associada ao capital internacional come\u00e7ou a impor uma derrota \u00e0 esquerda\u201d.<br \/>\nO sindicalista atribuiu o rev\u00e9s principalmente ao juiz S\u00e9rgio Moro, da Lava Jato, mas garantiu que h\u00e1 possibilidades de rea\u00e7\u00e3o. \u201cUm juiz viciado deu a vit\u00f3ria no primeiro tempo, mas este jogo ainda n\u00e3o acabou, \u00e9 o jogo da luta de classes\u201d, defendeu.<br \/>\nE concluiu: \u201cVoc\u00eas v\u00e3o ouvir falar em greve geral!\u201d<br \/>\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MATHEUS CHAPARINI A not\u00edcia de que o governo havia reconhecido a derrota na vota\u00e7\u00e3o pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff &#8211; papel desempenhado pelo l\u00edder da C\u00e2mara, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, por volta das 22h &#8211; n\u00e3o ecoou com for\u00e7a na Pra\u00e7a da Matriz. 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