{"id":323,"date":"2007-10-03T12:50:43","date_gmt":"2007-10-03T15:50:43","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=323"},"modified":"2007-10-03T12:50:43","modified_gmt":"2007-10-03T15:50:43","slug":"minha-musica-amadureceu-quando-voltei-a-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/minha-musica-amadureceu-quando-voltei-a-pelotas\/","title":{"rendered":"\u201cMinha m\u00fasica amadureceu quando voltei a Pelotas\u201d"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura%203\/Vitor%20Ramil2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" align=\"right\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Satolep Sambatown surpreendeu o p\u00fablico que assistiu \u00e0 estr\u00e9ia do show na abertura do 14\u00ba Porto Alegre em Cena, na noite de 10 de setembro<em> (foto)<\/em>. Vitor Ramil e seu viol\u00e3o dividiram o palco com o carioca Marcos Suzano e uma parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica de samplers e sintetizadores de som. \u201cBem vindos ao Porto Alegre Em Cena e \u00e0 Satolep Sambatown, um universo t\u00e3o novo para gente quanto para voc\u00eas\u201d, alertou logo que subiu ao palco.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Corajosamente, a dupla apresentou ao p\u00fablico pela primeira vez o resultado da parceria \u2013 o disco ainda n\u00e3o havia chegado \u00e0s lojas e os exemplares comercializados no sagu\u00e3o do Theatro S\u00e3o Pedro n\u00e3o tinham pre\u00e7o definido antes de a apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ar.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Dois dias depois do espet\u00e1culo, Vitor Ramil recebeu a reportagem no J\u00c1 no apartamento de seus filhos, em Porto Alegre \u2013 onde tamb\u00e9m moraram nos anos 80 os outros dois irm\u00e3os famosos, Kleiton e Kledir, al\u00e9m do pr\u00f3prio Vitor.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Numa conversa franca, admitiu que a novidade pode afastar o p\u00fablico cativo que aprendeu a associar o compositor \u00e0s milongas e baladas. \u201cMas escreve o que eu estou dizendo: daqui a alguns anos, o Satolep Sambatown vai ser super assimilado\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Para Vitor Ramil, a experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um quesito obrigat\u00f3rio na trajet\u00f3ria do artista. \u201cN\u00e3o quero ficar parado no mesmo lugar\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Ao longo da conversa de quase duas horas, o artista tamb\u00e9m falou da influ\u00eancia de sua terra natal em sua m\u00fasica e sobre a import\u00e2ncia de Pelotas para que ele encontrasse o caminho que queria seguir. \u201cA minha m\u00fasica come\u00e7ou a crescer \u2013 n\u00e3o s\u00f3 ficar conhecida, mas em termos de qualidade, de amadurecimento \u2013 quando eu sa\u00ed do Rio e fui pra Pelotas\u201d, revela.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Foi uma atitude bastante ousada subir ao palco e apresentar um universo absolutamente novo para o p\u00fablico.<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">Vitor Ramil<\/span><\/strong> \u2013 E eu toquei todo o disco: s\u00e3o can\u00e7\u00f5es novas, arranjos absurdamente novos para o meu conceito. Pela primeira vez, eu toco musica eletr\u00f4nica de uma forma expl\u00edcita. Mas n\u00e3o \u00e9 aquela eletr\u00f4nica de festa, convencional. E n\u00e3o estamos referenciando em nenhuma banda inglesa ou nova-iorquina. O [Marcos] Suzano \u00e9 um maluco que faz um som muito singular.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Mas o p\u00fablico se acostumou a associar o teu nome a baladas e principalmente milongas. Algumas pessoas se surpreenderam com o que voc\u00eas apresentaram no palco&#8230;<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">VR<\/span><\/strong> \u2013 Isso para mim \u00e9 um barato! Quem n\u00e3o est\u00e1 envolvido com a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, pode at\u00e9 falar que prefere ouvir can\u00e7\u00f5es de voz e viol\u00e3o. Ent\u00e3o quando essa pessoa ouve outra coisa, fica chocada. Eu adoro baladas, mas se deixar, vou passar a vida inteira tocando a mesma coisa. E eu n\u00e3o quero ficar me divertindo a vida inteira, quero ir pra frente.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 O teu disco anterior [Longes] era muito diferente&#8230;.<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">VR<\/span><\/strong> \u2013 Quando eu me encontrei com o Suzano, tinha acabado de fazer o Longes, que \u00e9 um disco super parado, melanc\u00f3lico, profundo. E que espantou muita gente. Quem tinha adorado o Tambong, que tinha um balan\u00e7o bem brasileiro, foi ouvir o Longes e se deparou com um som sujo de guitarras. Satolep Sambatown surgiu de um convite para fazer um show num espa\u00e7o cultural l\u00e1 no Rio. Mas eu tinha me apresentado nesse local h\u00e1 pouco tempo e n\u00e3o queria repetir o repert\u00f3rio. Veio a id\u00e9ia de convidar outro m\u00fasico, mas eu n\u00e3o queria dois viol\u00f5es. Como eu j\u00e1 acompanhava o trabalho do Suzano e estava inquieto, louco para fazer algo diferente, resolvi experimentar.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura%203\/vitorramil1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p class=\"menulat\" align=\"center\">&#8220;Daqui h\u00e1 alguns anos, o Satolep Sambatown vai ser super assimilado&#8221;, projeta Ramil (Fotos: Luciano Lanes\/PMPA)<\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 O p\u00fablico vai assimilar mais essa mudan\u00e7a?<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">VR<\/span><\/strong> \u2013 Eu sei que parte do p\u00fablico se incomoda com algumas coisas. Mas escreve o que eu estou dizendo: daqui h\u00e1 alguns anos, o Satolep Sambatown vai ser super assimilado. Reverter expectativas, \u00e0s vezes, nos faz perder uma fatia de p\u00fablico inicialmente. Mas ao longo do tempo, isso fortalece o trabalho art\u00edstico. As pessoas se d\u00e3o conta de que tu n\u00e3o est\u00e1s ali para bajular ningu\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Tua trajet\u00f3ria tem muitos exemplos de atitudes corajosas: morar em Pelotas tamb\u00e9m \u00e9 uma delas&#8230;<\/em><\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 \u00c9 curioso&#8230; Sabe que a minha carreira come\u00e7ou a andar mesmo, a minha m\u00fasica come\u00e7ou a crescer \u2013 n\u00e3o s\u00f3 a ficar conhecida, mas crescer em termos de qualidade, de amadurecimento \u2013 quando eu sa\u00ed do Rio pra Pelotas. No final dos anos 80, a m\u00eddia de massa determinava as ondas: uma hora s\u00f3 rock, outra s\u00f3 sertanejo. Eu morava no Rio, n\u00e3o tinha interlocu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia espa\u00e7o para a m\u00fasica que eu queria fazer, entendeu? Eu estava me sentindo muito desambientado.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 E decidiu sair do centro da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e voltar para o interior do Rio Grande do Sul!<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">VR <\/span><\/strong>\u2013 Quando cheguei aqui \u00e9 que caiu a ficha: bah, mas que loucura que eu fiz, n\u00e9? Sa\u00ed fora do mercado, de tudo, de onde est\u00e3o as pessoas, de onde est\u00e1 o meu trabalho, de onde eu deveria estar, n\u00e9? Ser\u00e1 que n\u00e3o foi um gol contra, ser\u00e1 que eu n\u00e3o fiz a escolha errada? Mas, com o tempo, foi incr\u00edvel!<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 A tua identifica\u00e7\u00e3o com Pelotas \u00e9 muito forte, n\u00e9?<\/em><\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 Um trabalho como Ramilonga dificilmente viria \u00e0 tona em mim, na minha cabe\u00e7a, num ambiente onde ele ia ser naturalmente rejeitado. Imagina eu aparecer numa gravadora e oferecer um disco de milonga, naquela \u00e9poca? Surreal, entende.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 O conceito da Est\u00e9tica do Frio tamb\u00e9m foi forjado nesse per\u00edodo?<\/em><\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 A id\u00e9ia mesmo surgiu no Rio, antes de eu vir embora. Mas foi quando eu cheguei aqui que ela come\u00e7ou a fazer sentido pra mim. A\u00ed o Lu\u00eds Augusto Fischer come\u00e7ou a insistir muito comigo para eu escrever um ensaio para um livro da Editora da UFRGS, N\u00f3s, os Ga\u00fachos. Essa montagem primeira da Est\u00e9tica do Frio aconteceu l\u00e1.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Tem um debate sobre o que \u00e9 ser ga\u00facho e o que \u00e9 ser brasileiro&#8230;<br \/>\n<\/em><span class=\"linkbordo\">VR<\/span> <\/strong>\u2013 Quando eu escrevi a Est\u00e9tica do Frio, tinha acabado de ver aquele carnaval, aquele monte de informa\u00e7\u00e3o de cor e luz. Aquilo tudo me trouxe toda informa\u00e7\u00e3o do que era muito forte na m\u00fasica brasileira, toda a imagem de Brasil, aquilo que estava na minha cabe\u00e7a. Acho que o tropicalismo transformou tudo numa espuma de praia, ecl\u00e9tica: de repente, tudo valia. Era uma variedade que, para quem estava tentando botar um foco, definir, se entender, se enxergar, n\u00e3o ajudava.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>J\u00c1 \u2013 Ent\u00e3o voltar foi definitivo para o trabalho que tu desenvolveu depois?<\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR <\/strong>&#8211; Foi como se eu tivesse passado uma r\u00e9gua, uma r\u00e9gua e um compasso naquilo ali, sabe? Parafraseando o Gil, a r\u00e9gua e compasso para mim, vieram atrav\u00e9s de imagens do sul, na ocasi\u00e3o. Eu falo no livro que pensei num ga\u00facho olhando o pampa e tal, mas n\u00e3o que o ga\u00facho fosse se tornar o meu s\u00edmbolo do que deveria ser a m\u00fasica, n\u00e3o. Ele estava ali de alguma forma me surpreendendo. Pensei, por que ele est\u00e1 ali? Porque ele deve estar no meu imagin\u00e1rio, ele est\u00e1 reivindicando o seu lugar no meu imagin\u00e1rio \u2013 eu estou reivindicando o gauchismo. E eu n\u00e3o sou ga\u00facho da campanha, criado em fazenda. Eu sou da cidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Mas esse trabalho atual tem uma atmosfera quente: muito pandeiro, batuque. \u00c9 o fim da Est\u00e9tica do Frio?<\/em><\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 As pessoas est\u00e3o falando muito sobre a Est\u00e9tica do Frio, s\u00e3o muitos trabalhos em universidades, em escolas, de antrop\u00f3logos. Mas est\u00e3o analisando em cima de uma coisa que, pra mim, de alguma forma, j\u00e1 foi. Acho que ela faz sentido ainda, porque tem umas reflex\u00f5es ali que transcendem a minha individualidade. Pensar a identidade do Rio Grande do Sul, isso tem valor em qualquer \u00e9poca. Mas eu estou com a cabe\u00e7a muito pra outro lado.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><em>J\u00c1 \u2013 Isso antecipa novos trabalhos? Acabaram-se as milongas?<\/em><\/strong><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 Com o sampler, tu manipula uma onda de som. Quando eu canto, \u00e9 uma onda de som tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, \u00e9 uma barreira que a gente tem que vencer. Isso n\u00e3o quer dizer que o meu pr\u00f3ximo disco vai ser louqu\u00edssimo, de eletr\u00f4nica. Vou te dizer: o meu projeto seguinte vai ser de viol\u00e3o e voz.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em><strong>J\u00c1 \u2013 Essa apresenta\u00e7\u00e3o acabou antecipando a estr\u00e9ia de Satolep Sambatown. O que ainda vai mudar no espet\u00e1culo?<\/strong><\/em><br \/>\n<strong class=\"linkbordo\">VR<\/strong> \u2013 Como o show anda est\u00e1 nascendo, estamos numa fase ainda de elabora\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, por exemplo, eu fui com uma roupa do [Alexandre] Hercovitch que eu tenho \u2013 uma coisa cl\u00e1ssico-louca \u2013 e o Suzano foi com um terno japon\u00eas. Depois, tiramos os casacos para ficar s\u00f3 de camiseta. Acho agora que temos que sujar um pouco mais o nosso figurino.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister Satolep Sambatown surpreendeu o p\u00fablico que assistiu \u00e0 estr\u00e9ia do show na abertura do 14\u00ba Porto Alegre em Cena, na noite de 10 de setembro (foto). 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