{"id":32547,"date":"2016-05-05T20:17:51","date_gmt":"2016-05-05T23:17:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=32547"},"modified":"2016-05-05T20:17:51","modified_gmt":"2016-05-05T23:17:51","slug":"consorcio-cais-maua-deve-meio-milhao-prestadores-de-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/consorcio-cais-maua-deve-meio-milhao-prestadores-de-servico\/","title":{"rendered":"Cons\u00f3rcio deve meio milh\u00e3o de reais a prestadores de servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Naira Hofmeister<\/span><br \/>\nO cons\u00f3rcio Cais Mau\u00e1 do Brasil est\u00e1 enfrentando a cobran\u00e7a de mais de meio milh\u00e3o de reais referentes a pagamentos n\u00e3o efetuados a prestadores de servi\u00e7o.<br \/>\nEmpresas contratadas para fazer o gerenciamento de projetos, vigil\u00e2ncia e at\u00e9 fornecedores de material publicit\u00e1rio precisaram recorrer aos meios legais para tentar reaver valores por trabalhos e encomendas que foram entregues.<br \/>\nNos tr\u00eas tabelionatos de protestos de Porto Alegre h\u00e1 sete registros de d\u00edvidas em aberto do cons\u00f3rcio que venceu a licita\u00e7\u00e3o para revitalizar a \u00e1rea. Os d\u00e9bitos somam precisamente R$ 563.924,44 &#8211; s\u00e3o pagamentos que estavam programados para serem feitos a partir de outubro do ano passado e n\u00e3o se concretizaram.<br \/>\n<em><strong>Leia o especial Dossi\u00ea Cais Mau\u00e1:<\/strong><\/em><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/dossie-cais-maua-revitalizacao-desafia-governos-ha-tres-decadas\/\">Revitaliza\u00e7\u00e3o desafia governos h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/dossie-cais-maua-licitacao-teve-um-unico-concorrente\/\">Licita\u00e7\u00e3o teve um \u00fanico concorrente<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/dossie-cais-maua-iii-mudancas-acionarias-movimentam-milhoes\/\">Mudan\u00e7as acion\u00e1rias movimentam milh\u00f5es<\/a><br \/>\nO valor mais alto \u00e9 devido \u00e0 Geconsul Gerenciadora Engenharia e Consultoria, de Caxias do Sul, que desde 2014 era respons\u00e1vel pela contrata\u00e7\u00e3o dos engenheiros e arquitetos que desenvolviam o projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<br \/>\n\u00c0 Geconsul, a Cais Mau\u00e1 do Brasil deve R$ 291.444,00, referentes ao pagamento dos servi\u00e7os entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016.<br \/>\nAp\u00f3s os seis meses de atraso, a empresa rompeu o contrato com o cons\u00f3rcio e agora discute na Justi\u00e7a Estadual o pagamento do d\u00e9bito.<br \/>\nOutra\u00a0fornecedora que cobra seus direitos judicialmente \u00e9 a Barth Embalagens, empresa de Porto Alegre que confeccionou sacolas pl\u00e1sticas personalizadas para o cons\u00f3rcio distribuir durante a Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro de 2015.<br \/>\nNa ocasi\u00e3o, o cons\u00f3rcio abriu as portas do armaz\u00e9m B1 para divulgar seu projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o, e recebeu in\u00fameros visitantes em uma a\u00e7\u00e3o de marketing. As sacolinhas &#8211; em tons alaranjados com a impress\u00e3o branca &#8211; foram entregues em outubro a um custo de R$ 3.600, que deveriam ser pagos no fim de novembro.<br \/>\n\u201cTentamos cobrar amigavelmente, fomos pessoalmente ao cais para falar com os diretores, os acionistas. Mas a pessoa encarregada nunca nos recebeu\u201d, lamenta o s\u00f3cio da Barth Embalagens, Fernando Alberto Esteller.<br \/>\nA expectativa \u00e9 que a empresa possa costurar um acordo na Justi\u00e7a para receber o valor prontamente. \u201cPara eles n\u00e3o \u00e9 nada, mas para a gente significa bastante no or\u00e7amento da empresa\u201d, esclareceu.<br \/>\nA Geconsul j\u00e1 tentou acordo, em uma audi\u00eancia realizada essa semana, mas n\u00e3o teve sucesso. A Cais Mau\u00e1 do Brasil teria oferecido saldar a d\u00edvida em dez vezes, o que foi recha\u00e7ado pela gerenciadora de projetos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">vigil\u00e2ncia tamb\u00e9m n\u00e3o recebeu<br \/>\n<\/span><br \/>\n<figure id=\"attachment_32549\" aria-describedby=\"caption-attachment-32549\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-32549\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/IMG_1723.jpg\" alt=\"Cart\u00f3rios em Porto Alegre j\u00e1 tem sete t\u00edtulos sob protesto contra a empresa\" width=\"725\" height=\"544\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-32549\" class=\"wp-caption-text\">Cart\u00f3rios em Porto Alegre j\u00e1 tem sete t\u00edtulos sob protesto contra a empresa<\/figcaption><\/figure><br \/>\nNesta quinta-feira (5), apenas dois seguran\u00e7as vigiavam a \u00e1rea onde h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o de pessoas no Cais Mau\u00e1 &#8211; entre o p\u00f3rtico central e o terminal do catamar\u00e3. Eles s\u00e3o contratados da Lince Seguran\u00e7a Patrimonial, que vem executando o servi\u00e7o de vigil\u00e2ncia desde que a Gocil rompeu o contrato por falta de pagamento.<br \/>\nA Gocil, empresa de S\u00e3o Paulo, atendia a Cais Mau\u00e1 do Brasil desde 2014 ao custo mensal de R$ 89.583,48, mas retirou seu efetivo da \u00e1rea no final do ano passado ap\u00f3s o atraso no pagamento de tr\u00eas parcelas, a partir de outubro.<br \/>\nApesar dos tr\u00eas t\u00edtulos protestados em cart\u00f3rio, a Gocil ainda n\u00e3o entrou na Justi\u00e7a para reaver os valores devidos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Valores estavam sendo renegociados<\/span><br \/>\nMesmo antes de suspender os pagamentos dos prestadores de servi\u00e7o, a Cais Mau\u00e1 do Brasil vinha tentando renegociar datas e at\u00e9 valores com fornecedores. Em alguns casos, pedia mais uns dias antes de saldar os d\u00e9bitos mensais &#8211; a justificativa era que os acionistas n\u00e3o haviam integralizado o dinheiro combinado.<br \/>\nEm outros, como ocorreu com a Geconsul, houve redu\u00e7\u00e3o no valor da mensalidade do servi\u00e7o. Essa informa\u00e7\u00e3o consta no despacho da ju\u00edza Nara Elena Soares Batista, respons\u00e1vel pelo lit\u00edgio entre o cons\u00f3rcio e a firma de engenharia.<br \/>\nSegundo Nara, o pre\u00e7o acordado no contrato, em maio de 2014, era de R$ 77.610,00, mensais, com reajuste pelo IGPM a cada doze meses. No final daquele ano, entretanto, houve a primeira redu\u00e7\u00e3o, para R$ 57.000,00.<br \/>\nA mais recente atualiza\u00e7\u00e3o do contrato &#8211; reduzindo valores &#8211; ocorreu em janeiro de 2016, portanto dois meses antes de a Geconsul protestar o t\u00edtulo em cart\u00f3rio e j\u00e1 estando a Cais Mau\u00e1 do Brasil inadimplente. Na ocasi\u00e3o, ficou acertado o pagamento de R$ 50.000,00 mensais, que tampouco foram pagos.<br \/>\nO Jornal J\u00c1 tentou contato com o cons\u00f3rcio ao longo da tarde, mas n\u00e3o recebeu uma posi\u00e7\u00e3o oficial at\u00e9 o fechamento dessa reportagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister O cons\u00f3rcio Cais Mau\u00e1 do Brasil est\u00e1 enfrentando a cobran\u00e7a de mais de meio milh\u00e3o de reais referentes a pagamentos n\u00e3o efetuados a prestadores de servi\u00e7o. 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