{"id":32572,"date":"2016-05-06T16:53:31","date_gmt":"2016-05-06T19:53:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=32572"},"modified":"2016-05-06T16:53:31","modified_gmt":"2016-05-06T19:53:31","slug":"larry-um-nome-para-selecao-de-todos-os-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/larry-um-nome-para-selecao-de-todos-os-tempos\/","title":{"rendered":"Larry: um nome para a sele\u00e7\u00e3o de todos os tempos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Kenny Braga*<\/span><br \/>\nEscalar o centroavante para a &#8220;Sele\u00e7\u00e3o do Inter de Todos os Tempos&#8221; n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Em 100 anos de hist\u00f3ria, grandes goleadores vestiram a camisa colorada.<br \/>\nMas quando se menciona em qualquer roda o nome de Larry Pinto de Faria as opini\u00f5es convergem: ele tem lugar garantido nesta sele\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFluminense, nascido em Nova Friburgo, dia 3 de novembro de 1932, Larry foi contratado pelo Internacional em maio de 1954, depois de ter integrado o time juvenil do Fluminense e disputado os Jogos Ol\u00edmpicos de 1952, em Helsinque, com a camisa do Brasil.<br \/>\nNome lend\u00e1rio na hist\u00f3ria do clube, Larry foi titular absoluto de 1954 a 1961, estrela de um ataque extraordin\u00e1rio, que incluiu seu grande parceiro Nilton Coelho da Costa, o Bodinho, um artilheiro iluminado que fez 244 gols com a camisa do Internacional.<br \/>\nNo ataque c\u00e9lebre formado por Luizinho, Bodinho, Larry, Jer\u00f4nimo e Chinesinho (ou Canhotinho), a dupla brilhava com naturalidade. O futebol da\u00a0dupla Larry-Bodinho era uma obra de arte oferecida \u00a0\u00e0 multid\u00e3o.<br \/>\nO cl\u00e1ssico e elegante Larry abandonou o futebol em 1961, ano em que ainda ajudou no Inter a conquistar o t\u00edtulo de campe\u00e3o ga\u00facho, participando de seis jogos.<br \/>\nEm Helsinque ele marcou gol nos tr\u00eas jogos disputados pelo Brasil, contra Holanda, Luxemburgo e Alemanha Ocidental. Foi uma pequena amostra da voca\u00e7\u00e3o de goleador que Larru desenvolveria ao m\u00e1ximo com a camisa nove do Internacional nos anos 1950.<br \/>\nEnquanto os advers\u00e1rio sofriam, Larry se consagrava. Foi assim no Gre-Nal de inaugura\u00e7\u00e3o do Estadio Ol\u00edmpico, em setembro 1954, quando marcou quatro gols.<br \/>\nFoi assim no Pan-Americano de 1956, no M\u00e9xico, quando a Sele\u00e7\u00e3o Ga\u00facha, que representava o Brasil, ganhou o t\u00edtulo contra advers\u00e1rios como a Argentina, do extraordin\u00e1rio Sivori.<br \/>\nCom uma carreira brilhante, construida no velho est\u00e1dio dos Eucaliptos, no Menino Deus, Larry se afei\u00e7oou a Porto Alegre, cidade que sempre reconheceu seu talento.<br \/>\nNa capital ga\u00facha, formou-se em Economia, elegeu-se deputado, integrou a cr\u00f4nica esportiva como comentarista e foi sempre reverenciado por onde andasse, como um dos dos maiores \u00eddolos do Internacional de todos os tempos. <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/inter\/\"><em>(Do livro &#8220;Inter, Orgulho do Brasil &#8211; 19091\/2009&#8221;, J\u00c1 Editores)\u00a0<\/em><\/a><br \/>\n<strong>Nota da Reda\u00e7\u00e3o:<\/strong><br \/>\nLarry morreu aos 83 anos na manh\u00e3 desta sexta-feira, 6 de maio de 2016, em Porto Alegre, a cidade que escolheu para viver, v\u00edtima de uma pneumonia, que o mantinha hospitalizado desde dezembro.<br \/>\nLarry deixou a mulher, Maria Luiza, os filhos Marcelo, Larry J\u00fanior (que foi diretor de futebol do Inter, em 1996) e Zilda Maria, al\u00e9m de seis netos e uma bisneta..<\/p>\n<ul>\n<li><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-32574\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Larry-2.jpg\" alt=\"Larry 2\" width=\"77\" height=\"127\" \/><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kenny Braga* Escalar o centroavante para a &#8220;Sele\u00e7\u00e3o do Inter de Todos os Tempos&#8221; n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Em 100 anos de hist\u00f3ria, grandes goleadores vestiram a camisa colorada. Mas quando se menciona em qualquer roda o nome de Larry Pinto de Faria as opini\u00f5es convergem: ele tem lugar garantido nesta sele\u00e7\u00e3o. Fluminense, nascido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":32573,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-32572","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":32572,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-8tm","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32572\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}