{"id":34270,"date":"2016-06-06T14:51:24","date_gmt":"2016-06-06T17:51:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=34270"},"modified":"2016-06-06T14:51:24","modified_gmt":"2016-06-06T17:51:24","slug":"haiti-2015-uma-nacao-que-resiste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/haiti-2015-uma-nacao-que-resiste\/","title":{"rendered":"Haiti 2015: uma na\u00e7\u00e3o que resiste"},"content":{"rendered":"<p>Abre nesta ter\u00e7a, 7, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Haiti 2015 &#8211; Uma Na\u00e7\u00e3o que Resiste&#8221;, com fotos do jornalista W\u00e1lmaro Paz.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-34272\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/haiti2.jpg\" alt=\"haiti2\" width=\"725\" height=\"483\" \/><br \/>\nDesde sua independ\u00eancia em 1804, ap\u00f3s uma revolu\u00e7\u00e3o de escravos liderados por\u00a0Toussaint Louverture e Jean Jacques Dessalines, os haitianos v\u00eam, resistindo a um\u00a0processo insistente de recoloniza\u00e7\u00e3o preconizado pelos brancos norte-americanos, sob\u00a0o pretexto de sua incapacidade de organiza\u00e7\u00e3o e econ\u00f4mica.<br \/>\nPortanto h\u00e1 211 anos,\u00a0completados em 2015 com um processo eleitoral fraudulento e rejeitado pela\u00a0popula\u00e7\u00e3o, que aqueles negros que habitam a P\u00e9rola das Antilhas v\u00eam lutando\u00a0incessantemente.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-34273\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/haiti3.jpg\" alt=\"haiti3\" width=\"725\" height=\"483\" \/><br \/>\nUma crise ambiental s\u00e9ria provocada pelos colonizadores que\u00a0desmataram totalmente as montanhas do pa\u00eds e uma popula\u00e7\u00e3o grande (cerca de 10,2\u00a0milh\u00f5es) em rela\u00e7\u00e3o a \u00e1rea (27.750\u00a0quil\u00f4metros quadrados) acabou provocando uma\u00a0di\u00e1spora.<br \/>\nOs principais destinos dos sobreviventes daquele pa\u00eds, que em 2010 sofreu\u00a0um terremoto que vitimou cerca de 200 mil pessoas, s\u00e3o USA, Canad\u00e1 e o Brasil.<br \/>\n1 \u2013 Diariamente uma grande fila forma-se nas portas do consulado brasileiro em\u00a0Petion Ville para pedirem vistos humanit\u00e1rias em passaportes para emigrarem para o\u00a0Brasil. Antes de 2015 quando o governo brasileiro liberou cerca de 2 mil vistos\u00a0mensais, muitos haitianos viajavam clandestinamente a um custo de 2 mil d\u00f3lares.<br \/>\n2- As mulheres haitianas, submissas culturalmente aos homens, garantem o sustento\u00a0de suas fam\u00edlias muito grandes vendendo produtos nos mach\u00e9s (mercados livres nas<br \/>\n3 \u2013 As dez principais cidades haitianas, capitais de departamentos tem ruas\u00a0movimentadas com um transito intenso de motocicletas. Elas ainda conservam, o\u00a0tra\u00e7ado do per\u00edodo colonial, inclusive preservando in\u00fameras constru\u00e7\u00f5es. Artistas de\u00a0rua exp\u00f5em seus trabalhos nas cal\u00e7adas \u00e0 espera de turistas.<br \/>\n4 &#8211; A grande esperan\u00e7a daquela na\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa nos olhares de suas crian\u00e7as. legres,<br \/>\n5 \u2013 Um olhar para o futuro com um brilho de esperan\u00e7a \u00e9 a sua marca.<br \/>\n6 \u2013 O trabalho nas planta\u00e7\u00f5es de arroz, sorgo e feij\u00e3o do congo al\u00e9m da extra\u00e7\u00e3o de\u00a0pedras nas montanhas come\u00e7a cedo. Crian\u00e7as e adolescentes realizam diariamente um\u00a0trabalho \u00e1rduo depois da escola para ajudar suas fam\u00edlias.<br \/>\n7 \u2013 Um processo eleitoral conduzido pela OEA naquele ano revelou-se fraudulento.\u00a0Lideran\u00e7a dos camponeses como Chavannes Jean Baptiste, mostram a seus seguidores\u00a0o rumo da resist\u00eancia.<br \/>\n8 \u2013 Apesar da crise, ou mesmo por causa dela, os haitianos s\u00e3o excelentes artes\u00e3os e\u00a0cultuam os costumes de seus antepassados trazidos de diversas regi\u00f5es da \u00c1frica.<br \/>\n9 \u2013 No dia dos mortos v\u00e3o aos cemit\u00e9rios comemorar com seus ancestrais, a quem\u00a0servem caf\u00e9 e iguarias. Para os haitianos a morte \u00e9 uma nova vida.<br \/>\n10 \u2013 O amor e a integra\u00e7\u00e3o com a natureza e uma rever\u00eancia aos antepassados s\u00e3o as\u00a0principais marcas da cultura da P\u00e9rola das Antilhas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abre nesta ter\u00e7a, 7, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Haiti 2015 &#8211; Uma Na\u00e7\u00e3o que Resiste&#8221;, com fotos do jornalista W\u00e1lmaro Paz. 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