{"id":348,"date":"2007-12-06T13:27:22","date_gmt":"2007-12-06T16:27:22","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=348"},"modified":"2007-12-06T13:27:22","modified_gmt":"2007-12-06T16:27:22","slug":"fronteiras-2008-a-arte-de-pensar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/fronteiras-2008-a-arte-de-pensar\/","title":{"rendered":"Fronteiras 2008: a arte de pensar"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A segunda-feira, 14 de abril de 2008, marca a continuidade do curso de altos estudos Fronteiras do Pensamento, que inova em sua segunda edi\u00e7\u00e3o\u00a0ao fazer os debates em duas capitais brasileiras.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A incorpora\u00e7\u00e3o da ga\u00facha Copesul, criadora do projeto, pela Braskem levar\u00e1 o Fronteiras tamb\u00e9m para o nordeste do Brasil. Al\u00e9m de Porto Alegre, Salvador, capital da Bahia, o Estado sede da\u00a0empresa,\u00a0tamb\u00e9m vai receber os conferencistas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A exemplo de 2007, a segunda edi\u00e7\u00e3o inicia com um ex-ministro franc\u00eas. Jack Lang, que ocupou <span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">as pastas da\u00a0Cultura no governo Mitterrand, e da Educa\u00e7\u00e3o, na gest\u00e3o de Lionel Jospin, inaugura o programa de 2008, que se estende at\u00e9 novembro e j\u00e1 tem 14 nomes internacionais confirmados <\/span>entre os palestrantes.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Com o slogan \u201cA arte e a linguagem na cultura contempor\u00e2nea\u201d, a \u00eanfase da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 as modifica\u00e7\u00f5es na compreens\u00e3o do mundo que a arte provoca. Para ilustrar essas mudan\u00e7as, artistas que\u00a0carregam consigo o t\u00edtulo de vanguardistas protagonizam o evento.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Os m\u00fasicos Phillip Glass e David Byrne; o escritor cubano Pedro Juan Gutierrez; a dupla de artistas pl\u00e1sticos b\u00falgaros Christo e Jeanne-Claude, al\u00e9m do cineasta Alain Robbe-Grillet est\u00e3o confirmados.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Tamb\u00e9m sobem ao palco da Reitoria da UFRGS \u2013 e seguem para Salvador \u2013 outras personalidades que exercem atividades ligadas \u00e0 cultura. A ensa\u00edsta argentina Beatriz Sarlo, o historiador e bi\u00f3grafo de Rembrant, Simon Schama, o revolucion\u00e1rio nicarag\u00fcense \u2013 e tamb\u00e9m escritor \u2013 Sergio Ram\u00edrez e o arquiteto Daniel Libeskind, resposn\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de dois monumentos \u00e0 mem\u00f3ria contempor\u00e2nea: o Museu Judaico de Berlim e o pr\u00e9dio que ocupar\u00e1 o terrenos das Torres G\u00eameas, em Nova Iorque.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Em 2008, o Fronteiras do Pensamento ser\u00e1 quinzenal, com encontros em duas segundas-feiras de cada m\u00eas. A modifica\u00e7\u00e3o foi inserida para que os alunos possam se aprofundar no estudo antes de encontrar com os conferencistas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Tamb\u00e9m como em 2007, o evento n\u00e3o ter\u00e1 venda avulsa de ingressos. Quem quiser participar do Fronteiras 2008, ter\u00e1 que comprar o passaporte, que d\u00e1 acesso \u00e0 todos os encontros. O pre\u00e7o para freq\u00fcentar o curso \u00e9 de R$ 550,00 e a venda acontece a partir desta quarta-feira, atrav\u00e9s do site<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.fronteirasdopensamento.com.br\/\">www.fronteirasdopensamento.com.br<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"intertitulo_site\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\">Conhe\u00e7a alguns dos conferencistas confirmados<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Alain Robbe-Grillet<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Escritor e cineasta franc\u00eas, \u00e9 considerado o \u201cpapa\u201d do novo romance. Publicou <em>Os \u00faltimos dias de Corinto<\/em>, autobiografia romanceada de sua obra. Eleito em 2004 um dos imortais da Academia Francesa, Robbe-Grillet \u00e9 conhecido por suas estruturas narrativas n\u00e3o-ortodoxas. Na d\u00e9cada de 60, assumiu paralelamente a carreira de diretor de cinema, ao trabalhar com o renomado diretor Alan Resnais em <em>L&#8217;ann\u00e9e derni\u00e8re \u00e0 Marienbad<\/em> (<em>O \u00faltimo ano em Marienbad<\/em>, 1961) \u2013 Le\u00e3o de Ouro do Festival de Veneza daquele ano. No meio acad\u00eamico, foi professor nas universidades de Nova Iorque e Washington e diretor do Centro de Sociologia da Literatura na universidade de Bruxelas, B\u00e9lgica. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Beatriz Sarlo<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Escritora e cr\u00edtica liter\u00e1ria argentina, ajudou a desvendar a escrita latino-americana. \u00c9 autora de <em>Cenas da vida p\u00f3s-moderna<\/em> e <em>Paisagens do imagin\u00e1rio: intelectuais, arte e meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. Nascida na capital portenha no come\u00e7o da d\u00e9cada de 40, \u00e9 professora de Literatura Argentina da Universidade de Buenos Aires. Sarlo \u00e9 uma das mais proeminentes cr\u00edticas da sociedade argentina, conhecida por seus estudos sobre literatos latino-americanos, como Pedro Sarmiento, Esteban Echeverr\u00eda, Juan Jos\u00e9 Saer, Julio Cort\u00e1zar e Jorge Luis Borges. Analisando de forma incisiva diversas facetas da arte e da cultura do pa\u00eds vizinho, a escritora mostrou for\u00e7a ao criar em 1978 \u2013 no auge da ditadura de Jorge Videla \u2013 a revista Punto de Vista, a qual dirige at\u00e9 hoje. A escritora tamb\u00e9m esteve \u00e0 frente de cursos em importantes institui\u00e7\u00f5es de ensino norte-americanas, como as universidades de Berkeley e Columbia.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Christo e Jeanne-Claude<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Artistas da Land Art, de origem b\u00falgara. \u201cEmpacotaram\u201d o parlamento alem\u00e3o e realizaram a obra The Gates, no Central Park, provocando uma inova\u00e7\u00e3o criativa nas artes visuais contempor\u00e2neas. Radicados nos Estados Unidos, s\u00e3o famosos por instala\u00e7\u00f5es que &#8220;embalam&#8221; grandes \u00e1reas em diferentes paisagens pelo mundo. Christo, egresso da Academia de Belas Artes de Sofia, fez est\u00e1gios em Praga e Viena e passou por Paris antes de se fixar em Nova Iorque, em meados dos anos 60. Na d\u00e9cada seguinte, Christo e Jeanne-Claude, sua esposa, come\u00e7aram a atividade que os tornaria mundialmente conhecidos, com obras como Wrapped Coast, quando circundaram toda a costa de Little Bay, na Austr\u00e1lia, e Running Fence, em que estenderam uma parede de nylon por dois condados da Calif\u00f3rnia. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Daniel Libeskind<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Arquiteto polon\u00eas, projetou o Museu Judaico de Berlim, na Alemanha, e a Freedom Tower, obra que substituir\u00e1 as Torres G\u00eameas do World Trade Center, em Nova Iorque. Emigrou para os Estados Unidos em 1959, juntamente com os pais e a irm\u00e3, sobreviventes do Holocausto. A origem judaica e a identifica\u00e7\u00e3o com seu novo pa\u00eds s\u00e3o alguns dos elementos recorrentes na sua linha de trabalho. Libeskind criou um novo discurso cr\u00edtico, de abordagem multidisciplinar, assinando projetos como o Imperial War Museum North, em Manchester, Inglaterra, e uma extens\u00e3o do Museu de Arte de Denver, nos Estados Unidos, al\u00e9m de diversos pr\u00e9dios residenciais e comerciais. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>David Byrne<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">M\u00fasico, compositor, cineasta e fot\u00f3grafo escoc\u00eas, fundador da banda de new wave Talking Heads. O multim\u00eddia Byrne excursionou com sucesso nos campos do cinema, da literatura e das artes pl\u00e1sticas, com produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica acentuada na \u00faltima d\u00e9cada. Radicado nos Estados Unidos, foi na Escola de Design de Rohde Island, em Nova Iorque, que conheceu grande parte de seus companheiros de banda, no come\u00e7o dos anos 70. Com a dissolu\u00e7\u00e3o do grupo, vinte anos depois, o artista intensificou a realiza\u00e7\u00e3o de projetos individuais, dedicando-se a outras \u00e1reas que n\u00e3o a m\u00fasica. No curr\u00edculo \u2013 al\u00e9m dos mais de dez \u00e1lbuns com o Talking Heads e oito discos solo \u2013 soma cinco livros e instala\u00e7\u00f5es art\u00edsticas em diferentes pa\u00edses. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Jack Lang<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Pol\u00edtico socialista franc\u00eas, foi ministro da Cultura e da Educa\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, autor de <em>Nelson Mandela: uma li\u00e7\u00e3o de vida<\/em>. Lang nasceu em Mirecourt, noroeste da Fran\u00e7a. Doutor em Direito pelo Instituto de Estudos Pol\u00edticos de Paris, exerceu a atividade por pouco tempo nos anos 60, tornou-se professor de Direito Internacional, lecionando nas universidades de Nancy e Paris X-Nanterre, al\u00e9m do Centre National des Arts et M\u00e9tiers. Membro do Partido Socialista Franc\u00eas, foi ministro da Cultura no governo Mitterrand, e da Educa\u00e7\u00e3o, com Lionel Jospin. Iniciou sua carreira pol\u00edtica na Assembl\u00e9ia Nacional francesa em 1977, cargo para o qual foi reeleito nas elei\u00e7\u00f5es gerais de 2007. Grande incentivador da arte e da cultura francesas \u2013 e de uma pol\u00edtica p\u00fablica suficientemente capaz de desenvolv\u00ea-las \u2013, Lang vale-se de seus mandatos para ampliar o apoio do Estado franc\u00eas a produ\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de diversas \u00e1reas, especialmente o cinema.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Michel Onfray<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Fil\u00f3sofo franc\u00eas, autor dos best-sellers <em>Tratado de Ateologia<\/em>, A escultura de si e Antimanual de filosofia. Desenvolveu a teoria do hedonismo e defende a id\u00e9ia de n\u00e3o haver filosofia sem psican\u00e1lise. Nascido em 1959 na cidade de Argentan, na Fran\u00e7a, Onfray \u00e9 um dos intelectuais mais lidos em seu pa\u00eds. Sucesso de m\u00eddia, sua obra gira constantemente em torno de temas como hedonismo, raz\u00e3o e ate\u00edsmo. Professor de Filosofia por quase uma d\u00e9cada em uma escola t\u00e9cnica da cidade de Caen, rebelou-se contra o sistema educacional e cultural do governo franc\u00eas no come\u00e7o do s\u00e9culo XXI, criando as Universidades Populares de Caen e Argentan. Nestas institui\u00e7\u00f5es \u2013 que dispensam inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e s\u00e3o freq\u00fcentadas por milhares de pessoas todos os dias \u2013, o intelectual d\u00e1 aulas e palestras gratuitas sobre filosofia, artes e pol\u00edtica. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Pedro Juan Gutierrez<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Artista visual e escritor cubano, autor da obra <em>Trilogia suja de Havana<\/em> (<em>O Rei de Havana<\/em>, <em>O insaci\u00e1vel homem-aranha<\/em> e <em>O ninho da serpente<\/em>), \u00e9 reconhecido internacionalmente como um dos escritores mais talentosos da nova narrativa latino-americana. Nascido na villa de Matanzas em 1950, Guti\u00e9rrez come\u00e7ou a escrever como forma de fuga da sua realidade. De origem humilde, foi agricultor, trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil, dirigente sindical, professor de desenho t\u00e9cnico e ator de r\u00e1dio. Trabalhou como jornalista durante os anos 80, visitando pa\u00edses como a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e a Alemanha Oriental, realizando coberturas para revistas, r\u00e1dios, TV, jornais e ag\u00eancias de not\u00edcias cubanas. Dedicando-se nos \u00faltimos anos exclusivamente \u00e0 pintura e \u00e0 escrita, nunca abandonou o centro de Havana, sua morada e grande inspira\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Philip Glass<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">M\u00fasico norte-americano, \u00edcone do minimalismo, \u00e9 compositor de in\u00fameras trilhas sonoras para o cinema. Nascido em Baltimore no ano de 1937, Glass \u00e9 considerado uma das pessoas mais influentes na m\u00fasica do s\u00e9culo XX. Aos 15 anos, j\u00e1 freq\u00fcentava a prestigiada escola de m\u00fasica Juilliard, em Nova Iorque, cidade onde vive at\u00e9 hoje. Ap\u00f3s uma temporada na Europa, quando conheceu e trabalhou com o respeitado compositor indiano Ravi Shankar, criou o Philip Glass Ensemble \u2013 grupo de sete m\u00fasicos que se apresentavam com teclados e efeitos sonoros \u2013, o qual originou o chamado &#8220;estilo minimalista&#8221;. Distanciando-se deste conceito, fez parcerias com artistas de g\u00eaneros musicais distintos, com projetos em diferentes m\u00eddias. Suas participa\u00e7\u00f5es em trilhas sonoras para o cinema lhe renderam um Globo de Ouro e um pr\u00eamio BAFTA, al\u00e9m de tr\u00eas indica\u00e7\u00f5es para o Oscar. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Ralf Dahrendorf<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Soci\u00f3logo e cientista pol\u00edtico alem\u00e3o, foi primeiro-ministro e diretor da prestigiada London School of Economics. Filho do deputado antinazista Gustav Dahrendorf, nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 1929. Autor de As <em>classes sociais e os seus conflitos na sociedade industrial<\/em>, uma das obras fundamentais sobre o conceito de classes sociais, Lord Dahrendorf refuta a tese de Marx sobre a propriedade e diz que o poder est\u00e1, de fato, na raiz das diferen\u00e7as sociais. Habitante do Reino Unido desde a d\u00e9cada de 70, foi nomeado, em 1993, Bar\u00e3o Dahrendorf pela Rainha Elizabeth II e, desde ent\u00e3o, \u00e9 membro da c\u00e2mara alta do Parlamento Brit\u00e2nico. Em 2007, recebeu o Pr\u00eamio Pr\u00edncipe de Ast\u00farias de Ci\u00eancias Sociais.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Richard Sennett<\/strong> <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Soci\u00f3logo norte-americano, pensador da cultura contempor\u00e2nea, \u00e9 autor do aclamado <em>O decl\u00ednio do homem p\u00fablico<\/em>. Professor das disciplinas de sociologia e humanidades na New University, \u00e9 diretor do New York Institute for Humanities. Autodidata, desde os 6 anos de idade tocava violoncelo e, aos 8 anos, j\u00e1 compunha. No come\u00e7o dos anos 60, uma doen\u00e7a em suas m\u00e3os o fez desistir da carreira de m\u00fasico. Em Harvard, a convite de um amigo, come\u00e7ou a ter contato com pol\u00edtica e economia e descobriu que a m\u00e1quina de escrever eletr\u00f4nica lhe permitia &#8220;produzir sem sentir dor&#8221;, como definiu posteriormente. Em <em>O decl\u00ednio do homem p\u00fablico<\/em> analisa aspectos da vida p\u00fablica e conclui que o crescente individualismo na sociedade moderna acaba se tornando uma &#8220;armadilha&#8221; ao despertar uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de liberdade. Hoje, vive entre a Inglaterra e os Estados Unidos, onde ensina na London School of Economics e na Universidade de Nova Iorque.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Sergio Ram\u00edrez<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Escritor e pol\u00edtico nicarag\u00fcense, autor <em>De Tropeles y Tropel\u00edas<\/em>, formou o \u201cGrupo dos Doze\u201d, que tomou o poder na queda do ditador Anast\u00e1sio Somoza. Nasceu na cidade de Masatepe, na Nicar\u00e1gua, em 1942. Considerado um dos principais intelectuais latino-americanos, Ram\u00edrez formou-se advogado pela Universidade Nacional Aut\u00f4noma da Nicar\u00e1gua. Entre 1984 e 1990, foi vice-presidente da Nicar\u00e1gua, no governo de Daniel Ortega. De 1990 a 1995, foi deputado da Assembl\u00e9ia Nacional, liderando a bancada sandinista, quando fundou o Movimento de Renova\u00e7\u00e3o Sandinista, pelo qual se candidatou \u00e0 presid\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es de 1996. Autor de mais de uma dezena de livros, quase sempre abordando temas relacionados \u00e0 vida social e pol\u00edtica do seu pa\u00eds e da Am\u00e9rica Latina, hoje \u00e9 colunista de v\u00e1rios jornais, revistas e websites de todo o mundo.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Simon Schama<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Historiador brit\u00e2nico, \u00e9 autor de <em>Rembrandt&#8217;s Eyes<\/em>, uma biografia do famoso pintor holand\u00eas, e Simon Schama&#8217;s Power of Art, conjunto de livro e s\u00e9rie televisiva, produzida pela BBC. Nascido em Londres, na Inglaterra, em 1945, \u00e9 professor de Arte e Hist\u00f3ria da Arte na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Schama, que j\u00e1 foi aluno e professor em importantes institui\u00e7\u00f5es como Cambridge, Oxford e Harvard, \u00e9 mais conhecido por seus livros e trabalhos para a TV, com obras que tratam da rela\u00e7\u00e3o da arte com a hist\u00f3ria. Reconhecido cr\u00edtico de arte, escreve regularmente para peri\u00f3dicos como o Guardian, da Inglaterra, e a revista norte-americana New Yorker. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Tariq Modood<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Soci\u00f3logo paquistan\u00eas, te\u00f3rico do multiculturalismo e professor da Universidade de Bristol, na Inglaterra. \u00c9 autor de <em>Church, state and religious minorities<\/em>. Professor de Sociologia e diretor do Centro Universit\u00e1rio de Estudos da Etnia e Cidadania, \u00e9 uma das principais autoridades em quest\u00f5es \u00e9tnicas. Modood trabalha na pesquisa de temas como a teoria e a pol\u00edtica do racismo, a igualdade racial, multiculturalismo e secularismo, com especial refer\u00eancia aos mu\u00e7ulmanos brit\u00e2nicos asi\u00e1ticos. Em conjunto com colegas de diferentes pa\u00edses, \u00e9 um dos diretores do Leverhulme Programme on Migration and Citizenship, que analisa oito situa\u00e7\u00f5es distintas quanto \u00e0s migra\u00e7\u00f5es dos seres humanos e suas conseq\u00fc\u00eancias para a sociedade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister A segunda-feira, 14 de abril de 2008, marca a continuidade do curso de altos estudos Fronteiras do Pensamento, que inova em sua segunda edi\u00e7\u00e3o\u00a0ao fazer os debates em duas capitais brasileiras. A incorpora\u00e7\u00e3o da ga\u00facha Copesul, criadora do projeto, pela Braskem levar\u00e1 o Fronteiras tamb\u00e9m para o nordeste do Brasil. 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