{"id":35131,"date":"2016-06-19T17:28:23","date_gmt":"2016-06-19T20:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=35131"},"modified":"2016-06-19T17:28:23","modified_gmt":"2016-06-19T20:28:23","slug":"entidades-unem-se-em-defesa-de-reporter-preso-e-enquadrado-em-quatro-crimes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/entidades-unem-se-em-defesa-de-reporter-preso-e-enquadrado-em-quatro-crimes\/","title":{"rendered":"Entidades se unem em defesa de rep\u00f3rter preso e enquadrado em quatro crimes"},"content":{"rendered":"<p>Num s\u00e1bado gelado em que, \u00e0s dez da manh\u00e3, o centro de Porto Alegre ainda estava coberto pela neblina, cerca de quarenta pessoas compareceram ao debate na Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa sobre a pris\u00e3o do rep\u00f3rter Matheus Chaparini, do jornal J\u00c1.<br \/>\nVilson Romero, diretor da ARI, fez um breve relato dos atentados \u00e0 liberdade de imprensa no Brasil e no mundo e apresentou os integrantes da mesa &#8211; o pr\u00f3prio rep\u00f3rter, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre, Milton Simas, o editor do jornal J\u00c1, Elmar Bones, e o coordenador da comiss\u00e3o da direitos humanos da OAB, Dani Rudnicki.<br \/>\n<figure id=\"attachment_34927\" aria-describedby=\"caption-attachment-34927\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34927\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160615_0003_Matheus-Chaparini-e\u0301-preso-pela-BM-no-exerci\u0301cio-da-profissa\u0303o_por_Ramiro-Furquim__OAF1952.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-34927\" class=\"wp-caption-text\">| Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO v\u00eddeo de seis minutos com as cenas chocantes que Chaparini registrou com seu celular dentro do pr\u00e9dio da Secretaria da Fazenda, na hora em que 42 estudantes foram retirados \u00e0 for\u00e7a, introduziu o assunto.<br \/>\nEm seguida, o rep\u00f3rter reconstituiu seu dia de trabalho. Explicou que acompanha desde o in\u00edcio as ocupa\u00e7\u00f5es de escolas por estudantes. Na quarta feira, 15, pouco depois das oito da manh\u00e3, foi avisado que havia uma nova ocupa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nChegou ao local quando alguns estudantes ainda estavam entrando. Ele entrou junto. Come\u00e7ou a fazer entrevistas, em seguida chegou a Brigada Militar ele passou a filmar.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35162\" aria-describedby=\"caption-attachment-35162\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-35162 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0002_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2664.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35162\" class=\"wp-caption-text\">Representante da OAB, Dani Rudnicki | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nGravou 11 minutos de v\u00eddeo, registrando a retirada \u00e0 for\u00e7a dos estudantes. Mesmo tendo se identificado como jornalista, foi levado junto. Foi metido num cambur\u00e3o e, depois de um roteiro por duas delegacias, parou no Pres\u00eddio Central, de onde saiu em liberdade provis\u00f3ria, por volta das duas da madrugada.<br \/>\nO inqu\u00e9rito, feito pela pol\u00edcia com base nos elementos fornecidos pela Brigada Militar, tamb\u00e9m n\u00e3o registra sua condi\u00e7\u00e3o de jornalista e determinou sua pris\u00e3o em flagrante, pedindo \u00e0 Justi\u00e7a que o enquadre em quatro crimes: esbulho possess\u00f3rio, corrup\u00e7\u00e3o de menores, dano qualificado\u00a0ao patrim\u00f4nio e associa\u00e7\u00e3o criminosa. Libertado por liminar, o rep\u00f3rter disse que n\u00e3o sabe ainda dos desdobramentos desse processo.<br \/>\nO editor Elmar Bones disse que o rep\u00f3rter &#8220;estava na hora certa, no lugar certo&#8221; cumprindo seu dever profissional. Explicou que as invas\u00f5es de escolas por estudantes configuram um &#8220;fato novo&#8221; e que por isso o jornal J\u00c1 procura acompanhar o movimento de perto, desde o in\u00edcio.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35164\" aria-describedby=\"caption-attachment-35164\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35164\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0004_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2701.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35164\" class=\"wp-caption-text\">Jornalista Elmar Bones | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nSegundo Bones, a pris\u00e3o do rep\u00f3rter \u00e9 um fato extremo num contexto de discrimina\u00e7\u00f5es que cercam o jornalismo independente. &#8220;O mais chocante, disse o editor, foi a rea\u00e7\u00e3o de alguns jornalistas, que tentaram desqualificar o rep\u00f3rter por ele estar entre os estudantes, como se o jornalista, para ser isento, tenha que se manter distante dos fatos&#8221;.<br \/>\nBones, de 72 anos, que foi preso tr\u00eas vezes durante a ditadura, contou que n\u00e3o esperava mais ter que passar um dia ao telefone para resgatar um colega preso. &#8220;Fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que nada mudou. Em certo sentido, parece at\u00e9 que piorou. Na ditadura, por for\u00e7a da necessidade, criou-se uma rede de prote\u00e7\u00e3o em que institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, como OAB, CNBB e outras se somavam \u00e0s entidades de classe. Atrav\u00e9s dela, apesar do arb\u00edtrio vigente, chegava-se \u00e0 autoridade para evitar o pior. Agora, confiados de que estamos numa democracia, n\u00e3o temos isso e a autoridade parece imperme\u00e1vel&#8221;.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35161\" aria-describedby=\"caption-attachment-35161\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35161\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0001_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2655.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35161\" class=\"wp-caption-text\">| Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO editor contou que ouviu no r\u00e1dio \u00e0s 9 horas a informa\u00e7\u00e3o de que um grupo de estudantes havia invadido o pr\u00e9dio da Secretaria da Fazenda, no centro da cidade. &#8220;Mandei uma mensagem aos rep\u00f3rteres e logo veio a resposta do Matheus: &#8220;Estou aqui dentro&#8221;. O Furquim (fot\u00f3grafo) ta\u00ed? &#8220;S\u00f3 eu&#8221;, foi a resposta.<br \/>\nMeia hora depois um telefonema. Em voz abafada, o rep\u00f3rter falava que estava no cambur\u00e3o com os estudantes e ouvira um militar dizer que iriam para o Pres\u00eddio Central. Em seguida, com medo que lhe confiscassem o celular com as imagens, Matheus passou-o para um dos advogados e ficou sem contato.<br \/>\n<figure id=\"attachment_34925\" aria-describedby=\"caption-attachment-34925\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-34925\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160615_0001_Matheus-Chaparini-e\u0301-preso-pela-BM-no-exerci\u0301cio-da-profissa\u0303o_por_Ramiro-Furquim__OAF1878.jpg\" alt=\"2016.06.15 - Porto Alegre\/RS\/Brasil - Rep\u00f3rter do Jornal J\u00e1 \u00e9 preso durante cobertura de ocupa\u00e7\u00e3o da Secretaria Estadual da Fazenda. Foto: Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-34925\" class=\"wp-caption-text\">Matheus Chaparini dentro de um dos micro\u00f4nibus que levaram os detidos na Sefaz\u00a0| Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Dani Rudnicki, respondeu ao questionamento do debate: Liberdade de Express\u00e3o Amea\u00e7ada?<br \/>\n&#8220;Sim, disse ele,\u00a0existe amea\u00e7a, com consequ\u00eancias para todos, pois s\u00f3 existe garantia de direitos humanos com jornalismo livre e este quadro est\u00e1 piorando&#8221;. Matheus Chaparini, segundo Rudnicki, foi &#8220;v\u00edtima da arbitrariedade policial e do sistema carcer\u00e1rio, inclusive porque n\u00e3o podia ficar em cela comum&#8221;.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35169\" aria-describedby=\"caption-attachment-35169\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35169\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0010_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2740.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35169\" class=\"wp-caption-text\">| Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO advogado lembrou que &#8220;h\u00e1 uma forte tend\u00eancia de criminalizar os movimentos sociais e, por isso, as implica\u00e7\u00f5es desse processo que envolve o rep\u00f3rter n\u00e3o devem ser negligenciadas. Ele vai precisar de bons advogados e apoio pol\u00edtico para evitar consequ\u00eancias, que podem ser graves&#8221;.<br \/>\nO presidente do Sindicato dos Jornalistas, Milton Simas, come\u00e7ou informando que a Brigada Militar foi convidada para o debate, mas n\u00e3o se disp\u00f4s a mandar um representante. Mencionou o evento promovido pelo sindicato que, no dia anterior, reuniu mais de 70 profissionais na frente do Pal\u00e1cio Piratini para protestar contra o sil\u00eancio do governo estadual sobre o caso. Simbolicamente, canetas e blocos de anota\u00e7\u00f5es foram colocados na porta de entrada da sede do governo. Lembrou que em 1987, quando um jornalista foi preso arbitrariamente pela BM (o rep\u00f3rter Alfredo Daudt, do Jornal do Com\u00e9rcio, ficou quatro horas detido), o governador Pedro Simon chamou-o ao Pal\u00e1cio Piratini para pedir desculpas. &#8220;Agora nem o Secret\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o Social se manifesta&#8221;.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35165\" aria-describedby=\"caption-attachment-35165\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35165\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0005_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2715.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35165\" class=\"wp-caption-text\">Fot\u00f3grafo Naian Meneghetti ficou 36h preso ao cobrir ocupa\u00e7\u00e3o de escrit\u00f3rio do consulado dos EUA, em 2013 | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA primeira interven\u00e7\u00e3o da plateia foi o fot\u00f3grafo\u00a0Naian Meneghetti. Ele relatou sua pris\u00e3o, por 36 horas, e a reten\u00e7\u00e3o do seu equipamento (at\u00e9 hoje n\u00e3o devolvido), enquanto fotografava um protesto em 2013, diante do consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre. &#8220;Tamb\u00e9m acabei no pres\u00eddio central. L\u00e1 eles pegaram o megafone dos manifestantes e passaram a noite apertando o bot\u00e3o do alarme para impedir que pud\u00e9ssemos dormir&#8221;. Disse que seu processo est\u00e1 agora no STF.<br \/>\nW\u00e1lmaro Paz, rep\u00f3rter free-lance, ironizou as insinua\u00e7\u00f5es de que o rep\u00f3rter seria militante por estar junto com os estudantes: &#8220;Nas cobertura das ocupa\u00e7\u00f5es de terra, a gente dava carona ao l\u00edder do MST no carro de O Globo, ningu\u00e9m via problema nisso. Se estava cobrindo, tinha que estar junto&#8221;.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35166\" aria-describedby=\"caption-attachment-35166\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35166\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0006_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2718.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35166\" class=\"wp-caption-text\">Jornalista W\u00e1lmaro Paz| Foto: Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAndr\u00e9 Pereira relembrou que a \u00faltima pris\u00e3o de jornalistas por causa do seu trabalho no RS durante a Ditadura foi em 1982, quando quatro jornalistas do Coojornal, Bones entre eles, enquadrados na Lei de Seguran\u00e7a Nacional, foram encarcerados por 14 dias, por uma reportagem baseada em documentos do Ex\u00e9rcito. &#8220;Naquela \u00e9poca n\u00e3o se admitia vazamentos&#8221;<br \/>\nAndr\u00e9 Pereira mencionou tamb\u00e9m o caso do rep\u00f3rter Alfredo Daudt que em 1987, chegou a ser detido por 4 horas durante cobertura da greve dos professores, mas o ent\u00e3o governador Pedro Simon, ao saber, o chamou para pedir desculpas.<br \/>\nSugeriu um contato com lideran\u00e7as na Assembleia Legislativa, como os deputados Ad\u00e3o Villaverde e Ibsen Pinheiro, dispostas a apoiar um movimento para acompanhar n\u00e3o s\u00f3 o caso do jornalista mas, tamb\u00e9m, dos 42 estudantes, a maioria menores, presos e enquadrados nos mesmos crimes no inqu\u00e9rito policial.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35167\" aria-describedby=\"caption-attachment-35167\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35167\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0007_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2724.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35167\" class=\"wp-caption-text\">Representante da Fenaj Jos\u00e9 Nunes | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nJos\u00e9 Nunes, representante da Fenaj, falou dos riscos para os jornalistas num momento de fragilidade pol\u00edtica por que passa o Brasil. Chamou aten\u00e7\u00e3o para o &#8220;absurdo o que o Judici\u00e1rio est\u00e1 fazendo no Paran\u00e1&#8221;, referindo-se aos jornalistas da Gazeta do Povo, de Curitiba, acossados por mais de 30 processos em comarcas diferentes por reportagens sobre os altos sal\u00e1rios de promotores e juizes.<br \/>\nRamiro Furquim, fotografo colaborador do jornal J\u00c1, protestou contra a cadeira cativa de jornalistas com crach\u00e1s de grandes empresas e uma s\u00e9rie de perguntas para emiss\u00e3o\u00a0de crach\u00e1 emitido pela Assembleia Legislativa, n\u00e3o reconhecendo a carteira da Fenaj, v\u00e1lida em todo territ\u00f3rio nacional. &#8220;Pra entrar na Casa do Povo, minha identidade\u00a0de Jornalista n\u00e3o \u00e9 reconhecida&#8221;. O presidente do Sindicato prometeu provid\u00eancias.<br \/>\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Jornais de Bairro de Porto Alegre, Paulo Bittencourt, reclamou da discrimina\u00e7\u00e3o dos pequenos jornais e da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas que estimulem essas iniciativas, que s\u00e3o pequenas do ponto de vista financeiro mas s\u00e3o importantes do ponto de vista social, da vida das comunidades. &#8220;A gente faz o diferente, aquilo que a grande m\u00eddia n\u00e3o faz, mas o poderio econ\u00f4mico sufoca os pequenos&#8221;. Deu como exemplo a lei que destina 20% das verbas publicit\u00e1rias do governo estadual para os pequenos ve\u00edculos, que foi aprovada pelos deputados, sancionada pelo governador Tarso Genro e barrada pela PGE, por inconstitucional.<br \/>\n<figure id=\"attachment_35163\" aria-describedby=\"caption-attachment-35163\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-35163\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/20160618_0003_Debate-ARI-Jornalismo-Liberdade-de-Imprensa-Prisa\u0303o-Jornalista_por_Ramiro-Furquim__OAF2686.jpg\" alt=\" | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1\" width=\"725\" height=\"482\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-35163\" class=\"wp-caption-text\">Batista Filho, presidente da ARI | Ramiro Furquim\/Jornal J\u00e1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO presidente da ARI, Batista Filho, encerrou o debate reafirmando o hist\u00f3rico envolvimento da entidade na defesa intransigente dos profissionais. &#8220;As imagens mostram que Chaparini estava ali soberanamente fazendo o seu trabalho&#8221;. Disse que ao longo desta semana, junto com outras entidades, a associa\u00e7\u00e3o estar\u00e1 mobilizada para que o inqu\u00e9rito lavrado contra o rep\u00f3rter seja anulado. &#8220;N\u00e3o podemos esquecer que h\u00e1 outras 42 pessoas, a maioria menores de idade, que foram alvo de viol\u00eancia e s\u00e3o acusadas dos mesmos crimes&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num s\u00e1bado gelado em que, \u00e0s dez da manh\u00e3, o centro de Porto Alegre ainda estava coberto pela neblina, cerca de quarenta pessoas compareceram ao debate na Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa sobre a pris\u00e3o do rep\u00f3rter Matheus Chaparini, do jornal J\u00c1. 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