{"id":38042,"date":"2016-08-21T00:50:08","date_gmt":"2016-08-21T03:50:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=38042"},"modified":"2016-08-21T00:50:08","modified_gmt":"2016-08-21T03:50:08","slug":"artesaos-do-brique-lancam-campanha-artesanato-gaucho-compre-de-quem-faz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/artesaos-do-brique-lancam-campanha-artesanato-gaucho-compre-de-quem-faz\/","title":{"rendered":"Artes\u00e3os do Brique lan\u00e7am campanha &quot;Artesanato Ga\u00facho: compre de quem faz&quot;"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo de expositores da Feira de Artesanato do Bom Fim lan\u00e7ou a campanha Artesanato Ga\u00facho: compre de quem faz. O objetivo \u00e9 estimular o consumidor a dar prioridade ao produto artesanal. H\u00e1 anos, os artes\u00e3os do Brique se queixam da prolifera\u00e7\u00e3o de camel\u00f4s ao longo da Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio.<br \/>\nPara o expositor Paulo Eduardo Gralas, o problema \u00e9 ainda mais amplo. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Brique, na cidade inteira est\u00e1 acontecendo uma invas\u00e3o de camel\u00f4s. Foi criado o camel\u00f3dromo para resolver o problema no centro, no entanto, hoje tem camel\u00f4 pra tudo quanto \u00e9 lado\u201d, afirma Paulo, um dos fundadores da Feira de Artesanato do Bom Fim, criada em 1982.<br \/>\n<figure id=\"attachment_38046\" aria-describedby=\"caption-attachment-38046\" style=\"width: 182px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-38046 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/JABF-Agosto2016_03_rolando.jpg\" alt=\"JABF-Agosto2016_03_rolando\" width=\"182\" height=\"294\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-38046\" class=\"wp-caption-text\">Rolando Romero<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPara Rolando Romero, da Comiss\u00e3o da Feira de Artesanato, o objetivo \u00e9 a retomada do espa\u00e7o. Rolando, que exp\u00f5e seus artigos em couro h\u00e1 12 anos no local, acredita que o Brique est\u00e1 sendo descaracterizado. \u201cEra um espa\u00e7o social, cultural e de conv\u00edvio, hoje n\u00e3o tem espa\u00e7o para os artistas, porque o leito da rua est\u00e1 tomado por revendedores\u201d, afirma.<br \/>\nO movimento iniciou h\u00e1 algumas semanas, em bancas do primeiro canteiro, junto \u00e0 Osvaldo Aranha. Hoje s\u00e3o cerca de 30 bancas que exibem a faixa.<br \/>\nUma das idealizadoras, Maria Amorim, diz compreender a situa\u00e7\u00e3o dos revendedores, mas pondera: \u201cTodos precisam trabalhar, mas s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es diferentes, n\u00f3s somos produtores.\u201d Ela elenca uma s\u00e9rie de exig\u00eancias que s\u00e3o feitas aos artes\u00e3os para poderem expor no local, como ter carteira de artes\u00e3o, fornecida pela Funda\u00e7\u00e3o Ga\u00facha do Trabalho.<br \/>\nPara colocar uma banca, \u00e9 preciso aguardar a abertura de novas vagas. A \u00faltima sele\u00e7\u00e3o foi em julho de 2015. O inscrito passa por uma triagem, caso aprovado recebe uma visita da SMIC em sua oficina, para comprovar que produz seu artesanato e que utiliza a mat\u00e9ria-prima com a qual est\u00e1 cadastrado.<br \/>\n<figure id=\"attachment_38044\" aria-describedby=\"caption-attachment-38044\" style=\"width: 182px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-38044\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/JABF-Agosto2016_03_maria.jpg\" alt=\"Maria Amorim\" width=\"182\" height=\"294\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-38044\" class=\"wp-caption-text\">Maria Amorim<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPara Maria, a presen\u00e7a dos camel\u00f4s \u00e9 uma concorr\u00eancia desleal. \u201cEu fiz triagem com marionetes e papel mach\u00ea e s\u00f3 posso vender isso. O revendedor vende chap\u00e9u e \u00f3culos no ver\u00e3o e, no inverno, touca, luva e manta.\u201d Outra desvantagem apontada por ela \u00e9 que a feira de artesanato funciona na Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio somente aos finais de semana, enquanto os revendedores comercializam em qualquer ponto da cidade diariamente.<br \/>\nPara os expositores, a situa\u00e7\u00e3o vem se agravando nos \u00faltimos cinco anos. H\u00e1 relatos inclusive de atacadistas que encostam caminh\u00f5es e distribuem produtos para os revendedores diretamente na Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, aproveitando-se da fragilidade da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAtualmente a Se\u00e7\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Atividades Ambulantes da SMIC conta com 29 fiscais. Aos domingos, s\u00e3o apenas seis para cobrir toda a cidade. Quando h\u00e1 jogo de futebol, a situa\u00e7\u00e3o piora. O Brique conta com 182 bancas de artesanato, 40 de artes pl\u00e1sticas, 10 de alimento e 70 antiqu\u00e1rios.<br \/>\n<figure id=\"attachment_38045\" aria-describedby=\"caption-attachment-38045\" style=\"width: 182px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-38045 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/JABF-Agosto2016_03_paulo.jpg\" alt=\"JABF-Agosto2016_03_paulo\" width=\"182\" height=\"294\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-38045\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Grala<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAl\u00e9m do pouco efetivo, a Secretaria n\u00e3o conta mais com o apoio da Brigada Militar desde outubro de 2015, quando o conv\u00eanio encerrou e n\u00e3o foi renovado pela BM. Sem refor\u00e7o policial, n\u00e3o h\u00e1 abordagens. Resta aos poucos fiscaispassar de carro ou estacionar pr\u00f3ximo aos camel\u00f4s. Segundo os artes\u00e3os, inibe as irregularidades, mas n\u00e3o resolve.<br \/>\nPara Paulo Grala, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 que a Prefeitura contrate novos fiscais. \u201cAntigamente n\u00f3s t\u00ednhamos seis fiscais s\u00f3 para o Brique. N\u00e3o podemos penalizar o Brique e a cidade pela incompet\u00eancia do poder p\u00fablico.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de expositores da Feira de Artesanato do Bom Fim lan\u00e7ou a campanha Artesanato Ga\u00facho: compre de quem faz. O objetivo \u00e9 estimular o consumidor a dar prioridade ao produto artesanal. H\u00e1 anos, os artes\u00e3os do Brique se queixam da prolifera\u00e7\u00e3o de camel\u00f4s ao longo da Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. 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