{"id":38130,"date":"2016-08-22T20:06:34","date_gmt":"2016-08-22T23:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=38130"},"modified":"2016-08-22T20:06:34","modified_gmt":"2016-08-22T23:06:34","slug":"crise-na-imprensa-abril-acumula-prejuizos-de-350-milhoes-em-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/crise-na-imprensa-abril-acumula-prejuizos-de-350-milhoes-em-dois-anos\/","title":{"rendered":"Crise na imprensa: Abril acumula preju\u00edzos de 350 milh\u00f5es em dois anos"},"content":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos acumulados nos dois \u00faltimos anos de opera\u00e7\u00e3o da\u00a0Editora Abril\u00a0(2015 e 2014) j\u00e1 acumulam cerca de R$ 350 milh\u00f5es e as obriga\u00e7\u00f5es da empresa (d\u00edvidas e contas a pagar) j\u00e1 superam o valor dos seus bens.<br \/>\nNesse per\u00edodo, a empresa que tem como carro chefe a revista Veja, viu suas receitas cairem 25%, o que torna dif\u00edcil uma recupera\u00e7\u00e3o, segundo an\u00e1lise do contabilista Marcelo de Oliveira Dias, feita para o blog Conversa Afiada. Eis a \u00edntegra da an\u00e1lise:<br \/>\n<strong>\u00c0 espera de um milagre<\/strong><br \/>\nO grupo empresarial detentor da revista VEJA \u00e9 o grupo Abril Comunica\u00e7\u00f5es S.A., registrado na receita federal do Brasil sob o CNPJ 44.597.052\/0001-62, conforme demonstrado em documento abaixo:<br \/>\nO grupo Abril, por ser uma empresa constitu\u00edda sob a forma de sociedade an\u00f4nima (S\/A) est\u00e1 obrigada por for\u00e7a de lei a anualmente publicar as suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras, documento esse que re\u00fane a sua posi\u00e7\u00e3o financeira no encerramento do exerc\u00edcio sob an\u00e1lise (direitos e obriga\u00e7\u00f5es) e o resultado das suas opera\u00e7\u00f5es realizadas no ano (receitas e despesas), al\u00e9m de uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es adicionais a t\u00edtulo de \u201cnotas explicativas\u201d para possibilitar um melhor entendimento das informa\u00e7\u00f5es financeiras reportadas.<br \/>\nEsse \u00e9 um documento p\u00fablico, dispon\u00edvel no site da empresa, e pode ser localizado no seguinte endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/grupoabril1.abrilm.com.br\/AbrilComunicacoesBalanco2015.pdf\">http:\/\/grupoabril1.abrilm.com.br\/AbrilComunicacoesBalanco2015.pdf<\/a><br \/>\nOBJETIVO<br \/>\nO objetivo desse estudo \u00e9 analisar a situa\u00e7\u00e3o financeira atual do grupo Abril.<br \/>\nRELAT\u00d3RIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES<br \/>\nAs demonstra\u00e7\u00f5es financeiras publicadas s\u00e3o acompanhadas de parecer emitido por auditor independente. O objetivo \u00e9 atestar a veracidade e acuracidade das informa\u00e7\u00f5es apresentadas.<br \/>\nAs demonstra\u00e7\u00f5es financeiras do grupo Abril foram auditados e validadas por uma das 4 maiores empresas de auditoria do mundo, atualmente a PWC (a mesma empresa de auditoria da Petrobr\u00e1s atualmente).<br \/>\nO relat\u00f3rio emitido pelo auditor independente possui um par\u00e1grafo de \u201c\u00eanfase\u201d. Essa situa\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria quando o neg\u00f3cio da empresa auditada possui alguma situa\u00e7\u00e3o que possa afetar a habilidade dos usu\u00e1rios dessa informa\u00e7\u00e3o realizarem a melhor avalia\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es apresentadas ou no caso de alguma situa\u00e7\u00e3o relacionada a riscos na continuidade operacional do neg\u00f3cio da empresa auditada.<br \/>\nNo caso da Abril, a \u00eanfase existente no relat\u00f3rio diz respeito aos preju\u00edzos anuais sucessivos apurados pela empresa, situa\u00e7\u00e3o que pode indicar problemas relevantes no modelo de neg\u00f3cio da empresa, podendo levar ao encerramento das opera\u00e7\u00f5es da empresa caso nenhuma provid\u00eancia seja tomada.<br \/>\nEm suma, o par\u00e1grafo diz que os preju\u00edzos acumulados nos dois \u00faltimos anos de opera\u00e7\u00e3o da empresa (2015 e 2014) j\u00e1 acumulam cerca de R$ 350 milh\u00f5es em preju\u00edzos e que as obriga\u00e7\u00f5es da empresa (d\u00edvidas e contas a pagar) j\u00e1 superam o valor dos seus bens.<br \/>\nRealizado uma an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, podemos chegar as seguintes conclus\u00f5es:<br \/>\nOBS: Vamos sempre nos ater aos valores apresentados na coluna \u201cCONSOLIDADO\u201d, que diz respeito ao somat\u00f3rio do desempenho de todas as empresas que fazem parte do \u201cgrupo\u201d Abril.<br \/>\nRECEITAS<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o as receitas verificamos uma queda de R$ 433 milh\u00f5es de reais de 2014 para 2015, o que em termos percentuais representa uma redu\u00e7\u00e3o de 25% (ou \u00bc) do total de receitas do grupo. Enquanto os neg\u00f3cios buscam o crescimento cont\u00ednuo de suas receitas (seja por aumento de pre\u00e7os, aumento de vendas e\/ou combina\u00e7\u00e3o dos dois) o grupo Abril viu as suas receitas despencarem e encolherem 25% apenas no per\u00edodo de um ano para o outro.<br \/>\nCUSTOS E DESPESAS<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o aos custos de vendas e despesas operacionais, verificamos uma redu\u00e7\u00e3o de R$ 229 milh\u00f5es de reais, equivalente a 12% dos gastos totais. Essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 basicamente reflexo da queda das vendas (redu\u00e7\u00e3o dos custos diretos relacionados as vendas) e demais esfor\u00e7os da administra\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o de custos.<br \/>\nGERA\u00c7\u00c3O DE CAIXA<br \/>\nSe tratando de an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis, existem diferen\u00e7as entre as receitas e despesas cont\u00e1beis e as efetivas entradas e sa\u00eddas de caixa. Em fun\u00e7\u00e3o disso, existe um demonstrativo que tem o objetivo de apresentar o comportamento dos fluxos de caixa de uma empresa. A seguir as informa\u00e7\u00f5es do Grupo Abril:<br \/>\nPodemos verificar que o grupo Abril, nos \u00faltimos dois anos, est\u00e1 consumindo mais caixa do que \u00e9 capaz de gerar.<br \/>\nEssa informa\u00e7\u00e3o diz respeito apenas as atividades operacionais da empresa (os resultados do neg\u00f3cio em si) aqui n\u00e3o vemos efeitos por exemplo de compra\/venda de bens e tomada e pagamento de empr\u00e9stimos e nem pagamentos e recebimentos realizados com os s\u00f3cios da empresa.<br \/>\nDe uma forma clara e objetiva, podemos verificar que a empresa, nos \u00faltimos dois anos, n\u00e3o consegue gerar caixa suficiente nas suas atividades para manter a sua opera\u00e7\u00e3o normal e j\u00e1 acumula R$ 158 milh\u00f5es de reais em preju\u00edzos realizados.<br \/>\nENDIVIDAMENTO<br \/>\nA empresa faz uso de empr\u00e9stimos e financiamentos na sua gest\u00e3o operacional.<br \/>\nConforme informa\u00e7\u00f5es apresentadas na nota explicativa 14, a empresa possui empr\u00e9stimos e financiamentos a pagar no curto prazo (com vencimento at\u00e9 dezembro de 2016) no montante de R$ 338 milh\u00f5es de reais. O endividamento de logo prazo (a ser pago de 2017 at\u00e9 2019) \u00e9 de R$ 531 milh\u00f5es de reais. O endividamento total do grupo monta o impressionante valor de R$ 889 milh\u00f5es de reais. Esses valores ainda est\u00e3o sujeitos a corre\u00e7\u00e3o (aumento) de juros, at\u00e9 o prazo final do pagamento. O valor da d\u00edvida corrigida por juros supera a marca de R$ 1 bilh\u00e3o de reais.<br \/>\nOs credores principais da d\u00edvida da empresa (equivalente a R$ 719 milh\u00f5es de reais) s\u00e3o grupos privados, detentores das Debentures emitidas pela empresa. O restante (R$ 125 milh\u00f5es de reais) est\u00e1 nas m\u00e3os de bancos nacionais de primeira linha (BRADESCO, ITA\u00da, HSBC).<br \/>\nAVALIA\u00c7\u00c3O DA CONTINUIDADE OPERACIONAL DO NEG\u00d3CIO<br \/>\nCom base nas informa\u00e7\u00f5es reunidas acima, podemos chegar a algumas conclus\u00f5es:<br \/>\nO grupo encerrou o ano de 2015 com um caixa dispon\u00edvel de R$ 20 milh\u00f5es de reais, e receb\u00edveis no valor de R$ 282 milh\u00f5es de reais, o que totaliza um recurso (sujeito a realiza\u00e7\u00e3o) de R$ 300 milh\u00f5es de reais. Os passivos da empresa (exclu\u00eddos os empr\u00e9stimos e deb\u00eantures) formado por contas a pagar de fornecedores, impostos, sal\u00e1rios etc, monta o valor de R$ 492 milh\u00f5es de reais, ou seja, a empresa j\u00e1 tem um d\u00e9ficit (falta de caixa) de R$ 190 milh\u00f5es de reais para pagamento das suas obriga\u00e7\u00f5es correntes.<br \/>\nAdicionalmente, verificamos que a atividade da empresa n\u00e3o vem gerando caixa nas suas atividades operacionais nos \u00faltimos dois anos e j\u00e1 acumula R$ 158 milh\u00f5es de reais em preju\u00edzos realizados.<br \/>\nAcrescentamos a esse cen\u00e1rio a necessidade de pagamento de R$ 338 milh\u00f5es de reais de empr\u00e9stimos de curto prazo (at\u00e9 o final de 2016), al\u00e9m dos R$ 551 milh\u00f5es devidos a partir de 2017.<br \/>\nCom base nos dados analisados do desempenho do grupo Abril nos \u00faltimos 2 anos e com base na sua situa\u00e7\u00e3o patrimonial e financeira no encerramento do exerc\u00edcio de 2015, podemos concluir que existem 3 alternativas para a continuidade do neg\u00f3cio nos pr\u00f3ximos anos:<br \/>\n1 \u2013 Aumento de capital por parte dos s\u00f3cios acionistas;<br \/>\n2 \u2013 Obten\u00e7\u00e3o de linhas de financiamento com juros subsidiados e longo prazo de pagamento;<br \/>\n3 \u2013 Alguma reviravolta que gere uma retomada no desempenho das receitas operacionais.<br \/>\nCOMENT\u00c1RIOS DO AUTOR<br \/>\nCom base na an\u00e1lise dos dados dispon\u00edveis, fica claro e evidente as dificuldades financeiras que o neg\u00f3cio vem enfrentando. Dificilmente neg\u00f3cios conseguem suportar a uma queda de 25% das suas receitas de um ano para outro. Redu\u00e7\u00e3o de receitas normalmente precisam vir acompanhadas de redu\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio como um todo, e uma reestrutura\u00e7\u00e3o nesse sentido, no per\u00edodo curto de um ano, dificilmente consegue ser bem-sucedido.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o as alternativas apresentadas:<br \/>\n1 \u2013 Aumento de capital por parte dos s\u00f3cios acionistas:<br \/>\nOs s\u00f3cios est\u00e3o dispostos e\/ou possuem capital dispon\u00edvel para investir no neg\u00f3cio. Sem uma mudan\u00e7a brusca no plano de neg\u00f3cio da empresa, quais as chances desse capital ser recuperado? Dificilmente o acionista ir\u00e1 realizar uma capitaliza\u00e7\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o sem que exista um horizonte no m\u00ednimo claro que demonstre uma mudan\u00e7a nos rumos do neg\u00f3cio, caso contr\u00e1rio, ser\u00e1 jogar dinheiro pelo ralo. Em situa\u00e7\u00f5es desse tipo, os acionistas normalmente procuram proteger o seu capital e deixar as d\u00edvidas em nome da \u201cpessoa jur\u00eddica\u201d, no caso a empresa, e \u201crolar\u201d essa d\u00edvida, tornando ela de dif\u00edcil cobran\u00e7a. Importante ressaltar que, ao final do ano de 2015, os acionistas realizaram aumento de capital em dinheiro no valor de R$ 215 milh\u00f5es de reais. Esse valor foi integralmente consumido nas opera\u00e7\u00f5es da empresa e n\u00e3o foi suficiente para reequilibrar as finan\u00e7as. Dificilmente os acionistas ter\u00e3o \u201cfolego\u201d ou disposi\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o de novos aportes.<br \/>\n2 \u2013 Obten\u00e7\u00e3o de linhas de financiamento com juros subsidiados e longo prazo de pagamento:<br \/>\nOs bancos de fomento est\u00e3o autorizados, via de regra, a conceder financiamentos para neg\u00f3cios em \u00e1reas estrat\u00e9gicas e que possuam modelos de neg\u00f3cio s\u00f3lidos, que realmente demonstrem grandes chances de recupera\u00e7\u00e3o dos valores financiados. Empresas endividadas e com modelos de neg\u00f3cio problem\u00e1ticos s\u00e3o conseguem obter recursos.<br \/>\n3 \u2013 Alguma reviravolta que gere uma retomada no desempenho das receitas operacionais.<br \/>\nO neg\u00f3cio do grupo tem no seu \u201ccore\u201d o seguinte:<br \/>\nDiante dessas atividades, apenas mudan\u00e7as significativas nos h\u00e1bitos de consumo dos leitores ou eventos extraordin\u00e1rios poderiam gerar uma retomada nas vendas de publica\u00e7\u00f5es ou aumento do interesse na aquisi\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es impressas. Parte relevante das receitas do grupo s\u00e3o oriundos das atividades de publicidade e propaganda nos seus diversos canais de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs gastos com publicidade do governo federal t\u00eam apresentado uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Conforme tabela abaixo, podemos verificar uma redu\u00e7\u00e3o de 34% nos \u00faltimos dois anos (2013 e 2014) nos gastos com publicidade do governo no principal ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o do grupo Abril.<br \/>\nA queda do interesse dos consumidores em adquirir materiais impressos e no \u201cjornalismo\u201d abordado nas publica\u00e7\u00f5es do grupo tem contribu\u00eddo significativamente para a queda no desempenho da empresa.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos acumulados nos dois \u00faltimos anos de opera\u00e7\u00e3o da\u00a0Editora Abril\u00a0(2015 e 2014) j\u00e1 acumulam cerca de R$ 350 milh\u00f5es e as obriga\u00e7\u00f5es da empresa (d\u00edvidas e contas a pagar) j\u00e1 superam o valor dos seus bens. 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