{"id":400,"date":"2005-08-10T14:59:06","date_gmt":"2005-08-10T17:59:06","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=400"},"modified":"2005-08-10T14:59:06","modified_gmt":"2005-08-10T17:59:06","slug":"lixo-da-construcao-civil-e-depositado-clandestinamente-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/lixo-da-construcao-civil-e-depositado-clandestinamente-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Lixo da constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 depositado clandestinamente em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ingrid Holsbach<\/strong><br \/>\nO processo de verticaliza\u00e7\u00e3o pelo qual passa a cidade de Porto Alegre &#8211; com a constru\u00e7\u00e3o de um sem n\u00famero de condom\u00ednios residenciais e comerciais &#8211; finalmente gerou alguma preocupa\u00e7\u00e3o aos vereadores. O dep\u00f3sito clandestino de res\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil.<br \/>\nAt\u00e9 novembro de 2003 existiam dois aterros legalizados para essa finalidade, o Jo\u00e3o Parise, na zona norte e outro chamado de Terras do Ex\u00e9rcito, na zona sul. De l\u00e1 para c\u00e1, com o esgotamento do Jo\u00e3o Parise, sobrou apenas o aterro na zona sul como alternativa para as empresas de ca\u00e7ambas.<br \/>\nEm decorr\u00eancia da dist\u00e2ncia da maioria das obras at\u00e9 o aterro, muitas empresas come\u00e7aram a depositar seus dejetos em locais clandestinos, fato que gerou den\u00fancia \u00e0 C\u00e2mara Municipal e, na manh\u00e3 do dia 9, foi motivo de reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o de Sa\u00fade e Meio Ambiente (Cosmam).<br \/>\nCerca de 90 empresas de ca\u00e7ambeiros estariam despejando res\u00edduos em v\u00e1rios locais clandestinamente na zona norte da cidade. Os respons\u00e1veis pelo encaminhamento das den\u00fancias e pela reuni\u00e3o foram os vereadores Sebasti\u00e3o Melo e Haroldo de Souza, ambos do PMDB. Melo abriu os trabalhos constatando o \u00f3bvio ululante. &#8220;O despejo acontece em \u00e1reas clandestinas por causa da satura\u00e7\u00e3o dos aterros existentes na capital&#8221;, afirmou.<br \/>\nConvidado pelos vereadores, o Departamento Municipal de Meio Ambiente (DMLU) prometeu, em conjunto com v\u00e1rias entidades do setor, a amplia\u00e7\u00e3o do aterro Jo\u00e3o Parise e a abertura de um outro local apropriado pr\u00f3ximo ao aeroporto Salgado Filho, na divisa com o munic\u00edpio de Canoas.<br \/>\nConforme o secret\u00e1rio municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch, o problema n\u00e3o \u00e9 responsabilidade exclusiva dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos: &#8220;A prefeitura est\u00e1 cumprindo sua parte, por\u00e9m falta uma parceria com a constru\u00e7\u00e3o civil. A lei \u00e9 clara, o destino final dos res\u00edduos \u00e9 de responsabilidade de quem gera, e o setor da constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o est\u00e1 fazendo o que lhe cabe&#8221;, protestou. Mais uma vez, o vereador Melo caiu na obviedade. &#8220;O Poder P\u00fablico tem de fazer cumprir a lei&#8221;, destacou.<br \/>\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Transportadores de Ca\u00e7ambas Estacion\u00e1rias e Similares de Porto Alegre (ATCE), Ivan Pedrotti, afirmou que o maior problema n\u00e3o \u00e9 a falta de aterros, mas sim de um local onde possa ser separado o material colocado nas ca\u00e7ambas.<br \/>\nSegundo ele, n\u00e3o h\u00e1 locais para triagem dos res\u00edduos, e nas constru\u00e7\u00f5es todo o lixo \u00e9 colocado misturado na ca\u00e7amba, junto com galhos de \u00e1rvores e at\u00e9 mesmo lixo dom\u00e9stico. De acordo com Pedrotti, os aterros, na maior parte das vezes, n\u00e3o aceitam os res\u00edduos misturados, pois desta forma contaminam o len\u00e7ol fre\u00e1tico.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s n\u00e3o geramos os res\u00edduos e n\u00e3o podemos ser penalizados&#8221;, defendeu-se Pedrotti. &#8220;O que seria da cidade sem a op\u00e7\u00e3o da ca\u00e7amba? N\u00f3s, na verdade, estamos ajudando o DMLU, realizando um trabalho que seria de responsabilidade deles&#8221;, afirmou.<br \/>\n<strong>Solu\u00e7\u00e3o paliativa<\/strong><br \/>\nFrente a este problema, o diretor-presidente do DMLU, Garip\u00f4 Selistre, prop\u00f4s uma solu\u00e7\u00e3o paliativa para ser adotada ainda esta semana at\u00e9 a reabertura do novo aterro, que ter\u00e1 um centro de triagem. Selistre planeja colocar duas ou tr\u00eas ca\u00e7ambas e uma retroescavadeira na entrada do Jo\u00e3o Parise para fazer a separa\u00e7\u00e3o correta dos res\u00edduos.<br \/>\nAs ca\u00e7ambas seriam obtidas com a Empresa P\u00fablica de Transporte Coletivo (EPTC), com custo zero \u00e0 prefeitura e aos donos das empresas respons\u00e1veis pelo recolhimento dos entulhos. A previs\u00e3o \u00e9 de que na pr\u00f3xima semana o novo aterro j\u00e1 esteja funcionando.<br \/>\nTamb\u00e9m est\u00e1 sendo estudada a hip\u00f3tese de abrir um quarto aterro com um centro de triagem em uma \u00e1rea localizada na frente da empresa Vonpar, tamb\u00e9m na zona norte. A empresa respons\u00e1vel pela obra j\u00e1 teria inclusive encaminhado o licenciamento ambiental.<br \/>\n<strong>Muito lixo<\/strong><br \/>\nSegundo dados da Smam, Porto Alegre produz cerca de 1000 toneladas de lixo por dia proveniente da \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o civil. Logo, a constru\u00e7\u00e3o de aterros n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o, mas sim uma medida tempor\u00e1ria, j\u00e1 que os mesmos t\u00eam um tempo de vida \u00fatil de aproximadamente um ano.<br \/>\nA solu\u00e7\u00e3o, segundo o secret\u00e1rio Beto Moesch, seria um plano de reaproveitamento dos dejetos da constru\u00e7\u00e3o civil, medida proposta em 2002, por\u00e9m nada foi feito desde ent\u00e3o. &#8220;Na gest\u00e3o passada a Smam n\u00e3o participava desta quest\u00e3o, ficando apenas a cargo do DMLU, que fazia a separa\u00e7\u00e3o por amostragem&#8221;, lembrou.<br \/>\n<strong>Parceria com Sindicato da Constru\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo encontro, tamb\u00e9m foi proposta uma parceria com o Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil (Sinduscon), que ainda n\u00e3o foi chamado para participar da busca por solu\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA entidade afirmou que apenas de 10 a 15% dos entulhos produzidos em Porto Alegre s\u00e3o oriundos da constru\u00e7\u00e3o civil e que cerca de 70% s\u00e3o das obras do conduto \u00c1lvaro Chaves, que usou dois aterros para destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos produzidos, um deles localizado em Canoas e outro na Zona Sul de Porto Alegre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ingrid Holsbach O processo de verticaliza\u00e7\u00e3o pelo qual passa a cidade de Porto Alegre &#8211; com a constru\u00e7\u00e3o de um sem n\u00famero de condom\u00ednios residenciais e comerciais &#8211; finalmente gerou alguma preocupa\u00e7\u00e3o aos vereadores. 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