{"id":414,"date":"2005-09-27T13:12:35","date_gmt":"2005-09-27T16:12:35","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=414"},"modified":"2005-09-27T13:12:35","modified_gmt":"2005-09-27T16:12:35","slug":"camelos-cegos-fazem-apelo-na-camara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/camelos-cegos-fazem-apelo-na-camara\/","title":{"rendered":"Camel\u00f4s cegos fazem apelo na C\u00e2mara"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><strong><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade\/med_cegos.jpg?0.47254522360497836\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"215\" height=\"139\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Padilha entregou c\u00f3pia de projeto para ambulantes cegos ao vereador El\u00f3i Guimar\u00e3es (Foto: Elson Semp\u00e9)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Guilherme Kolling<\/strong><\/p>\n<p>A prefeitura quer entregar em outubro o projeto de lei dos centros populares de compras para varrer os camel\u00f4s das ruas do Centro. Angustiados com a mudan\u00e7a iminente, um grupo de ambulantes cegos fez um apelo na tribuna da C\u00e2mara Municipal, na tarde desta segunda-feira 26 de setembro.<br \/>\nCom o respaldo da Associa\u00e7\u00e3o dos Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) e da Associa\u00e7\u00e3o de Cegos Louis Braille, eles pediram para permanecer na esquina da rua Marechal Floriano com Jos\u00e9 Montaury, ponto em que afirmam estar h\u00e1 40 anos.<br \/>\nO grupo inclui hoje 44 vendedores de bijuterias, todos trabalhando com auxiliar. Mais de 20 ocuparam as galerias do plen\u00e1rio. Eles garantem que n\u00e3o atrapalham o tr\u00e2nsito, nem pedestres e vitrines de lojas do local. Tamb\u00e9m argumentam que a maioria responde pelo sustento da fam\u00edlia.<br \/>\nAlcides de Souza Padilha \u00e9 um dos que trabalha h\u00e1 mais tempo vendendo bolsas, pastas e mochilas. Ele apresentou aos vereadores um projeto para coloca\u00e7\u00e3o das 44 barracas em uma estrutura met\u00e1lica, coberta por lona. E entregou uma c\u00f3pia ao presidente da C\u00e2mara, El\u00f3i Guimar\u00e3es (PTB). Pretende fazer o mesmo com o prefeito Jos\u00e9 Foga\u00e7a.<br \/>\nA id\u00e9ia do trabalho, feito por um arquiteto, \u00e9 criar uma unidade entre os camel\u00f4s, colocando-os em 11 grupos de 4 bancas, al\u00e9m de oferecer ao p\u00fablico um balc\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e uma linha telef\u00f4nica para atender pedidos. \u201cN\u00f3s vamos pagar tudo do nosso bolso, atrav\u00e9s de financiamento da Porto Sol\u201d, projeta Cassiano Machado Santos, 62 anos, 38 na profiss\u00e3o.<br \/>\nOutra lideran\u00e7a do grupo \u00e9 Francisco de Assis Navas, 67, que vende bijuterias desde 1964. Ele diz que as negocia\u00e7\u00f5es com a Secretaria da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio (Smic) est\u00e3o lentas. \u201cA Smic est\u00e1 nos levando em banho-maria. Estamos tentando uma audi\u00eancia com o Foga\u00e7a h\u00e1 meses\u201d, conta.<br \/>\nNavas explica que o camel\u00f3dromo vertical n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, pelo menos para os deficientes visuais. \u201cCego subindo escada \u00e9 um horror. E tamb\u00e9m n\u00e3o concordamos que joguem os vendedores ambulantes nesses pr\u00e9dios antiquados, sem elevador. Quem vai subir escada at\u00e9 o 4\u00ba andar para comprar alguma coisa?\u201d, questiona.<br \/>\nPara ele, os edif\u00edcios deveriam ter no m\u00e1ximo dois andares. A posi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 defendida pelo ex-secret\u00e1rio da Smic, hoje vereador Adeli Sell (PT). \u201cEst\u00e1 provado em v\u00e1rios lugares que com at\u00e9 dois pisos funciona. Vou insistir que o Foga\u00e7a n\u00e3o volte atr\u00e1s na id\u00e9ia dos shoppings populares, que pare com essa hist\u00f3ria de camel\u00f3dromo a\u00e9reo. Tem muito pr\u00e9dio devoluto no Centro que pode ser ocupado\u201d, prop\u00f5e.<br \/>\nOs ambulantes cegos tamb\u00e9m criticam a id\u00e9ia da plataforma a\u00e9rea para 1,2 mil camel\u00f4s, j\u00e1 que n\u00e3o acreditam num movimento de 500 mil pessoas por dia no local, p\u00fablico necess\u00e1rio para dar vaz\u00e3o aos produtos desse n\u00famero de vendedores.<br \/>\nRepresentantes das bancadas da C\u00e2mara se manifestaram a favor do grupo que ocupou a tribuna, defendendo uma solu\u00e7\u00e3o para o assunto. Mas Adeli, que n\u00e3o se pronunciou por ter chegado atrasado, est\u00e1 em cima do muro, diz que a quest\u00e3o dos camel\u00f4s cegos deve ser analisada, para encontrar um local adequado para o grupo.<br \/>\n\u201cTem ainda o problema de legisla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que eles podem passar o espa\u00e7o para filhos. E existem cegos e cegos. Essa hist\u00f3ria de auxiliar n\u00e3o vale para todos, alguns terceirizam a banca. \u00c9 preciso fiscalizar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padilha entregou c\u00f3pia de projeto para ambulantes cegos ao vereador El\u00f3i Guimar\u00e3es (Foto: Elson Semp\u00e9) Guilherme Kolling A prefeitura quer entregar em outubro o projeto de lei dos centros populares de compras para varrer os camel\u00f4s das ruas do Centro. 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