{"id":41510,"date":"2016-11-21T10:37:43","date_gmt":"2016-11-21T13:37:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41510"},"modified":"2016-11-21T10:37:43","modified_gmt":"2016-11-21T13:37:43","slug":"domingo-no-arado-velho-area-ameacada-na-ponta-da-orla-do-guaiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/domingo-no-arado-velho-area-ameacada-na-ponta-da-orla-do-guaiba\/","title":{"rendered":"Domingo no Arado Velho, \u00e1rea amea\u00e7ada na ponta da orla do Gua\u00edba"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Naira Hofmeister<\/span><br \/>\nDepois de at\u00edpicos dias de um novembro invernal, o sol voltou no domingo em Porto Alegre e alegrou a travessia que cerca de 50 remadores fizeram entre o clube n\u00e1utico de Bel\u00e9m Novo e a Praia do Arado, na margem externa de uma pen\u00ednsula de terra que, assim como a enorme fazenda \u00e0 qual pertence, tamb\u00e9m leva o nome de Arado.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41526\" aria-describedby=\"caption-attachment-41526\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-41526\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-vagner-tania.jpg\" alt=\"Vagner da Rocha \/ Foto T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"210\" height=\"310\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41526\" class=\"wp-caption-text\">Vagner da Rocha \/ Foto T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEmbora convidativa para esportes aqu\u00e1ticos, a manh\u00e3 clara e quente tornou mais dif\u00edcil a tarefa de carregar os 105 sacos de lixo recolhidos na areia, objetivo principal da expedi\u00e7\u00e3o domingueira. \u201cIsso sem contar o que n\u00e3o foi ensacado\u201d, acrescentou o educador f\u00edsico Vagner da Rocha, promotor da atividade.<br \/>\nEra uma montanha de dejetos, incluindo duas portas de geladeira, uma roda de autom\u00f3vel com pneu, partes de ventiladores, caixas de bebidas e muitas garrafas pet e fragmentos pl\u00e1sticos. Cal\u00e7ados, garrafas de vidro e algumas latinhas tamb\u00e9m foram separados e encaminhados a um reciclador do Chap\u00e9u do Sol, tamb\u00e9m no Extremo Sul de Porto Alegre.<br \/>\nFoi o poss\u00edvel de ser feito em pouco mais de uma hora na beira da praia por cerca de 80 volunt\u00e1rios, organizados por Vagner pelas redes sociais. Muitos eram moradores do bairro Bel\u00e9m Novo, uma comunidade habituada ao conv\u00edvio com o Gua\u00edba e \u00e0s \u00e1reas verdes remanescentes na orla.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41530\" aria-describedby=\"caption-attachment-41530\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-41530\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-lixo5-pier-tania.jpg\" alt=\"Praia do Arado \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"725\" height=\"483\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41530\" class=\"wp-caption-text\">Praia do Arado, num domingo de sol: beleza, calor e muito lixo \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMas veio gente \u201cda cidade\u201d tamb\u00e9m \u2013 habitantes da regi\u00e3o central de Porto Alegre, como Daniel Maciel, representante comercial no Partenon: \u201cEu n\u00e3o conhecia nada aqui. \u00c9 um lugar lindo, mas se tentasse explicar com palavras a dimens\u00e3o do lixo que tem, a agress\u00e3o \u00e0 natureza que isso faz, n\u00e3o conseguiria\u201d, lamentou.<br \/>\nQuem n\u00e3o tinha pique para remar, pegou carona na escuna Sabi\u00e1, do comandante Kako Pacheco, que al\u00e9m da navega\u00e7\u00e3o tranquila e sem esfor\u00e7o, tinha ainda a grande vantagem de contar a bordo com o \u201c\u00edndio urbano\u201d Uilbor Xavier.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41527\" aria-describedby=\"caption-attachment-41527\" style=\"width: 252px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-41527\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-Uilbor-tania.jpg\" width=\"252\" height=\"371\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41527\" class=\"wp-caption-text\">Uilbor Xavier, um &#8220;nativo&#8221; do Bel\u00e9m Novo \/ Foto T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nNativo de Bel\u00e9m Novo \u2013 como ele mesmo faz quest\u00e3o e se apresentar \u2013 e profundo conhecedor do ambiente e da mem\u00f3ria da regi\u00e3o, Uilbor contou como foi que a devo\u00e7\u00e3o a uma santa portuguesa acabou dividindo a \u00e1rea em Bel\u00e9m Novo e Bel\u00e9m Velho ainda no s\u00e9culo XIX, enumerou as diversas ocupa\u00e7\u00f5es do local (chegando at\u00e9 os \u00edndios Guarani, \u201cuns 800 anos atr\u00e1s\u201d) e os pequenos tesouros que encontrou em in\u00fameras expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 Ponta do Arado ao longo de sua vida.<br \/>\nEm 1969, quando ele tinha quatro anos, por exemplo, foi o descobridor do primeiro machado ind\u00edgena no local. Atualmente j\u00e1 h\u00e1 trabalhos arqueol\u00f3gicos publicados por pesquisadores, inclusive internacionais, sobre os achados. \u201cA gente veio procurar ouro, mas nos deparamos com esse tesouro inusitado\u201d, brincou.<br \/>\nO neg\u00f3cio de procurar ouro era s\u00e9rio, duas moedas provavelmente cunhadas em Portugal haviam sido encontradas na \u00e1rea, naquela \u00e9poca. \u201cAnos depois a gente achou porcelana portuguesa, ta\u00e7as de cristal, um santo de chumbo. Mandamos tudo para um museu em Minas Gerais\u201d, prosseguiu.<br \/>\nOs artefatos ind\u00edgenas que recolheu, entretanto, est\u00e3o guardados em casa. \u201cQuero muito criar um centro cultural aqui para expormos essa parte da hist\u00f3ria\u201d, concluiu.<br \/>\n<span class=\"intertit\"><b>Movimento quer preservar a \u00e1rea<\/b><\/span><br \/>\nLogo no desembarque, j\u00e1 na Ponta do Arado, Uilbor apontou para buracos no solo e fragmentos de uma casquinha branca. \u201cOvos de tartaruga. Parecem ser daquele tipo \u2018tigre\u2019. Coisa de uma semana, no m\u00e1ximo\u201d, apostou.<br \/>\nDurante o recolhimento do lixo, que por limita\u00e7\u00e3o de tempo e m\u00e3o de obra se restringiu \u00e0s \u00e1reas na beira do Gua\u00edba, os v\u00e1rios esqueletos de animais encontrados eram levados ao nativo, que identificava, certeiro: \u201cEsse parece um cachorro\u201d; \u201cEssa cabe\u00e7a \u00e9 de veado\u201d; \u201cEsses dentes, de javali. Mas n\u00e3o \u00e9 bicho daqui, deve ter sido trazido j\u00e1 morto, para ser assado e comido\u201d.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-41531 alignright\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-lixo2-vertical-tania.jpg\" alt=\"arado-lixo2-vertical-tania\" width=\"533\" height=\"800\" \/><br \/>\n<figure id=\"attachment_41532\" aria-describedby=\"caption-attachment-41532\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-41532\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-lixo3-tania.jpg\" alt=\"Muitos entulhos eram grandes demais para serem ensacados \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"725\" height=\"483\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41532\" class=\"wp-caption-text\">Muitos entulhos eram grandes demais para serem ensacados \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nH\u00e1 muito mais fauna no local, incluindo animais em extin\u00e7\u00e3o como o gato maracaj\u00e1 ou o bugio ruivo. \u201cTem lontra, graxaim, capivara. H\u00e1 banhados que s\u00e3o santu\u00e1rios de esp\u00e9cies como o tach\u00e3, uma ave-s\u00edmbolo do Rio Grande do Sul\u201d, acrescentaram os estudantes de engenharia ambiental Ipor\u00e3 Possanti e Santiago Costa, integrantes do Coletivo Ambiente Cr\u00edtico.<br \/>\n\u201cColhereiro, eu tenho at\u00e9 foto para provar\u201d, completou Uilbor.<br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o, neste caso, \u00e9 mostrar a diversidade que o local abriga, j\u00e1 que para a \u00e1rea de 426 hectares (mais que o dobro da Reserva do Lami, tamb\u00e9m na Zona Sul) est\u00e1 projetada a constru\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio horizontal com 2.300 lotes privados, onde ser\u00e3o erguidas resid\u00eancias e unidades comerciais.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41533\" aria-describedby=\"caption-attachment-41533\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-41533\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-fazenda-tania.jpg\" alt=\"O casar\u00e3o que foi de Breno Caldas, no morro \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"230\" height=\"337\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41533\" class=\"wp-caption-text\">O casar\u00e3o que foi de Breno Caldas, no morro \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nComo a maior parte do terreno est\u00e1 em \u00e1reas baixas (h\u00e1 tamb\u00e9m o morro do Arado, onde ainda est\u00e1 de p\u00e9\u00a0o casar\u00e3o que foi morada de Breno Caldas, diretor da Caldas J\u00fanior, dono da r\u00e1dio e TV Gua\u00edba e do<em> Correio do Povo<\/em>, hoje propriedades da Rede Record, da Igreja Universal), ser\u00e1 preciso aterrar 116 hectares de \u00e1rea para elevar o solo \u00e0 cota m\u00ednima contra cheias prevista pela Prefeitura.<br \/>\n\u00c9 outro enrosco porque a \u00e1rea a ser aterrada \u00e9 constitu\u00edda por banhados e campos de v\u00e1rzea, terrenos alag\u00e1veis \u201cque servem como esponja em caso de cheias, evitando inunda\u00e7\u00f5es\u201d, alerta o bi\u00f3logo e fot\u00f3grafo Claiton Martins-Ferreira.<br \/>\nC\u00e1lculos dos integrantes do Coletivo Ambiente Cr\u00edtico d\u00e3o conta de que para tapar esses banhados e v\u00e1rzeas naturais ser\u00e1 necess\u00e1rio 1,3 milh\u00e3o de metros c\u00fabicos de terra. Os guris ainda v\u00e3o mais longe na cr\u00edtica: dizem que o empreendedor j\u00e1 revelou que far\u00e1 essa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o com areia, como \u00e9 usual, mas com \u201cres\u00edduos da constru\u00e7\u00e3o civil\u201d. \u201c\u00c9 cali\u00e7a, que ser\u00e1 jogada num dos poucos ambientes preservados da orla de Porto Alegre\u201d, lamenta a publicit\u00e1ria Caroline Jacobi, tamb\u00e9m integrante do grupo ambientalista.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41528\" aria-describedby=\"caption-attachment-41528\" style=\"width: 396px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-41528\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-Michele-tania.jpg\" alt=\"Michele Rodrigues \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"396\" height=\"268\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41528\" class=\"wp-caption-text\">Michele Rihan: organiza\u00e7\u00e3o gera mudan\u00e7as \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPara manter a \u00e1rea tal qual est\u00e1, foi criado um ano atr\u00e1s o movimento Preserva Arado, que mobilizou moradores e t\u00e9cnicos para debater a quest\u00e3o. \u201cNossa luta \u00e9 para que seja tornada uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o Parque de Itapu\u00e3. A gente tem condi\u00e7\u00f5es de pressionar o poder p\u00fablico; \u00e9 da organiza\u00e7\u00e3o da sociedade que nascem as grandes mudan\u00e7as\u201d, convocou, confiante, uma das lideran\u00e7as locais, Michele Rihan.<br \/>\nEntre as estrat\u00e9gias do Preserva Arado est\u00e1 a de ampliar a visibilidade do movimento, j\u00e1 bastante difundido entre os habitantes locais. Por isso, na pr\u00f3xima quinta-feira, esse ser\u00e1 o tema do tradicional <strong>Sarau da Alice<\/strong> (sigla para Ag\u00eancia Livre de Informa\u00e7\u00e3o, Cidadania e Educa\u00e7\u00e3o, ong que edita o jornal<em> Boca de Rua<\/em>, entre outras atividades). O evento acontece no Bar do Marinho, na Sarmento Leite, a partir das 19h30. N\u00e3o vai ter vista para o Gua\u00edba, mas d\u00e1 para se refrescar com uma gelada.<br \/>\n<figure id=\"attachment_41534\" aria-describedby=\"caption-attachment-41534\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-41534\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/arado-todos-na-beira-tania.jpg\" alt=\"Final de um dia de trabalho duro \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1\" width=\"725\" height=\"483\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41534\" class=\"wp-caption-text\">Final de um dia de trabalho duro \/ T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister Depois de at\u00edpicos dias de um novembro invernal, o sol voltou no domingo em Porto Alegre e alegrou a travessia que cerca de 50 remadores fizeram entre o clube n\u00e1utico de Bel\u00e9m Novo e a Praia do Arado, na margem externa de uma pen\u00ednsula de terra que, assim como a enorme fazenda \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":41529,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-41510","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-aNw","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41510"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41510\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}