{"id":417,"date":"2005-09-28T13:18:49","date_gmt":"2005-09-28T16:18:49","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=417"},"modified":"2005-09-28T13:18:49","modified_gmt":"2005-09-28T16:18:49","slug":"sindicato-dos-ambulantes-apoia-camelodromo-aereo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/sindicato-dos-ambulantes-apoia-camelodromo-aereo\/","title":{"rendered":"Sindicato dos ambulantes ap\u00f3ia camel\u00f3dromo a\u00e9reo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Guilherme Kolling<\/strong><br \/>\nEnquanto um grupo de 44 camel\u00f4s cegos trabalha para se manter na rua Marechal Floriano com Jos\u00e9 Montaury \u2013 j\u00e1 tem at\u00e9 projeto feito por arquiteto \u2013 o Sindicato do Com\u00e9rcio de Vendedores Ambulantes e Com\u00e9rcio Varejista de Feirantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sinbulantes) ap\u00f3ia a id\u00e9ia de um camel\u00f3dromo a\u00e9reo, sobre o terminal de \u00f4nibus da Pra\u00e7a Ruy Barbosa, no Centro.<br \/>\nO tesoureiro do Sinbulantes, Giancarlo Guimar\u00e3es, concorda em g\u00eanero, n\u00famero e grau com a proposta da Secretaria Municipal de Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio. O coro a Smic \u00e9 repetido na avalia\u00e7\u00e3o sobre a resist\u00eancia de alguns em sair da rua.<br \/>\n\u201c\u00c9 a parte obscura deste assunto. Uma meia d\u00fazia controla e aluga cerca de 50 bancas. Eles t\u00eam o monop\u00f3lio do espa\u00e7o e do abastecimento de produtos. S\u00e3o contra o camel\u00f3dromo porque num lugar fechado vai ser bem mais dif\u00edcil seguir fazendo isso\u201d, explica Guimar\u00e3es. \u201cE os custos de quem trabalha v\u00e3o ser menores\u201d, completa.<br \/>\nConforme o tesoureiro, uma das vantagens do novo projeto \u00e9 que ningu\u00e9m fica exclu\u00eddo. \u201cAssim todos tem visibilidade. Quem iria querer expor os produtos no 3\u00ba ou 4\u00ba andar?\u201d, questiona. O projeto \u00e9 encarado como uma grande oportunidade de abrigar n\u00e3o s\u00f3 os ambulantes cadastrados, que est\u00e3o na Pra\u00e7a XV, mas tamb\u00e9m os irregulares, que circulam entre Dr. Flores e Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria.<br \/>\nO dirigente do Sinbulantes sonha com outras benfeitorias. \u201cVai ter Pra\u00e7a de Alimenta\u00e7\u00e3o, banheiro e creche para os filhos dos vendedores\u201d, projeta. A previs\u00e3o \u00e9 abrigar entre 900 e 1.200 ambulantes. Guimar\u00e3es calcula que hoje existam 1.800 camel\u00f4s (400 registrados). Os demais seriam instalados em outros locais. \u201cSendo no t\u00e9rreo, qualquer pr\u00e9dio do Centro \u00e9 bom para funcionar um shopping popular\u201d, acredita.<br \/>\nPelas informa\u00e7\u00f5es Sinbulantes, uma empresa estrangeira construiria a estrutura do camel\u00f3dromo a\u00e9reo, feita de material pr\u00e9-moldado, que poderia ficar pronta em poucos meses. \u201cEm troca eles v\u00e3o explorar o aluguel\u201d. Guimar\u00e3es lista outra reivindica\u00e7\u00e3o: uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para shopping popular. \u201cA classe n\u00e3o vai virar lojista. Pode at\u00e9 pagar impostos, mas continuar\u00e1 sendo ambulante\u201d.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Organiza\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><br \/>\nOs camel\u00f4s de Porto Alegre est\u00e3o bem organizados para defender seus objetivos. Um exemplo \u00e9 a sede do Sinbulantes, que tem uma estrutura melhor do que a de muito sindicato por a\u00ed. O conjunto comercial, no 5\u00ba andar de um pr\u00e9dio da avenida Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, fica com a porta aberta para quem quiser entrar.<br \/>\nMas na recep\u00e7\u00e3o, tr\u00eas funcion\u00e1rios est\u00e3o a postos, entrincheirados em suas mesas. O ambiente s\u00f3brio, tem computadores e telefone. Ao fundo do sal\u00e3o, escrit\u00f3rios e espa\u00e7o para reuni\u00f5es. Por todo o ambiente, muitas pastas, arquivos e papel \u2013 isso que eles trabalham na informalidade.<br \/>\nO tesoureiro do Sinbulantes, Giancarlo Guimar\u00e3es, 44, fala com desenvoltura. Quando recebeu a reportagem, repousava sobre sua mesa a edi\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-publicada da Revista da Fecom\u00e9rcio, para a qual ele deu uma entrevista sobre camel\u00f4s. \u201cTemos um bom relacionamento com a imprensa\u201d, garante.<br \/>\nEle explica a for\u00e7a do segmento. \u201cA entidade existe desde 1940. A carta sindical \u00e9 de 71\u201d, conta, com orgulho. Membro da gest\u00e3o que assumiu em 2002 e tem mandato at\u00e9 2006, ele fez carreira no Sindicato dos Ambulantes. Ingressou como office-boy em 1976 e segue trabalhando. Sua pr\u00f3xima meta \u00e9 ajudar a implantar o camel\u00f3dromo a\u00e9reo.<br \/>\n<strong>Mat\u00e9rias relacionadas:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/detalhe_cidade.php?id=91\">Centro Popular pode ficar para 2006<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Kolling Enquanto um grupo de 44 camel\u00f4s cegos trabalha para se manter na rua Marechal Floriano com Jos\u00e9 Montaury \u2013 j\u00e1 tem at\u00e9 projeto feito por arquiteto \u2013 o Sindicato do Com\u00e9rcio de Vendedores Ambulantes e Com\u00e9rcio Varejista de Feirantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sinbulantes) ap\u00f3ia a id\u00e9ia de um camel\u00f3dromo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-417","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":417,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-6J","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}