{"id":41884,"date":"2016-12-01T08:31:11","date_gmt":"2016-12-01T11:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41884"},"modified":"2016-12-01T08:31:11","modified_gmt":"2016-12-01T11:31:11","slug":"fee-detecta-luz-amarela-no-tunel-do-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/fee-detecta-luz-amarela-no-tunel-do-desemprego\/","title":{"rendered":"FEE detecta luz amarela no t\u00fanel do desemprego"},"content":{"rendered":"<p>A equipe t\u00e9cnica que levanta dados de emprego e desemprego na Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE) apresentou nesta quarta-feira (30) os \u00faltimos dados (de outubro de 2016), segundo os quais se pode concluir que a recess\u00e3o chegou ao fundo do po\u00e7o e pode ter-se iniciado uma prec\u00e1ria recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, onde a taxa de desemprego variou de 11% a 10,8% de setembro para outubro de 2016.<br \/>\nNuma leitura pragm\u00e1tica dos dados, o economista Rafael Caumo, coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego da FEE, afirmou que houve \u201cuma invers\u00e3o do padr\u00e3o de crescimento negativo da taxa de desemprego\u201d, mas ainda \u00e9 cedo para concluir que a luz observada no fim do t\u00fanel n\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o de \u00f3ptica. Outros indicadores sugerem que a luz oscila de amarela a vermelha:<br \/>\n+ Cresce o contingente de aut\u00f4nomos na for\u00e7a de trabalho da Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, mas seus rendimentos m\u00e9dios est\u00e3o em queda<br \/>\n+ A massa de rendimentos na RM de Porto Alegre em setembro de 2016 caiu para o n\u00edvel de setembro de 2000<br \/>\n+ O rendimento do trabalho assalariado (R$ 1 847) em outubro de 2016 caiu para o n\u00edvel do rendimento (R$ 1 840) de 2004<br \/>\n+ As pesquisas detectam um fen\u00f4meno novo: estudantes largando a escola temporariamente para ajudar as fam\u00edlias na busca de renda<br \/>\n+ N\u00e3o h\u00e1 retomada conjuntural das atividades econ\u00f4micas<br \/>\n+ O \u00fanico setor em crescimento na RM de Porto Alegre \u00e9 o de servi\u00e7os, gra\u00e7as ao empenho de aut\u00f4nomos com atividade bastante vis\u00edvel nas ruas<br \/>\nSegundo a economista Irene Galeazzi, da FEE, \u201ctrata-se de uma retomada semelhante \u00e0 ocorrida na d\u00e9cada de 90\u201d, quando a economia come\u00e7ava a sair da paralisia dos anos 1980 \u2013 a famosa \u201cd\u00e9cada perdida\u201d.<br \/>\nEsses comparativos s\u00e3o poss\u00edveis porque a PED-RMPA tem uma s\u00e9rie\u00a0 de 24 anos de pesquisa ininterrupta na Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, destacou Rafael Caumo. O Rio Grande do Sul, atrav\u00e9s da PED-RMPA,\u00a0\u00e9 um dos poucos Estados onde h\u00e1 gera\u00e7\u00e3o de dados prim\u00e1rios com periodicidade cont\u00ednua para a investiga\u00e7\u00e3o de temas de interesse p\u00fablico, de modo a\u00a0auxiliar e monitorar as pol\u00edticas p\u00fablicas. Al\u00e9m disso, possibilita pesquisas suplementares \u2013 caronas \u2013 a fim de investigar outros temas relevantes. \u201c \u00c9 \u00a0a pesquisa mais antiga e reconhecida internacionalmente como instrumento cient\u00edfico para monitorar o mundo do trabalho. A PED possui um acervo \u00fanico e p\u00fablico\u00a0 sobre o mercado laboral da regi\u00e3o, a maior amostra e um arranjo institucional que permite o interc\u00e2mbio de metodologia e sua aplica\u00e7\u00e3o na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, complementa.<br \/>\nO momento de divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa foi tamb\u00e9m um espa\u00e7o para a defesa da manuten\u00e7\u00e3o da FEE, amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o no pacote que est\u00e1 sob an\u00e1lise da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O diretor t\u00e9cnico da FEE, Martinho Lazzari, \u00a0destacou que\u00a0\u201c\u00e9 triste ter que explicar que a exist\u00eancia da FEE \u00e9 importante, ainda mais num momento de crise em que a FEE pode ajudar com os gastos do governo e fortalecer pol\u00edticas p\u00fablicas. Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos\u201d.<br \/>\nO economista \u00a0e professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carlos Henrique Horn, chamou a aten\u00e7\u00e3o sobre os dados da PED que podem ser interrompidos. \u00a0\u201cEsta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existir\u00e1 a partir do pr\u00f3ximo m\u00eas se houver a extin\u00e7\u00e3o da FEE. \u00c9 falsa a ideia de que a produ\u00e7\u00e3o de dados da FEE pode ser substitu\u00edda por outras institui\u00e7\u00f5es. Intelig\u00eancia \u00e9 algo que leva muito tempo para construir e pode ser destru\u00edda em meia hora de vota\u00e7\u00e3o. Estas tabelas que parecem simples quando divulgamos a s\u00edntese da pesquisa, t\u00eam por tr\u00e1s a sele\u00e7\u00e3o e a visita a 7.500 domic\u00edlios, a aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios, a an\u00e1lise, a valida\u00e7\u00e3o dos dados, enfim, \u00e9 um trabalho minucioso, complexo e altamente necess\u00e1rio. S\u00f3 a FEE faz\u201d, enfatiza.<br \/>\nPara o diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras de Estudos do Trabalho (ABET), professor C\u00e1ssio Calvete, causa estarrecimento e perplexidade a possibilidade de extin\u00e7\u00e3o da FEE. \u201cComo o Estado vai sair da crise sem informa\u00e7\u00e3o\u201d? questiona o economista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe t\u00e9cnica que levanta dados de emprego e desemprego na Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE) apresentou nesta quarta-feira (30) os \u00faltimos dados (de outubro de 2016), segundo os quais se pode concluir que a recess\u00e3o chegou ao fundo do po\u00e7o e pode ter-se iniciado uma prec\u00e1ria recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego na regi\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":41885,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-41884","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-aTy","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41884\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}