{"id":41942,"date":"2016-12-09T06:49:56","date_gmt":"2016-12-09T09:49:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=41942"},"modified":"2016-12-09T06:49:56","modified_gmt":"2016-12-09T09:49:56","slug":"autor-escreve-livro-para-lancar-aos-100-anos-nao-tenho-tempo-para-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/autor-escreve-livro-para-lancar-aos-100-anos-nao-tenho-tempo-para-morrer\/","title":{"rendered":"Autor escreve livro para lan\u00e7ar aos 100 anos: \u201cN\u00e3o tenho  tempo para morrer\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">ELMAR BONES<\/span><br \/>\nJo\u00e3o Gomes Mariante, psicanalista e jornalista,\u00a0completou 98 anos em 26 de fevereiro de 2016.<br \/>\nDeste ent\u00e3o, entre outras coisas, trabalha num livro que ir\u00e1 concluir em fevereiro de 2018, com o t\u00edtulo: <em>Como cheguei aos 100 anos<\/em>.<br \/>\nEle escreve a m\u00e3o, com uma caneta tinteiro, letras\u00a0grandes bem desenhadas, em folhas soltas que vai\u00a0numerando. Quando h\u00e1 ouvintes, gosta de testar os\u00a0trechos que j\u00e1 escreveu:<br \/>\n\u201cN\u00e3o fui amamentado por minha m\u00e3e e sim por muitas amas de leite que invariavelmente entravam em choque com ela.\u201d<br \/>\nLevanta os olhos do papel e acrescenta, com a voz\u00a0magoada: \u201cEla brigava com todas\u201d.<br \/>\nNascido em Porto Alegre, foi \u201cainda em fraldas\u201d para Porto Mariante, pequeno povoado \u00e0 beira do rio Taquari, do qual a fam\u00edlia de seu pai era fundadora. Criou-se na fazenda do av\u00f4 autorit\u00e1rio, que n\u00e3o o estimulava a estudar. Queria que fosse bom pialador (que derruba o boi na corrida, jogando o la\u00e7o nas patas dianteiras)<br \/>\nTinha 12 anos quando se alfabetizou. Estudou em Porto Alegre, cursou Medicina no Rio de Janeiro, foi funcion\u00e1rio da embaixada brasileira em Buenos Aires, psicanalista em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nVoltou para Porto Alegre com planos de se\u00a0estabelecer como psicanalista. Enfrentou dificuldades, principalmente o in\u00edcio de uma surdez que hoje o aflige. \u201cPedir para o paciente repetir, n\u00e3o d\u00e1.\u201d<br \/>\nVoltou-se para o jornalismo, valendo-se da experi\u00eancia pioneira com a <em>Revista de Medicina Social<\/em>, que editou no Rio na d\u00e9cada de 1940.<br \/>\nLan\u00e7ou em outubro de 2002 o jornal <em>MenteCorpo<\/em>, mens\u00e1rio, voltado para a populariza\u00e7\u00e3o do conhecimento m\u00e9dico e psicanal\u00edtico.<br \/>\nO n\u00famero que est\u00e1 circulando \u00e9 o 137, uma edi\u00e7\u00e3o\u00a0especial toda dedicada \u00e0 cidade de Ven\u00e2ncio Aires, feita quase integralmente por ele, como todas.<br \/>\nEle determina a pauta, escreve os editoriais e as\u00a0principais mat\u00e9rias, al\u00e9m de mobilizar numerosos\u00a0articulistas, para compor as 48 ou mais p\u00e1ginas de cada edi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m de editor, ele \u00e9 o empres\u00e1rio, que capta publicidade, cuida da distribui\u00e7\u00e3o e comanda uma\u00a0pequena equipe de colaboradores. Em cima da mesa j\u00e1 est\u00e3o espalhadas as provas da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o. \u201cEssa madrugada vou escrever o editoral e a Personalidade do M\u00eas, que ainda n\u00e3o sei quem \u00e9&#8230;\u201d<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"wp-image-42093 alignleft\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/TRES_NO_DIVA_1308531602B.jpg\" alt=\"tres_no_diva_1308531602b\" width=\"123\" height=\"185\" \/>Todos esses encargos n\u00e3o o impediram de lan\u00e7ar tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es revisadas e ampliadas de um livro em que explora seus conhecimentos de psican\u00e1lise e suas rela\u00e7\u00f5es com tr\u00eas \u00edcones da pol\u00edtica do Rio Grande do Sul: Osvaldo Aranha, Flores da Cunha e Get\u00falio Vargas.<br \/>\nEle conheceu os tr\u00eas no Rio de Janeiro, onde era estudante. Era afilhado de um ministro de Vargas.<br \/>\nFrequentou churrascos aos quais Vargas comparecia e dele chamou aten\u00e7\u00e3o por uma frase, dita numa roda de estudantes paulistas: \u201cS\u00e3o Paulo \u00e9 a locomotiva do Brasil, mas o carv\u00e3o \u00e9 de S\u00e3o Jer\u00f4nimo e o maquinista \u00e9 de S\u00e3o Borja\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_42094\" aria-describedby=\"caption-attachment-42094\" style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-42094\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Mariante-com-Getulio.jpg\" alt=\"Mariante \u00e9 o homem de bigode atr\u00e1s de Vargas\" width=\"345\" height=\"234\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42094\" class=\"wp-caption-text\">Mariante \u00e9 o homem de bigode atr\u00e1s de Vargas<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA frase arrancou uma das famosas gargalhadas de\u00a0Vargas e ent\u00e3o lhe apresentaram o jovem ga\u00facho\u00a0atrevido que estudava no Rio.<br \/>\nFoi amigo desde a escola de um dos filhos de Osvaldo Aranha e conheceu Flores da Cunha no Rio, quando era estudante de medicina e, numa emerg\u00eancia, at\u00e9 aplicou-lhe algumas inje\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<figure id=\"attachment_42095\" aria-describedby=\"caption-attachment-42095\" style=\"width: 181px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-42095\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Mariante_Oswaldo2.jpg\" alt=\"Com Osvaldo Aranha\" width=\"181\" height=\"169\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42095\" class=\"wp-caption-text\">Com Osvaldo Aranha<\/figcaption><\/figure><br \/>\nSeus anos de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 profilaxia do suic\u00eddio, levaram-no a identificar um tra\u00e7o autodestrutivo na conduta pol\u00edtica dos caudilhos ga\u00fachos. Da\u00ed resultou o livro, do qual j\u00e1 publicou duas edi\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEm junho deste ano lan\u00e7ou um novo ensaio de 200 p\u00e1ginas fixando-se em Getulio Vargas, procurando rastrear os sinais inconscientes de que Vargas teve em mente, desde sempre, o suic\u00eddio como uma sa\u00edda.<br \/>\n<figure id=\"attachment_42096\" aria-describedby=\"caption-attachment-42096\" style=\"width: 121px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-42096\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Mariante-capaGetulio.jpg\" alt=\"O lan\u00e7amento mais recente\" width=\"121\" height=\"177\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42096\" class=\"wp-caption-text\">O lan\u00e7amento mais recente<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cEm v\u00e1rios momentos, em situa\u00e7\u00f5es cruciais, ele considerou a ideia de se dar um tiro se tudo desse errado. At\u00e9 que chegou naquele 24 de agosto, quando tudo havia realmente dado errado\u201d.<br \/>\nPara a autobiografia que est\u00e1 escrevendo, prev\u00ea umas 300 p\u00e1ginas: \u201cVai ser uma coisa simples, talvez fa\u00e7a algum sucesso\u201d, pondera.<br \/>\nJ\u00e1 descreveu a primeira surra que levou da m\u00e3e, pelo susto que deu numa tia muito carola. A tia o obrigava a confessar e a comungar. Ele odiava: \u201cEu cuspia na h\u00f3stia\u201d. \u00c0 noite tinha que rezar em p\u00e9 junto da cama, antes de deitar.<br \/>\nUm dia a tia tomou-lhe a reza e ele lascou um verso que aprendera na rua: \u201cDeita-te corpo \/espicha-te rabo\/arreganha esse c\u00fa\/ para todos os diabos\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_42097\" aria-describedby=\"caption-attachment-42097\" style=\"width: 289px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-42097\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/007.jpg\" alt=\"Diverte-se com suas mem\u00f3rias\" width=\"289\" height=\"196\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42097\" class=\"wp-caption-text\">Diverte-se com suas mem\u00f3rias<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA tia desmaiou. A surra foi tamanha que at\u00e9 hoje ele fica em d\u00favida se o verso n\u00e3o \u00e9 \u201cmuito forte\u201d para entrar nas mem\u00f3rias.<br \/>\nDepois de um longo expediente, ele sente dificuldade para erguer-se da poltrona de onde comanda a editora e o jornal, mas n\u00e3o aceita ajuda:<br \/>\n\u201cDeixa comigo&#8230;\u201d, diz empunhando a bengala.<br \/>\nVai at\u00e9 a cozinha e volta com uma garrafa de u\u00edsque. \u201cJ\u00e1 vou trazer o gelo.\u201d Vai e volta com passinhos curtos. Fala dos seus planos, das pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do jornal, da campanha que vai lan\u00e7ar, da viagem a Buenos Aires. Quer lan\u00e7ar um outro livro com as cr\u00f4nicas que publicou no <em>Jornal do Com\u00e9rcio<\/em> nos \u00faltimos 20 anos. Reclama que a <em>Zero Hora<\/em> n\u00e3o tem publicado seus artigos. Desespera-se com a incapacidade de organizar pap\u00e9is. \u201c\u00c9 uma desgra\u00e7a!\u201d. Mostra a capa do livro que ele mesmo \u00a0idealizou: uma ampulheta com um restinho de areia na parte de cima.<br \/>\nPergunto se no livro ele vai revelar o segredo. \u201cQue segredo?\u201d. De como chegou aos 100 anos. \u201cAh, acho que fui salvo pela psican\u00e1lise. Embora tivesse condi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, n\u00e3o teria chegado a essa idade se n\u00e3o fosse a psican\u00e1lise\u201d.<br \/>\nConta que foi um jovem turbulento, duas vezes baleado. Levanta a perna da cal\u00e7a para mostrar a cicatriz do tiro que levou num entrevero em Santa Cruz. Isso n\u00e3o revela tamb\u00e9m uma tend\u00eancia suicida? \u201cSem d\u00favida, tinha esse componente.\u201d<br \/>\nParece buscar a origem desse componente. \u201cMeu av\u00f4 queria um filho homem, n\u00e3o aceitou o fato de ter vindo uma mulher, minha m\u00e3e. Ele n\u00e3o escondia a decep\u00e7\u00e3o e isso causou nela um trauma muito grande, ela nunca superou. Quando nasci, ele quis fazer de mim o filho que n\u00e3o teve.\u201d<br \/>\nOutro ingrediente de sua receita de vida \u00e9 dormir pouco. Sempre foi assim. Sai da cama antes das quatro.<br \/>\nDorme uma hora depois do almo\u00e7o e depois vai at\u00e9 nove, dez da\u00a0 noite. \u201cN\u00e3o tenho tempo para morrer\u201d, brinca.\u00a0 Diz que vai \u201cparar duas horas antes, para arrumar alguns pap\u00e9is&#8230;\u201d. E sintetiza tudo: \u201cO trabalho \u00e9 a grande e \u00fanica terapia\u201d. Mas \u00e9 preciso gostar do que faz.<br \/>\nEle por exemplo, no final de semana, percorreu mais de mil quil\u00f4metros para dar aut\u00f3grafos e palestra em Dom Pedrito. Com frequ\u00eancia, toma um \u00f4nibus e vai a Santana do Livramento, gosta de ir ao cassino de Rivera.<br \/>\nNa segunda-feira, j\u00e1 tem compromisso na agenda: \u201cQuero falar com aquele rapaz para o site. Quero fazer o jornal <em>on line<\/em>\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_42099\" aria-describedby=\"caption-attachment-42099\" style=\"width: 316px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-42099\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Mariante-discursa-gravata-lil\u00e1s.jpg\" alt=\"Palavras escolhidas com precis\u00e3o a cada texto, discurso ou palestra\" width=\"316\" height=\"211\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42099\" class=\"wp-caption-text\">Palavras escolhidas com precis\u00e3o a cada texto, discurso ou palestra<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAl\u00e9m da atividade intensa com o jornal, com os livros e com uma agitada agenda social, os 98 anos n\u00e3o impedem Jo\u00e3o Gomes Mariante de acompanhar os fatos do notici\u00e1rio e de ter uma l\u00facida opini\u00e3o sobre eles.\u00a0 Confira:<br \/>\n\u201cEstou com muito medo de uma guerra civil. Medo de estourar esse movimento de rua, esse Bolsonaro quer liderar o golpe. O Ex\u00e9rcito vai ter que sair para guerra&#8230;\u201d<br \/>\n\u201cCorrup\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a desculpa para os golpes. Getulio n\u00e3o roubava mas protegia os corruptos. O Jango a mesma coisa. \u00a0Em 1964, os milicos prometiam moralizar mas n\u00e3o pegaram o Ademar de Barros e tantos outros que eram aliados deles\u201d.<br \/>\n\u201cEduardo Cunha \u00e9 um psicopata. \u00c9 diferente do psic\u00f3tico, o psicopata se caracteriza pela aus\u00eancia de culpa. N\u00e3o tem controle interno, projeta no outro, nunca aceita a culpa. Ele n\u00e3o se compromete. Cunha compromete os outros&#8230;\u201d<br \/>\n\u201cA Lava Jato abriu os olhos do povo, o PT se excedeu na roubalheira. Nunca tantos roubaram tanto de tantos. E, depois, a arrog\u00e2ncia, o povo n\u00e3o tolera mais o arrogante\u201d.<br \/>\n\u201cLula \u00e9 muito inteligente, mas \u00e9 um paran\u00f3ico, tem mania de grandeza, se sente perseguido.\u00a0 Acredito que ele est\u00e1 terminado, nunca mais\u201d.<br \/>\nElei\u00e7\u00f5es municipais: \u201cPara mim n\u00e3o foi surpresa, o pessoal quer coisa nova. Os que se declararam n\u00e3o pol\u00edticos, levaram. N\u00e3o est\u00e1 na ordem dos contagiados\u201d.<br \/>\nViol\u00eancia: \u201cEnquanto n\u00e3o se fizer uma varredura na pol\u00edcia, n\u00e3o vai se resolver o problema da criminalidade no Brasil, porque os grandes criminosos est\u00e3o dentro da pol\u00edcia. Tinha que ter um projeto: submeter todos eles a um exame psiqui\u00e1trico\u201d.<br \/>\nCaso Plinio Zalevski: \u201cPra mim n\u00e3o foi suic\u00eddio, foi homic\u00eddio. Quem se mata n\u00e3o d\u00e1 dois cortes. Dificilmente, quando d\u00e1 um corte profundo, d\u00e1 o segundo. N\u00e3o consegue dar. A motiva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 pouco convincente. Mais plaus\u00edvel \u00e9 que o tenham obrigado a escrever aquilo\u201d.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ELMAR BONES Jo\u00e3o Gomes Mariante, psicanalista e jornalista,\u00a0completou 98 anos em 26 de fevereiro de 2016. Deste ent\u00e3o, entre outras coisas, trabalha num livro que ir\u00e1 concluir em fevereiro de 2018, com o t\u00edtulo: Como cheguei aos 100 anos. Ele escreve a m\u00e3o, com uma caneta tinteiro, letras\u00a0grandes bem desenhadas, em folhas soltas que vai\u00a0numerando. 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