{"id":4228,"date":"2009-04-23T15:50:22","date_gmt":"2009-04-23T18:50:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=4228"},"modified":"2009-04-23T15:50:22","modified_gmt":"2009-04-23T18:50:22","slug":"prea-catarinense-esta-criticamente-ameacado-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/prea-catarinense-esta-criticamente-ameacado-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pre\u00e1 catarinense est\u00e1 criticamente amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>Juliana Dal Piva<\/strong><br \/>\nde Florian\u00f3polis especial para o J\u00c1*<br \/>\nRoedor pequeno, herb\u00edvoro, que vive em apenas dez hectares, a Cavia intermedia \u2013 mais conhecida como pre\u00e1 \u2013 escolheu a maior das ilhas do arquip\u00e9lago de Moleques do Sul para habitar. A 14 quil\u00f4metros da Praia da Ponta do Papagaio, em Palho\u00e7a (SC), a ilha abriga os \u00fanicos 50 indiv\u00edduos existentes no mundo da esp\u00e9cie, que tamb\u00e9m \u00e9 chamada de Pre\u00e1 das Ilhas Moleques do Sul.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/prea2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/prea2.jpg\" alt=\"\" title=\"prea2\" width=\"264\" height=\"222\" class=\"alignnone size-full wp-image-4230\" \/><\/a><br \/>\nSua descoberta \u00e9 recente, realizada h\u00e1 apenas dez anos. No entanto, o alerta sobre a poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi dado em 2006 pelo pesquisador Carlos Henrique Salvador de Oliveira. O mam\u00edfero divide com o gato-do-mato-pequeno o mesmo problema em rela\u00e7\u00e3o ao projeto de lei Mosaicos do Tabuleiro: o aumento da urbaniza\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas pode exterminar de vez a esp\u00e9cie.<br \/>\nDe acordo com Salvador, a  International Union for Conservation of Nature (Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, IUCN) classificou a esp\u00e9cie como criticamente amea\u00e7ada. O pesquisador disse que o primeiro trabalho que descreveu a esp\u00e9cie n\u00e3o estudou o tamanho da popula\u00e7\u00e3o, somente a identificou como uma nova esp\u00e9cie entre as seis registradas at\u00e9 ent\u00e3o.<br \/>\n\u201cEu sempre trabalhei com mam\u00edferos nas ilhas da regi\u00e3o da Grande Florian\u00f3polis e fiquei me perguntando quantos pre\u00e1s viviam ali. J\u00e1 que era uma esp\u00e9cie que s\u00f3 existe naquele local, e a ilha \u00e9 pequena, n\u00e3o poderia haver muitos\u201d, explica.<br \/>\nA Cavia intermedia necessita primordialmente de duas coisas para viver: a grama, com a qual se alimenta e pasta durante um per\u00edodo do dia, e a vegeta\u00e7\u00e3o mais densa para se abrigar. Segundo Salvador, que estudou a ecologia do animal, quem atualmente pesquisa o comportamento deste mam\u00edfero \u00e9 Nina Furnari, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<br \/>\n<strong>Uso irregular e falta de prote\u00e7\u00e3o <\/strong><br \/>\nSalvador afirma que pouco trabalho foi feito para proteger os pre\u00e1s depois que foram enviados relat\u00f3rios sobre a comprovada amea\u00e7a para a Funda\u00e7\u00e3o de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Fatma), o Ibama e o Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u00c0 \u00e9poca, foram confeccionados folhetos para informar e conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a raridade destes animais.<br \/>\nNenhuma outra iniciativa foi tomada, e, apesar de ser proibida a entrada de turistas no local \u2013 sob pena de reclus\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios ind\u00edcios de que a ilha \u00e9 usada regularmente por pessoas.<br \/>\n\u201cO grande problema s\u00e3o as pessoas que v\u00e3o acampar l\u00e1. O que mais amea\u00e7a os pre\u00e1s \u00e9 a possibilidade de inc\u00eandio, pois a ilha \u00e9 pequena e eles se alimentam da grama. N\u00e3o h\u00e1 registros de inc\u00eandio na Moleques do Sul, mas na regi\u00e3o j\u00e1 aconteceram v\u00e1rios provocados por pessoas que fazem fogueira em acampamentos\u201d, adverte Salvador.<br \/>\n<strong>Projeto Mosaicos do Tabuleiro<\/strong><br \/>\nO pesquisador tamb\u00e9m expressa preocupa\u00e7\u00e3o com o novo projeto de lei para o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. \u201cA ilha onde vivem os pre\u00e1s continuar\u00e1 sendo intang\u00edvel, mas aumentando a urbaniza\u00e7\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que aumente o n\u00famero de pessoas que visitam o local irregularmente\u201d.<br \/>\nEle levanta a hip\u00f3tese de que, ao diminu\u00edrem as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o integral, talvez haja mais fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cDesta forma, quem sabe seja poss\u00edvel concentrar melhor as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, mas acho dif\u00edcil que isso ocorra realmente\u201d, analisa.<br \/>\nSalvador ressalta ainda que, para o surgimento de novas esp\u00e9cies, o ambiente de uma ilha pequena e afastada \u00e9 essencial. O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro abriga 11 ilhas, das quais cinco (arquip\u00e9lago de Tr\u00eas Irm\u00e3s e as outras duas ilhas de Moleques do Sul) jamais tiveram suas faunas estudadas.<br \/>\n* Reportagem publicada na Ag\u00eancia de Not\u00edcias Ambientais- <a href=\"http:\/\/www.ambienteja.com.br\">Ambiente J\u00c1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Juliana Dal Piva de Florian\u00f3polis especial para o J\u00c1* Roedor pequeno, herb\u00edvoro, que vive em apenas dez hectares, a Cavia intermedia \u2013 mais conhecida como pre\u00e1 \u2013 escolheu a maior das ilhas do arquip\u00e9lago de Moleques do Sul para habitar. 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