{"id":428,"date":"2005-11-17T13:38:14","date_gmt":"2005-11-17T16:38:14","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=428"},"modified":"2005-11-17T13:38:14","modified_gmt":"2005-11-17T16:38:14","slug":"atletas-que-superam-os-limites-fisicos-e-do-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/atletas-que-superam-os-limites-fisicos-e-do-preconceito\/","title":{"rendered":"Atletas que superam os limites f\u00edsicos e do preconceito"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade\/media_paraolimpicos.jpg?0.4907572327121509\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Para \u00c1dria \u00e9 f\u00e1cil correr sem enxergar, basta ter concentra\u00e7\u00e3o (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Naira Hofmeister<\/p>\n<p align=\"justify\">Supera\u00e7\u00e3o de limites: \u00e9 essencialmente disso que se fala ao tratar com atletas paraol\u00edmpicos. Eles s\u00e3o cegos, n\u00e3o t\u00eam bra\u00e7os ou pernas, sofrem de defici\u00eancia mental e n\u00e3o querem ser diferentes. Ou melhor, buscam o direito de serem respeitados como tal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muito al\u00e9m das restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, \u00e9 preciso for\u00e7a para lidar com mentes limitadas e com o preconceito, ainda muito presente no cotidiano destes atletas. Mais do que apoiar a equipe brasileira paraolimpica, a Caixa Econ\u00f4mica Federal \u2013 patrocinadora do Comit\u00ea Paraolimpico Brasileiro \u2013 est\u00e1 iniciando a revers\u00e3o de paradigmas hist\u00f3ricos contra esse segmento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Neste final de semana ser\u00e1 realizada a quinta etapa do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolimpico de Atletismo e Nata\u00e7\u00e3o, no centro Esportivo da PUC\/RS. As quatro anteriores foram um verdadeiro sucesso, reunindo uma m\u00e9dia de 500 participantes por etapa. Al\u00e9m das provas, o circuito integra os atletas com a sociedade, principalmente com as crian\u00e7as, realizando atividades de conscientiza\u00e7\u00e3o em escolas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O futebol de cegos \u2013 onde os meninos devem fazer gols com os olhos vendados \u2013 e o basquete sobre rodas \u2013 no qual eles podem experimentar a sensa\u00e7\u00e3o de disputar um jogo sobre a cadeira de rodas -, trazem a realidade dos portadores de defici\u00eancia para a sociedade em geral. \u201cIsso \u00e9 imprescind\u00edvel, pois mostra \u00e0 eles que ali est\u00e3o her\u00f3is e hero\u00ednas\u201d, diz Ant\u00f4nio Ten\u00f3rio, cego e tri-campe\u00e3o ol\u00edmpico de jud\u00f4. \u201cA pior marca que possamos fazer passa a n\u00e3o ter import\u00e2ncia quando estamos com as crian\u00e7as\u201d, acredita Roseane dos Santos, a Rosinha, recordista mundial no lan\u00e7amento de peso em Atenas que \u00e9 amputada da perna esquerda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o incentivo financeiro oferecido pela Caixa, o esporte paraolimpico v\u00eam se desenvolvendo com velocidade, arrecadando mais espa\u00e7o na m\u00eddia, descobrindo novos talentos e aperfei\u00e7oando os j\u00e1 existentes: \u201c\u00c9 a primeira vez que temos um circuito profissional brasileiro, e com ele, os \u00edndices do atletas t\u00eam melhorado muito\u201d, afirma S\u00e9rgio Gatto, vice presidente do CPB. Mas completa: \u201cPrecisamos que a iniciativa privada descubra tamb\u00e9m essa \u00e1rea, para que outras modalidades ganhem o mesmo destaque que est\u00e3o tendo a nata\u00e7\u00e3o e ao atletismo\u201d. O contrato com a Caixa ser\u00e1 renovado, garantiu Joaquim Lima, representante do banco, que investiu em 2005 mais de 3 milh\u00f5es de reais na equipe paraolimpica. E, humildemente, revela: \u201c\u00c9 a Caixa que est\u00e1 usufruindo desses atletas. O esfor\u00e7o, o resultado e a determina\u00e7\u00e3o \u00e9 toda deles. Nosso papel e s\u00f3 dar condi\u00e7\u00f5es para que isso apare\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Velocidade \u00e0s cegas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c1dria Rocha dos Santos tem uma trajet\u00f3ria esportiva que somente os maiores \u00eddolos mundiais conquistaram. Com a vis\u00e3o comprometida desde o nascimento, j\u00e1 aos treze anos come\u00e7ou a correr. Apenas um ano depois, conquistava sua primeira vaga numa paraolimp\u00edada. Aos 18 ficou completamente cega, mas isso n\u00e3o influenciou em nada sua carreira: a atleta j\u00e1 participou de cinco mundiais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dif\u00edcil correr sem enxergar? \u201cN\u00e3\u00e3\u00e3oooo&#8230; \u00e9 bem f\u00e1cil, basta ter concentra\u00e7\u00e3o\u201d, responde com a maior naturalidade a atleta. Para uma velocista com ela, \u00e9 imprescind\u00edvel o entrosamento com o atleta guia, aquele que vai conduzir o deficiente visual pela pista. Mas a interfer\u00eancia n\u00e3o passa disso: \u201cEle orienta durante a prova, avisa quando h\u00e1 curvas ou retas e me incentiva\u201d, ela diz. Mas Luiz Rafael Krub, guia de \u00c1dria, desmente a atleta: \u201cQuando ela entra na pista, j\u00e1 sabe direitinho onde esta\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A atleta j\u00e1 ganhou diversos t\u00edtulos, inclusive o ouro nos 100mm e a prata nos 200m e 400m em Atenas. Apesar de campe\u00e3, a atleta sofre com preconceito e seu objetivo \u00e9 fazer com que seja vista com profissional do esporte e n\u00e3o como deficiente \u201cNa hora em que a bandeira sobre, e que toca o hino, \u00e9 igual \u00e0 olimp\u00edada tradicional\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para \u00c1dria \u00e9 f\u00e1cil correr sem enxergar, basta ter concentra\u00e7\u00e3o (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1) Naira Hofmeister Supera\u00e7\u00e3o de limites: \u00e9 essencialmente disso que se fala ao tratar com atletas paraol\u00edmpicos. Eles s\u00e3o cegos, n\u00e3o t\u00eam bra\u00e7os ou pernas, sofrem de defici\u00eancia mental e n\u00e3o querem ser diferentes. Ou melhor, buscam o direito de serem respeitados como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-428","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-6U","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/428\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}