{"id":43124,"date":"2017-01-10T19:07:22","date_gmt":"2017-01-10T22:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=43124"},"modified":"2017-01-10T19:07:22","modified_gmt":"2017-01-10T22:07:22","slug":"praca-da-alfandega-foi-palco-da-celebracao-ao-dia-do-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/praca-da-alfandega-foi-palco-da-celebracao-ao-dia-do-leitor\/","title":{"rendered":"Dia do Leitor na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega: &quot;\u00c9 hoje o anivers\u00e1rio do Quintana?&quot;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\"><em>HIGINO BARROS<\/em><\/span><br \/>\nO casal passou em frente \u00e0s esculturas dos poetas M\u00e1rio Quintana e Carlos Drummond de Andrade, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, e a mulher perguntou: \u201choje \u00e9 anivers\u00e1rio do Quintana?\u201d.<br \/>\nA pergunta foi motivada pelo que ela viu no local. Um grupo de pessoas reunido em frente as figuras dos poetas e algu\u00e9m lendo poesia.<br \/>\nO fato aconteceu no s\u00e1bado passado, dia sete, data que n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com Quintana, mas \u00e9 o Dia do Leitor, uma efem\u00e9ride como muitas que existem no Pa\u00eds.<br \/>\nAproveitando a oportunidade, amantes e apreciadores de literatura, de leitura e afins, reuniram-se durante seis horas e meia na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega e celebraram o livro, declamando poesias, lendo trechos de romances, ensaios e at\u00e9 bula de rem\u00e9dio, j\u00e1 que no convite feito na p\u00e1gina do evento na web era permitido ler o que bem entendesse. Inclusive lista telef\u00f4nica e bula de rem\u00e9dio.<br \/>\nA diretora da Biblioteca Estadual Morganah Marcon, uma das primeiras apoiadoras da iniciativa, levou 50 livros para doa\u00e7\u00e3o, que foram deixados em alguns bancos da pra\u00e7a e levados por quem passou no local. Os organizadores do evento calculavam que de 30 a 50 pessoas atenderiam ao convite feito no face book.<br \/>\nO jornalista Ayres Cerutti, autor da ideia da celebra\u00e7\u00e3o, calcula que cerca de 100 pessoas, de alguma forma, se envolveram com o evento, lendo em p\u00fablico, pegando livros ou parando para conversar.<br \/>\n<strong>Sofistica\u00e7\u00e3o e simplicidade<\/strong><br \/>\nNa parte da leitura, houve sofistica\u00e7\u00e3o, simplicidade, bom humor, emo\u00e7\u00e3o e outros pequenos detalhes. O jornalista J\u00falio Sortica, rec\u00e9m chegado da Espanha, leu a abertura de Metamorfose, de Kafka, de um livro adquirido em Madri. Os versos do poeta regionalista Ant\u00f4nio Ferreira foram declamados por Francisco Fontoura.<br \/>\nComo era v\u00e9spera do vestibular da UFRGS, muitos estudantes do interior e familiares, hospedados na \u00e1rea central, circularam pela Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega. Tr\u00eas deles, coincidentemente, de Medicina, pararam, pegaram livros e conversaram com participantes do evento. O que levou \u00e0 seguinte pergunta: e onde est\u00e3o os estudantes de Letras, Comunica\u00e7\u00e3o e outras \u00e1rea de Ci\u00eancias Humanas?<br \/>\nJ\u00e1 o jornalista Elmar Bones, lembrou do amigo Danilo Ucha, falecido em 2016, um grande amante de livros e leu um poema do russo Maiakovski, leitura incentivada na adolesc\u00eancia por um professor dele e de Ucha, em Santana do Livramento.<br \/>\n<strong>Conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria<\/strong><br \/>\nA psicanalista Anelore Schumann e sua colega da Escola de Poesia, Cintia Lang, leram obras publicadas na revista Ovo da Ema. A professora da UERGS, Ana Carolina realizou uma conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria arrebatadora. O muse\u00f3logo Yuri Victorino deu o tom gaiato ao encontro, ao levar e ler bulas de rem\u00e9dio. Dezenas de outras pessoas, conhecidas ou n\u00e3o, ao longo do s\u00e1bado, entraram no clima do evento.<br \/>\nMas quem roubou a cena em mat\u00e9ria de declama\u00e7\u00e3o foi a poeta Ad\u00e9lia Eisenfeld. Declamou poesias de sua autoria, cativando todos com sua empolga\u00e7\u00e3o e amor pela leitura, em tempos que a\u00e7\u00f5es culturais s\u00e3o pouco valorizadas, em nome da economia e gest\u00e3o.<br \/>\nO Dia do Leitor foi t\u00e3o gratificante e prazeroso para seus participantes que ficou combinado a realiza\u00e7\u00e3o de outros semelhantes, no primeiro s\u00e1bado de cada m\u00eas. Com tempo mais a reduzido, mas no mesmo Batlocal, como diria leitor de quadrinhos, um jeito de come\u00e7ar a ler. J\u00e1 que todo tipo de leitura vale a pena. Ainda mais quando realizado em local emblem\u00e1tico de Porto Alegre, como a Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIGINO BARROS O casal passou em frente \u00e0s esculturas dos poetas M\u00e1rio Quintana e Carlos Drummond de Andrade, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, e a mulher perguntou: \u201choje \u00e9 anivers\u00e1rio do Quintana?\u201d. A pergunta foi motivada pelo que ela viu no local. 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