{"id":4400,"date":"2009-04-28T19:26:29","date_gmt":"2009-04-28T22:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=4400"},"modified":"2009-04-28T19:26:29","modified_gmt":"2009-04-28T22:26:29","slug":"pontal-do-estaleiro-o-problema-e-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pontal-do-estaleiro-o-problema-e-outro\/","title":{"rendered":"Pontal do Estaleiro: o problema \u00e9 outro"},"content":{"rendered":"<p><em>Elmar Bones<\/em><br \/>\nContra ou a favor do Pontal do Estaleiro? A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 essa. Esse \u00e9 o peda\u00e7o de carne que o ladr\u00e3o joga para distrair o c\u00e3o que vigia o p\u00e1tio.<br \/>\nA quest\u00e3o \u00e9 saber o que est\u00e1 acontecendo. Por que uma C\u00e2mara, que tem a enorme responsabilidade de fazer uma revis\u00e3o do Plano Diretor da cidade, perde meses discutindo uma quest\u00e3o pontual, que envolve um terreno privado?<br \/>\nDebates, passeatas, atos p\u00fablicos, liminares, audi\u00eancias p\u00fablicas, acusa\u00e7\u00f5es, den\u00fancias, investiga\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio P\u00fablico, tudo isso para qu\u00ea? Para que um empreendedor privado fa\u00e7a um bom neg\u00f3cio com um terreno que ele acaba de adquirir?<br \/>\nPara recuperar uma \u00e1rea da cidade que est\u00e1 abandonada? H\u00e1 15 anos, a \u00e1rea est\u00e1 abandonada. J\u00e1 se mudou a lei \u00e0s pressas uma vez, para que ela  fosse \u201curbanizada\u201d, \u201cqualificada\u201d, \u201crevitalizada\u201d, e ela continuou abandonada. Como tantas outras continuam abandonadas.<br \/>\nOu \u00e9 para quebrar uma regra que a cidade tem conseguido manter? H\u00e1 30 anos, embora com percal\u00e7os, resiste em Porto Alegre a id\u00e9ia de preservar a orla como espa\u00e7o p\u00fablico, talvez o mais valioso numa cidade que tem seus principais parques saturados ou \u00e0 beira de satura\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVeja-se a Reden\u00e7\u00e3o ou o Parc\u00e3o nos fins de semana. O Parc\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 um caso exemplar.  Havia um projeto de grandes pr\u00e9dios para aquela \u00e1rea, que pertencia ao antigo Jockey Club. Foi um movimento da comunidade que encontrou eco na C\u00e2mara de Vereadores e preservou aquele espa\u00e7o para ser um parque, hoje consagrado na vida da cidade.<br \/>\nA diferen\u00e7a \u00e9 que naquela \u00e9poca, em plena ditadura, a cidadania tinha mais voz na m\u00eddia do que hoje, quando se diz que estamos numa democracia. E a manipula\u00e7\u00e3o dos fatos n\u00e3o era t\u00e3o escancarada como agora, quando se trata de interesses imobili\u00e1rios.<br \/>\nPorto Alegre tem um movimento comunit\u00e1rio que \u00e9 reconhecido no pa\u00eds. Foi destaque numa s\u00e9rie do Jornal Nacional sobre o tema. Aqui ele \u00e9 encoberto com uma capa de sil\u00eancio, seus l\u00edderes s\u00e3o rotulados como defensores do atraso, inimigos do progresso, sat\u00e2nicos, porque contestam concess\u00f5es que o poder p\u00fablico faz ao interesse de grupos privados.<br \/>\nCom a cidadania silenciada, a democracia representativa vira farsa. \u00c9 o risco que estamos correndo nesse processo do Pontal do Estaleiro &#8211; desde o v\u00edcio de origem at\u00e9 esse  embrulho lament\u00e1vel em que est\u00e3o metidos o senhor prefeito e os senhores vereadores na hora da decis\u00e3o final.<br \/>\nEsse \u00e9 o problema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elmar Bones Contra ou a favor do Pontal do Estaleiro? A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 essa. Esse \u00e9 o peda\u00e7o de carne que o ladr\u00e3o joga para distrair o c\u00e3o que vigia o p\u00e1tio. A quest\u00e3o \u00e9 saber o que est\u00e1 acontecendo. 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