{"id":45133,"date":"2017-03-01T13:59:53","date_gmt":"2017-03-01T16:59:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=45133"},"modified":"2017-03-01T13:59:53","modified_gmt":"2017-03-01T16:59:53","slug":"entrevista-mestre-paraquedas-clinico-geral-do-carnaval-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/entrevista-mestre-paraquedas-clinico-geral-do-carnaval-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mestre Paraquedas, cl\u00ednico geral do carnaval de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><br \/>\nEug\u00eanio Silva de Alencar, o Mestre Paraquedas, tem mais de mil m\u00fasicas na bagagem de compositor, muitas delas emprestadas a diversas escolas de samba da capital, mais os hinos para tribos ind\u00edgenas. Participou tamb\u00e9m na funda\u00e7\u00e3o de agremia\u00e7\u00f5es como Samba Puro, Praiana, Comando do Morro, Unidos da Concei\u00e7\u00e3o, Tribo Comanches. Al\u00e9m de compor, desenha fantasias e alegorias. Tem quase todos seus oitenta e dois anos dedicados \u00e0 folia de Momo.<br \/>\nPor este versatilidade, Paraquedas se intitula cl\u00ednico geral do carnaval porto alegrense.<br \/>\nParticipou ainda da produ\u00e7\u00e3o dos document\u00e1rios O Grande Tambor e Batuque ga\u00facho. \u00c9 mestre gri\u00f4, carregando o compromisso de levar adiante a hist\u00f3ria da ancestralidade africana atrav\u00e9s da oralidade.<br \/>\nUm de seus sambas diz \u201cda \u00e1rea do meu barraco aqui no morro a gente faz samba olhando a cidade l\u00e1 embaixo.\u201d Nesta mesma \u00e1rea, na rua Dona Firmina, Zona Leste, Paraquedas recebeu a reportagem do J\u00c1. Ao longo de uma tarde, falou sobre um pouco do que pode acompanhar da hist\u00f3ria do carnaval, desde os desfiles de blocos, nos bairros e na Rua da Praia, o surgimento das primeiras tribos, a revolu\u00e7\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o da primeira escola, a Academia de Samba Praiana, at\u00e9 os dias de hoje.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Qual a tua lembran\u00e7a mais antiga de carnaval?<\/strong><br \/>\nA lembran\u00e7a mais antiga era de ir ver o carnaval na Rua da Praia, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega. Mas a primeira sa\u00edda foi aos cinco anos. Sa\u00ed, fantasiado de marinheiro, na cacunda do pai, no Bloco Aratimb\u00f3. Minha m\u00e3e era costureira e meu pai era policial e foi um dos fundadores do bloco. Naquele tempo, o carnaval era de um jeito, hoje \u00e9 de outro jeito. Eram s\u00f3 blocos. E um bloco tinha oito no bateria e quinze pulando atr\u00e1s. Da\u00ed tinha os Turunas, os Tesouras, tudo ali na Baronesa. O Bambas da Orgia era um bloco, era o maior que tinha: sa\u00eda com quinze na bateria e trinta pulando.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Nasceu na Baronesa?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, nasci no Alto da Bronze. Fui morar na Baronesa do Gravata\u00ed aos 3 anos de idade. Eu estou com 82 e estou estudando ainda. Com uma crian\u00e7a \u00e0s vezes eu aprendo, porque eu escuto muito. Gra\u00e7as a isso eu tenho o acompanhamento do desenvolvimento do carnaval.<br \/>\n<figure id=\"attachment_45139\" aria-describedby=\"caption-attachment-45139\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-45139 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Carnaval-Antigo.-Fototeca-Sioma-Breitman.-useu-Felizardo-2378f.jpg\" alt=\"Rua Jo\u00e3o Alfredo, na Cidade Baixa, enfeitada para receber os blocos, d\u00e9cada de 1970 \/ Fototeca Sioma Breitman \/ Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo\" width=\"725\" height=\"556\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45139\" class=\"wp-caption-text\">Rua Jo\u00e3o Alfredo, na Cidade Baixa, enfeitada para receber os blocos, d\u00e9cada de 1970 \/ Fototeca Sioma Breitman \/ Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>E como eram os desfiles na \u00e9poca dos blocos?<\/strong><br \/>\nTinha os coretos, Porto Alegre chegou a ter 14. Ali na rua de baixo, aquele espa\u00e7o largo, onde agora \u00e9 fim da linha do \u00f4nibus Santa Catarina era o local do carnaval. Tinha coreto oficial ali na Bar\u00e3o do Amazonas, em frente ao port\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico, na Anita Garibaldi, na Santana, na Cavalhada tinha dois.<br \/>\nO primeiro desfile era no oficial, no centro, porque as fantasias estavam novinhas. Quando chegava aqui no Partenon j\u00e1 tava tudo rasgado, um p\u00e9 com sapato, outro n\u00e3o. Mas l\u00e1 era de carinha limpa, tudo bonitinho pra fazer a\u00a0apresenta\u00e7\u00e3o. Aquilo era o que a prefeitura cobrava<br \/>\nEra tudo a p\u00e9. Ningu\u00e9m tocava, era s\u00f3 uma surdinha, tum, tum, \u2013 os outros instrumentos s\u00f3 tocavam no coreto \u2013 e cada bloco tinha um refr\u00e3o. Aqui do morro era \u201c\u00c9 o galo! \u00c9 o galo! Senta o espor\u00e3o\u201d. Tinha outro que era \u201cChoveu! Choveu!. O cabelo da nega encolheu.\u201d A\u00ed o bloco passava aqui e eu ia atr\u00e1s, chegava na esquina e bah, tinha deixado a porta aberta. Da\u00ed eu voltava, mas outros j\u00e1 tinham entrado e assim ia.<br \/>\n<strong>E tinha um carnaval de clube tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\n\u00c9, a Sogipa e o Leopoldina Juvenil tinham.<br \/>\n<strong>Mas era um carnaval de branco?<\/strong><br \/>\nEra bem branco. Mas quem tocava eram os negros.<br \/>\n<strong>Mas tinha tamb\u00e9m os clubes de negros?<\/strong><br \/>\nSim, A primeira sociedade negra que se criou em Porto Alegre foi o Floresta Aurora, criado por negros oficiais do ex\u00e9rcito, que vieram transferidos de Pelotas. O nome \u00e9 porque a rua Crist\u00f3v\u00e3o Colombo se chamava Floresta e a Ramiro Barcellos se chamava Aurora. E o clube se criou naquela esquina. Depois o Floresta Aurora foi pra Barros Cassal, depois pra rua da Margem, que \u00e9 a Jo\u00e3o Alfredo. Ent\u00e3o criou-se o Prontid\u00e3o, hoje Sat\u00e9lite Prontid\u00e3o.<br \/>\n<figure id=\"attachment_45135\" aria-describedby=\"caption-attachment-45135\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-45135\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Mestre-Paraquedas-Matheus-Chaparini-18-300x169.jpg\" alt=\"&quot;Se o seu Hemet\u00e9rio tivesse no\u00e7\u00e3o que existia bloco afro ele n\u00e3o teria criado tribo ind\u00edgena&quot; \/ Matheus Chaparini\" width=\"300\" height=\"169\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45135\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Se o seu Hemet\u00e9rio tivesse no\u00e7\u00e3o que existia bloco afro ele n\u00e3o teria criado tribo ind\u00edgena&#8221; \/ Matheus Chaparini<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>E o surgimento das tribos ind\u00edgenas?<\/strong><br \/>\nO carnaval de \u00edndio foi criado pelo Seu Hemet\u00e9rio (de Barros), um negr\u00e3o, era amigo do meu pai, criou a primeira tribo de \u00edndio: Os Caet\u00e9s, em 43. Eu tinha uns 11 anos e ajudei a fazer a primeira alegoria dos Caet\u00e9s. Neste tempo o carnaval era na Rua da Praia, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega. A entrada era ali do lado do Correio do Povo pra c\u00e1 e a dispers\u00e3o era na General C\u00e2mara ou naquela ruazinha que fecharam e agora ficam os engraxates.<br \/>\nMas se o seu Hemet\u00e9rio tivesse no\u00e7\u00e3o que existia bloco afro ele n\u00e3o teria criado tribo ind\u00edgena. Porque a inten\u00e7\u00e3o dos que comp\u00f5e a primeira forma\u00e7\u00e3o dos cat\u00e9sbos do carnaval n\u00e3o era homenagear os \u00edndios. Era sim botar pra fora sua necessidades tibais, era andar dan\u00e7ando, num outro ritmo\u2026 \u00a0Voc\u00ea olha as roupagens das fantasia tem mais linguagem afro que ind\u00edgena.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>As tribos vieram em substitui\u00e7\u00e3o aos blocos?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, o seu Hemet\u00e9rio n\u00e3o queria aquilo de fantasia e tal. Porque o carnaval \u00e9 meio marcial, tu sabe. O desfile de uma escola de samba \u00e9 meio marcial. Como foi criada uma escola de samba? Quem criou a escola de samba foi Olavo Bilac, que era professor e reitor do Tiro de Guerra l\u00e1 no Rio de Janeiro e tinha s\u00f3 negro naquela dele, era uma escola de recupera\u00e7\u00e3o. E eles todos eram fardados e tinha a banda marcial. Ent\u00e3o, quando os negros n\u00e3o estavam marchando, faziam samba com os instrumentos da banda marcial. Dali surgiu a escola de samba.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Qual a import\u00e2ncia do surgimento da Praiana para o carnaval de Porto Alegre?<\/strong><br \/>\nA chegada da Praiana \u00e9 um marco. Foi a primeira escola de samba &#8211; o Bambas tem uns cem anos, mas antes era bloco. Em seguida surgiu o Imperadores, porque o Bambas era azul e branco, da\u00ed botaram o vermelho pra contrastar e pra pegar o povo que n\u00e3o gosta do azul, aquela coisa do grenal. O imperador foi fundado com essa ideia.<br \/>\n<figure id=\"attachment_45138\" aria-describedby=\"caption-attachment-45138\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-45138 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Carnaval-Antigo.-Fototeca-Sioma-Breitman.-Museu-Felizardo-2389f.jpg\" alt=\"Academia de Samba Praiana, um marco no carnaval de Porto Alegre \/ Matheus Chaparini\" width=\"725\" height=\"554\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45138\" class=\"wp-caption-text\">Academia de Samba Praiana, um marco no carnaval de Porto Alegre. D\u00e9cada de 1970 \/\u00a0Fototeca Sioma Breitman \/ Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>\u00c9 dessa \u00e9poca que vem o nome Paraquedas?<\/strong><br \/>\n\u00c9, eu servi 12 anos no ex\u00e9rcito como paraquedista no RJ. Tinha um tenente que serviu comigo e era mestre sala da mangueira. Mas como a Portela era mais perto, ele me levou l\u00e1. Quando eu vi aquelas tecnologias, os bonecos se mexendo, piscando olho\u2026 Bah, eu me encantei n\u00e9, cara! Ent\u00e3o durante 12 anos eu observei muito o carnaval carioca, desfilei, trabalhei no carnaval. E Eu trouxe muito pra c\u00e1, em mat\u00e9ria de alegoria, de desfile. Esse tempo no Rio lapidou o conhecimento duro que eu tinha.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Como se deu o surgimento da figura do mestre sala?<\/strong><br \/>\nOs brancos davam as roupas velhas que n\u00e3o queriam mais, eles vestiam, e saiam fazendo aquelas rever\u00eancias, imitando os gestos dos brancos, tirando onda. A\u00ed que surgiu essa figura de mestre sala.<br \/>\nAqui, no tempo dos blocos, tinha a figura do Remelecho, que tamb\u00e9m tinha o apelido de &#8216;assusta-crian\u00e7a&#8217;. Ele ia na frente, animando, e n\u00e3o tinha compromisso nenhum com o rtimo, o neg\u00f3cio era chamar aten\u00e7\u00e3o. Ele chegava \u201cAhhh!!!\u201d e as criancinhas saiam correndo \u201cai, socorro m\u00e3e\u201d e ele virava cambota, botava l\u00edngua pra fora, fazia um zoi\u00e3o.<br \/>\nO carnaval aqui no Rio Grande do Sul n\u00e3o tem essa tradi\u00e7\u00e3o de mestre sala, isso \u00e9 mais no Rio. S\u00e3o detalhes da coisa que dizem muito. Ali est\u00e1 a raiz, a tradi\u00e7\u00e3o da coisa, compreende? N\u00e3o essa superficialidade do carnaval de Porto Alegre, que \u00e9 s\u00f3 oba oba. Mas voc\u00ea chega num Imp\u00e9rio Serrano, no RJ, ali e serrinha, \u00e9 jongo, \u00e9 raiz profunda da cosia. O jongo \u00e9 a ra\u00edz do samba.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Este ano a gente tem um momento diferente para o carnaval, com o corte dos repasses pela Prefeitura&#8230;<\/strong><br \/>\nOlha, esse carnaval profissional que tem hoje come\u00e7ou a partir de um cidad\u00e3o que tinha a alcunha de Comendador, que era dono da Pepsi Cola. E foi esse cidad\u00e3o que mal acostumou os carnavalescos de Porto Alegre. At\u00e9 ent\u00e3o ningu\u00e9m cobrava nada para tocar, a escola te dava o m\u00ednimo, o chap\u00e9u, a camiseta, se quisesse fantasia bonita tinha que fazer.<br \/>\nMas ele traia uma proposta que j\u00e1 estava rolando no Rio de Janeiro. Ele copiou e trouxe para c\u00e1. Isso ali por 1968. Quando ele encampou o carnaval, o coreto era Pepsi Cola, a m\u00eddia toda do carnaval era Pepsi Cola, ent\u00e3o eles tavam ganhando muito dinheiro com isso a\u00ed. Mas ele saiu, a Pepsi saiu e a negrada continuou exigindo a mordomia que ele ofereceu a partir daquele tempo que ele encampou o carnaval.<br \/>\nA partir desse cidad\u00e3o, comercializou o carnaval. E est\u00e1 esse estado de coisa que t\u00e1 ai.<br \/>\n<figure id=\"attachment_45134\" aria-describedby=\"caption-attachment-45134\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-45134 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Mestre-Paraquedas-Matheus-Chaparini-12.jpg\" alt=\"&quot;A partir do Comendador, comercializou o carnaval. A\u00ed est\u00e1 esse estado de coisa&quot; \/ Matheus Chaparini\" width=\"725\" height=\"408\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-45134\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A partir do Comendador, comercializou o carnaval. A\u00ed est\u00e1 esse estado de coisa que t\u00e1 ai&#8221; \/ Matheus Chaparini<\/figcaption><\/figure><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini Eug\u00eanio Silva de Alencar, o Mestre Paraquedas, tem mais de mil m\u00fasicas na bagagem de compositor, muitas delas emprestadas a diversas escolas de samba da capital, mais os hinos para tribos ind\u00edgenas. Participou tamb\u00e9m na funda\u00e7\u00e3o de agremia\u00e7\u00f5es como Samba Puro, Praiana, Comando do Morro, Unidos da Concei\u00e7\u00e3o, Tribo Comanches. 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