{"id":45243,"date":"2017-03-03T16:34:40","date_gmt":"2017-03-03T19:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=45243"},"modified":"2017-03-03T16:34:40","modified_gmt":"2017-03-03T19:34:40","slug":"mulheres-articulam-greve-internacional-no-8-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mulheres-articulam-greve-internacional-no-8-de-marco\/","title":{"rendered":"Mulheres articulam greve internacional no 8 de mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>O dia 8 de mar\u00e7o, tradicionalmente marca o Dia Internacional da Mulher. Este ano, uma programa\u00e7\u00e3o unificada est\u00e1 sendo articulada para Porto Alegre. O movimento, que est\u00e1 sendo chamado de 8M, re\u00fane diversos coletivos, movimentos e centrais sindicais e integra uma mobiliza\u00e7\u00e3o internacional. \u201cSe nossas vidas n\u00e3o importam, que produzam sem n\u00f3s\u201d \u00e9 o tema deste ano.<br \/>\nO objetivo \u00e9 construir uma greve internacional, um dia sem mulheres. Ou seja, que as mulheres trabalhadoras cruzem os bra\u00e7os tanto em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho, de qualquer natureza, formal ou dom\u00e9stico. \u00c9 um 8 de mar\u00e7o classista, focado na mulher trabalhadora. Uma forma de cr\u00edtica ao car\u00e1ter despolitizado que a data vem tomando nos \u00faltimos anos. \u201cN\u00e3o nos levem flores, vamos parar\u201d \u00e9 o t\u00edtulo de um dos artigos publicados no site do 8M Brasil.<br \/>\nEm Porto Alegre, a articula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em janeiro, durante atividades do F\u00f3rum das Resist\u00eancias. No dia 20 de fevereiro foi realizada uma assembleia geral. Integram Fazem parte movimentos de mulheres negras, l\u00e9sbicas, trabalhadoras rurais, quilombolas, ind\u00edgenas, atingidas por barragens, sindicatos e ocupa\u00e7\u00f5es. A programa\u00e7\u00e3o integra um movimento internacional. O grupo mant\u00e9m contato com movimentos de mulheres de pa\u00edses da am\u00e9rica latina, como a Argentina, onde o movimento \u00e9 bastante forte, al\u00e9m de It\u00e1lia, Pol\u00f4nia e outros.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Reforma da previd\u00eancia e viol\u00eancia contra a mulher<\/span><br \/>\nA mobiliza\u00e7\u00e3o se concentra em duas pautas principais: o combate a todas as formas de viol\u00eancia contra a mulher e a luta contra a reforma da Previd\u00eancia. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o Brasil tem o quinto maior n\u00famero de feminic\u00eddios do mundo.<br \/>\nOutro dado chocante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra mulher \u00e9 que a cada onze minutos, uma mulher \u00e9 estuprada no Brasil. O dado vem da FBSP (Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Seguran\u00e7a P\u00fablica), que re\u00fane dados de todas as secretarias de Seguran\u00e7a P\u00fablica do pa\u00eds. Por\u00e9m, como h\u00e1 uma grande subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos, \u00e9 prov\u00e1vel que o n\u00famero de estupros seja ainda maior.<br \/>\nPara o movimento, as mudan\u00e7as que vem sendo articuladas pelo Governo Federal na Previd\u00eancia atingem principalmente as mulheres. Quest\u00f5es como a equipara\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho n\u00e3o levam em conta uma certa invisibilidade do trabalho feminino, que vai al\u00e9m do trabalho formal, englobando tarefas que geralmente s\u00e3o cumpridas por mulheres como o trabalho dom\u00e9stico e os cuidados com a cria\u00e7\u00e3o dos filhos.<br \/>\nAl\u00e9m disso, elas entendem que os ajustes fiscais promovidos pelos governos federal e estadual atingem diretamente as pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres, o que \u00e9 considerado uma viol\u00eancia institucional. Outra pauta trazida pelo movimento \u00e9 o aborto legal garantido pelo SUS.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Ao longo de todo o dia, marchas, debates e atividades culturais<\/span><br \/>\nO movimento de mulheres est\u00e1 construindo uma programa\u00e7\u00e3o ao longo de todo o dia. O in\u00edcio \u00e9 a acolhida \u00e0s mulheres da Via Campesina, que devem chegar \u00e0 capital \u00e0s 5h30. Dois grupos, partindo do La\u00e7ador e da Ponte do Gua\u00edba. Os grupos devem se concentrar em frente ao INSS em torno das 8h e partir em caminhada pelo centro.<br \/>\nA ideia \u00e9 estar o dia inteiro em marcha. A maior parte das atividades deve se concentrar entre a Esquina Democr\u00e1tica, Largo gl\u00eanio Peres e Pra\u00e7a da Matriz. \u00c0s 10, acontece na Assembleia Legislativa um semin\u00e1rio sobre a reforma da previd\u00eancia e as mulheres. Ao meio dia, acontece um ato em apoio \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o Mirabal, na rua Duque de Caxias, 380.<br \/>\n\u00c0s 14h, h\u00e1 um semin\u00e1rio sobre a reforma da Previd\u00eancia na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS, promovido pela Fassurgs. Na Pra\u00e7a da Matriz, ao longo de toda a tarde, est\u00e3o prevista atividades culturais.<br \/>\nO dia de mobiliza\u00e7\u00e3o se encerra com um ato na Esquina Democr\u00e1tica, com concentra\u00e7\u00e3o a partir das 17h.<br \/>\nO ano de 2017 marca o centen\u00e1rio do reconhecimento do dia Internacional da Mulher pela Internacional Socialista. Por isso, esta articula\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo chamada de Internacional Feminista. Desde o final do s\u00e9culo XIX, a data j\u00e1 era adotada em alguns pa\u00edses como um dia de mobiliza\u00e7\u00e3o pelos direitos das mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 8 de mar\u00e7o, tradicionalmente marca o Dia Internacional da Mulher. Este ano, uma programa\u00e7\u00e3o unificada est\u00e1 sendo articulada para Porto Alegre. 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