{"id":4620,"date":"2009-05-07T11:42:30","date_gmt":"2009-05-07T14:42:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=4620"},"modified":"2009-05-07T11:42:30","modified_gmt":"2009-05-07T14:42:30","slug":"pontal-do-estaleiro-gigante-da-construcao-esta-por-tras-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pontal-do-estaleiro-gigante-da-construcao-esta-por-tras-5\/","title":{"rendered":"PONTAL DO ESTALEIRO (5) &#8211; Gigante da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 por tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>Elmar Bones<\/strong><br \/>\nGigante da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 por tr\u00e1s<br \/>\nForam v\u00e1rios leil\u00f5es sem sucesso. O terreno estava avaliado em R$ 12 milh\u00f5es, mas por estar numa \u00e1rea com limita\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios, n\u00e3o atraia interessados.<br \/>\nEm 2006, no quinto leil\u00e3o, foi arrematado pela SVB\u2013Participa\u00e7\u00f5es e Empreendimentos Ltda, com sede na av. Nilo Pe\u00e7anha, em Porto Alegre.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/pontal_materia5.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4621\" title=\"pontal_materia5\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/pontal_materia5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"299\" \/><\/a><br \/>\nA empresa pagou R$ 7,2 milh\u00f5es pela \u00e1rea, dando 20% do valor de entrada e o restante em 15 parcelas mensais. Em seguida, transferiu-a para a BM Par Empreendimentos Ltda, cujo representante disse \u00e0 imprensa que n\u00e3o tinha neg\u00f3cios no setor de constru\u00e7\u00e3o. Cogitou-se at\u00e9 que seria uma subsidi\u00e1ria do grupo Maggi, do bilion\u00e1rio governador de Goi\u00e1s, Blairo Maggi.<br \/>\nO terreno est\u00e1 registrado no Cart\u00f3rio de Im\u00f3veis como propriedade da BM Par, mas com hipoteca \u00e0 Expand Investimentos Imobili\u00e1rios, com sede no Rio de Janeiro. A Expand \u00e9 uma subsidi\u00e1ria da Cyrela Brazil Realty S.A. que, por sua vez, tem uma joint venture com a empresa ga\u00facha Goldsztein, a Cyrela Goldsztein.<br \/>\nEm nota \u00e0 jornalista Glorinha Glock, a assessoria da Goldsztein Cyrela confirmou sua participa\u00e7\u00e3o no neg\u00f3cio: \u201cA Goldsztein Cyrela, joint venture da Cyrela Brazil Realty, investir\u00e1 no projeto desde que ele esteja de acordo com a lei municipal, seja vi\u00e1vel e aprovado em todas as esferas pertinentes\u201d.<br \/>\nO projeto, na verdade um pr\u00e9-estudo do arquiteto Jorge Debiagi, prev\u00ea implantar um conjunto arquitet\u00f4nico com seis edif\u00edcios de 14 andares (quatro residenciais e dois comerciais), al\u00e9m de \u00e1reas de lazer, parque p\u00fablico, passeios, p\u00eder e uma marina p\u00fablica.<br \/>\nPrev\u00ea um investimento de R$ 165 milh\u00f5es, que pode alavancar neg\u00f3cios da ordem de R$ 2 bilh\u00f5es.<br \/>\n<strong>Neg\u00f3cio vai a R$ 1 bilh\u00e3o, diz IAB <\/strong><br \/>\nEm agosto de 2008, quando esquentava a discuss\u00e3o sobre o \u201cPontal do Estaleiro\u201d, o Instituto de Arquitetos do Brasil\/RS por decis\u00e3o de seu Conselho Estadual, divulgou uma \u201cManifesta\u00e7\u00e3o aos Vereadores\u201d para \u201cexpor sua contrariedade com a forma pela qual o assunto est\u00e1 sendo tratado\u201d.<br \/>\nO Instituto, que representa arquitetos e urbanistas no Rio Grande do Sul alertou para \u201cerros no encaminhamento da mat\u00e9ria\u201d e para os poss\u00edveis \u201cpreju\u00edzos ao desenvolvimento urbano da cidade, decorrentes de uma altera\u00e7\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o urbana que n\u00e3o deriva de uma proposi\u00e7\u00e3o integrada de valoriza\u00e7\u00e3o de seu potencial tur\u00edstico e urban\u00edstico\u201d.<br \/>\n\u201cFlagrantemente, a altera\u00e7\u00e3o do projeto foi apresentado a partir do interesse dos propriet\u00e1rios da \u00e1rea, sem que os benef\u00edcios para a comunidade e para a municipalidade seja devidamente explicitados\u201d, diz a nota.<br \/>\nSegundo o IAB a mudan\u00e7a pretendida iria \u201c permitir um uso muito mais intenso da \u00e1rea, n\u00e3o previsto no Plano Diretor de Porto Alegre, \u00e0 revelia de um estudo mais criterioso do Executivo Municipal e de uma ampla discuss\u00e3o p\u00fablica sobre a densifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea\u201d.<br \/>\nAl\u00e9m dos aspectos legais, o Instituto lembra o \u201caspecto moral da aprecia\u00e7\u00e3o de uma mat\u00e9ria com o impacto imenso(&#8230;) de maneira apressada (&#8230;) confundindo o interesse p\u00fablico com um neg\u00f3cio privado\u201d.<br \/>\nDiz ainda a nota que a \u00e1rea \u201cfoi leiloada a baixo pre\u00e7o porque o seu valor era limitado ao dos usos compat\u00edveis com o desenvolvimento projetado no PDDUA. A proposta de altera\u00e7\u00e3o somente surge ap\u00f3s um projeto de ocupa\u00e7\u00e3o patrocinado pelos propriet\u00e1rios, sem compatibilidade com as possibilidades da infra-estrutura de transito da regi\u00e3o e em preju\u00edzo da paisagem e do potencial tur\u00edstico de Porto Alegre\u201d.<br \/>\n\u201cO espetacular aumento do potencial construtivo permite estimar o futuro valor total do neg\u00f3cio em quase um bilh\u00e3o de reais, o que reduz o pre\u00e7o do terreno, que normalmente \u00e9 um dos mais significativos itens em qualquer opera\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, a uma insignific\u00e2ncia\u201d.<br \/>\n\u201cO IAB-RS questiona qual o ganho do Munic\u00edpio de Porto Alegre quando o seu legislativo presenteia em plena \u00e9poca eleitoral a um grupo privado com a altera\u00e7\u00e3o de valor t\u00e3o significativa de um im\u00f3vel adquirido recentemente num singular processo de venda\u201d.<br \/>\n\u201cA Orla do Lago Gua\u00edba \u00e9 o maior patrim\u00f4nio paisag\u00edstico natural e cultural da Cidade de Porto Alegre, e sua ocupa\u00e7\u00e3o deve ser criteriosa em respeito ao direito das futuras gera\u00e7\u00f5es a desfrutarem de um desenvolvimento ambientalmente coerente e com qualidade. O processo ora examinado n\u00e3o garante isto. Ao contr\u00e1rio, a alta densidade proposta \u00e9 amea\u00e7adora se considerarmos outros investimentos previstos nas adjac\u00eancias que poder\u00e3o gerar impactos consider\u00e1veis e prejudicar o desenvolvimento da Zona Sul de Porto Alegre\u201d.<br \/>\n\u201cConclu\u00edmos lembrando aos nobres Vereadores e \u00e0 sociedade porto-alegrense que a requalifica\u00e7\u00e3o da orla de Porto Alegre \u00e9 uma das bandeiras hist\u00f3ricas do IAB-RS que j\u00e1 empreendeu grandes esfor\u00e7os na promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es concretas neste sentido. Em nome dessa hist\u00f3ria e do interesse p\u00fablico, e tendo em vista a argumenta\u00e7\u00e3o apresentada, solicitamos aos Srs. Vereadores o voto contr\u00e1rio \u00e0 altera\u00e7\u00e3o proposta \u00e0 Lei Complementar 470\/02\u201d.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/2009\/04\/29\/pontal-do-estaleiro-uma-lei-sob-medida-1\/\">PONTAL DO ESTALEIRO (1) &#8211; Uma lei sob medida<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/2009\/04\/30\/pontal-do-estaleiro-na-origem-uma-area-publica-2\/\">PONTAL DO ESTALEIRO (2) &#8211; Na origem, uma \u00e1rea p\u00fablica<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/2009\/05\/03\/pontal-do-estaleiro-em-nome-dos-trabalhadores-muda-se-a-lei-3\/\">PONTAL DO ESTALEIRO (3) &#8211; Em nome dos trabalhadores, muda-se a lei<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/2009\/05\/05\/pontal-do-estaleiro-primeiro-comprador-do-terreno-desistiu-4\/\">PONTAL DO ESTALEIRO (4) &#8211; Primeiro comprador do terreno desistiu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elmar Bones Gigante da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 por tr\u00e1s Foram v\u00e1rios leil\u00f5es sem sucesso. O terreno estava avaliado em R$ 12 milh\u00f5es, mas por estar numa \u00e1rea com limita\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios, n\u00e3o atraia interessados. Em 2006, no quinto leil\u00e3o, foi arrematado pela SVB\u2013Participa\u00e7\u00f5es e Empreendimentos Ltda, com sede na av. 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