{"id":463,"date":"2006-01-26T16:21:07","date_gmt":"2006-01-26T19:21:07","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=463"},"modified":"2006-01-26T16:21:07","modified_gmt":"2006-01-26T19:21:07","slug":"outdoor-irregular-provoca-corte-criminoso-de-pessegueiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/outdoor-irregular-provoca-corte-criminoso-de-pessegueiro\/","title":{"rendered":"Outdoor irregular provoca corte criminoso de pessegueiro"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/arvore_3.jpg?0.5392151418317022\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">O\u00a0pessegueiro foi podado porque tapava\u00a0o outdoor constru\u00eddo<br \/>\n(Fotos: \u00c1rfio Mazzei\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Um outdoor causou o corte criminoso de uma \u00e1rvore na Rua Santana, em Porto Alegre. Dez dias ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o da estrutura de ferro, entre os n\u00fameros 536 e 578, o pessegueiro apareceu misteriosamente mutilado. Os moradores acreditam que a poda foi realizada para tirar da frente o que estava impedindo a perfeita vis\u00e3o do espa\u00e7o de propaganda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a assessoria da SMAM, o outdoor \u00e9 ilegal e a empresa respons\u00e1vel pela sua coloca\u00e7\u00e3o, a Local A, \u00e9 \u201cclandestina e n\u00e3o cadastrada\u201d. O corte do pessegueiro tamb\u00e9m n\u00e3o foi autorizado. A permiss\u00e3o para cortar uma \u00e1rvore em espa\u00e7o p\u00fablico deve ser emitida pela Divis\u00e3o de Arboriza\u00e7\u00e3o de Parques, Pra\u00e7as e Jardins.<\/p>\n<p align=\"justify\">A equipe de Controle e Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o Visual ir\u00e1 visitar o local nesta quinta-feira (26\/01), para averiguar a infra\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o visual e autuar os respons\u00e1veis. \u201cSe constatarmos que foi esta empresa que podou a \u00e1rvore tamb\u00e9m vamos denunci\u00e1-la por crime ambiental no Minist\u00e9rio P\u00fablico\u201d, afirma o chefe da Equipe de Controle e Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o Visual da SMAM, Carlos Alberto Santana.<\/p>\n<blockquote style=\"margin-right: 0px\">\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/arvore_1.jpg?0.4484366171056708\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Dos Santos lembra dos p\u00eassegos que comia<\/span><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">Morador da Santana h\u00e1 12 anos, Nori Ramos dos Santos lamenta a depreda\u00e7\u00e3o. \u201cSemana passada mesmo eu colhi um p\u00eassego e comi, agora s\u00f3 restou o tronco\u201d, reclama. Ele lembra que quando veio morar na Santana a \u00e1rvore j\u00e1 existia, e as crian\u00e7as subiam nela para colher frutas. \u201cAcho que quem cortou a \u00e1rvore foi quem colocou o outdoor\u201d, completa.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3333\">Dificuldade para combater os excessos<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/arvore_poluicao.jpg?0.5766543646975741\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Milhares de\u00a0placas, letreiros e cavaletes irregulares contribuem para a degrada\u00e7\u00e3o da paisagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Como qualquer grande centro urbano, Porto Alegre \u00e9 a cada dia mais atingida pela polui\u00e7\u00e3o visual. A Lei municipal 8.279\/99, que disciplina a explora\u00e7\u00e3o da paisagem urbana, \u00e9 uma das mais rigorosas sobre o assunto. Mas a prefeitura encontra dificuldades para coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica e combater o excesso de informa\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias.<br \/>\nAo longo de 2005, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente recolheu um total de 24 mil banners, 800 cavaletes, 2.700 faixas e 6.300 placas ilegais no munic\u00edpio. Os n\u00fameros s\u00e3o altos, mas n\u00e3o s\u00e3o expressivos se for evado em conta \u00e0 quantidade de an\u00fancios que permanecem sem autoriza\u00e7\u00e3o pelas ruas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O chefe da Equipe de Controle e Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o Visual da SMAM acredita que as coletas do ano passado s\u00e3o significativas, mas n\u00e3o suficientes: &#8220;Seriam se as pessoas notassem a diferen\u00e7a nas ruas&#8221;, afirma. Para ele, o ideal \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o mais agressiva contra esta polui\u00e7\u00e3o. &#8220;Existe a preocupa\u00e7\u00e3o com o visual da cidade, mas faltam meios para realizar uma fiscaliza\u00e7\u00e3o mais eficiente&#8221;.<br \/>\nA Equipe de Controle e Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o Visual avalia as amea\u00e7as \u00e0 paisagem urbana e aplica a legisla\u00e7\u00e3o vigente. Mas \u00e9 a equipe de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da SMAM que apreende e autua as placas n\u00e3o autorizadas. O problema \u00e9 que s\u00e3o poucos fiscais fazendo este trabalho. &#8220;S\u00e3o apenas 12 pessoas que percorrem a cidade, combatendo todos os tipos de polui\u00e7\u00e3o que existem&#8221;, explica o secret\u00e1rio do Meio Ambiente, Beto Moesh.<br \/>\nNo entanto, Moesh lembra que no ano de 2005 houve uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de placas ilegais. &#8220;S\u00f3 eu tirei umas 500 propagandas&#8221;, conta. O secret\u00e1rio admite que o problema \u00e9 grave em Porto Alegre, mas afirma que est\u00e1 disposto a combat\u00ea-lo: &#8220;Em 2006\u00a0\u00a0 vamos retomar o di\u00e1logo com os empres\u00e1rios da publicidade para licenciar algumas placas e retirar as ilegais&#8221;.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3333\">A legisla\u00e7\u00e3o busca o equil\u00edbrio<\/span><\/strong><br \/>\nPela Lei municipal 8.279\/99, \u00e9 necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o da prefeitura para colocar qualquer an\u00fancio nas ruas. A solicita\u00e7\u00e3o deve ser realizada atrav\u00e9s de um processo administrativo, que \u00e9 analisado e julgado pela SMAM. &#8220;O objetivo \u00e9 encontrar um equil\u00edbrio entre o direito de express\u00e3o e o direito de viver em um ambiente agrad\u00e1vel&#8221;, explica Santana.<br \/>\nEntre as incid\u00eancias ilegais mais encontradas est\u00e1 o cavalete, que fica em via p\u00fablica. &#8220;Os cavaletes s\u00e3o terminantemente proibidos. Prejudicam os pedestres e \u00e9 um perigo para os deficientes visuais&#8221;, afirma. Outra manifesta\u00e7\u00e3o ilegal recorrente \u00e9\u00a0\u00a0 a coloca\u00e7\u00e3o de\u00a0 placas em postes, \u00e1rvores e sinais de tr\u00e2nsito. Muitos letreiros tamb\u00e9m n\u00e3o seguem as normas de tamanho, tipo e localiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO assunto \u00e9 pol\u00eamico. O diretor presidente da RSBC Ativa, Dannie Dubin, empresa de comunica\u00e7\u00e3o visual, acha a legisla\u00e7\u00e3o municipal muito dura. &#8220;A lei \u00e9 muito r\u00edgida, e por isso muitas empresas optam pela informalidade&#8221;, diz.<br \/>\nEle afirma que no ano passado a Prefeitura buscou o di\u00e1logo com as associa\u00e7\u00f5es de publicidade ao ar livre, da qual sua empresa faz parte, para tentar organizar as placas publicit\u00e1rias. &#8220;Mas as negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram, devido \u00e0 inflexibilidade dos t\u00e9cnicos da SMAM&#8221;. Para este ano, ele espera que ocorra um acordo. &#8220;Para n\u00f3s interessa a fiscaliza\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o visual. N\u00f3s tamb\u00e9m perdemos com o excesso de informa\u00e7\u00e3o nas ruas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0pessegueiro foi podado porque tapava\u00a0o outdoor constru\u00eddo (Fotos: \u00c1rfio Mazzei\/J\u00c1) Carla Ruas Um outdoor causou o corte criminoso de uma \u00e1rvore na Rua Santana, em Porto Alegre. Dez dias ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o da estrutura de ferro, entre os n\u00fameros 536 e 578, o pessegueiro apareceu misteriosamente mutilado. 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