{"id":46572,"date":"2017-03-30T13:43:21","date_gmt":"2017-03-30T16:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=46572"},"modified":"2017-03-30T13:43:21","modified_gmt":"2017-03-30T16:43:21","slug":"central-o-filme-a-rotina-na-pior-prisao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/central-o-filme-a-rotina-na-pior-prisao-do-brasil\/","title":{"rendered":"Central, o filme: a rotina na pior pris\u00e3o do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><br \/>\nO cotidiano pesado de um dos maiores e piores pres\u00eddios da Am\u00e9rica Latina pode agora ser conhecido atrav\u00e9s das grandes telas das salas de cinema do pa\u00eds. O document\u00e1rio Central entra em cartaz nesta quinta-feira.<br \/>\nForam mais de 200 horas de grava\u00e7\u00e3o, ao longo de tr\u00eas anos, entre 2013 e 2016. Para possibilitar o filme, a equipe teve que enfrentar dificuldades de acesso ao pres\u00eddio e tentativas, de todas as partes, de influenciar no direcionamento do document\u00e1rio.<br \/>\nA administra\u00e7\u00e3o do pres\u00eddio quer mostrar as melhores galerias, onde ficam abrigados poucos presos, em melhores condi\u00e7\u00f5es. Aos presos, interessa denunciar as condi\u00e7\u00f5es a que s\u00e3o submetidos no sistema prisional.<br \/>\nJ\u00e1 para os l\u00edderes de fac\u00e7\u00f5es, n\u00e3o interessa mostrar a superlota\u00e7\u00e3o das galerias: quanto mais presos, maior o ganho da fac\u00e7\u00e3o. Um documento da fac\u00e7\u00e3o Os Manos encontrado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico recentemente definia em R$ 200 mensais o pagamento por preso.<br \/>\nOs diretores do document\u00e1rio chegaram a se reunir com os 26 chefes de galerias do pres\u00eddio. Outra reuni\u00e3o foi realizada com os quatro principais l\u00edderes de fac\u00e7\u00f5es dentro do Central para negociar a viabilidade do filme.<br \/>\n<figure id=\"attachment_46577\" aria-describedby=\"caption-attachment-46577\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-46577 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_7332.jpg\" alt=\"Em uma mesma galeria chegam a conviver 500 presos \/ Sidinei Jos\u00e9 Brzuska\" width=\"725\" height=\"483\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46577\" class=\"wp-caption-text\">Em uma mesma galeria chegam a conviver 500 presos \/ Sidinei Jos\u00e9 Brzuska<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAl\u00e9m de entrevistas com presos, especialistas e profissionais que lidam com o sistema carcer\u00e1rio, o filme traz entrevistas conduzidas e gravadas pelos pr\u00f3prios presos. N\u00e3o se trata apenas de uma op\u00e7\u00e3o conceitual, mas de um imperativo da situa\u00e7\u00e3o: \u201cNas galerias ningu\u00e9m entra, nem jornalista, nem juiz, nem pol\u00edcia\u201d, afirma a diretora Tatiana Sager.<br \/>\nA estreia vem em um momento adequado. No in\u00edcio deste ano, uma s\u00e9rie de rebeli\u00f5es em diversos pres\u00eddios brasileiros colocou a situa\u00e7\u00e3o do sistema carcer\u00e1rio na pauta do dia. Mais recentemente, a descoberta de um t\u00fanel para uma fuga em massa, fez do Pres\u00eddio Central not\u00edcia em todo o pa\u00eds. Antes disso, o pres\u00eddio havia ganho proje\u00e7\u00e3o nacional em 2008, quando foi considerado pelo Congresso Nacional como a pior casa prisional do pa\u00eds.<br \/>\nO document\u00e1rio j\u00e1 foi premiado em festivais e teve sess\u00f5es de pr\u00e9-estreia no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, onde lotou as salas. Al\u00e9m destes convidados, apenas um grupo de pessoas teve o privil\u00e9gio de conhec\u00ea-lo antes de entrar no circuito. Semanalmente, a diretora Tatiana Sager, apresenta o filme para menores internos da FASE, a antiga Febem. Ela estima que quase todos os internos tenham assistido.<br \/>\nA reportagem do Jornal J\u00c1 conversou com a diretora Tatiana Sager e com o jornalista Renato Dorneles, autor do livro <em>Fac\u00e7\u00e3o Ga\u00facha<\/em>, que inspirou o document\u00e1rio. O livro trata do surgimento do crime organizado no Rio Grande do Sul e j\u00e1 havia originado o curta-metragem O Poder entre as Grades.<br \/>\nTatiana \u00e9 fot\u00f3grafa e cineasta e j\u00e1 trabalhou em jornais como Correio do Povo, NH e Pioneiro. Renato Dorneles \u00e9 rep\u00f3rter de pol\u00edcia h\u00e1 30 anos, atualmente trabalha no Di\u00e1rio Ga\u00facho.<br \/>\n<figure id=\"attachment_46578\" aria-describedby=\"caption-attachment-46578\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-46578 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Screen-Shot-2017-03-02-at-2.52.04-PM.png\" alt=\"Pres\u00eddio Central ganhou visibilidade nacional em 2008, quando foi considerado pelo Congresso o pior pres\u00eddio do pa\u00eds \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"725\" height=\"408\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-46578\" class=\"wp-caption-text\">Pres\u00eddio Central ganhou visibilidade nacional em 2008, quando foi considerado pelo Congresso o pior pres\u00eddio do pa\u00eds \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>O filme acabou saindo em um momento que o contexto ajuda, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nRenato: Pois \u00e9, as confus\u00f5es com mortes em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte e o t\u00fanel aqui do Central, que foi assunto nacional, ajudaram bastante para que o filme se torne bem procurado. A gente percebeu isso bastante no Rio e em S\u00e3o Paulo.<br \/>\n<strong>Desde quando tu acompanhas o pres\u00eddio Central?<\/strong><br \/>\nRenato: Comecei a me interessar pelo assunto em 1987. Teve um motim e a partir da\u00ed se soube que estava sendo criada a Falange Ga\u00facha, uma primeira fac\u00e7\u00e3o criminosa aqui no Sul. Pouco antes deste motim foi quando os assaltantes de banco resolveram se unir aos traficantes, copiado uma ideia da Falange Vermelha, que depois virou o Comando Vermelho. A uni\u00e3o se deu dentro das cadeias. Estavam no Central o Vico, que era o maior assaltante de banco, e o Carioca, que era o traficante que dominava o Morro da Cruz.<br \/>\n<strong>Papagaio e Melara vieram em uma gera\u00e7\u00e3o posterior?<\/strong><br \/>\nRenato: Isso. O Melara j\u00e1 estava, mas nesta \u00e9poca era coadjuvante. Se falava no Melara por causa de um epis\u00f3dio de 1985 em que ele e o Celestino Linn mataram dois agentes penitenci\u00e1rios dentro de um \u00f4nibus para libertar um companheiro deles do assalto a banco. E nessa \u00e9poca ele j\u00e1 come\u00e7ava a mostrar que era bom de fuga, havia fugido da PEC.<br \/>\n<strong>O nome Falange Ga\u00facha eles usavam ou foi criado por ti?<\/strong><br \/>\nRenato: As duas coisas. Os presos descreviam como uma falange, porque no rio ainda chamavam Falange Vermelha. Ent\u00e3o eu disse que era uma esp\u00e9cie de Falange Ga\u00facha e eles tamb\u00e9m passaram a usar.<br \/>\n<strong>Essa organiza\u00e7\u00e3o que surgiu h\u00e1 30 anos \u00e9 uma das fac\u00e7\u00f5es que ainda existem?<\/strong><br \/>\nRenato: Ela se subdividiu e a sequ\u00eancia dela \u00e9 a fac\u00e7\u00e3o Os Manos, at\u00e9 porque foi o Melara que criou essa fac\u00e7\u00e3o e era um remanescente da Falange.<br \/>\n<strong>D\u00e1 pra se dizer que Os Manos \u00e9 a fac\u00e7\u00e3o mais bem articulada hoje?<\/strong><br \/>\nRenato: Sem d\u00favida. \u00c9 a mais bem articulada tanto que ela j\u00e1 se afastou da guerra das ruas. Ela j\u00e1 est\u00e1 em um patamar mais elevado, mais pr\u00f3ximo do PCC.<br \/>\n<strong>Eles se envolvem na pol\u00edtica formal?<\/strong><br \/>\nRenato: J\u00e1 houve den\u00fancias de eles terem eleito vereadores pelo interior. \u00c9 um primeiro passo, eleger vereador, depois deputado. Hoje s\u00e3o basicamente tr\u00eas fac\u00e7\u00f5es. Tem os Abertos, que \u00e9 mais uma fac\u00e7\u00e3o de pres\u00eddio. \u00c9 aberto porque \u00e9 daqueles que n\u00e3o integram as demais fac\u00e7\u00f5es. Hoje tem tr\u00eas principais: Os Manos, os Bala na Cara e a outra n\u00e3o \u00e9 bem uma fac\u00e7\u00e3o, \u00e9 os Anti Bala, que \u00e9 uma alian\u00e7a entre quadrilhas.<br \/>\n<strong>Os jornais muitas vezes evitam dar o nome das fac\u00e7\u00f5es nas not\u00edcias. Isso n\u00e3o desinforma?<\/strong><br \/>\nRenato: Eu sou a favor do meio termo. Tu n\u00e3o pode publicar s\u00f3 por publicar, porque pode virar um marketing. Mas por outro lado, determinadas reportagens eu vejo como inevit\u00e1vel e a\u00ed h\u00e1 um exagero em omitir. Aqui acontece isso, mas no Rio e S\u00e3o Paulo \u00e9 mais radical ainda. Tu vai dar uma entrevista e eles recomendam: n\u00e3o fala nome de fac\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Isso aconteceu contigo em entrevistas?<\/strong><br \/>\nRenato: Sim, diziam que era uma pol\u00edtica n\u00e3o falar em nome de fac\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Nestes 30 anos em que tu acompanha os pres\u00eddios ga\u00fachos, o que tu nota de mudan\u00e7as?<\/strong><br \/>\nRenato: Na d\u00e9cada de 1990, dava mais de 30 mortes violentas por ano no pres\u00eddio Central. Hoje, quando muito, d\u00e1 uma ou duas. L\u00e1 dentro o crime se organizou. Cada fac\u00e7\u00e3o cuida de uma ou duas galerias, ali elas mandam, ali elas faturam e n\u00e3o se envolvem com as rivais. Mas a regra s\u00f3 vale at\u00e9 o port\u00e3o do pres\u00eddio. E isso interfere at\u00e9 no n\u00famero de assassinatos do lado de fora.<br \/>\nOutra coisa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do pres\u00eddio. Antes era extremamente problem\u00e1tico, sempre tinha conflito, den\u00fancias de tortura, agress\u00f5es. A Brigada Militar foi amadurecendo esse tipo de conversa com a massa carcer\u00e1ria e hoje esses conflitos quase n\u00e3o existem. Isso atrav\u00e9s do sistema de plant\u00f5es, onde um l\u00edder de cada galeria faz a intermedia\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>E o jornalista na cadeia. Como \u00e9 visto pelos presos? N\u00e3o cai uma pecha de cagueta?<\/strong><br \/>\nRenato: H\u00e1 um certo respeito. Eles nunca reclamaram do meu trabalho. Teve s\u00f3 uma vez, que eu escrevi uma coluna dizendo que quem mandava nos pres\u00eddios eram os presos e recebi de um advogado um manuscrito dos presos pedindo direito de resposta \u2013 depois eles desistiram e pediram para n\u00e3o publicar. Neste ponto eu senti um certo respeito.<br \/>\n<strong>Trabalhando com jornalismo de pol\u00edcia n\u00e3o acontece de cobrir a pris\u00e3o e depois encontrar a pessoa na cadeia ou na rua?<\/strong><br \/>\nRenato: Acontece. No julgamento do traficante Carioca foi uma situa\u00e7\u00e3o meio constrangedora mas depois eu dei risada. O Tribunal do J\u00fari funcionava no Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a. O Carioca estava sendo julgado e do lado de fora tinha muitos policiais do Choque armados, esperando que os traficantes do Morro da Cruz invadissem para tentar resgat\u00e1-lo.<br \/>\nQuando eu entrei no Juri, ele me viu e fez um gesto de positivo. Todo mundo parou e\u00a0 ficou olhando, at\u00e9 o juiz. Eles pensaram: v\u00e3o atacar agora!<br \/>\n<strong>Tem uma vista grossa por parte da fiscaliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 droga?<\/strong><br \/>\nRenato: Tu imagina, s\u00e3o 400 numa galeria, tu n\u00e3o tem nenhum momento de individualidade. Isso n\u00e3o tem como n\u00e3o afetar o psicol\u00f3gico. A\u00ed eles recorrem \u00e0 droga para acalmar o preso.\u00a0\u00c9 o que diz um dos entrevistados: se n\u00e3o usar droga, o pres\u00eddio explode, morre cinquenta por dia. Ele diz \u2018pro\u00edbe entre aspas\u2019. E o diretor da \u00e9poca disse \u2018olha, eu n\u00e3o posso dizer isso porque vou estar cometendo crime. A gente tenta coibir, n\u00e3o vou dizer que conseguimos 100%\u2019.<br \/>\n<strong>Eles t\u00eam essa consci\u00eancia de que se eles cumprirem 100% esse trabalho e evitarem a entrada de drogas isso pode gerar uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais complicada?<\/strong><br \/>\nTatiana: A partir destes relatos acho que sim. E n\u00e3o tem como evitar. A corrup\u00e7\u00e3o existe, a coisa toda \u00e9 maquiada e ningu\u00e9m quer investigar exatamente. Quem \u00e9 que vai querer chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade se as lideran\u00e7as de galeria est\u00e3o ganhando em torno de R$ 500 mil reais por m\u00eas?<br \/>\nRenato: Teve um v\u00eddeo que conseguimos, da cheira\u00e7\u00e3o de coca\u00edna no pres\u00eddio em uma festa de natal. Eu publiquei o v\u00eddeo e as autoridades trataram como normal os presos cheirando coca\u00edna l\u00e1 dentro. Eles estranharam que o v\u00eddeo tivesse chegado at\u00e9 mim.<br \/>\n<strong>Um dos filmes brasileiros que mais repercutiu nos \u00faltimos anos foi o Carandiru. Por mais que seja fic\u00e7\u00e3o, \u00e9 um livro sobre a hist\u00f3ria de um pres\u00eddio baseado em um livro-reportagem. Voc\u00eas tiveram alguma preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser tachado de Carandiru do Sul?<\/strong><br \/>\nTatiana: N\u00e3o, nunca foi para n\u00f3s refer\u00eancia. \u00c9 um filme legal. Os pr\u00f3prios presos, quando estavam gravando brincavam \u2018tem que fazer um filme tipo Carandiru.\u2019 Mas fic\u00e7\u00e3o \u00e9 uma coisa completamente diferente de document\u00e1rio. Est\u00e1 mais para uma grande reportagem do que para um filme de fic\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>\u00c9 o teu primeiro document\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nTatiana: N\u00e3o, j\u00e1 dirigi dois outros curtas e agora fizemos o longa. Tem uma fala de um preso para o outro, ele dizia \u2018a mulher aquela \u00e9 cineasta e quer fazer um filme. De certo ela vai fazer um curta, a\u00ed se der certo vira um filme\u2019. A gente brinca que deu certo e virou filme.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini O cotidiano pesado de um dos maiores e piores pres\u00eddios da Am\u00e9rica Latina pode agora ser conhecido atrav\u00e9s das grandes telas das salas de cinema do pa\u00eds. O document\u00e1rio Central entra em cartaz nesta quinta-feira. Foram mais de 200 horas de grava\u00e7\u00e3o, ao longo de tr\u00eas anos, entre 2013 e 2016. Para possibilitar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":46576,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,26],"tags":[],"class_list":["post-46572","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materiasecundaria","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-c7a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46572\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}