{"id":47154,"date":"2017-04-12T08:10:53","date_gmt":"2017-04-12T11:10:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=47154"},"modified":"2017-04-12T08:10:53","modified_gmt":"2017-04-12T11:10:53","slug":"pesquisadora-da-zoobotanica-encontra-planta-rara-descrita-no-seculo-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pesquisadora-da-zoobotanica-encontra-planta-rara-descrita-no-seculo-19\/","title":{"rendered":"Pesquisadora da Zoobot\u00e2nica encontra\u00a0planta rara descrita no s\u00e9culo 19"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Cleber Dioni Tentardini<\/span><br \/>\nA bi\u00f3loga Rosana Senna, coordenadora da Se\u00e7\u00e3o de Bot\u00e2nica do Museu de Ci\u00eancias Naturais, na Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul, encontrou uma planta rara, que foi descrita uma \u00fanica vez no Brasil, h\u00e1 150 anos, pelo Bar\u00e3o de Capanema.<br \/>\nEsta segunda coleta registrada da esp\u00e9cie ocorreu em dezembro de 2015, mas s\u00f3 agora teve confirmado seu reconhecimento pelo Instituto de Bioci\u00eancias da Ufrgs, em artigo publicado nesta ter\u00e7a-feira, 11, na Revista Brasileira de Bioci\u00eancias. O texto \u00e9 assinado por Rosana e por sua colega bot\u00e2nica na FZB, Andr\u00e9ia Carneiro.<br \/>\n<figure id=\"attachment_47156\" aria-describedby=\"caption-attachment-47156\" style=\"width: 392px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-47156 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/1525313_478841172237321_1406629075_n-2.jpg\" alt=\"1525313_478841172237321_1406629075_n-2\" width=\"392\" height=\"678\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-47156\" class=\"wp-caption-text\">Bi\u00f3loga Rosana com colega no trabalho em campo\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nRosana encontrou a planta no Balne\u00e1rio de Quint\u00e3o, munic\u00edpio de Palmares do Sul. Analisou em laborat\u00f3rio e atrav\u00e9s de pesquisas localizou apenas uma coleta de Limosella australis no Rio Grande do Sul, que pertence ao Herb\u00e1rio do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro.<br \/>\nA coleta foi realizada no s\u00e9culo 19 por Guilherme Sch\u00fcch, Bar\u00e3o de Capanema (1825-1908), um engenheiro e naturalista do segundo imp\u00e9rio brasileiro, que tinha um apurado interesse em bot\u00e2nica, e a maioria de suas coletas est\u00e1 depositada no herb\u00e1rio no RJ.<br \/>\nA Limosella australis \u00e9 um g\u00eanero aqu\u00e1tico caracterizado por plantas de pequeno porte que habitam solos lamacentos e encharcados.<br \/>\n<figure id=\"attachment_47157\" aria-describedby=\"caption-attachment-47157\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-47157 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/IMG_9670.jpg\" alt=\"Esp\u00e9cie encontrada em uma cal\u00e7ada alagadi\u00e7a\" width=\"725\" height=\"544\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-47157\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie encontrada em uma cal\u00e7ada alagadi\u00e7a<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel que o material de Limosella, coletado por Capanema seja oriundo do Litoral Norte ga\u00facho, sustenta a bi\u00f3loga. \u201cA partir do ano de 1865, Capanema, ent\u00e3o diretor da Reparti\u00e7\u00e3o Geral dos Tel\u00e9grafos no Brasil, esteve em Torres para in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o da telegrafia no estado, mesmo ano da coleta de Limosella.<br \/>\nO g\u00eanero ocorre na Am\u00e9rica, desde o Canad\u00e1, at\u00e9 a Argentina e Antilhas, e na Europa, \u00c1frica, \u00c1sia, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia<br \/>\n\u201cAs plantas de Limosella australis s\u00e3o de dif\u00edcil percep\u00e7\u00e3o no ambiente devido ao tamanho reduzido e flores diminutas entre as folhas filiformes. E ainda, quando observadas em campo, desprovidas de flores e frutos, podem ser confundidas com algumas esp\u00e9cies de juncus, que tamb\u00e9m podem ocorrer em ambientes urbanos associados \u00e0s \u00e1reas \u00famidas litor\u00e2neas\u201d, alerta a bi\u00f3loga.<br \/>\nO material testemunho, que serviu de base para descri\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, foi depositado no herb\u00e1rio Prof. Dr. Alarich Schultz (HAS) da FZB.<br \/>\nA bi\u00f3loga Josy Matos, da Se\u00e7\u00e3o de Bot\u00e2nica do MCN, ressalta que a descoberta mostra a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies para a ci\u00eancia. Segundo Josy, diversos trabalhos cient\u00edficos utilizam as informa\u00e7\u00f5es de herb\u00e1rios para relacionar as esp\u00e9cies nessas cole\u00e7\u00f5es com a \u00e9poca em que foram coletadas e suas \u00e1reas de distribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cAssim ficamos sabendo onde elas encontravam condi\u00e7\u00f5es adequadas para viver, ou at\u00e9 mesmo o estado de conserva\u00e7\u00e3o do ambiente na \u00e9poca, podendo fazer compara\u00e7\u00f5es com as mesmas \u00e1reas nos dias de hoje\u201d, destaca.<br \/>\nA bot\u00e2nica acrescenta que, al\u00e9m da import\u00e2ncia para a ci\u00eancia, este tipo de informa\u00e7\u00e3o serve para ajudar a entender quais as melhores \u00e1reas para a conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e seus habitats, o que auxilia nos processos de licenciamento ambiental e na tomada de decis\u00f5es dos governantes.<br \/>\n(Cleber Dioni Tentardini)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardini A bi\u00f3loga Rosana Senna, coordenadora da Se\u00e7\u00e3o de Bot\u00e2nica do Museu de Ci\u00eancias Naturais, na Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul, encontrou uma planta rara, que foi descrita uma \u00fanica vez no Brasil, h\u00e1 150 anos, pelo Bar\u00e3o de Capanema. 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