{"id":47426,"date":"2017-04-20T20:42:11","date_gmt":"2017-04-20T23:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=47426"},"modified":"2017-04-20T20:42:11","modified_gmt":"2017-04-20T23:42:11","slug":"os-trabalhadores-do-lixo-tema-do-novo-trabalho-do-fotografo-jorge-aguiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/os-trabalhadores-do-lixo-tema-do-novo-trabalho-do-fotografo-jorge-aguiar\/","title":{"rendered":"Os trabalhadores do lixo, tema do novo trabalho do fot\u00f3grafo Jorge Aguiar"},"content":{"rendered":"<p>A fotografia de Jorge Aguiar se caracteriza por se debru\u00e7ar em um mundo que raramente \u00e9 olhado. O dos deserdados, da popula\u00e7\u00e3o indigente, dos miser\u00e1veis e exclu\u00eddos que circundam as periferias da capital e suas lutas pela sobreviv\u00eancia.<br \/>\nA <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/jorge-aguiar-expoe-em-minas-fotos-que-porto-alegre-nao-quis-ver\/\">\u00faltima exposi\u00e7\u00e3o<\/a> do fot\u00f3grafo est\u00e1 atualmente na cidade mineira de Tiradentes, depois de ter sido recusada em Porto Alegre, e aborda o espa\u00e7o f\u00edsico do Pres\u00eddio Central e do Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio. A pr\u00f3xima, ser\u00e1 aberta no dia 2 de maio, no Solar dos C\u00e2mara, e tem como tem\u00e1tica os trabalhadores do lixo, gente que ganha a vida catando o que foi posto fora pela sociedade de consumo.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-47428\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/trabalhadores-14.jpg\" alt=\"trabalhadores (14)\" width=\"725\" height=\"580\" \/>No texto abaixo, o fot\u00f3grafo Jorge Aguiar apresenta sua nova exposi\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<em>\u201cSe a fotografia \u00e9 apenas um recurso a ser utilizado na comunica\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia humana, ent\u00e3o ela serve para refletir, emocionar, provocar, construir ou destruir. Sua fun\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 dizer que n\u00e3o estamos s\u00f3s, que n\u00e3o estamos alheios, mortos ou prontos. <\/em><br \/>\n<em>No pouco que o mundo avan\u00e7ou, o ser humano tem usado a arte para evoluir, compreender e enfrentar melhor o absurdo em que vive. E a fotografia n\u00e3o pode ser usada apenas para decorar uma parede ou um \u00e1lbum com imagens jogadas em uma gaveta ou arm\u00e1rio. A fotografia deve ser vista com os olhos e o cora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 beleza em todos os lados.\u00a0 <\/em><br \/>\n<em>No circo da pobreza a beleza s\u00e3o os favelados, sem lona ou picadeiro. N\u00e3o tem arte nem tem atores, mas tem espet\u00e1culo. O dram\u00e1tico espet\u00e1culo da mis\u00e9ria, do abandono e da indiferen\u00e7a. Fatos que n\u00e3o servem exatamente para mostrar, mas para chocar e sugerir uma mudan\u00e7a. <\/em><br \/>\n<em>O olhar desta exposi\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores da reciclagem \u00e9 perif\u00e9rico, mostra duas grandes ideologias \u2013 capital e trabalho \u2013 que dividem o mundo e \u00e9 capaz de produzir uma grande fronteira no mesmo pa\u00eds, na mesma l\u00edngua, nas fam\u00edlias, ruas e dentro de suas pr\u00f3prias casas. A fronteira de uma cidade a torna uma terra de ningu\u00e9m. <\/em><br \/>\n<em>A mostra escancara a vida de pessoas que romperam com a sociedade. O compromisso \u00e9 apenas com elas e com quem vive do trabalho que a maioria tenta ignorar. A sociedade n\u00e3o se orgulha da periferia ou de quem viu no lixo que ela mesma produz um meio de sobreviv\u00eancia. <\/em><br \/>\n<em>E quanto lixo produzimos&#8230; O quanto consumimos e descartamos sem d\u00f3&#8230; Como somos capitalistas, individualistas e jogamos fora com desd\u00e9m, como se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos responsabilidade com o planeta que implora por socorro. <\/em><br \/>\n<em>Somente em Porto Alegre, as 17 unidades de reciclagem conseguem vender at\u00e9 R$ 500 mil por m\u00eas do nosso lixo. Muitos recicladores n\u00e3o t\u00eam documento de identidade, n\u00e3o existem perante a lei. Suas parcas vidas t\u00eam apenas deveres e pesos que a sociedade joga em seus ombros. \u00a0\u00a0<\/em><br \/>\n<em><strong>O Fio da Navalha | Trabalhadores<\/strong>\u00a0\u00e9 um trabalho documental em uma periferia onde tem seu grande paradoxo. As imagens confirmam a amarga fal\u00eancia de uma civiliza\u00e7\u00e3o, como a falta de emprego, o absurdo e o terror que rodeiam os trabalhadores brasileiros (viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o), sem os contos de fadas. <\/em><br \/>\n<em>\u00a0<\/em><em>\u00c9 a lona colorida de um circo real, com 17 fotografias e 19 crach\u00e1s de rostos descoloridos marcados pelas decep\u00e7\u00f5es e fracassos da estrada da vida.\u201d<\/em><br \/>\n<em>\u00a0<\/em>Jorge Aguiar- Foto documentarista<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-47429\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/trabalhadores-7.jpg\" alt=\"trabalhadores (7)\" width=\"725\" height=\"544\" \/><br \/>\n<strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o \u201cO fio da Navalha\/ Trabalhadores\u201d.<br \/>\nPer\u00edodo: de 2 \u00a0a 31 de maio.<br \/>\nLocal: Solar dos C\u00e2mara &#8211; Assembleia Legislativa<br \/>\nDiagrama\u00e7\u00e3o Visual: Zez\u00e9 Carneiro<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o no texto da jornalista <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/roberta.amaral.75054\">Roberta Amaral<\/a><br \/>\nApoio cultural: Coral Brasil e Pablo Alles Rey (Cacha\u00e7as Artesanais).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fotografia de Jorge Aguiar se caracteriza por se debru\u00e7ar em um mundo que raramente \u00e9 olhado. 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