{"id":47502,"date":"2017-04-24T19:21:40","date_gmt":"2017-04-24T22:21:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=47502"},"modified":"2017-04-24T19:21:40","modified_gmt":"2017-04-24T22:21:40","slug":"mst-doa-alimentos-a-aldeia-indigena-da-lomba-do-pinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mst-doa-alimentos-a-aldeia-indigena-da-lomba-do-pinheiro\/","title":{"rendered":"MST doa alimentos a aldeia ind\u00edgena da Lomba do Pinheiro"},"content":{"rendered":"<p>Ao encerrar a mobiliza\u00e7\u00e3o Abril Vermelho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doou na quarta-feira (19) aproximadamente 400 quilos de alimentos para a Escola Estadual Ind\u00edgena de Ensino Fundamental Anhetengua, localizada no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.<br \/>\nA maioria dos alimentos doados, como arroz, feij\u00e3o, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e p\u00e3es, \u00e9 produzida sem o uso de venenos nos assentamentos onde moram parte das fam\u00edlias que ocupavam os p\u00e1tios do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) e do Minist\u00e9rio da Fazenda. Os Sem Terra, que protestavam pela retomada da Reforma Agr\u00e1ria no pa\u00eds, tamb\u00e9m doaram a\u00e7\u00facar, azeite e produtos de limpeza.<br \/>\n\u201cQuando soubemos que a escola estava com dificuldades de garantir as refei\u00e7\u00f5es dos estudantes, nos articulamos com os assentados que vieram a Porto Alegre de todas as regi\u00f5es do Estado para fazermos a doa\u00e7\u00e3o de alimentos, num gesto simb\u00f3lico de que a luta pela terra \u00e9 de todos n\u00f3s\u201d, explica a assentada Eliane Risse.<br \/>\nConstru\u00edda em 2004, a escola est\u00e1 situada na Aldeia Anhetengua, onde moram 20 fam\u00edlias guaranis \u2013 cerca de 80 pessoas \u2013, numa \u00e1rea total de 25 hectares. Ela possui hoje 40 alunos matriculados no ensino fundamental e 11 no ensino m\u00e9dio. Para atender esta demanda h\u00e1 oito educadores, sendo quatro ind\u00edgenas, e duas funcion\u00e1rias, tamb\u00e9m ind\u00edgenas, respons\u00e1veis pela limpeza e a merenda escolar. As aulas acontecem nos tr\u00eas turnos e quatro refei\u00e7\u00f5es s\u00e3o preparadas ao dia.<br \/>\nConforme o cacique Jos\u00e9 Cirilo Morinico, que recebeu a doa\u00e7\u00e3o junto a outros guaranis, os alimentos v\u00e3o enriquecer a merenda escolar das crian\u00e7as e jovens, j\u00e1 que o valor repassado atualmente pelo governo para a refei\u00e7\u00e3o de cada educando \u00e9 insuficiente, o que compromete a quantidade, a qualidade e a diversidade da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cFicamos muito felizes com a doa\u00e7\u00e3o, porque para n\u00f3s ela representa uma ajuda grandiosa. Agradecemos pela solidariedade e refor\u00e7amos que os ind\u00edgenas est\u00e3o juntos com o MST nas lutas por direitos e a produtividade das terras\u201d, declara.<br \/>\nSegundo Morinico, as fam\u00edlias, que h\u00e1 25 anos vivem no local, est\u00e3o sem receber cestas b\u00e1sicas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, no ano passado. Ele alega que a \u00e1rea que possuem para produzir alimentos \u00e9 de terra fraca, o que compromete a produtividade. Mesmo assim, conseguem cultivar alguns itens, como batata-doce e mandioca. \u201cPassamos por dificuldades porque o governo est\u00e1 reduzindo todos os nossos direitos e fazendo um corte atr\u00e1s de outro nas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, lamenta.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao encerrar a mobiliza\u00e7\u00e3o Abril Vermelho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doou na quarta-feira (19) aproximadamente 400 quilos de alimentos para a Escola Estadual Ind\u00edgena de Ensino Fundamental Anhetengua, localizada no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 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