{"id":48664,"date":"2017-05-18T19:34:02","date_gmt":"2017-05-18T22:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=48664"},"modified":"2017-05-18T19:34:02","modified_gmt":"2017-05-18T22:34:02","slug":"em-cachorro-nao-e-uisque-jose-weis-mostra-seu-estilo-sintetico-de-fazer-poesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/em-cachorro-nao-e-uisque-jose-weis-mostra-seu-estilo-sintetico-de-fazer-poesia\/","title":{"rendered":"Em \u201cCachorro n\u00e3o \u00e9 u\u00edsque\u201d, Jos\u00e9 Weis mostra seu estilo sint\u00e9tico de fazer poesia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Higino Barros<\/span><br \/>\nO poeta Vinicius de Moraes, al\u00e9m de ser um dos mais consagrados letristas da bossa\u00a0nova, tornou-se conhecido por ser autor de frases que entraram na mem\u00f3ria filos\u00f3fica e\u00a0po\u00e9tica do Brasil. Uma delas dizia que\u201d u\u00edsque \u00e9 o cachorro engarrafado, por ser o\u00a0melhor amigo do homem\u201d.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\" wp-image-48666 alignleft\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/cachorro-nao-e-uisque-capa.jpg\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"293\" \/>Pois o reverso desse anunciado, \u201cCachorro n\u00e3o \u00e9 u\u00edsque\u201d\u00a0(Ed. Kazu\u00e1), d\u00e1 o nome ao livro de poemas, primorosamente editado, que o ex-jornalista Jos\u00e9 Weis lan\u00e7a na sexta-feira, dia 19, \u00e0s 19 h, no bar Tutti Giorni, na escadaria do viaduto Ot\u00e1vio Rocha, no centro da capital.<br \/>\n\u00c9 o segundo livro de poemas de Weis. O primeiro foi \u201cLenhador de Samambaias\u201d, em\u00a02012, edi\u00e7\u00e3o do Instituto Estadual do Livro. Da atual obra, o poeta e ensa\u00edsta Caio\u00a0Cardoso Tardelli registra: \u201cEmbora n\u00e3o seja farta de micropoemas (aqueles que n\u00e3o\u00a0passam de um ou dois versos e que se tornaram comuns em terras tupiniquins) mostra\u00a0como seu autor tem um profundo dom\u00ednio sobre o estilo sint\u00e9tico de se escrever\u00a0poesia\u201d.<br \/>\nEcon\u00f4mica em rimas, a poesia de Jos\u00e9 Weis reflete sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas, seu\u00a0universo existencial, sua vis\u00e3o de mundo, dores, amores, descobertas, chegadas e\u00a0partidas, embora praticada para obter o que d\u00e1 para se chamar de \u201cn\u00e3o poesia\u201d.<br \/>\n<strong>Sem cerim\u00f4nia<\/strong><br \/>\nSobre isso, o poeta e cr\u00edtico Ronald Augusto, que faz o pref\u00e1cio do livro de Jos\u00e9 Weis,\u00a0pontifica: \u201c a poesia n\u00e3o existe, o que existe mesmo \u00e9 a obra desse ou daquele poeta, um\u00a0tro\u00e7o sens\u00edvel pra cachorro, se quisermos adotar como explica\u00e7\u00e3o essa met\u00e1fora sem\u00a0cerim\u00f4nia de Jos\u00e9 Weis. A poesia precisa ser presentificada em um percurso po\u00e9tico-textual; ela deve se entranhar nos poemas dos poetas\u201d.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-48667 alignleft\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/jose-weis-kazu\u00e1.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"149\" \/>Jos\u00e9 Weis conta que sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 somat\u00f3rio de leituras que passam por Monteiro\u00a0Lobato, Julio Verne, Guimar\u00e3es Rosa, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio e Graciliano Ramos, no terreno de\u00a0romance, enquanto na poesia \u00e9 influenciada por Cec\u00edlia Meireles, Ad\u00e9lia Prado, Alice\u00a0Ruiz, Jo\u00e3o Cabral de Melo, Carlos Drummond de Andrade, mestres da rima, entre\u00a0outros. Mas acima de tudo, por Manoel Bandeira.<br \/>\n\u201cEsses poemas foram gestados nos \u00faltimos tr\u00eas anos e alguns retrabalhados at\u00e9 chegar\u00a0ao atual formato. Agora eles pertencem ao mundo, ganham vida pr\u00f3pria e j\u00e1 come\u00e7o a\u00a0pensar em outros escritos. Gosto de narrativas curtas, a poesia \u00e9 a mais instigante, mas\u00a0pretendo me aventurar em contos\u201d, conclui Jos\u00e9 Weis.<br \/>\nSERVI\u00c7O:<br \/>\n<strong>O que:<\/strong> Cachorro N\u00e3o \u00c9 U\u00edsque, de Jos\u00e9 Weis (Editora Kazu\u00e1, S\u00e3o\u00a0Paulo,2016), 125 p\u00e1ginas. Pre\u00e7o: R$ 40,00<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Bar Tutti Giorni, avenida Borges de Medeiros, escadaria \u201cOutono\u201d do\u00a0Viaduto Ot\u00e1vio Rocha, \u00a0710 &#8211; Centro Hist\u00f3rico<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Dia 19 de maio, sexta-feira, \u00e0s 19h.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Higino Barros O poeta Vinicius de Moraes, al\u00e9m de ser um dos mais consagrados letristas da bossa\u00a0nova, tornou-se conhecido por ser autor de frases que entraram na mem\u00f3ria filos\u00f3fica e\u00a0po\u00e9tica do Brasil. 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