{"id":49184,"date":"2017-05-30T13:21:44","date_gmt":"2017-05-30T16:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49184"},"modified":"2017-05-30T13:21:44","modified_gmt":"2017-05-30T16:21:44","slug":"em-30-anos-itaipu-resgatou-mais-de-73-mil-peixes-de-suas-unidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/em-30-anos-itaipu-resgatou-mais-de-73-mil-peixes-de-suas-unidades\/","title":{"rendered":"Em 30 anos, Itaipu resgatou mais de 73 mil peixes de suas unidades"},"content":{"rendered":"<p>Para manter o bom desempenho das unidades geradoras, que em 2016 proporcionaram ao Brasil e ao Paraguai mais de 103 milh\u00f5es de megawatts\/hora, a Itaipu Binacional emprega um rigoroso cronograma de paradas para manuten\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, quando uma m\u00e1quina para, n\u00e3o s\u00e3o apenas crit\u00e9rios de engenharia e de produ\u00e7\u00e3o que s\u00e3o considerados. Os cuidados ambientais n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o levados em conta como est\u00e3o no topo das prioridades.<br \/>\nEm uma opera\u00e7\u00e3o delicada, que mobiliza diversos profissionais de \u00e1reas como Opera\u00e7\u00e3o, Manuten\u00e7\u00e3o e Meio Ambiente, a usina promove o resgate dos peixes que acabam ficando presos dentro dos condutos das unidades geradoras, a cada vez que as turbinas param para as manuten\u00e7\u00f5es de maior dura\u00e7\u00e3o. Desde que a Itaipu come\u00e7ou a fazer essa opera\u00e7\u00e3o, em 1987, j\u00e1 foram retirados pouco mais de 73 mil peixes.<br \/>\n<figure id=\"attachment_49187\" aria-describedby=\"caption-attachment-49187\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-49187 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/11547_20170525NR1676.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"767\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-49187\" class=\"wp-caption-text\">Resgate de peixes de turbina<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cQuando uma unidade geradora est\u00e1 funcionando, dificilmente um peixe entra porque ele evita o fluxo extremamente forte que existe tanto na entrada como na sa\u00edda d\u2019\u00e1gua\u201d, explica o engenheiro de pesca Maur\u00edcio Spagnolo Adames, da Divis\u00e3o de Reservat\u00f3rio\u00a0da Itaipu.<br \/>\nPor\u00e9m, quando a usina inicia a manuten\u00e7\u00e3o de uma unidade geradora, o primeiro passo \u00e9 o desligamento da m\u00e1quina. Logo em seguida descem os stop-logs (comportas) que fecham a entrada e a sa\u00edda da unidade. Por mais que se tente fazer essas duas opera\u00e7\u00f5es no menor intervalo poss\u00edvel, alguns peixes \u201ccuriosos\u201d, explorando o ambiente, acabam ficando presos dentro dos condutos.<br \/>\n\u201cO passo seguinte \u00e9 drenar o conduto for\u00e7ado da unidade geradora, mas deixando uma pequena quantidade de \u00e1gua, para manter vivos os peixes que ficaram presos ap\u00f3s o fechamento das comportas\u201d, afirma Edevaldo Pereira da Silva, da Divis\u00e3o de Opera\u00e7\u00e3o da Usina e Subesta\u00e7\u00f5es, respons\u00e1vel pelo acionamento das comportas e subsequente drenagem.<br \/>\nO resgate de peixes \u00e9 realizado nas paradas preventivas de manuten\u00e7\u00e3o, que ocorrem a cada 18 meses. Nessas ocasi\u00f5es, as turbinas ficam desligadas por 11 ou 16 dias, o que acarretaria em morte certa para os peixes, se estes eventualmente ficassem confinados. As paradas normalmente iniciam com o desligamento durante a madrugada. O resgate \u00e9 promovido durante o dia em dois locais: a montante, no conduto for\u00e7ado, pr\u00f3ximo \u00e0 tomada d\u2019\u00e1gua, e a jusante, no tubo de suc\u00e7\u00e3o, logo abaixo da caixa espiral.<br \/>\nDiversos cuidados com a seguran\u00e7a s\u00e3o tomados para se trabalhar nesses locais. O resgate ocorre em um espa\u00e7o \u00famido e escorregadio, e onde o piso n\u00e3o \u00e9 totalmente plano. Al\u00e9m disso, \u00e9 uma \u00e1rea totalmente escura, da\u00ed a necessidade de acionar profissionais da Manuten\u00e7\u00e3o El\u00e9trica, que providenciam ilumina\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para a opera\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cApesar da preocupa\u00e7\u00e3o com os equipamentos da unidade geradora, motivo principal da manuten\u00e7\u00e3o, o cuidado com os peixes sempre fez parte desse processo, que veio sendo aperfei\u00e7oado com o tempo. \u00c9 algo totalmente alinhado com a miss\u00e3o da Itaipu, de gerar energia com responsabilidade socioambiental\u201d, diz o coordenador da opera\u00e7\u00e3o, Wagner Silva da Rocha, do Departamento de Manuten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo alto do conduto, pr\u00f3ximo ao topo da barragem, normalmente s\u00e3o retirados poucos peixes. A maior quantidade entra pela sa\u00edda d\u2019\u00e1gua, pelo tubo de suc\u00e7\u00e3o, e fica alojada abaixo da caixa espiral. Para chegar ali, utiliza-se um equipamento fabricado especialmente para essa tarefa, um guindaste com um cesto, que permite ao profissional encarregado descer 18 metros e depois ser i\u00e7ado.<br \/>\nOs peixes s\u00e3o retirados em baldes e em seguida transferidos para uma caixa com \u00e1gua e oxigena\u00e7\u00e3o. Os t\u00e9cnicos da \u00e1rea de meio ambiente identificam e contabilizam os esp\u00e9cimes retirados, que depois s\u00e3o soltos no Canal da Piracema, que tem dez quil\u00f4metros de extens\u00e3o e conecta a parte do Rio Paran\u00e1 que est\u00e1 abaixo da barragem (a jusante) com o reservat\u00f3rio (a montante).<br \/>\n\u201cO resgate \u00e9 estressante para o peixe. Mas, mesmo assim, temos uma taxa de sobreviv\u00eancia de cerca de 85%\u201d, explica Adames. Segundo ele, esp\u00e9cies como armado, cascudos, curimba e bocudo est\u00e3o entre as mais comuns, mas tamb\u00e9m j\u00e1 foram encontrados peixes raros como o ja\u00fa. \u201cNormalmente, a jusante, encontramos mais peixes de couro, de fundo de rio e, a montante, peixes de escamas, que vivem mais pr\u00f3ximo da superf\u00edcie\u201d, acrescenta.<br \/>\nNo \u00faltimo resgate, realizado nos dias 24 e 25 de maio, foram retirados 31 peixes (28 a jusante, tr\u00eas a montante). No total foram dez barbados, oito cascudos, cinco dourados-cachorros, tr\u00eas mand\u00eds, uma curvina, um armado, uma tuvira, um itu\u00ed-cavalo e um piau. O total resgatado est\u00e1 dentro da m\u00e9dia das paradas de manuten\u00e7\u00e3o. No ver\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o da maior movimenta\u00e7\u00e3o dos peixes, o n\u00famero pode subir, mas raramente passa de 100. Um caso excepcional ocorreu em outubro de 2015, na Unidade 11, quando foram salvos 1.750 peixes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para manter o bom desempenho das unidades geradoras, que em 2016 proporcionaram ao Brasil e ao Paraguai mais de 103 milh\u00f5es de megawatts\/hora, a Itaipu Binacional emprega um rigoroso cronograma de paradas para manuten\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, quando uma m\u00e1quina para, n\u00e3o s\u00e3o apenas crit\u00e9rios de engenharia e de produ\u00e7\u00e3o que s\u00e3o considerados. 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