{"id":49301,"date":"2017-06-01T16:38:16","date_gmt":"2017-06-01T19:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49301"},"modified":"2017-06-01T16:38:16","modified_gmt":"2017-06-01T19:38:16","slug":"sera-o-cinema-aquele-que-mais-propagou-a-arquitetura-provoca-paulo-leonidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/sera-o-cinema-aquele-que-mais-propagou-a-arquitetura-provoca-paulo-leonidas\/","title":{"rendered":"&quot;Ser\u00e1 o cinema aquele que mais propagou a arquitetura?&quot;, provoca Paulo Le\u00f4nidas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><br \/>\nAo longo de sua trajet\u00f3ria como arquiteto, Paulo Le\u00f4nidas foi se dando conta da participa\u00e7\u00e3o da arquitetura no cinema. \u00c9 esta intersec\u00e7\u00e3o que Le\u00f4nidas vem estudando nos \u00faltimos trinta anos. \u201cUm voo rasante\u201d sobre seus trabalhos e pesquisas nesta \u00e1rea foi o mote de sua palestra, na noite de quarta-feira, no evento Quarta no IAB, na sede da entidade, o Solar da rua General Canabarro.<br \/>\nEsta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o antiga quanto o pr\u00f3prio cinema, defende Le\u00f4nidas. Em sua palestra, ele apresentou as primeiras imagens do cinema, feitas pelos irm\u00e3os Lumi\u00e9re, em 1895. As imagens mostram a sa\u00edda dos trabalhadores da f\u00e1brica Lumi\u00e9re, trazendo como plano de fundo a arquitetura da f\u00e1brica.<br \/>\n\u201cA arquitetura \u00e9 o universo da narrativa\u201d, sintetizou Paulo Le\u00f4nidas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_49305\" aria-describedby=\"caption-attachment-49305\" style=\"width: 862px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-49305 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IMG-20170601-WA0009.jpg\" alt=\"\" width=\"862\" height=\"1150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-49305\" class=\"wp-caption-text\">Palestra lotou o espa\u00e7o do IAB na noite da quarta-feira \/ Sabrina Ort\u00e1cio\/IAB<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPaulo Le\u00f4nidas \u00e9 destes entrevistados dif\u00edceis de classificar em poucas palavras, por atuar em diversas \u00e1reas. Se define como \u201cum arquiteto que filma.\u201d \u00c9 arquiteto de forma\u00e7\u00e3o. Lecionou Hist\u00f3ria da Arte e da Arquiterura na UFRGS, na Uniritter e na renomada<em> Architectural Association<\/em>, de Londres. Desde a d\u00e9cada de oitenta se dedica tamb\u00e9m ao cinema, tendo atuado como cen\u00f3grafo, diretor, diretor de arte e roteirista. \u201cA arquitetura me levou at\u00e9 o cinema. E o cinema me ajudou a entender a arquitetura\u201d, afirma.<br \/>\nA partir desta \u00e9poca, passou a ser comum nas produ\u00e7\u00f5es nacionais de cinema terem um arquiteto ou um grupo de arquitetos pensando o cen\u00e1rio, a arquitetura. \u201cO processo l\u00f3gica de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo, os programas utilizados s\u00e3o os mesmos e muitas vezes os materiais tamb\u00e9m. O cinema constr\u00f3i espa\u00e7os.\u201d<br \/>\n<span class=\"intertit\">Tr\u00eas di\u00e1logos entre arquitetura e cinema<\/span><br \/>\nO tema da palestra foi \u201cArquitetura e cinema: tr\u00eas di\u00e1logos.\u201d Os di\u00e1logos abordados foram o espa\u00e7o real, quando o cinema se apropria da arquitetura existente, os cen\u00e1rios, criados a partir da arquitetura real de determinada local e tempo hist\u00f3rico, e a vis\u00e3o dist\u00f3pica, das cidades futuristas, quando o cinema inventa projetos arquitet\u00f4nicos.<br \/>\nPara demonstrar a proximidade entre as duas \u00e1reas, ele cita tr\u00eas semelhan\u00e7as entre cinema e arquitetura. A primeira delas \u00e9 que ambas constroem espa\u00e7os. A segunda, s\u00e3o atividades que precisam de muita gente serem realizadas. E a terceira \u00e9 que, mesmo com tantos envolvidos, s\u00e3o obras com um autor \u00fanico.<br \/>\n\u201cPara tu fazeres a Torre Eiffel, tu precisa de muita gente. Para fazer o 2001: Uma odisseia no espa\u00e7o, p\u00f4, olha o baita rol, um monte gente. Mas mesmo n\u00e3o podendo abrir m\u00e3o de tanta gente, as duas t\u00eam um autor, um criador, um ser individual. A Torre Eiffel \u00e9 do Gustave Eiffel. 2001 \u00e9 do Stanley Kubrick.\u201d<br \/>\nUma das provoca\u00e7\u00f5es trazida por Le\u00f4nidas para o debate foi: \u201cSer\u00e1 o cinema aquele que mais propagou a arquitetura, muito mais que os pr\u00f3prios livros de arquitetura? Porque o cinema \u00e9 visto por milh\u00f5es, \u00e9 um canh\u00e3o da arquitetura. As pessoas v\u00e3o a Oxford para visitar a escola onde foi gravado o Harry Potter. Porque viram no filme.\u201d<br \/>\n<figure id=\"attachment_49306\" aria-describedby=\"caption-attachment-49306\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-49306 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/IMG-20170601-WA0008.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"862\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-49306\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A arquitetura me levou at\u00e9 o cinema e o cinema ame ajudou a entender a arquitetura&#8221; \/ Sabrina Ort\u00e1cio\/IAB<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAtualmente, Paulo Le\u00f4nidas se dedica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de duas s\u00e9ries de televis\u00e3o, com roteiros seus: uma documental, sobre economia azul, para a TV Cultura e outra ficcional, uma s\u00e9rie policial que ser\u00e1 rodada em Gramado que vai ao ar no Canal Brasil e na TV espanhola. Al\u00e9m das s\u00e9ries, est\u00e1 em andamento uma pesquisa sobre a vis\u00e3o das cidades brasileiras atrav\u00e9s dos filmes.<br \/>\nPara 2018, projeta rodar um longa metragem, com um roteiro seu, premiado recentemente na Argentina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini Ao longo de sua trajet\u00f3ria como arquiteto, Paulo Le\u00f4nidas foi se dando conta da participa\u00e7\u00e3o da arquitetura no cinema. \u00c9 esta intersec\u00e7\u00e3o que Le\u00f4nidas vem estudando nos \u00faltimos trinta anos. \u201cUm voo rasante\u201d sobre seus trabalhos e pesquisas nesta \u00e1rea foi o mote de sua palestra, na noite de quarta-feira, no evento Quarta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":49304,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-49301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":49301,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-cPb","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49301"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49301\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}