{"id":49972,"date":"2017-06-13T23:27:39","date_gmt":"2017-06-14T02:27:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49972"},"modified":"2017-06-13T23:27:39","modified_gmt":"2017-06-14T02:27:39","slug":"o-carvao-e-o-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-carvao-e-o-japao\/","title":{"rendered":"O carv\u00e3o e o Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com uma comitiva de 16 pessoas, o governador Sartori passou uma semana na \u00c1sia, &#8220;em busca de investimentos para o Rio Grande do Sul&#8221;, como dizem os press releases.<br \/>\nComo se fosse simples, s\u00f3 pegar uma mala, reunir um grupo de assessores e ir ao Jap\u00e3o seduzir investidores com as irresist\u00edveis oportunidades e potencialidades da &#8220;terra ga\u00facha&#8221;.<br \/>\nTodos os governadores fizeram isso e o resultado dessas viagens, para o Estado, \u00e9 sempre discut\u00edvel.<br \/>\nDesta vez, na mala de Sartori, de concreto foram apenas dois projetos privados na \u00e1rea do carv\u00e3o: uma grande usina t\u00e9rmica e uma unidade de gaseifica\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, que na melhor hip\u00f3tese pode se desdobrar num polo carboqu\u00edmico.<br \/>\nO governo fez nada ou quase nada por esses projetos, mas agora os empreendedores privados precisavam mostrar a seus parceiros e poss\u00edveis investidores, no Jap\u00e3o e na China, que contam com o apoio das autoridades brasileiras. Que seus projetos est\u00e3o alinhados com os programas de desenvolvimento do Estado, podem ser at\u00e9 estimulados com algum financiamento ou incentivo.<br \/>\nO problema \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma pol\u00edtica para o aproveitamento do carv\u00e3o mineral. O governo do Estado, que tem mais de 80 por cento das reservas nacionais, n\u00e3o tem conseguido sequer vencer a m\u00e1 vontade das autoridades federais que sistematicamente t\u00eam deixado o carv\u00e3o fora dos leil\u00f5es de energia.<br \/>\nO estigma de vil\u00e3o ambiental que, n\u00e3o sem motivos, pesa sobre o carv\u00e3o tem inibido uma discuss\u00e3o mais sensata a respeito do seu aproveitamento, ignorando os grandes avan\u00e7os da tecnologia, com redu\u00e7\u00e3o expressiva dos impactos ambientais.<br \/>\nEm 1997, quando foi privatizada a CEEE, ningu\u00e9m sabia o que fazer com as usinas a carv\u00e3o, superadas, ineficientes, mas que ainda eram indispens\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica do Estado.<br \/>\nA solu\u00e7\u00e3o foi uma gambiarra federal. Criou-se a Companha de Gera\u00e7\u00e3o T\u00e9rmica de Energia El\u00e9trica (CGTEE), que assumiu as usinas a carv\u00e3o &#8211; S\u00e3o Jer\u00f4nimo e duas unidades em Candiota.<br \/>\nDez anos depois, na esteira das boas rela\u00e7\u00f5es dos governos petistas com a China, se construiu a terceira unidade de Candiota, com capital, m\u00e3o de obra e tecnologia chineses. Foi um feito, pois Candiota III era uma novela (um esc\u00e2ndalo) do tempo da ditadura. Mas a tecnologia dos chineses era velha e o projeto at\u00e9 hoje suscita cr\u00edticas.<br \/>\nHoje a CGTEE est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o falimentar, com usinas fechadas, arrastando para o buraco a CRM, que lhe fornece o carv\u00e3o e para a qual o governo do Estado n\u00e3o v\u00ea sa\u00edda al\u00e9m da privatiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma comitiva de 16 pessoas, o governador Sartori passou uma semana na \u00c1sia, &#8220;em busca de investimentos para o Rio Grande do Sul&#8221;, como dizem os press releases. 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