{"id":49984,"date":"2017-06-14T14:48:46","date_gmt":"2017-06-14T17:48:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=49984"},"modified":"2017-06-14T14:48:46","modified_gmt":"2017-06-14T17:48:46","slug":"documentario-sobre-a-liga-dos-canelas-pretas-tem-sessao-unica-no-capitolio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/documentario-sobre-a-liga-dos-canelas-pretas-tem-sessao-unica-no-capitolio\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio sobre a Liga dos Canelas Pretas tem sess\u00e3o \u00fanica no Capit\u00f3lio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><\/p>\n<p>O filme abre com um poema de Oliveira Silveira seguido por dados estat\u00edsticos sobre a popula\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul e no Brasil, deixando claro que o mote \u00e9 o futebol, mas a discuss\u00e3o \u00e9 mais ampla, sobre racismo e a inser\u00e7\u00e3o do negro na sociedade ga\u00facha. O document\u00e1rio \u201cA Liga dos Canelas Pretas\u201d tem pr\u00e9 estreia nesta quarta-feira na Cinemateca Capit\u00f3lio. A exibi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00e0s 19h30 com entrada franca. O document\u00e1rio tem dura\u00e7\u00e3o de 26 minutos e foi financiado pelo BRDE atrav\u00e9s da Lei Rouanet.<br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os negros n\u00e3o eram aceitos nos clubes de futebol comandados por brancos. Surgiu assim, em Porto Alegre, aquela que ficou conhecida como a Liga dos Canelas Pretas. \u201cEra a Liga de Futebol Porto-Alegrense, que a imprensa branca sacana na \u00e9poca apelidou de Liga dos Canelas pretas. E essa liga n\u00e3o era aceita pelos brancos\u201d, explica Antonio Carlos Textor, roteirista e diretor do document\u00e1rio.<br \/>\nOs clubes que integravam a liga eram de redutos negros de Porto Alegre como a Col\u00f4nia Africana, hoje ironicamente chamada de bairro Rio Branco e a regi\u00e3o da Ilhota &#8211; onde hoje est\u00e3o o centro cultural batizado Lupic\u00ednio Rodrigues, criado naquela regi\u00e3o, e o Gin\u00e1sio Tesourinha, que tem o nome do importante jogador de futebol, negro, que foi \u00eddolo do Sport Club Internacional, dos Eucaliptos e do Gr\u00eamio Foot Ball Porto-Alegrense, do Est\u00e1dio da Baixada. A liga foi criada na d\u00e9cada de 1910 e durou at\u00e9 1924.<br \/>\nO document\u00e1rio tem como foco a liga criada em Porto Alegre, mas resgata tamb\u00e9m os prim\u00f3rdios do futebol no Brasil.\u201cO in\u00edcio do movimento negro em rela\u00e7\u00e3o ao futebol foi em Rio Grande. Os marinheiros que vinham nos navios ingleses buscar e trazer carga no porto, nas horas vagas, pegavam uma bolinha e iam para um campo. Como eram poucos, eles convocavam os estivadores para completar o time e os caras come\u00e7aram a tarar pelo futebol. E formaram um time deles\u201d, conta Textor.<br \/>\nA maior dificuldade enfrentada por Textor foi conseguir imagens. \u201cNingu\u00e9m tem\u201d, sentenciou o cineasta ap\u00f3s muita pesquisa. O filme se baseia em depoimentos, fotografias e algumas imagens encenadas. O senador Paulo Paim, o m\u00fasico Giba Giba e o Joaquim Lucena, que foi coordenador de Manifesta\u00e7\u00f5es Populares da Secretaria Municipal de Cultura, s\u00e3o alguns dos entrevistados.<br \/>\nAnt\u00f4nio Carlos Textor \u00e9 cineasta h\u00e1 mais de 50 anos. Em 1963, lan\u00e7ou seu primeiro curta-metragem, \u201cUm homem e seu Destino\u201d, pelo Foto Cine Clube Ga\u00facho. De l\u00e1 pra c\u00e1, s\u00e3o cerca de 30 t\u00edtulos em sua filmografia.<br \/>\n\u201cMinha preocupa\u00e7\u00e3o sempre foi abordar temas sociais, principalmente temas urbanos, da popula\u00e7\u00e3o marginal, popula\u00e7\u00e3o pobre.\u201d<br \/>\nAp\u00f3s o pr\u00e9-lan\u00e7amento, Textor planeja uma temporada de exibi\u00e7\u00f5es do document\u00e1rio, fora do circuito das salas de cinemas, em escolas e pontos de cultura. Outro projeto s\u00e3o c\u00f3pias do filme, com legendas em espanhol, para distribuir para outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini O filme abre com um poema de Oliveira Silveira seguido por dados estat\u00edsticos sobre a popula\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul e no Brasil, deixando claro que o mote \u00e9 o futebol, mas a discuss\u00e3o \u00e9 mais ampla, sobre racismo e a inser\u00e7\u00e3o do negro na sociedade ga\u00facha. 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