{"id":5105,"date":"2009-06-11T14:41:59","date_gmt":"2009-06-11T17:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=5105"},"modified":"2009-06-11T14:41:59","modified_gmt":"2009-06-11T17:41:59","slug":"jovens-pobres-e-malditos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/jovens-pobres-e-malditos\/","title":{"rendered":"Jovens, pobres e malditos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Renan Antunes de Oliveira |<br \/>\n<\/span><br \/>\n<strong>Com Ana L\u00facia Mohr, Carlos Matsubara, Daniela de Bem e Paula Bianchi<\/strong><br \/>\n<span class=\"capitular\">D<\/span><br \/>\nona Suzana disse que o neto avisou um dia antes de morrer que todos os problemas acabariam no feriado do Dia do Trabalho: \u201cAcho que ele sabia o que aconteceria\u201d, conta ela, sem derrubar uma l\u00e1grima sequer pelo menino que criou.<br \/>\nMaicon morreu mesmo no dia anunciado, primeiro de maio. Sexta, perto das duas da tarde. Sua morte virou not\u00edcia destacada na Zero Hora do s\u00e1bado 2, v\u00e9spera do dia em que faria 19 anos. O texto da reportagem reproduzia as informa\u00e7\u00f5es oficiais do b-\u00f3 , como se diz para \u201cboletim de ocorr\u00eancia\u201d, o registro obrigat\u00f3rio de incidentes policiais.<br \/>\nResumo: \u201cUm jovem e uma adolescente morreram durante persegui\u00e7\u00e3o na Cidade Baixa. A dupla bateu num \u00f4nibus quando tentava fugir de motociclistas da Brigada Militar (a PM ga\u00facha) numa moto roubada\u201d.<br \/>\nO jovem era Maicon Ger\u00f4nimo Cruz Teixeira de \u00c1vila, lavador de carros<strong>,<\/strong> jornaleiro, p\u00e9 rapado. A adolescente, Fabiana Bitencourt, 17 anos, de Livramento, filha de uruguaios. Faxineira, de m\u00e3e faxineira, neta de faxineira, gr\u00e1vida de quatro meses.<br \/>\nOs perseguidores eram dois PMs do 9\u00ba Batalh\u00e3o, de Porto Alegre. Quando iniciaram a persegui\u00e7\u00e3o eles ainda n\u00e3o sabiam que a moto era roubada e muito menos que Maicon tivesse o que a Pol\u00edcia Civil depois divulgaria como sendo uma \u201cextensa ficha criminal\u201d.<br \/>\nFoi um al\u00edvio para os PMs a revela\u00e7\u00e3o da ficha. Sem ela, eles teriam de alguma forma provocado a morte de dois inocentes \u2013 a conta fica em apenas um inocente porque Fabiana tinha 17 e ficha limpa. Ela (foto abaixo) estava na carona na hora errada: \u00e9 prov\u00e1vel que n\u00e3o tenha tido tempo de descer.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5117\" title=\"fabi\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/fabi.jpg\" alt=\"fabi\" width=\"336\" height=\"448\" \/><br \/>\nA imediata revela\u00e7\u00e3o da ficha de Maicon pela pol\u00edcia n\u00e3o o torna um criminoso, como parece. Tratavam-se de infra\u00e7\u00f5es cometidas quando menor de idade \u2013 portanto, deveriam ter sido mantidas com o sigilo determinado pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<br \/>\nPor que perseguir at\u00e9 a morte dois suspeitos ? As a\u00e7\u00f5es da Brigada foram corretas? Para responder estas perguntas a Pol\u00edcia Civil abriu o inqu\u00e9rito de praxe. Se foi r\u00e1pida na cortesia profissional de revelar a ficha criminal do guri, est\u00e1 lenta em apurar sua morte: passados 40 dias o inqu\u00e9rito ainda estava parado.<br \/>\nA \u00fanica vers\u00e3o do incidente \u00e9 a da Brigada Militar. Por ela, os soldados Junior Rabelo e Kenni tentaram abordar Maicon na esquina da avenida Borges com a Riachuelo, no Centro da capital. Maicon dirigia uma Honda Twister amarela 250 cilindradas, com Fabiana na garupa. Os PMs usavam motos menos potentes, duas Yamaha 225 cilindradas.<br \/>\nOs PMs alegam que notaram que a placa da Honda estava dobrada, coisa que fazem criminosos para impedir a identifica\u00e7\u00e3o das roubadas \u2013 embora a maioria n\u00e3o o fa\u00e7a porque ao dobr\u00e1-la apenas levanta suspeitas mais facilmente.<br \/>\nOs soldados afirmam que quando deram ao motoqueiro \u201cvoz de abordagem\u201d \u2013 seja l\u00e1 o que for este comando verbal &#8211; Maicon teria arrancado em disparada.<br \/>\nN\u00e3o se sabe qual dos PMs chamou o n\u00famero 190 para verificar se a placa era de um ve\u00edculo roubado, mesmo porque a tal placa estaria dobrada. Nem quando eles chamaram: se antes da abordagem ou depois que a moto disparou. O fato: quando Maicon arrancou, os PMs sa\u00edram atr\u00e1s no pega pega.<br \/>\n\u201cA Brigada existe para coibir delitos\u201d, justificou o major Gelson Guarda, do 9\u00ba BPM, que minutos mais tarde seria acionado por r\u00e1dio e tamb\u00e9m participaria da ca\u00e7ada mortal. \u201cSe h\u00e1 um delito em andamento, e no caso era uma moto roubada, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o da PM tentar restituir o bem para seu dono. E quem foge, \u00e9 porque tem algo errado, \u00e9 porque teme\u201d.<br \/>\nO jornal Di\u00e1rio Ga\u00facho relata o incidente exibindo uma ilustra\u00e7\u00e3o com um PM de arma na m\u00e3o no momento da abordagem \u2013 se tal arma foi sacada, j\u00e1 daria motivo para qualquer um fugir, culpado ou inocente. S\u00f3 no ano passado, 168 pessoas se queixaram \u00e0 Corregedoria da Brigada de abordagens violentas de PMs contra jovens pobres na periferia.<br \/>\nO major Gelson n\u00e3o v\u00ea import\u00e2ncia na forma da abordagem: \u201cA persegui\u00e7\u00e3o foi uma opera\u00e7\u00e3o policial tecnicamente perfeita\u201d. Ele disse que \u201cv\u00e1rias viaturas espalhadas pelo centro foram acionadas para \u201cacompanhamento\u201d \u2013 por alguma raz\u00e3o, o major n\u00e3o queria que a reportagem usasse a palavra \u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nMais do major Gelson: \u201cN\u00e3o tem como perseguir de outra forma, n\u00e3o h\u00e1 como fazer algu\u00e9m que est\u00e1 fugindo da pol\u00edcia parar, a n\u00e3o ser atirando, derrubando da moto, e isso n\u00f3s n\u00e3o fizemos. A gente n\u00e3o atira, n\u00e3o derruba\u201d. Na tese dele, \u201cMaicon provocou a pr\u00f3pria morte e a da menina na garupa\u201d.<br \/>\nA persegui\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou perto das duas da tarde na Borges acabou quase 15 minutos depois na esquina da Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio com Joaquim Nabuco. A moto bateu num \u00f4nibus da linha Cruzeiro.<br \/>\nO motorista Otoniel Ara\u00fajo conta que estava saindo da parada, na segunda marcha, quando ouviu o estrondo: \u201cEu nem quis saber e nem quero saber quem era o menino. Ele tinha roubado a moto. Ent\u00e3o morreu algu\u00e9m que s\u00f3 fazia mal para os outros\u201d \u2013 como fica \u00f3bvio, Otoniel n\u00e3o teve nenhuma problema de consci\u00eancia porque deu entrevista depois de ser informado pela pol\u00edcia que Maicon seria do mal.<br \/>\nMaicon morreu na hora. Fabiana foi socorrida pelos PMs que a perseguiam. Recolhida pelo SAMU, foi levada pro HPS, inconsciente desde a queda. Morreu \u00e0s 16h05, com fraturas na coluna cervical e na bacia. Os m\u00e9dicos constataram gravidez e a morte do feto.<br \/>\nAos m\u00e9dicos, a pol\u00edcia, ainda sem identificar Fabiana, disse que a adolescente seria uma mulher assaltante. Uma assistente social do HPS repassou a informa\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia de Fabiana. A m\u00e3e protestou, reclamando mais da insensibilidade do que da acusa\u00e7\u00e3o falsa, mas a assistente firmou posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3-pol\u00edcia: \u201cTem m\u00e3e que \u00e9 cega\u201d.<br \/>\nA moto foi mesmo roubada. Na noite de 28 de abril, em Ipanema. \u201cEu a comprei para minha filha\u201d, diz o dono, o barbeiro Arno Manfroi, 62 anos. \u201cDois homens a renderam quando ela chegava da faculdade\u201d \u2013 o capacete da filha foi encontrado com Maicon.<br \/>\nO barbeiro contou que por tr\u00eas dias chegou \u201ca desejar a morte dos ladr\u00f5es, mas quando soube do acidente fiquei com pena\u201d. Uma moto vale duas vidas ? Seu Arno pensa um pouco. Em seguida, reage indignado: \u201cPensando bem, a gente n\u00e3o pode ter pena. Fiquei com 18 presta\u00e7\u00f5es para pagar, quase 12 mil\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Um pouco de Maicon e Fabiana, al\u00e9m do boletim de ocorr\u00eancia<\/span><br \/>\nMaicon era filho do romance de dois adolescentes. Pai e m\u00e3e n\u00e3o viveram juntos, nem com ele. Foi criado pela av\u00f3 materna num bairro barra pesada.<br \/>\nNo geral era um cara pra cima, mas nos \u00faltimos tempos andava com o papo de ser amaldi\u00e7oado e que iria morrer cedo.<br \/>\nSeus azares come\u00e7aram quando largou o col\u00e9gio na sexta s\u00e9rie. Na era da Internet, ele s\u00f3 era bom em cuidar de bicicletas. Autodidata, estava estudando mec\u00e2nica de motos &#8211; ao que tudo indica, nas motos de outros.<br \/>\nTinha tr\u00eas fotos conhecidas. Numa, de roupinha amarela, \u00e9 um beb\u00ea loiro e gordinho. Nas outras duas j\u00e1 estava interno na Febem.<br \/>\nEle foi parar l\u00e1 aos 16, depois que participou de um assalto com um bandido adulto. O homem pegou cadeia. Ele passou dois anos internado, saiu em novembro, em liberdade assistida.<br \/>\nMaicon s\u00f3 conheceu o pai em fevereiro. Seu Fl\u00e1vio \u00e9 empregado de um lavajato l\u00e1 perto do Hospital Concei\u00e7\u00e3o. Disse que antes n\u00e3o tinha podido falar com o menino porque a fam\u00edlia da m\u00e3e n\u00e3o gostava dele \u2013 talvez porque a \u00fanica coisa que deu pra Maicon em vida foi, como admitiu, um pacote de fraldas e um creme para assaduras, isto em 1991.<br \/>\nApesar de uma vida separados, pai e filho estavam come\u00e7ando a se dar bem. O pai lhe deu trabalho, mas Maicon parece que n\u00e3o gostava do batente. Ficava olhando seu Fl\u00e1vio lavar os carros e n\u00e3o atinava nem em passar uma \u00e1gua com a mangueira.<br \/>\nMaicon trabalhou algumas semanas como jornaleiro, vendendo Zero Hora. Com o dinheiro obtido nas vendas comprou uma casa no Jardim Ip\u00ea. A av\u00f3 n\u00e3o \u00e9 boba e logo intuiu que ele estava roubando \u2013 drogas ele usava desde os 14.<br \/>\nA partir de ent\u00e3o, cada vez que o neto entrava em casa ela o revistava: \u201cEle ficou intrat\u00e1vel, dizia que j\u00e1 era um homem e n\u00e3o queria mais dar satisfa\u00e7\u00f5es\u201d, diz a senhora, resignada.<br \/>\nNingu\u00e9m da fam\u00edlia sabia direito o que ele fazia, mas uma pista est\u00e1 numa frase dele mesmo: \u201cQuando eu saio pra fazer as minhas tretas posso n\u00e3o voltar\u201d.<br \/>\nO intrat\u00e1vel e cada vez mais desregrado Maicon tinha um primo trabalhador, Rudinho,18 anos, porteiro de um edif\u00edcio na Independ\u00eancia. Os dois cresceram na mesma rua, mas tomaram rumos diferentes na adolesc\u00eancia: \u201cEle tinha a turma dele, eu a minha\u201d, disse Rudinho, demonstrando desprezo.<br \/>\nEnquanto Maicon foi para a Febem, Rudinho vivia o melhor dos mundos &#8211; levou para morar com ele uma menina que tinha largado a s\u00e9tima s\u00e9rie, de apenas 16 anos: Fabiana.<br \/>\nNo ano passado Fabiana engravidou, mas perdeu o beb\u00ea. Depois disto, as coisas entre eles desandaram. Ela se queixava para as irm\u00e3s que ele trabalhava muito, que estava sempre cansado. Rudinho era de ficar em casa \u2013 ela, de sair \u00e0 noite.<br \/>\n<figure id=\"attachment_5106\" aria-describedby=\"caption-attachment-5106\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5106 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/5.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5106\" class=\"wp-caption-text\">Rudinho, Fabiana, a irm\u00e3 Fiama e um amigo de Rivera<\/figcaption><\/figure><br \/>\nDos tempos bons ela guardou uma foto onde aparece com Rudinho, a irm\u00e3 Fiama e um amigo de Rivera. Quando Maicon saiu da Febem, no final do ano passado, Fabiana come\u00e7ou a sair com ele.<br \/>\nPouco depois do Carnaval Fabiana deixou a casa de Rudinho. Foi pra m\u00e3e, numa pens\u00e3o fuleira na avenida Salgado Filho. Dona Mariela<strong>,<\/strong> faxineira do Unibanco, a acolheu no quarto j\u00e1 dividido com as irm\u00e3s Vit\u00f3ria, beb\u00ea, Mariele, 11, e Fiama,16.<br \/>\nNo dia da morte de Fabiana, as irm\u00e3s experimentaram blusas, tentaram diferentes maquiagens. Estavam se divertindo. Em momentos assim a m\u00e3e sempre ironizava delas: \u201cVoc\u00eas s\u00e3o as leg\u00edtimas PPs\u201d. Patricinhas pobres.<br \/>\n\u00c0s duas da tarde as tr\u00eas irm\u00e3s estavam de sa\u00edda da pens\u00e3o para o show do Padre Marcelo na Praia de Belas quando tocou o celular de Fabiana. Sabe-se agora que era Maicon. \u201cV\u00e3o na frente que eu alcan\u00e7o voc\u00eas l\u00e1\u201d, disse, sem saber que sua vida j\u00e1 estava amaldi\u00e7oada.<br \/>\n\u201cEu olhei pela janela e vi o carinha na moto, mas n\u00e3o sabia quem era\u201d, conta dona Mariela. \u201cPerguntei, a Fabi disse pra mim n\u00e3o me preocupar e saiu voando\u201d. Vestia cal\u00e7a jeans, blusa verde listrada, t\u00eanis Fila e prendia o cabelo com uma pequena piranha rosa. A m\u00e3e ainda viu a menina colocar um capacete preto antes de partir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 avenida Borges.<br \/>\nMinutos depois, na Borges, se deu a abordagem da moto pelos brigadianos.<br \/>\nEnquanto isto, Fiama e Mariele caminharam at\u00e9 a Praia de Belas. Quando o Skank come\u00e7ou a tocar elas decidiram ir embora: \u201cN\u00e3o gosto do rock deles\u201d, resumiu Mariele.<br \/>\n\u201cLiguei pra Fabiana pra avis\u00e1-la\u201d, lembra Fiama. Um dos PMs que tinha feito a persegui\u00e7\u00e3o atendeu o celular. Eram quase tr\u00eas e meia da tarde. O soldado fez v\u00e1rias perguntas. Queria identificar Fabiana \u2013 sinal que ent\u00e3o a pol\u00edcia soube quem era a mo\u00e7a na garupa da \u201cmoto roubada\u201d por aquele bandidinho de \u201cextensa ficha criminal\u201d.<br \/>\nO PM avisou Fiama que Fabiana tinha sido levada pro HPS. L\u00e1, a assistente social insens\u00edvel deu pra fam\u00edlia aquela vers\u00e3o policial de que Fabiana era c\u00famplice de Maicon em assaltos, acrescentando ofensa \u00e0 dor.<br \/>\n<figure id=\"attachment_5110\" aria-describedby=\"caption-attachment-5110\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5110 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5110\" class=\"wp-caption-text\">Na pens\u00e3o: Fiama, Mirele com Vit\u00f3ria, uma vizinha e dona Mariela<\/figcaption><\/figure><br \/>\nFiama queria ver a irm\u00e3 acidentada. Uma m\u00e9dica pediu que descrevesse a roupa, pra saber se era a mesma pessoa que ela atendera. Fiama tinha o figurino patricinha pobre na ponta da l\u00edngua: cal\u00e7a jeans, blusa verde, t\u00eanis Fila, piranha rosa. A resposta foi em tom delicado: \u201cEla j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 entre n\u00f3s, seu cora\u00e7\u00e3ozinho parou de bater\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renan Antunes de Oliveira | Com Ana L\u00facia Mohr, Carlos Matsubara, Daniela de Bem e Paula Bianchi D ona Suzana disse que o neto avisou um dia antes de morrer que todos os problemas acabariam no feriado do Dia do Trabalho: \u201cAcho que ele sabia o que aconteceria\u201d, conta ela, sem derrubar uma l\u00e1grima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":20735,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5,2],"tags":[],"class_list":["post-5105","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagens","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-1kl","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5105\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}