{"id":51917,"date":"2017-07-21T15:49:29","date_gmt":"2017-07-21T18:49:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=51917"},"modified":"2017-07-21T15:49:29","modified_gmt":"2017-07-21T18:49:29","slug":"colecoes-do-museu-de-ciencias-naturais-sao-referencias-no-pais-e-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/colecoes-do-museu-de-ciencias-naturais-sao-referencias-no-pais-e-no-exterior\/","title":{"rendered":"Cole\u00e7\u00f5es do Museu de Ci\u00eancias Naturais s\u00e3o refer\u00eancias no pa\u00eds e no exterior"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Cleber Dioni Tentardin <\/span><br \/>\nAs cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do JB e do MCN s\u00e3o consideradas pelos especialistas o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos do RS. A cole\u00e7\u00e3o de insetos, por exemplo,\u00a0\u00e9 considerada a melhor do Estado, com cerca de 400 mil exemplares, e\u00a0est\u00e1 entre as cinco melhores do Brasil, no que diz respeito \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nS\u00e3o elas: Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m; Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia, em Manaus &#8211; INPA, ambas vinculadas ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o; Museu Nacional, que pertence \u00e0 Universidade Federal do Rio de Janeiro; Museu de Zoologia da USP e Museu de Ci\u00eancias Naturais, da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do RS. Estas duas \u00faltimas s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es estaduais.<br \/>\n\u201cAs cole\u00e7\u00f5es se equivalem pela ess\u00eancia, mas, claro, tem algumas muito antigas, do s\u00e9culo 19, como do Museu Nacional (1818), do Goeldi (1861) e da USP, antigo Museu Paulista (1890)\u201d, explica o bi\u00f3logo Luciano Moura, do Museu de Ci\u00eancias Naturais.<br \/>\nLuciano \u00e9 especialista em besouros e divide as atividades com as bi\u00f3logas Hilda Gastal e Aline Barcellos Prates dos Santos. Os tr\u00eas s\u00e3o curadores da cole\u00e7\u00e3o de insetos, cada um respons\u00e1vel por determinados grupos. Ambos respondem pelo Setor de Entomologia, da Se\u00e7\u00e3o de Zoologia de Invertebrados do MCN\/FZB. Aline e Luciano s\u00e3o taxonomistas, com conhecimento para identificar e descrever novas esp\u00e9cies.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51884\" aria-describedby=\"caption-attachment-51884\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51884 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Vai.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"749\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51884\" class=\"wp-caption-text\">Os pesquisadores e curadores da cole\u00e7\u00e3o de insetos acompanham Buckup em visita ao Museu\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\nHilda trabalha com biomonitoramento, avalia a qualidade de ambientes aqu\u00e1ticos com base nos insetos encontrados. E, seguidamente, participa de feiras de ci\u00eancias e exposi\u00e7\u00f5es do museu nas escolas, nas pra\u00e7as e parques.<br \/>\n\u201cPrecisamos repassar todo este conhecimento, e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s crian\u00e7as, mas aos adultos, que tamb\u00e9m ficam maravilhados com tudo. Isso fortalece a conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental. As pessoas acham, por exemplo, que o louva-deus \u00e9 venenoso, o que n\u00e3o \u00e9 verdade, mas acabam matando o animal por desinforma\u00e7\u00e3o. Confundem cigarra com lib\u00e9lula ou inseto com aquelas listras parecidas com o barbeiro, mas que n\u00e3o causa danos\u201d, explica Hilda, uma das mais antigas da Zoobot\u00e2nica, com 42 anos de servi\u00e7o.<br \/>\nAline \u00e9 especialista no grupo de insetos chamados de hem\u00edpteros, os populares percevejos, fede-fedes, cigarras e barbeiros. Ela ressalta que nenhum museu do mundo conta com especialistas de todos os grupos porque a diversidade \u00e9 muito grande, sendo que o dos insetos \u00e9 o maior grupo animal que existe.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51885\" aria-describedby=\"caption-attachment-51885\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51885 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/varia\u00e7\u00e3o-de-cor-em-uma-esp\u00e9cie-de-percevejo-asop\u00edneo.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"1081\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51885\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie de percevejo<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPor isso remetermos material para ser identificado fora do Brasil ou aproveitar o conhecimento de especialistas estrangeiros que visitam a cole\u00e7\u00e3o do MCN. Esse interc\u00e2mbio \u00e9 permanente\u201d, completa a pesquisadora.<br \/>\nAline reitera que o interesse dos estrangeiros em conhecer a cole\u00e7\u00e3o de insetos no museu \u00e9 importante n\u00e3o s\u00f3 pela troca de conhecimento como tamb\u00e9m pela visibilidade da Funda\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cQuando os trabalhos s\u00e3o publicados nas revistas cient\u00edficas, o nome do museu e da Zoobot\u00e2nica v\u00e3o estar elencados entre o material examinado, a\u00ed a import\u00e2ncia de uma cole\u00e7\u00e3o. Brecar esse interc\u00e2mbio, \u00e9 retroceder na busca de maior conhecimento da nossa biodiversidade\u201d, adverte. \u201cE o pior \u00e9 que, al\u00e9m de toda essa fonte de informa\u00e7\u00e3o ficar inacess\u00edvel para a comunidade cient\u00edfica, a cole\u00e7\u00e3o torna-se obsoleta\u201d, completa.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51879\" aria-describedby=\"caption-attachment-51879\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51879 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/besouro-arlequim-Acrocinus-longimanus.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"679\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51879\" class=\"wp-caption-text\">Arlequim-da-mata, esp\u00e9cie de besouro<\/figcaption><\/figure><br \/>\nLuciano ressalta que o Rio Grande do Sul tem particularidades que atraem muitos pesquisadores de outros estados e pa\u00edses. \u201c\u00c9 o estado mais meridional do Brasil, com uma diversidade de ambientes, forma\u00e7\u00f5es vegetais, num espa\u00e7o relativamente pequeno, o \u00fanico estado com o bioma Pampa, a regi\u00e3o do Espinilho, na Barra do Quara\u00ed, \u00e9 a \u00fanica forma\u00e7\u00e3o savana no Estado, sem falar no clima que \u00e9 bem diferente. Ent\u00e3o, h\u00e1 esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem aqui\u201d, destaca.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51877\" aria-describedby=\"caption-attachment-51877\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51877 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_102027.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"845\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51877\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie de besouro Megasoma actaeon, machos (maiores) e f\u00eameas<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_51867\" aria-describedby=\"caption-attachment-51867\" style=\"width: 140px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51867 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_101140-140x250.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"250\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51867\" class=\"wp-caption-text\">Cole\u00e7\u00e3o de insetos<\/figcaption><\/figure><br \/>\nDo ponto de vista da infraestrutura, o Museu de Ci\u00eancias Naturais \u00e9 uma refer\u00eancia no Brasil, segundo Aline. \u201cN\u00f3s temos a melhor estrutura no Estado para abrigarmos cole\u00e7\u00f5es, tanto que boa parte dos professores da UFRGS deposita material de estudo no museu\u201d, diz orgulhosa.<br \/>\nEla lembra que h\u00e1 dois anos receberam uma cole\u00e7\u00e3o de insetos de interesse agr\u00edcola, do antigo Instituto Borges de Medeiros, que estava na Faculdade de Agronomia. \u201cEssa cole\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo recuperada, estamos retirando fungos dos insetos\u201d, afirma.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<figure id=\"attachment_51880\" aria-describedby=\"caption-attachment-51880\" style=\"width: 120px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51880 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/borboletas-papilion\u00eddeas-da-Cole\u00e7\u00e3o-Adolpho-Mabilde-doada-para-a-FZB-e-tombada-pelo-IPHAN-120x250.jpg\" alt=\"\" width=\"120\" height=\"250\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51880\" class=\"wp-caption-text\">Borboletas papilion\u00eddeas da Cole\u00e7\u00e3o Mabilde, tombada pelo IPHAN<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA pesquisadora entende que as cole\u00e7\u00f5es acabam por ser prejudicadas pela falta de cargo de curador na universidade federal. E, entre dar aulas e realizar pesquisas, os professores talvez nem tivessem tempo\u201d.<br \/>\nDois t\u00e9cnicos dividem as atividades de\u00a0manuten\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o de insetos (controle dos desumidificadores, limpeza de exemplares, confec\u00e7\u00e3o de etiquetas, elabora\u00e7\u00e3o de planilhas de controle, organiza\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios). Tomaz Aguzzoli, bi\u00f3logo e t\u00e9cnico agr\u00edcola, atende tamb\u00e9m ao setor das aranhas, escorpi\u00f5es, \u00e1caros), e a bi\u00f3loga Caroline Silva, que trabalha com toda a se\u00e7\u00e3o da Zoologia de Invertebrados.<br \/>\nOs estudantes tamb\u00e9m ajudam na conserva\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es, durante os est\u00e1gios. H\u00e1 dois alunos da Biologia da Unilasalle que possuem bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do PIBIC-CNPq, e uma de mestrado, orientada por Aline, na UFRGS.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Retorno institucional<\/span><br \/>\nLuciano toca num ponto que comumente \u00e9 cobrado dos pesquisadores, principalmente os taxonomistas: \u201cOs gestores nos consideram individualistas, reclamam que n\u00e3o damos retorno institucional, mas eles n\u00e3o se d\u00e3o conta que contribu\u00edmos n\u00e3o s\u00f3 com a nossa pesquisa, quando a Fepam exige um laudo t\u00e9cnico da Zoobot\u00e2nica para o licenciamento ambiental, mas com a infraestrutura, como os equipamentos \u00f3pticos adquiridos, que poder\u00e1 ser aproveitada por gera\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<br \/>\nAline cita os projetos viabilizados pelo CNPq: \u201cReunimos pesquisadores de invertebrados, especialistas em moluscos, aranhas e insetos, fizemos em 2004 o projeto na Mata Atl\u00e2ntica, em Maquin\u00e9, um estudo de invertebrados em copas de \u00e1rvores, e outro, em 2008, naquelas \u00e1reas de areniza\u00e7\u00e3o do Pampa, em S\u00e3o Francisco de Assis.\u201d<br \/>\n<figure id=\"attachment_51874\" aria-describedby=\"caption-attachment-51874\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51874 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_101634.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"1070\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51874\" class=\"wp-caption-text\">Varia\u00e7\u00e3o de cores de besouros da Fam\u00edlia Chrysomelidae<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA pesquisadora ressalta ainda a demanda de trabalhos de pesquisa da SEMA e Fepam, que chegam at\u00e9 a Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica, e o apoio que seguidamente o seu setor presta ao Centro de Informa\u00e7\u00f5es Toxicol\u00f3gicas, sobre os mais variados insetos.<br \/>\n\u201cE tem pessoas que v\u00eam aqui nos trazer insetos porque ficaram assustadas ao encontrar dentro de casa, no ber\u00e7o do filho, ent\u00e3o a gente tamb\u00e9m d\u00e1 esse retorno imediato\u201d, diz Aline.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Uma vida dedicada \u00e0 Zoobot\u00e2nica<\/span><br \/>\nHilda Gastal \u00e9 uma das funcion\u00e1rias mais antigas na FZB. \u00c9 pesquisadora h\u00e1 42 anos. Ingressou em 1975. Era estagi\u00e1ria em 1969 na entomologia, com as professoras Joc\u00e9lia Grazia e Miriam Becker. O museu era na avenida Mau\u00e1, esquina da Carlos Chagas, onde funcionava tamb\u00e9m a Fepam. Dali, mudou para o pr\u00e9dio da antiga Mesbla e, da Mesbla, o museu foi transferido para o Jardim Bot\u00e2nico.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51869\" aria-describedby=\"caption-attachment-51869\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51869 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_101347-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"741\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51869\" class=\"wp-caption-text\">Hilda mostra exemplares usados em feiras escolares e em parques\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\nFez mestrado na Universidade Federal do Paran\u00e1, em Curitiba. Estudou uma mosca que parasita o percevejo que, por sua vez, era a praga das planta\u00e7\u00f5es de couve. A mosca depositava o ovo em cima do percevejo e a forma jovem se desenvolvia dentro para se alimentar.<br \/>\nAo retornar ao Rio Grande, Hilda foi contratada pela Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica. Entre seus trabalhos, destaca os estudos realizados na Braskem, na \u00e9poca Copesul, onde fez o biomonitoramento de invertebrados aqu\u00e1ticos no Rio Ca\u00ed e no Arroio Bom Jardim, que recebe efluentes do Polo Petroqu\u00edmico.<br \/>\n\u201cMeu primeiro e \u00fanico emprego, uma vida inteira dedicada. Como vou pra casa sabendo que querem acabar com a Funda\u00e7\u00e3o, me d\u00e1 uma tristeza s\u00f3 de pensar nisso\u201d, diz, com l\u00e1grimas nos olhos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u201cO primeiro dia aqui foi o mais feliz da minha vida\u201d<\/span><br \/>\nAline completou neste m\u00eas de julho 15 anos de Zoobot\u00e2nica. Ingressou via concurso em 2002 e, hoje, concilia as pesquisas no museu com aulas do curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Biologia, na Universidade Federal.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51865\" aria-describedby=\"caption-attachment-51865\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51865 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_100047.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"728\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51865\" class=\"wp-caption-text\">Aline identifica novas esp\u00e9cies de percevejos\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\nTeve como orientadora durante toda sua forma\u00e7\u00e3o a professora Joc\u00e9lia Grazia, do Departamento de Zoologia da Ufrgs, e servidora do Museu, hoje aposentada. Joc\u00e9lia, por sua vez, foi disc\u00edpula do professor Ludwig Buckup, pioneiro da cole\u00e7\u00e3o de entomologia e um dos fundadores do MCN.<br \/>\nAline ingressou em 1982 na Ufrgs, mas mestrado e doutorado concluiu na Universidade Federal do Paran\u00e1, que possui curso espec\u00edfico de p\u00f3s em entomologia. De volta \u00e0 capital ga\u00facha, trabalhou na Ong UPAN \u2013 Uni\u00e3o Protetora do Ambiente Natural, de S\u00e3o Leopoldo, como professora substituta na Ufgrs e, em projetos, contratada por uma empresa terceirizada, quando teve a oportunidade de atuar no programa do Pr\u00f3-Gua\u00edba, de 1998 a 2000. A\u00ed foi aprovada nos concursos da Fepam e FZB em 2001, sendo chamada no ano seguinte.<br \/>\n\u201cEu posso dizer que o primeiro dia em que subi a lomba do Jardim Bot\u00e2nico, como funcion\u00e1ria concursada, foi o dia mais feliz da minha vida. Porque eu j\u00e1 havia sido chamada para assumir na Fepam, mas n\u00e3o consegui ficar t\u00e3o feliz como eu imaginava que iria estar na Zoobot\u00e2nica\u201d, revela. E completa: Temos que achar uma sa\u00edda para preservar todo este conhecimento acumulado aqui. Ainda mantemos a chama acesa principalmente porque amamos o que fazemos e pelas gera\u00e7\u00f5es de estudantes que ainda poder\u00e3o passar por esta institui\u00e7\u00e3o, que tem profissionais dentre os mais preparados no pa\u00eds, assim como as cole\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre as melhores.\u201d<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u00danico no Estado habilitado a descrever esp\u00e9cies de besouro<\/span><br \/>\nLuciano trabalha com os besouros, que integram a ordem Cole\u00f3ptera, simplesmente a que possui maior n\u00famero de esp\u00e9cies dentre todos os seres vivos \u2014 cerca de 400 mil. E detalhe: no estado, ele \u00e9 o \u00fanico especialista com conhecimento suficiente para descrever esp\u00e9cies novas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_51870\" aria-describedby=\"caption-attachment-51870\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-51870 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_103138.jpg\" alt=\"\" width=\"760\" height=\"1150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51870\" class=\"wp-caption-text\">Luciano mostra que a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica inclui desenhos fi\u00e9s das esp\u00e9cies<\/figcaption><\/figure><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<figure id=\"attachment_51875\" aria-describedby=\"caption-attachment-51875\" style=\"width: 302px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-51875\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/20170705_101730-302x400.jpg\" alt=\"\" width=\"302\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51875\" class=\"wp-caption-text\">Besouro Macrodontia cervicornis<\/figcaption><\/figure><br \/>\nApesar de ser o funcion\u00e1rio concursado mais novo dentre os colegas do seu setor \u2013 ingressou em 2014 -, h\u00e1 mais de trinta anos desenvolve estudos na Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica, primeiro como aluno\/bolsista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, depois nas pesquisas para os cursos de mestrado na PUCRS e doutorado na Ufrgs. A maior parte de sua forma\u00e7\u00e3o profissional foi dada pela professora Maria Helena Galileo, que tamb\u00e9m era pesquisadora da FZB.<br \/>\n\u201cEu nem imaginava que iria trabalhar com besouros, na verdade, nem pensava em ser bi\u00f3logo, na minha adolesc\u00eancia eu s\u00f3 queria saber de avia\u00e7\u00e3o, mas hoje estou aqui gra\u00e7as aos professores e pesquisadores da Zoobot\u00e2nica e espero poder ajudar na forma\u00e7\u00e3o de muitos outros estudantes\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardin As cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do JB e do MCN s\u00e3o consideradas pelos especialistas o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos do RS. 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