{"id":51993,"date":"2017-07-23T21:38:44","date_gmt":"2017-07-24T00:38:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=51993"},"modified":"2017-07-23T21:38:44","modified_gmt":"2017-07-24T00:38:44","slug":"volkswagen-colaborou-ativamente-com-a-ditadura-brasileira-diz-imprensa-alema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/volkswagen-colaborou-ativamente-com-a-ditadura-brasileira-diz-imprensa-alema\/","title":{"rendered":"Volkswagen colaborou ativamente com a ditadura brasileira, diz imprensa alem\u00e3"},"content":{"rendered":"<div id=\"content-header\"><\/div>\n<div id=\"content-area\">\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system block-odd clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<article id=\"node-1084576\" class=\"node node-noticia node-odd\">\n<div class=\"content\">\nA filial brasileira da Volkswagen supostamente colaborou ativamente com a ditadura no Brasil na persegui\u00e7\u00e3o de opositores pol\u00edticos, segundo informaram neste domingo (23) o jornal\u00a0<em>S\u00fcddeutsche Zeitung<\/em>\u00a0e as emissoras\u00a0<strong>NDR<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>SWR<\/strong>. A imprensa alem\u00e3 detalha que h\u00e1 quase dois anos foi aberta em S\u00e3o Paulo uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a Volkswagen do Brasil para determinar a responsabilidade da empresa na viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos durante a ditadura de 1964 a 1985.<br \/>\nEm 2016, a empresa nomeou para uma investiga\u00e7\u00e3o sobre seu passado o historiador Christopher Kopper, que confirmou a exist\u00eancia de &#8220;uma colabora\u00e7\u00e3o regular&#8221; entre o Departamento de Seguran\u00e7a da filial e a pol\u00edcia pol\u00edtica do regime.<br \/>\n<strong>Espionagem<\/strong><br \/>\n&#8220;O Departamento de Seguran\u00e7a atuou como um bra\u00e7o da pol\u00edcia pol\u00edtica dentro da f\u00e1brica da VW&#8221;, afirmou Kooper, pesquisador da Universidade de Bielefeld.<br \/>\n&#8220;Permitiu as deten\u00e7\u00f5es&#8221; e pode ser que ao compartilhar informa\u00e7\u00e3o com a pol\u00edcia &#8220;contribu\u00edsse para elas&#8221;, acrescentou o historiador.<br \/>\nSegundo os meios citados, a filial brasileira espionou seus trabalhadores e suas ideias pol\u00edticas, e os dados acabaram em &#8220;listas negras&#8221; em m\u00e3os da pol\u00edcia pol\u00edtica. Os afetados lembram como foram torturados durante meses, ap\u00f3s terem se unido a grupos opositores.<br \/>\n<strong>Galp\u00f5es<\/strong><br \/>\nConforme estabeleceu a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, que examinou as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos cometidas pela ditadura brasileira, muitas empresas privadas, nacionais e estrangeiras deram apoio tanto financeiro como operacional ao regime militar.<br \/>\nNo caso da Volkswagen, a comiss\u00e3o constatou que alguns galp\u00f5es que a empresa tinha em uma f\u00e1brica de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP) foram cedidos aos militares, que os usaram como centros de deten\u00e7\u00e3o e tortura.<br \/>\nAl\u00e9m disso, a comiss\u00e3o sustentou que encontrou provas que a empresa alem\u00e3 doou ao regime militar cerca de 200 ve\u00edculos, que depois foram usados pelos servi\u00e7os de repress\u00e3o.<br \/>\n<em><strong>(Da Ag\u00eancia EFE\/EBC)<\/strong><\/em>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A filial brasileira da Volkswagen supostamente colaborou ativamente com a ditadura no Brasil na persegui\u00e7\u00e3o de opositores pol\u00edticos, segundo informaram neste domingo (23) o jornal\u00a0S\u00fcddeutsche Zeitung\u00a0e as emissoras\u00a0NDR\u00a0e\u00a0SWR. 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