{"id":525,"date":"2006-09-02T15:18:47","date_gmt":"2006-09-02T18:18:47","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=525"},"modified":"2006-09-02T15:18:47","modified_gmt":"2006-09-02T18:18:47","slug":"nova-onda-de-demolicoes-no-moinhos-de-vento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/nova-onda-de-demolicoes-no-moinhos-de-vento\/","title":{"rendered":"Nova onda de demoli\u00e7\u00f5es no Moinhos de Vento"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_moinhos.jpg?0.5314878790182776\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"225\" height=\"300\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong> Casas s\u00e3o demolidas para a constru\u00e7\u00e3o de espig\u00f5es (Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O Moinhos de Vento est\u00e1 sofrendo transforma\u00e7\u00f5es em sua paisagem. Depois da primeira onda de demoli\u00e7\u00f5es, no in\u00edcio dos anos 2000, tradicional bairro de Porto Alegre est\u00e1 assistindo \u00e0 uma nova onda de casas postas abaixo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Im\u00f3veis antigos nas ruas Coronel Bordini, Dr. Tim\u00f3teo, Tobias da Silva e Marqu\u00eas do Herval est\u00e3o sendo substitu\u00eddos por edif\u00edcios, estacionamentos e centros profissionais. Os moradores observam as mudan\u00e7as e lamentam a descaracteriza\u00e7\u00e3o do bairro. Mas n\u00e3o protestam como fizeram nos \u00faltimos anos. O fato pode ser explicado pela frustra\u00e7\u00e3o com a demora na revis\u00e3o do Plano Diretor.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na rua Marqu\u00eas do Herval, entre as ruas Cel Bordini e Quintino Bocai\u00fava, um tapume cerca um grande terreno. A \u00e1rea abrigava tr\u00eas casas, que foram derrubadas nos \u00faltimos meses. Uma era sede do Restaurante Wunderbar, que fechou as portas em fevereiro. Outra casa era da fam\u00edlia do m\u00fasico Rafael Malenotti, da banda Ac\u00fasticos e Valvulados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas \u00faltimas semanas, a mesma construtora que adquiriu os terrenos tamb\u00e9m comprou as duas casas ao lado. Com isso, colocar\u00e1 abaixo quase a metade do quarteir\u00e3o, ou seja, os cinco im\u00f3veis perfilados v\u00e3o abaixo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_moinhos2.jpg?0.2843573025282791\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"223\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Na Marqu\u00eas do Herval, tr\u00eas im\u00f3veis j\u00e1 foram abaixo. Casas vizinhas tamb\u00e9m\u00a0ser\u00e3o derrubadas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das edifica\u00e7\u00f5es que ainda est\u00e1 em p\u00e9, \u00e9 o antigo endere\u00e7o da loja Luciane Design, de m\u00f3veis externos. A propriet\u00e1ria, Luciane Thom\u00e9 Lutz, conta que n\u00e3o pretendia se desfazer do im\u00f3vel, mas acabou cedendo \u00e0 insist\u00eancia dos representantes da construtora. \u201cN\u00e3o quer\u00edamos sair dali, mas eles insistiram muito, ligavam para c\u00e1 todos os dias\u201d, lembra. Ela continua no Moinhos, s\u00f3 que agora o estabelecimento fica na rua Comendador Caminha.<\/p>\n<p align=\"justify\">O terreno das cinco casas totaliza um espa\u00e7o largo e com profundidade. Segundo os vizinhos, dar\u00e1 lugar a um edif\u00edcio residencial de 17 andares. A moradora S\u00edlvia Duha, que mora h\u00e1 20 anos em frente \u00e0 \u00e1rea, est\u00e1 descontente com a altura do futuro pr\u00e9dio.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cDeveria ter no m\u00e1ximo 13 andares. Essa altura proposta \u00e9 desproporcional\u201d, diz ela, que lamenta a descaracteriza\u00e7\u00e3o do bairro. \u201c\u00c9 muito bom morar numa rua com casas\u201d, confessa S\u00edlvia, que reside em um edif\u00edcio de tr\u00eas pavimentos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por outro lado, S\u00edlvia acredita que o edif\u00edcio novo pode trazer mais seguran\u00e7a. \u201cVai ter porteiro de plant\u00e3o na frente e movimento de entrada e sa\u00edda\u201d. Ela lembra que na semana passada um carro foi arrombado em frente ao seu apartamento. Desde ent\u00e3o, ela sai menos de casa porque ficou com medo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/med_moinhos3.jpg?0.6377942033575283\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">A moradora S\u00edlvia Duha lamenta a descaracteriza\u00e7\u00e3o do bairro<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda na Marqu\u00eas do Herval, entre as ruas Quintino Bocai\u00fava e Dr. Tim\u00f3teo, outro tapume evidencia mais um desmanche de casas. S\u00e3o duas, entre os n\u00fameros 540 e 552. O espa\u00e7o deve dar lugar a um hotel, conforme informa\u00e7\u00e3o da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Presidente do Moinhos Vive culpa Plano Diretor<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A acelerada transforma\u00e7\u00e3o do bairro Moinhos de Vento est\u00e1 exting\u00fcindo as casas do bairro. Os im\u00f3veis de um ou dois pavimentos praticamente resistem apenas em empreendimentos comerciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O presidente do Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos e Moradores do Bairro Moinhos de Vento \u2013 Moinhos Vive, Raul Agostini, observa que o fen\u00f4meno desencadeou uma mudan\u00e7a na zona que n\u00e3o tem volta. Ele entende que a culpa \u00e9 do Plano Diretor, que n\u00e3o favorece a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e cultural.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cPorto Alegre est\u00e1 perdendo um pouco da sua identidade. Qualquer cidade civilizada faria quest\u00e3o de manter e preservar a sua hist\u00f3ria\u201d, observa. Agostini aponta como solu\u00e7\u00e3o paliativa a revis\u00e3o do Plano, discuss\u00e3o que se arrasta desde 2003, sem uma solu\u00e7\u00e3o. \u201cIsso acontece por interesses que n\u00e3o s\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o\u201d, denuncia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Agostini diz que as altera\u00e7\u00f5es no Plano ainda n\u00e3o foram aprovadas por interesses econ\u00f4micos das construtoras. Para ele, o adiamento \u00e9 estrat\u00e9gico a fim de que sejam constru\u00eddos novos espig\u00f5es, antes da implanta\u00e7\u00e3o de uma nova lei, que imponha mais limites. \u201c\u00c9 a ignor\u00e2ncia somada \u00e0 gan\u00e2ncia\u201d, ataca.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m da paisagem, o presidente do Moinhos Vive tamb\u00e9m se preocupa com a onera\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. Cita como exemplo a impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo a partir das novas constru\u00e7\u00f5es, o que gera gastos corretivos, como a milion\u00e1ria obra do Conduto For\u00e7ado \u00c1lvaro Chaves-Goethe. \u201cE quem paga s\u00e3o os cidad\u00e3os, com tributos cada vez mais altos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casas s\u00e3o demolidas para a constru\u00e7\u00e3o de espig\u00f5es (Fotos: Carla Ruas\/J\u00c1) Carla Ruas O Moinhos de Vento est\u00e1 sofrendo transforma\u00e7\u00f5es em sua paisagem. Depois da primeira onda de demoli\u00e7\u00f5es, no in\u00edcio dos anos 2000, tradicional bairro de Porto Alegre est\u00e1 assistindo \u00e0 uma nova onda de casas postas abaixo. 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