{"id":53156,"date":"2017-08-09T17:17:19","date_gmt":"2017-08-09T20:17:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=53156"},"modified":"2017-08-09T17:17:19","modified_gmt":"2017-08-09T20:17:19","slug":"a-velha-gaita-de-oito-baixos-sobe-ao-palco-na-expointer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-velha-gaita-de-oito-baixos-sobe-ao-palco-na-expointer\/","title":{"rendered":"A velha gaita de oito baixos sobe ao palco na Expointer"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Elmar Bones<\/span><br \/>\nUm instrumento primitivo dos ga\u00fachos, que estava quase extinto, vai abrir as portas da feira que mostra os avan\u00e7os da pecu\u00e1ria e da agricultura. Um concerto de gaita de oito baixos vai inaugurar a Expointer, em Esteio, no final de agosto. Essa ponte entre o passado e o futuro, entre a economia e a cultura, \u00e9 obra do m\u00fasico Renato Borghetti, o Borghettinho.<br \/>\nA \u201corquestra\u201d que vai abrir a Expointer ser\u00e1 formada por 40 gaiteiros mirins formados na F\u00e1brica de Gaiteiros, projeto concebido e dirigido por ele. O projeto est\u00e1 completando cinco anos. Foi urdido nas andan\u00e7as do m\u00fasico.<br \/>\nCom uma carreira art\u00edstica internacional alicer\u00e7ada na gaita, que aprendeu a tocar aos 13 anos, Borghetti se deu conta de que o instrumento estava desaparecendo. O Rio Grande do Sul, que j\u00e1 tivera vinte f\u00e1bricas de gaita, via as \u00faltimas fecharem as portas. Em consequ\u00eancia disso, quem se interessava pelo instrumento tinha que pagar bem caro.<br \/>\n<figure id=\"attachment_53158\" aria-describedby=\"caption-attachment-53158\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-53158\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fabrica-de-gaiteiros.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"646\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53158\" class=\"wp-caption-text\">Madeira de eucalipto vem do sul da Bahia \u00e9 uma esp\u00e9cie especial que recebe um tratamento para n\u00e3o empenar \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nDesapareceriam a gaita e os gaiteiros e, com ambos, todo um conhecimento e uma refer\u00eancia cultural que a sonoridade da velha gaita &#8211; de bot\u00e3o, de oito baixos ou diat\u00f4nica &#8211; cont\u00e9m. Esse quadro inspirou o projeto.<br \/>\nQuando ele come\u00e7ou com sua F\u00e1brica de Gaiteiros j\u00e1 n\u00e3o havia nenhuma gaita sendo produzida no pa\u00eds. Foi bem dif\u00edcil encontrar n\u00e3o s\u00f3 mestres e artes\u00e3os para iniciar a produ\u00e7\u00e3o dos instrumentos. Tamb\u00e9m eram escassos os professores capazes de ministrar um curso para dar forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica a um instrumentista.<br \/>\nO projeto de Borghetti n\u00e3o teria passado de uma boa ideia se ele n\u00e3o tivesse encontrado o executivo Walter L\u00eddio, presidente da CMPC. A ind\u00fastria de celulose instalada em Guaiba \u00e9 vizinha da Barra do Ribeiro, onde a fam\u00edlia Borghetti tem um empreendimento tur\u00edstico. N\u00e3o foi dif\u00edcil apresentar o projeto. Um dos orgulhos de L\u00eddio \u00e9 o bom relacionamento que a empresa mant\u00e9m com as comunidades de seu entorno.<br \/>\nEle percebeu o alcance cultural do projeto de Borghetti e fez uma exig\u00eancia apenas: que se usasse madeira de eucalipto para a fabrica\u00e7\u00e3o das gaitas.<br \/>\nFoi preciso pesquisar para achar, no Sul da Bahia, um tipo de eucalipto cuja madeira n\u00e3o empena quando cortada em l\u00e2minas. Com o apoio da empresa, que banca o custo de produ\u00e7\u00e3o das gaitas e paga os professores, as aulas puderam come\u00e7ar, quando a escola estadual Augusto Meyer, em Gua\u00edba cedeu um espa\u00e7o.<br \/>\nHoje s\u00e3o oito escolas em sete cidades, com mais de 200 alunos de 7 a 15 anos de idade, e tem fila para entrar nos cursos. Mais de 500 alunos passaram pelos cursos nestes cinco anos e, segundo Borghetti, d\u00e1 para tirar uma centena que \u201cs\u00f3 com a gaita garante um baile\u201d. Os 40 que v\u00e3o tocar na Expointer saem desse time.<br \/>\nA f\u00e1brica, na Barra do Ribeiro, trabalha em fun\u00e7\u00e3o da demanda das escolas. As escolas abrem inscri\u00e7\u00f5es e fazem uma sele\u00e7\u00e3o. A prefeitura d\u00e1 o local, o Instituto Renato Borghetti fornece os instrumentos e o professor.<br \/>\nUm novo apoiador acaba de se engajar no projeto. A Thyssen, empresa alem\u00e3 de elevadores instalada em Gua\u00edba, vai patrocinar o projeto. O apoio vai permitir a instala\u00e7\u00e3o do primeiro curso em Santa Catarina, em Lajes, em parceria com o SESC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elmar Bones Um instrumento primitivo dos ga\u00fachos, que estava quase extinto, vai abrir as portas da feira que mostra os avan\u00e7os da pecu\u00e1ria e da agricultura. Um concerto de gaita de oito baixos vai inaugurar a Expointer, em Esteio, no final de agosto. 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