{"id":53560,"date":"2017-08-16T09:43:32","date_gmt":"2017-08-16T12:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=53560"},"modified":"2017-08-16T09:43:32","modified_gmt":"2017-08-16T12:43:32","slug":"matando-a-inteligencia-do-estado-jogamos-errado-diz-economista-da-fee","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/matando-a-inteligencia-do-estado-jogamos-errado-diz-economista-da-fee\/","title":{"rendered":"\u201cMatando a intelig\u00eancia do estado, jogamos errado\u201d, diz economista da FEE"},"content":{"rendered":"<p>Para o Rio Grande do Sul sair da crise n\u00e3o pode \u201cjogar errado\u201d e \u201cmatando a intelig\u00eancia do estado, jogamos errado\u201d; essa \u00e9 a vis\u00e3o do economista Tom\u00e1s Fiori, um dos quatro debatedores que participaram nesta ter\u00e7a-feira, 15\/08, de um debate na Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE) em que foi apresentado o contexto e as perspectivas \u00e0 economia ga\u00facha.<br \/>\n\u201cO labirinto fiscalista, de arranjos que descambam para a guerra fiscal n\u00e3o tem nada de novo. \u00c9 uma disputa permeada de tens\u00f5es e quedas de bra\u00e7o. H\u00e1 uma disputa pol\u00edtica permanente, que n\u00e3o envolve apenas nossa racionalidade econ\u00f4mica, mas requer queda de bra\u00e7o e articula\u00e7\u00e3o&#8221;, completou Fiori, apontando que h\u00e1 uma necessidade maior do que apenas o Estado cortar gastos.<br \/>\nPara exemplificar seu ponto de vista, o economista lembrou que apenas com a compensa\u00e7\u00e3o que deveria ser garantida pela Lei Kandir um montante de 8 bilh\u00f5es de reais por ano deveria ser devolvido ao RS. \u201cN\u00e3o recebemos nem 10% disso. Com esse recurso garantido, n\u00e3o haveria necessidade de toda esta discuss\u00e3o, nem muito menos de pensar em desmontar estruturas importantes para o Estado\u201d, disse.<br \/>\n<span class=\"intertit\"><strong>Saindo do fundo do Po\u00e7o <\/strong><\/span><br \/>\nTra\u00e7ando um panorama dos \u00faltimos anos de crise profunda, o tamb\u00e9m economista Jefferson Colombo observou que \u00e9 poss\u00edvel j\u00e1 termos \u201cchegado ao fundo do po\u00e7o\u201d. \u201cDo ponto de vista c\u00edclico, estamos em per\u00edodo de expans\u00e3o. Mas \u00e9 importante salientar que essa recupera\u00e7\u00e3o deve ser lenta e irregular\u201d, alertou.<br \/>\nO pesquisador ainda destacou que h\u00e1 uma assimetria perversa nos riscos futuros: \u201cas surpresas negativas, geradas nas esferas pol\u00edtica e econ\u00f4mica, s\u00e3o mais prov\u00e1veis e com maior impacto do que supostas surpresas positivas. A gente vem de uma recess\u00e3o que durou 40 meses e estamos apenas come\u00e7ando a sair dela\u201d.<br \/>\nJ\u00e1 a pesquisadora Cec\u00edlia Hoff lembrou que a percep\u00e7\u00e3o de crise e de empobrecimento do Estado remonta aos anos 60. \u201cO RS acompanha em geral o PIB nacional, com alguns descolamentos em tempos de estiagem e supersafra, mas tem especificidades, como sua forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, caracter\u00edsticas e localiza\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nO cen\u00e1rio de crise voltou a abalar os setores tradicionais no Estado, como o agroneg\u00f3cio e produtos de exporta\u00e7\u00f5es, a partir dos anos 90, com a entrada da concorr\u00eancia da China no mercado internacional e a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, principalmente no Centro Oeste do pa\u00eds.<br \/>\nMas, Cec\u00edlia acredita que n\u00e3o h\u00e1 perda de dinamismo global da economia ga\u00facha, e sim um rearranjo, passando de setores tradicionais como fumo e cal\u00e7ados, para setores que hoje crescem, o automotivo, m\u00e1quinas e equipamentos, transporte e produtos de metal.<br \/>\nPara a pesquisadora as perspectivas de um novo ciclo de crescimento nacional incluem investimentos em infraestrutura, explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s e o agroneg\u00f3cio. \u201cSe for por a\u00ed o novo ciclo, nesses tr\u00eas eixos o RS est\u00e1 bem posicionado. Resta ver quando e em que ritmo esse novo ciclo acontece\u201d, completou.<br \/>\n<span class=\"intertit\"><strong>Um secret\u00e1rio de Fazenda forte<\/strong><\/span><br \/>\nO economista Liderau dos Santos Marques Jr foi taxativo em sua explana\u00e7\u00e3o: \u201cA sa\u00edda da crise financeira \u00e9 disciplina fiscal\u201d. E isso s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ado com um secret\u00e1rio da fazenda forte, capaz de realmente impulsionar o ajuste fiscal e buscar alternativas como maior transpar\u00eancia nas isen\u00e7\u00f5es fiscais e que n\u00e3o cedesse a pol\u00edticas populistas.<br \/>\nDe acordo com o economista, o RS foi um dos \u00faltimos estados a gerar super\u00e1vit prim\u00e1rio (apenas em 2004). \u201cAs metas fiscais nunca foram atingidas, mas a partir de 2011, tem in\u00edcio um processo maior de deteriora\u00e7\u00e3o fiscal. Retomar a trajet\u00f3ria de super\u00e1vits prim\u00e1rios, observando as metas fiscais na fase de execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda\u201d, defendeu.<br \/>\nEle ainda lembrou a necessidade de renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida com a Uni\u00e3o, s\u00f3 que em par\u00e2metros aceit\u00e1veis.<br \/>\nO painel \u201cA economia ga\u00facha no contexto da crise\u201d, foi promovido pela FEE em comemora\u00e7\u00e3o ao dia do economista, ocorrido no \u00faltimo domingo, 13 de agosto.<br \/>\nA FEE, que em 2017 completa 44 anos, est\u00e1 entre as funda\u00e7\u00f5es a serem extintas pelo Governo Estadual, \u00e9 um dos \u00f3rg\u00e3os que fazem parte da \u201cintelig\u00eancia\u201d do Estado. A extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi oficializada devido a um recurso na Justi\u00e7a, que ainda n\u00e3o tomou uma decis\u00e3o definitiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o Rio Grande do Sul sair da crise n\u00e3o pode \u201cjogar errado\u201d e \u201cmatando a intelig\u00eancia do estado, jogamos errado\u201d; essa \u00e9 a vis\u00e3o do economista Tom\u00e1s Fiori, um dos quatro debatedores que participaram nesta ter\u00e7a-feira, 15\/08, de um debate na Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE) em que foi apresentado o contexto e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":53561,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-53560","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-dVS","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53560"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53560\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}