{"id":53961,"date":"2017-08-22T13:52:22","date_gmt":"2017-08-22T16:52:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=53961"},"modified":"2017-08-22T13:52:22","modified_gmt":"2017-08-22T16:52:22","slug":"otto-guerra-o-homenageado-menos-serio-do-festival-de-gramado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/otto-guerra-o-homenageado-menos-serio-do-festival-de-gramado\/","title":{"rendered":"Otto Guerra: o homenageado menos s\u00e9rio do Festival de Gramado"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><br \/>\nH\u00e1 trinta e poucos anos, Otto Guerra estreava no Festival de Cinema de Gramado com a anima\u00e7\u00e3o O Natal do Burrinho. De chegada, levou o pr\u00eamio de melhor filme na Mostra de Curtas Ga\u00fachos.<br \/>\nFoi premiado em outras seis edi\u00e7\u00f5es do evento. A mais recente foi em 2013, com o longa-metragem &#8220;At\u00e9 Que a Sb\u00f3rnia nos Separe&#8221;, melhor filme pelo j\u00fari popular e dire\u00e7\u00e3o de arte. Otto \u00e9 prata da casa, como definiu o jornalista Roger Lerina, na apresenta\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio. Desde 1978, \u00e9 dono da Otto Desenhos Animados.<br \/>\n<figure id=\"attachment_53973\" aria-describedby=\"caption-attachment-53973\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-53973 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/45-Festival-de-Cinema-de-Gramado-2017-08-19-20-22-18-DEV-7355-267x400.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53973\" class=\"wp-caption-text\">Do alto da sua seriedade, Otto brinca de trope\u00e7ar no tapete vermelho \/ Diego Vara\/ Pressphoto<\/figcaption><\/figure><br \/>\nDurante o primeiro final de semana do festival, Otto andou por Gramado, recebendo cumprimentos a cada meia duzia de metros de cal\u00e7ada. Na tarde de s\u00e1bado participou de uma entrevista coletiva, onde despertou gargalhadas dos jornalistas, em m\u00e9dia, duas vezes a cada resposta. Interrompeu a coletiva para atender o celular e passar uma coordenada, segundo a qual seria imposs\u00edvel ach\u00e1-lo.<br \/>\n\u00c0 noite, chorou, tomou um um conhaque, esqueceu o texto do discurso e foi para o pal\u00e1cio dos festivais receber o Trof\u00e9u Eduardo Abelin. O pr\u00eamio foi entregue pelo animador Jos\u00e9 Maia. Parceiros h\u00e1 40 anos, os dois estiveram juntos em em seu primeiro festival.<br \/>\nNo discurso, Otto fez rir, como de costume, mas falou tamb\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil. Fez um paralelo entre o per\u00edodo vivido pelo setor audiovisual depois da extin\u00e7\u00e3o da Embrafilmes, nos anos 90 e o atual momento pol\u00edtico brasileiro. \u201cNaquele momento, a sociedade civil se uniu para juntar os cacos da Embrafilmes e disso nasceu a Ancine, que levou o Brasil a viver, no audiovisual, hoje seu melhor momento.\u201d<br \/>\nAntes da entrega do pr\u00eamio, foi exibido um v\u00eddeo, com depoimentos de pessoas pr\u00f3ximas &#8211; e de seu gato. \u201cMelhor contador de hist\u00f3ria e melhor cliente que um dono de um bar pode querer\u201d, definiu a amiga Sha. Outra mo\u00e7a, Sara, afirmou que Otto \u00e9 o amigo mais mentiroso que j\u00e1 conheceu e concluiu com \u201cte amo\u201d.<br \/>\nOtto Guerra falou \u00e0 reportagem do J\u00c1 no dia seguinte \u00e0 entrega do pr\u00eamio.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Tua primeira vez aqui foi em 1984 com o Natal do Burrinho&#8230;<\/span><br \/>\nNo Festival de cinema, sim. Mas eu tinha vindo antes no festival de publicidade, mas \u00e9 bem diferente, bem triste.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Triste?<\/span><br \/>\nVender os produtos, n\u00e9? Hehe Puta que pariu. Trabalhei em propaganda, n\u00e9, cara. Com a grana da propaganda eu comprei os equipamentos e abri a empresa. Eu s\u00f3 consegui produzir um curta em 1984, depois de oito anos, dois trabalhando com o argentino (F\u00e9lix Follonier) e seis na empresa.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">E j\u00e1 estreou com pr\u00eamio.<\/span><br \/>\nSim, foi bem surpreendente porque a gente fez um filme para tentar vender pro natal na Rede Record, na \u00e9poca. Era um filme bonitinho. N\u00e3o conseguimos vender, da\u00ed colocamos um final surreal e inscrevemos. Eu e o Maia est\u00e1vamos aqui quando filme ganhou.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Tu sabia que era o Maia que ia te entregar o pr\u00eamio ontem?<\/span><br \/>\nN\u00e3o sabia. Me pegaram. Eu chorei na subida. (ao palco)<br \/>\n<figure id=\"attachment_53970\" aria-describedby=\"caption-attachment-53970\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-53970\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/45-Festival-de-Cinema-de-Gramado-2017-08-19-21-46-35-EDIL0610-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"767\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53970\" class=\"wp-caption-text\">Otto Guerra e Jos\u00e9 Maia s\u00e3o parceiros h\u00e1 40 anos \/ Edison Vara \/ Pressphoto<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"entreperg\">Tua empresa faz quarenta anos em 2018. Quando tu come\u00e7ou tinha alguma perspectiva de que a coisa engrenasse a longo prazo?<\/span><br \/>\nA gente vive de c\u00f3pias, de refer\u00eancias. De fato no Brasil n\u00e3o tinha refer\u00eancia de empresa de anima\u00e7\u00e3o, mas no mundo tinha muita. Da\u00ed eu pensava \u2018bem, se existe o tro\u00e7o\u2026\u2019 Eu lembro bem, eu l\u00e1 com treze anos, vi o Tintin, do Herg\u00e9: \u2018ent\u00e3o d\u00e1 pra fazer\u2019.<br \/>\nMas no fim das contas o que interessa \u00e9 tu conseguir te jogar, te dedicar com paix\u00e3o, digamos, ou f\u00e9, n\u00e3o sei que palavra suar. Sentar a bunda e fazer, fazer, fazer. \u00c9 quest\u00e3o de ter saco, vontade.<br \/>\nEra um prazer fazer os filmes, mesmo os comerciais, porque eu conseguia viver de desenho. Nessa coisa de \u2018p\u00f4, o que eu vou fazer da vida pra poder viver de bonequinhos\u2019, a propaganda foi o caminho. Por outro lado, meu pr\u00f3prio desenho virou uma coisa muito pasteurizada. O Natal do Burrinho a anima\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 minha. Por isso que \u00e9 t\u00e3o bom o filme &#8211; t\u00f4 brincando.<br \/>\nO Maia me perguntava \u2018p\u00f4, porque tu parou de desenhar?\u2019 Eu parei porque eu desenhava bonecos pasteurizados, com aquela cara de propaganda. Fiquei oito fazendo isso e n\u00e3o consegui mais ter meu pr\u00f3prio estilo. Eu n\u00e3o desenho mais desde 1985. Fiz um filme ou outro que n\u00e3o tinha como delegar.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Qual a tua fun\u00e7\u00e3o na empresa?<\/span><br \/>\nExplorador. Eu exploro as pessoas. N\u00e3o. Eu sou o CEO, na verdade. Uma amiga diz que o que eu fa\u00e7o \u00e9 o esquema do maestro, juntar todas as coisas, musica, anima\u00e7\u00e3o, roteiristas, dire\u00e7\u00e3o de arte. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o fa\u00e7o nada mas eu estou em todas as etapas.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Do que a empresa se sustenta hoje? De onde vem a grana?<\/span><br \/>\nA gente ainda faz, eventualmente, filmes institucionais. Eu fiz aqueles monstrinhos da RBS, sabe? \u2018Maltratar as criancinhas&#8230;\u2019 Fizemos s\u00e9ries do Z\u00e9 Gotinha um tempo atr\u00e1s. E a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 nos mantendo agora. Basicamente a gente est\u00e1 vivendo de editais. E vendendo, vendemos para o canal HBO o nosso longa Sb\u00f3rnia.<br \/>\nEu nunca tive expectativa de grana, por isso eu consegui fazer o est\u00fadio existir na \u00e9poca. Eu li muito cedo o Henry Thoreau, um pr\u00e9-anarquista, ele falava assim: no momento que o dinheiro se interp\u00f5e entre o homem e seu objetivo, t\u00e1 fudido. Porque tu vai viver em fun\u00e7\u00e3o da grana e a grande tristeza do mundo \u00e9 isso.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Como t\u00e1 o cen\u00e1rio do cinema de anima\u00e7\u00e3o no Brasil?<\/span><br \/>\nO Brasil est\u00e1 com um cinema de anima\u00e7\u00e3o surpreendente, surpreendeu o mundo. Filmes como a Sb\u00f3rnia mesmo, O Menino e o Mundo, os curtas, eles est\u00e3o no topo do mundo. Sb\u00f3rnia entrou nos 20 indicados aos Oscar &#8211; no pr\u00eamio da ind\u00fastria, mas foda-se, \u00e9 importante. O Menino e o Mundo esteve entre os cinco. Nosso curta Castillo e a Armada esteve entre os 20, nos curtas. Lan\u00e7ado no festival de Veneza, que \u00e9 super disputado. Ano que vem o Brasil vai ser o pa\u00eds homenageado no festival de Annecy, o maior do mundo, de anima\u00e7\u00e3o. Por qu\u00ea? Porque a gente t\u00e1 com uma t\u00e9cnica de anima\u00e7\u00e3o fodona e conte\u00fado surpreendente. Eles n\u00e3o entendem, a gente n\u00e3o trabalha com padr\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">\u00c9 o melhor momento da anima\u00e7\u00e3o?<\/span><br \/>\n\u00d3bvio. Com certeza. Nem no meu sonho mais otimista eu chegaria ao que n\u00f3s estamos vivendo, sabe? Tem 25 longas de anima\u00e7\u00e3o sendo feitos neste momento no Brasil. E quando a Otto come\u00e7ou, tinha tr\u00eas longas na hist\u00f3ria do cinema brasileiro.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Tu acha que o trunfo da anima\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 no roteiro?<\/span><br \/>\nSim. A gente \u00e9 influenciado pelo Myiazaki, pelo Disney, pelo Leste Europeu, pelos canadenses, pelos franceses&#8230; Ent\u00e3o a gente tem um esquizofrenia muito saud\u00e1vel, muito \u00fanica. Essa mistura incr\u00edvel que formou o povo brasileiro pra mim \u00e9 uma esperan\u00e7a de que o mundo ainda possa ter empatia. Mas pode ser s\u00f3 utopia tamb\u00e9m.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Neste momento, o que t\u00e1 fazendo?<\/span><br \/>\nTamo fazendo uma s\u00e9rie que chama Filosofinho &#8211; que eu vou acabar preso, n\u00e9? Porque eu t\u00f4 fazendo leitura do Marx para crian\u00e7as. V\u00e3o dizer que eu sou degenerador de crian\u00e7as. \u00c9 uma s\u00e9rie baseada na Tomo Editorial, uma editora de Porto Alegre.<br \/>\nE aprovamos agora &#8211; a \u00c9rica aprovou, minha s\u00f3cia, n\u00e3o p\u00e1ra de trabalhar nunca essa guria &#8211; a s\u00e9rie Rocky e Hudson, s\u00e9rie dos caub\u00f3is gays, do Ad\u00e3o. Tamo fazendo dois curtas tamb\u00e9m.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">E com Laerte tem um projeto em cima dos Piratas do Tiet\u00ea. Como est\u00e1 isso?<\/span><br \/>\nT\u00e1 no fim, cara. A gente conseguiu aprovar a grana para finalizar o filme. N\u00e3o tem para comprar as m\u00fasicas todas que eu queria, mas tem suficiente para terminar o filme. Falta 10% da anima\u00e7\u00e3o, t\u00e1 todo planejado. Quero lan\u00e7ar aqui em Gramado ano que vem. \u00c9 um longa.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Tu tamb\u00e9m est\u00e1 escrevendo um livro autobiogr\u00e1fico?<\/span><br \/>\nAh, sim! Chama \u2018Nem doeu\u2019.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Diz que s\u00f3 tem um par\u00e1grafo bom, mas isso parece falsa mod\u00e9stia para vender livro.<\/span><br \/>\nHahaha. Pior \u00e9 que n\u00e3o \u00e9. Eu venho tentando escrever h\u00e1 muitos anos. Eu fui convidado para um evento em Cruz Alta e l\u00e1 eles t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o grande com literatura, porque o \u00c9rico Ver\u00edssimo nasceu l\u00e1 e tal. E me convidaram para ir. Eu andei de carona com um tal de Marcelino Freire e o cara \u00e9 muito foda. Eu fiquei muito impressionado. A gente n\u00e3o conversou nada na estrada, mas foi uma viagem onde\u2026 Da\u00ed eu consegui falar sobre isso, fiz um paralelo o menino nascendo em Sert\u00e2nia, no interior de Pernambuco &#8211; que era ele &#8211; e outro menino &#8211; que era eu &#8211; nascendo burguesinho, no Benefic\u00eancia Portuguesa. \u00c9 interessante, assim, da\u00ed eu menti, na verdade, tanto sobre ele como sobre mim.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">E \u00e9 um livro autobiogr\u00e1fico ficcional, ent\u00e3o?<\/span><br \/>\nA verdade t\u00e1 na fic\u00e7\u00e3o, na poesia, na arte. Ele pode estar na literatura, mas n\u00e3o essa coisa objetiva. Ent\u00e3o eu j\u00e1 esbarrei no in\u00edcio, da\u00ed eu fiz um personagem de mim mesmo, porque \u00e9 mais f\u00e1cil falar em terceira pessoa.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">O nome do personagem \u00e9 Otto?<\/span><br \/>\nN\u00e3o. Eu tive um monte de bab\u00e1, umas bab\u00e1s fiadasputa, cara, que me chamavam de pequeno ot\u00e1rio.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Isso na hist\u00f3ria real ou no livro?<\/span><br \/>\nA\u00ed que t\u00e1! Eu era maltratado pelas bab\u00e1s. Ent\u00e3o, assim, simbolicamente, \u00e9 exatamente o que aconteceu. Da\u00ed a m\u00e3e ficava bebendo &#8211; ela bebia gim pra caralho &#8211; e ela entendeu que era Lot\u00e1rio, que \u00e9 o personagem subalterno do Mandrake. Ent\u00e3o eu sou Lot\u00e1rio e o Marcelino &#8211; eu li um neg\u00f3cio que ele fala \u2018escrever n\u00e3o \u00e9 bonitinho, n\u00e3o vem com esse papinho de suspiro\u2019 &#8211; da\u00ed eu botei o nome dele de suspiro. Ent\u00e3o, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o baseada em fatos surreais.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Che, Otto, tu te leva a s\u00e9rio?<\/span><br \/>\nN\u00e3o, claro que n\u00e3o, n\u00e9. Me levar a s\u00e9rio, t\u00e1 louco? Esses dias eu tava brigando com uma mina e ela: \u2018tu n\u00e3o \u00e9 profissional\u2019. E\u00a0eu disse \u2018claro que n\u00e3o n\u00e9, t\u00e1 louca? Isso \u00e9 coisa da direita\u2019.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Mas n\u00e3o sendo profissional e n\u00e3o te levando a s\u00e9rio, tu mant\u00e9m uma empresa de quase 40 anos. Tu \u00e9 um empres\u00e1rio bem sucedido.<\/span><br \/>\n\u00c9 que ela fica tendo momentos e quando os momentos s\u00e3o terr\u00edveis, simplesmente eu uso o sistema do urso. Eu hiberno, s\u00f3 com a respira\u00e7\u00e3o m\u00ednima, s\u00f3 pra seguir vivo. J\u00e1 hibernei umas tr\u00eas vezes. O est\u00fadio acabou sendo um extens\u00e3o do meu quarto de inf\u00e2ncia, essa que \u00e9 a grande jogada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini H\u00e1 trinta e poucos anos, Otto Guerra estreava no Festival de Cinema de Gramado com a anima\u00e7\u00e3o O Natal do Burrinho. 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