{"id":54081,"date":"2017-08-23T17:28:34","date_gmt":"2017-08-23T20:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=54081"},"modified":"2017-08-23T17:28:34","modified_gmt":"2017-08-23T20:28:34","slug":"tecnicos-de-universidades-e-empresas-publicas-manifestam-apoio-as-familias-mbya-guarani-em-maquine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/tecnicos-de-universidades-e-empresas-publicas-manifestam-apoio-as-familias-mbya-guarani-em-maquine\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicos de universidades e empresas p\u00fablicas manifestam apoio \u00e0s fam\u00edlias Mby\u00e1 Guarani, em Maquin\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Ana Barros Pinto<\/span><br \/>\nPerto de completar sete meses da retomada das suas terras ancestrais em Maquin\u00e9, no Litoral Norte ga\u00facho, as 27 fam\u00edlias Mbya Guarani j\u00e1 plantam milho e mant\u00eam boas expectativas para permanecer no local, uma parte da \u00e1rea da extinta Fepagro. O processo de reintegra\u00e7\u00e3o de posse j\u00e1 foi suspenso por tr\u00eas vezes enquanto se tenta negociar uma composi\u00e7\u00e3o com a perman\u00eancia dos ind\u00edgenas e a continuidade da pesquisa.<br \/>\nA Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores da Fepagro (Assep) considerava imposs\u00edvel a conviv\u00eancia da pesquisa com os Mbya na \u00e1rea e est\u00e1 debatendo essa possibilidade com seus associados. Pesquisadores antigos \u2013 a maioria dos diretores estava na cria\u00e7\u00e3o da Fepagro -, eles consideram leg\u00edtimos os movimentos sociais e n\u00e3o s\u00e3o contr\u00e1rios aos ind\u00edgenas em Maquin\u00e9, apenas se preocupam com o compartilhamento da \u00e1rea por conta de problemas anteriores em outros locais, disseram na \u00faltima reuni\u00e3o da\u00a0Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa.<br \/>\nParticiparam da reuni\u00e3o t\u00e9cnicos do Estado (Sema e SDR), professores da Ufrgs e Uergs, os caciques Andr\u00e9 Benites e Joel Pereira, pelo Conselho Estadual dos Povos Ind\u00edgenas (CEPI), Merong Santos e representantes da Raiz Movimento Cidadanista que \u00a0defenderam a possibilidade de uma gest\u00e3o compartilhada da \u00e1rea, que leve em considera\u00e7\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o da pesquisa cient\u00edfica associada ao conhecimento tradicional dos \u00ednd\u00edgenas.<br \/>\nEsse processo j\u00e1 iniciou em meados de julho, em reuni\u00e3o t\u00e9cnica na aldeia Mbya, quando se debateu a possibilidade de pesquisa que integre a ci\u00eancia n\u00e3o ind\u00edgena com o conhecimento tradicional ind\u00edgena. Foi ressaltado o conhecimento milenar dos Mby\u00e1 Guarani na conserva\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o de sementes tradicionais. S\u00f3 de milho h\u00e1 uma infinidade de variedades. E como diz um pesquisador da Embrapa \u2013 Clima Temperado: \u201cOs guaranis s\u00e3o os guardi\u00f5es de sementes\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_54086\" aria-describedby=\"caption-attachment-54086\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-54086 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/DSCN5619-2-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-54086\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ana Barros \/ J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nT\u00e9cnicos e pesquisadores da Ufrgs, Uergs, IFRS, Embrapa, Emater, Sema, CTI, Aepim e Anama, apoiam os ind\u00edgenas e que se prop\u00f5em, junto com os Mbya e pesquisadores da Secretaria da Agricultura, a realizar pesquisas, incentivando a gera\u00e7\u00e3o de saberes intercient\u00edficos. O grupo avalia que uma pesquisa assim inovadora possui grandes chances de obter apoios financeiros de institutos nacionais e internacionais.<br \/>\n&#8220;A Ufrgs realiza projetos de ensino, pesquisa e de extens\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena&#8221;, disse o professor de Antropologia Jos\u00e9 Otavio Catafesto.<br \/>\nNo Litoral Norte, professores e pesquisadores t\u00eam trabalhado com diversas comunidades Mby\u00e1-Guarani.<br \/>\n\u201cO vale do Rio Maquin\u00e9 \u00e9 uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o por d\u00e9cadas no desenvolvimento de projetos de pesquisa e de experimenta\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de alternativas de insumos necess\u00e1rios ao sustento destas comunidades origin\u00e1rias\u201d.<br \/>\nEspecificamente na \u00e1rea da antiga Fepagro, pesquisadores e alunos t\u00eam realizado pesquisas e interven\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o dos Mby\u00e1-Guarani nos \u00faltimos anos.<br \/>\nO cacique Andr\u00e9 Benites conhece a \u00e1rea como a palma da m\u00e3o e participou de v\u00e1rias projetos com a equipe da Fepagro e Ufrgs. Mas prefere falar da alegria que a comunidade experimenta ao viver na terra ancestral.<br \/>\n&#8220;Ali tem \u00e1gua limpa, p\u00e1ssaros, plantas medicinais, argila para fazer as casas tradicionais. Tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para o Mbya viver de acordo com a sua cultura. Por isso \u00e9 a retomada guiada por Nhander\u00fa (Deus)&#8221;, disse<br \/>\n<figure id=\"attachment_54085\" aria-describedby=\"caption-attachment-54085\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-54085 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/IMG-20170821-WA0016-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-54085\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ana Barros \/ J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMerong Santos complementou: \u201cEstamos do mesmo lado, queremos que a pesquisa continue e que o povo Guarani mantenha as sementes sagradas\u201d.<br \/>\nAo final, a diretoria da Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores da Fepagro informou que debater\u00e1 com os associados a proposta de composi\u00e7\u00e3o, em reuni\u00e3o no dia 23 de agosto, e anunciar\u00e1 a posi\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Reintegra\u00e7\u00e3o de posse suspensa<\/span><br \/>\nRepresentante da Procuradoria Geral do Estado (PGE) no Conselho Estadual dos Povos Ind\u00edgenas (CEPI), o procurador S\u00edlvio Jardim lembrou aos servidores da ex-Fepagro o quanto todos ali presentes lutaram contra a extin\u00e7\u00e3o das funda\u00e7\u00f5es no Estado. Os deputados Jeferson Fernandes (PT) e Pedro Ruas (PSol) tamb\u00e9m manifestaram essa posi\u00e7\u00e3o e defenderam a solu\u00e7\u00e3o combinada com a presen\u00e7a ind\u00edgena no local.<br \/>\nJardim informou ainda que o processo de reintegra\u00e7\u00e3o de posse vem sendo suspenso justamente para se buscar essa composi\u00e7\u00e3o. Foram feitos tr\u00eas pedidos de suspens\u00e3o do processo de reintegra\u00e7\u00e3o de posse. O \u00faltimo, com o prazo de 10 dias \u00fateis, deve expirar no final do m\u00eas.<br \/>\nEnquanto isso, o secret\u00e1rio da Agricultura, Ernani Polo, tem recebido relat\u00f3rios e cartas dos apoiadores sustentando a import\u00e2ncia de conciliar a pesquisa com a presen\u00e7a Mby\u00e1 na \u00e1rea. O Comit\u00ea Estadual da Reserva da Biosfera Mata Atl\u00e2ntica reconhece tamb\u00e9m a pertin\u00eancia do uso e manejo dos ind\u00edgenas para a conserva\u00e7\u00e3o da mata, &#8220;como um novo paradigma s\u00f3cio ambiental&#8217;.<br \/>\nNa reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o que participou, na semana passada, Polo disse que o objetivo da Secretaria \u00e9 preservar a pesquisa. Mas que vai conversar os servidores da extinta Fepagro e da Funai para buscar construir um caminho. E deixou uma porta aberta para negocia\u00e7\u00e3o: \u201cse h\u00e1 como compatibilizar, meu esfor\u00e7o ser\u00e1 nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Barros Pinto Perto de completar sete meses da retomada das suas terras ancestrais em Maquin\u00e9, no Litoral Norte ga\u00facho, as 27 fam\u00edlias Mbya Guarani j\u00e1 plantam milho e mant\u00eam boas expectativas para permanecer no local, uma parte da \u00e1rea da extinta Fepagro. 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