{"id":5417,"date":"2009-07-04T17:22:47","date_gmt":"2009-07-04T20:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=5417"},"modified":"2009-07-04T17:22:47","modified_gmt":"2009-07-04T20:22:47","slug":"o-zelador-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-zelador-dos-mortos\/","title":{"rendered":"O zelador dos mortos"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>Sindia Santos<\/strong>, especial para o Jornal J\u00e1<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/parque-xxx-203-300x200.jpg\" alt=\"parque xxx 203\" title=\"parque xxx 203\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5420\" \/><br \/>\nCuidar de mortos n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Ainda mais quando se trata de mortos imortais. Mas Francisco Pinheiro Filho, de 62 anos, tira o trabalho de letra. Ele zela para que a vida de seus mortos seja mais do que palavras, j\u00e1 que os seus mortos cuidaram para que toda e qualquer vida seja imortal. No final, todos falam a mesma l\u00edngua, com letras diferentes.<br \/>\nDevagar, Francisco emerge da cova numero 20 do mausol\u00e9u da Academia Brasileira de Letras. Nem morto, nem imortal, Francisco \u00e9 o zelador do mundo dos mortos, o guardi\u00e3o que ret\u00e9m a chave da \u00faltima p\u00e1gina do livro da vida dos 67 escritores l\u00e1 enterrados.<br \/>\nUm balde, outro, e mais outro; um dia, dois, tr\u00eas. Tudo que fora Antonio Callado (1917-1997) repousa numa urna pl\u00e1stica sobre a l\u00e1pide seguinte. Morrer \u00e9 deixar de existir. No fundo da sepultura escura, a lama da exist\u00eancia.<br \/>\nOs bra\u00e7os magros de Francisco tremem, gotas de suor desfiguram-lhe o rosto, enquanto p\u00e1s de lama preta s\u00e3o retiradas do buraco \u00famido que fora a morada do escritor niteroiense por onze anos.<br \/>\n&#8211; Imagine s\u00f3: a vi\u00fava viu o corpo boiando!<br \/>\nA sexta al\u00e7a do caix\u00e3o aparece. Fatigados, os m\u00fasculos de Francisco davam sinais para n\u00e3o prosseguir. Ent\u00e3o, ele p\u00e1ra, fuma um cigarro. Morto n\u00e3o d\u00e1 trabalho. Ele ri.<br \/>\nA tarefa segue, a luva volta a grudar-lhe nos dedos.<br \/>\n&#8211; Esqueci de trazer o talco&#8230; O suor escorre de dentro das m\u00e3os de borracha.<br \/>\nViver era rotina de eternidade. Sem gl\u00f3rias, Francisco vence a briga contra a infiltra\u00e7\u00e3o que com ganas de Rio Estige, o mitol\u00f3gico p\u00e2ntano de Dante, veio reclamar os imortais do mausol\u00e9u.<br \/>\nDo alto do cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, no bairro carioca de Botafogo, as sepulturas se misturam \u00e0s casas dos morros Tabajara e Santa Marta. No Corcovado, o Cristo p\u00e9treo debocha da tentativa de separar da vida a morte. Na entrada principal, a mem\u00f3ria de Francisco retrocede 13 anos e mais uma vez ele v\u00ea o pai chorar diante de uma sepultura.<br \/>\n&#8211; Eu poli isso aqui na m\u00e3o em 1942 &#8211; o pai confidencia ao filho, alguns meses antes de morrer. Afastado fazia dois anos do cemit\u00e9rio, sentia falta do trabalho que exercera por mais de 60 anos, assentando m\u00e1rmore, entalhando nome e data nas sepulturas. Parou porque um dos pulm\u00f5es secou, efeito do p\u00f3 de m\u00e1rmore inalado.<br \/>\n&#8211; Era outra \u00e9poca. N\u00e3o se trabalhava com prote\u00e7\u00e3o. Meu pai aprendeu tudo com os italianos, principalmente com Tito Bernucci. Trabalhou tamb\u00e9m com Mario de Murtas, Heitor Usai e Mario T. Urata. Eles e muitos italianos principalmente desenharam e esculpiram quase tudo o que est\u00e1 aqui.<br \/>\nO costume de se homenagear os mortos com obras de arte veio para o Brasil na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX. S\u00e3o Paulo e o Rio, ap\u00f3s a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, viviam o momento da Belle \u00c9poque brasileira e o ideal de vida dos noveaux riches era a imita\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos parisienses.<br \/>\nCemit\u00e9rios que recebiam todo tipo de sepultamento, na virada do s\u00e9culo passaram quase que exclusivamente a receber pessoas da classe m\u00e9dia alta e da burguesia. O ornamento luxuoso representava a import\u00e2ncia que o morto tivera para a sociedade.<br \/>\nAssim, a corrida do ouro consistia n\u00e3o em achar pepitas, mas em contratar artistas \u00e0 altura do defunto. Amigos e familiares com muito afinco e alguns contos de r\u00e9is a menos contaram com o apoio de artistas como Jean Marie Joseph Magrou, Victor Brecheret, Amadeo Zani, Elio de Giusto, Ottoni Zorlini, Rodolfo Bernardelli entre outros.<br \/>\nDepois da II Guerra Mundial, ficou mais caro importar o m\u00e1rmore de carrara ou italiano, o preferido da maioria dos artistas. Sem mat\u00e9ria prima, a produ\u00e7\u00e3o de obras nos cemit\u00e9rios foi gradativamente diminuindo. Atualmente, poucos artistas se dedicam \u00e0 arte tumular.<br \/>\n<strong>Caminho sem volta <\/strong><br \/>\nPouco antes do pai de Francisco morrer, veio o convite para trabalhar na academia. Tudo por causa da aus\u00eancia da letra \u201ca\u201d na frase que acompanha a imagem de Machado de Assis na entrada da ABL: \u201cEsta a gl\u00f3ria que fica, eleva, honra e consola\u201d. T\u00e3o ilustre escritor n\u00e3o suportaria frase lhe faltando artigo. Ent\u00e3o, Josu\u00e9 Montello, na \u00e9poca presidente da academia, chamou Francisco, que h\u00e1 12 anos trabalhava no S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, para consertar o erro.<br \/>\n&#8211; Eu, que nem completei o segundo grau, corrigia a frase do grande mestre da literatura. Ainda hoje o \u201ca\u201d me parece sobrar.<br \/>\nOs primeiros passos nesse caminho foram dados sem saber que uma vez l\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 como voltar.<br \/>\n&#8211; Nunca imaginei que eu viesse parar aqui. Assisti meu pai em sua tarefa, sem domingo, sem feriado.<br \/>\nFeito S\u00edsifo, Francisco fora condenado n\u00e3o a rolar, mas a entalhar a pedra. E ao acabar o trabalho, entra outro morto, e outra pedra e outras letras.<br \/>\nTr\u00eas As, dois Ls, dois Ns, tr\u00eas Os, um C, um I, um T e um D; essas eram as pr\u00f3ximas letras. O corpo exumado de Antonio Callado iria para o oss\u00e1rio, uma parede onde j\u00e1 descansavam Guimar\u00e3es, Bandeira, Cec\u00edlia Meirelles e muitos outros.<br \/>\nSobre a tampa de m\u00e1rmore poroso Francisco cola os nome, depois as datas. A vida \u00e9 o breve espa\u00e7o entre o nascer e morrer. Por isso, as visitas s\u00e3o escassas, mesmo quando se trata de imortais.<br \/>\n&#8211; \u00c0s vezes, algum col\u00e9gio vem aqui, mas \u00e9 raro. As pessoas n\u00e3o gostam de cemit\u00e9rio. E est\u00e3o certas. Quem gosta de lembrar que um dia vai morrer?<br \/>\nO sino da igreja S\u00e3o Jo\u00e3o Batista que fica na Rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria toca. Meio-dia. O sol reflete nas campas de m\u00e1rmore e ofusca a vis\u00e3o. Duas campas em especial chamam a aten\u00e7\u00e3o. Odete e Betinha, nove e seis anos. Os t\u00famulos mais visitados do cemit\u00e9rio. Elas fortalecem a cren\u00e7a de que fortes s\u00e3o as almas do S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Placas de agradecimento por pedidos concedidos se espalham por suas sepulturas. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil acreditar em milagres num cemit\u00e9rio cujo solo foi inaugurado por uma crian\u00e7a. A menina Rosaura ia completar quatro quando foi enterrada em 4 de dezembro de 1952, pouco mais de um ano um ano ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da necr\u00f3pole.<br \/>\n&#8211; Dizem que essas crian\u00e7as fazem milagres. Depois de morto, todo mundo faz.<br \/>\nFrancisco n\u00e3o precisou morrer para fazer o milagre de encontrar um caminho com sombra em meio ao deserto fumegante de l\u00e1pides e chegar at\u00e9 o Bar do Sr\u00ba C\u00edcero, onde almo\u00e7a quase todos os dias.<br \/>\n&#8211; Quem trabalha aqui sabe que a Rua das \u00c0rvores, ou Al\u00e9ia 10, \u00e9 o \u00fanico lugar que d\u00e1 para respirar esse hor\u00e1rio. Agora \u00e9 s\u00f3 cruzar a Rua General Polidoro.<br \/>\nBolo de fub\u00e1, fil\u00e9 de frango, ling\u00fci\u00e7a, salgados. Francisco olha e desiste. Desde que fizera uma cirurgia para extirpar uma \u00falcera estomacal, perdera o apetite e mais dez quilos que teimavam em n\u00e3o voltar.<br \/>\n&#8211; Me v\u00ea um caf\u00e9, C\u00edcero. Vou almo\u00e7ar um sandu\u00edche que trouxe.<br \/>\nA orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 comer mais, fumar menos e descansar um tanto entre uma coisa e outra.<br \/>\n&#8211; Fico muito s\u00f3 ali em cima, da\u00ed eu fumo, fazer o que&#8230; Um ma\u00e7o por dia, tudo bem que \u00e0s vezes divido com as pessoas que trabalham por aqui. \u00c9 muita gente me pedindo.<br \/>\n<strong>Retirar do esquecimento <\/strong><br \/>\nNaquela manh\u00e3 de fevereiro, os cigarros ultrapassariam a cota di\u00e1ria. Um n\u00famero errado no pedido de exuma\u00e7\u00e3o do corpo da esposa do acad\u00eamico Hermes Lima trazia problemas a Francisco, obrigando-o a subir e descer dezenas de vezes in\u00fameros degraus de escada at\u00e9 a administra\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio.<br \/>\nHermes Lima foi quem criou o mausol\u00e9u, em 1962, por meio de um decreto-lei. Seu corpo fora exumado em 1996, e desde ent\u00e3o, aguarda a exuma\u00e7\u00e3o da esposa para se juntar \u00e0 parede com os demais escritores.<br \/>\n&#8211; O n\u00famero da sepultura \u00e9 28. No of\u00edcio da ABL est\u00e1 20. O funcion\u00e1rio do cemit\u00e9rio n\u00e3o quer fazer a altera\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3o porque se trocar aqui, ter\u00e3o de trocar nos registros da Santa Casa, que administra tudo isso aqui.<br \/>\nEnquanto aguarda por uma defini\u00e7\u00e3o, Francisco varre, tira o p\u00f3, capina, e mant\u00eam limpas as sepulturas que ficam dentro e fora do mausol\u00e9u. N\u00e3o \u00e9 outono, mas o ch\u00e3o est\u00e1 repleto de folhas envelhecidas.<br \/>\n&#8211; Exumar \u00e9 tirar do esquecimento um parente, a saudade, e muitas vezes a solid\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 lembrar que aqueles ossos sem cor e sem vida s\u00e3o o destino de tudo o que respira. Escritor quando morre \u00e9 como os outros. As belas palavras n\u00e3o lhes rendem vida eterna. N\u00e3o h\u00e1 nada a fazer.<br \/>\nDuas crian\u00e7as se aproximam a correr entre as campas do cemit\u00e9rio. Do alto do Morro Tabajara, a m\u00e3e as olha de casa.<br \/>\n&#8211; Aonde voc\u00eas v\u00e3o com tanta pressa? &#8211; pergunta Francisco.<br \/>\nTui\u00fa\u00a0 e sua irm\u00e3 param.<br \/>\n&#8211; Eles passam por aqui todo dia, usam o cemit\u00e9rio de atalho para chegar em casa. Ali em cima \u00e9 um lugar perigoso, de muita mis\u00e9ria. E o que mais assusta \u00e9 como a gente pode se acostumar \u00e0 mis\u00e9ria.<br \/>\nFrancisco tira tr\u00eas reais do bolso e entrega \u00e0s crian\u00e7as, que sorriem, acenam para a m\u00e3e e seguem morro acima. Jos\u00e9 de Alencar e sua Georgina testemunham a cena, guardados por duas imagens esculpidas \u00e0 semelhan\u00e7a de fantasmas, esverdeadas, sem face, que se escondem atr\u00e1s do v\u00e9u do abandono.<br \/>\n&#8211; Esse \u00e9 um dos escritores que mais gosto, mas essas imagens s\u00e3o assustadoras. N\u00e3o acredito em assombra\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 alguns anos encontrei uma mulher morta em frente \u00e0 sepultura dele. Era moradora de rua e costumava tomar banho num tanque que havia aqui embaixo. Um dia se sentiu mal, coitada&#8230;<br \/>\nEm cada uma das quadras \u00e9 isso o que Francisco v\u00ea. Hist\u00f3rias envoltas em mist\u00e9rio que n\u00e3o seriam mais contadas, congelariam num \u00faltimo momento: A jovem morta que emanava cheiro de rosas quando a m\u00e3e vinha visit\u00e1-la; o velho velado que apareceu para um dos coveiros ordenando que retirassem a coroa de flores de cima da sepultura; a est\u00e1tua de um imigrante italiano que levou um tiro na bunda de um seguran\u00e7a, que acreditava acertar um ladr\u00e3o de t\u00famulos; o escritor que se matou no dia de Natal por terem descoberto sua homossexualidade; o outro que fora assassinado pelo amante da esposa, homem que posteriormente tamb\u00e9m lhe mataria o filho.<br \/>\nN\u00e3o tivesse o f\u00f3sforo acabado, Francisco ascenderia o quinto cigarro em menos de duas horas. Do lado de fora do mausol\u00e9u, o vento forte amenizava o calor de 35 graus e jogava pelo ch\u00e3o as folhas que Francisco havia juntado. Um sujeito magro de rosto avermelhado, cego de um olho passa por Francisco e o cumprimenta.<br \/>\n&#8211; Esse \u00e9 o Z\u00e9, um dos jardineiros do mausol\u00e9u.<br \/>\nToda a energia da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 desligada para que Z\u00e9 possa molhar o jardim. O mausol\u00e9u fica na escurid\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Li poucos dos que est\u00e3o enterrados aqui. H\u00e1 muitos juristas e pol\u00edticos. Guimar\u00e3es Rosa, Manuel Bandeira, Jorge Amado, Jos\u00e9 de Alencar, esses todo mundo l\u00ea.<br \/>\nNaquela noite, Francisco n\u00e3o conseguiria assistir ao jornal. Cansado, tomaria banho, jantaria e dormiria em frente \u00e0 televis\u00e3o. No dia seguinte seria a exuma\u00e7\u00e3o da Sr\u00aa Lima. A documenta\u00e7\u00e3o estava ajeitada. Junto aos coveiros e ajudantes, Francisco esperaria por horas o filho que n\u00e3o chegaria para acompanhar a exuma\u00e7\u00e3o do pai.<br \/>\n&#8211; Poxa!, estou desanimado. Sei que \u00e9 um momento dif\u00edcil para a fam\u00edlia&#8230; N\u00e3o falei para voc\u00ea? Ningu\u00e9m gosta de cemit\u00e9rio. Est\u00e3o certos. O que pode ser melhor do que a vida?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sindia Santos, especial para o Jornal J\u00e1 Cuidar de mortos n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Ainda mais quando se trata de mortos imortais. Mas Francisco Pinheiro Filho, de 62 anos, tira o trabalho de letra. 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