{"id":54632,"date":"2017-09-02T17:02:53","date_gmt":"2017-09-02T20:02:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=54632"},"modified":"2017-09-02T17:02:53","modified_gmt":"2017-09-02T20:02:53","slug":"brasil-em-transe-mostra-reune-classico-do-cinema-novo-no-capitolio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/brasil-em-transe-mostra-reune-classico-do-cinema-novo-no-capitolio\/","title":{"rendered":"Brasil em Transe: mostra re\u00fane cl\u00e1ssico do cinema novo no Capit\u00f3lio"},"content":{"rendered":"<p>A mostra Cinema Novo &#8211; Brasil em Transe traz cl\u00e1ssicos e obscuridades abertamente pol\u00edticos realizados no Brasil entre 1965 e 1983 para a tela da Cinemateca Capit\u00f3lio a partir deste s\u00e1bado. A mostra marca os cinquenta anos de Terra em Transe, obra-prima de Glauber Rocha. Marca tamb\u00e9m o anivers\u00e1rio de um dos momentos mais cr\u00edticos e paradoxalmente inventivos da hist\u00f3ria do cinema no Brasil.<br \/>\nAt\u00e9 o pr\u00f3ximo final de semana, com entrada franca, o p\u00fablico pode conferir grandes cl\u00e1ssicos e obras menos conhecidas da gera\u00e7\u00e3o que transformou o cinema brasileiro, filmes realizados na \u00e9poca do Golpe de Estado de 1964 por nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Paulo C\u00e9sar Saraceni, Carlos Diegues, Gustavo Dahl, Leon Hirszman, Gustavo Dahl, Sergio Bernardes Filho, Julio Calasso, Andrea Tonacci e Luiz Rosemberg Filho.<br \/>\nEntre os destaques da mostra est\u00e3o as exibi\u00e7\u00f5es das c\u00f3pias restauradas de Terra em Transe, de Glauber Rocha, S\u00e3o Bernardo, de Leon Hirszman e de Conversas no Maranh\u00e3o, de Andrea Tonacci. Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o de O Desafio, de Paulo C\u00e9sar Saraceni,ocorre um debate com a pesquisadora Helena Stigger.<br \/>\nA mostra faz parte do projeto Cinemateca Capit\u00f3lio \u2013 Digitaliza\u00e7\u00e3o e Programa\u00e7\u00e3o Especial 2017, patrocinado pela Petrobras e financiado atrav\u00e9s do Pr\u00f3-Cultura RS da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio Grande do Sul.<br \/>\n<strong>S\u00e1bado, 2 de setembro<\/strong><br \/>\n18h \u2013 Cinema Novo<br \/>\n20h \u2013 Terra em Transe<br \/>\n<strong>Domingo, 3<\/strong><br \/>\n18h \u2013 Desesperato<br \/>\n20h \u2013 O Desafio + debate com a pesquisadora Helena Stigger<br \/>\n<strong>Ter\u00e7a-feira, 5<\/strong><br \/>\n20h \u2013 O Bravo Guerreiro<br \/>\n<strong>Quarta-feira, 6<\/strong><br \/>\n20h \u2013 Os Herdeiros<br \/>\n<strong>Quinta-feira, 7<\/strong><br \/>\n18h \u2013 Os Inconfidentes<br \/>\n20h &#8211; Quem \u00e9 Beta?<br \/>\n<strong>S\u00e1bado, 9<\/strong><br \/>\n18h \u2013 S\u00e3o Bernardo<br \/>\n20h \u2013 Longo Caminho da Morte<br \/>\n<strong>Domingo, 10<\/strong><br \/>\n18h \u2013 Cr\u00f4nica de um Industrial<br \/>\n20h &#8211; Bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1 + Conversas no Maranh\u00e3o<br \/>\n<strong>Os filmes:<\/strong><br \/>\nTerra em Transe &#8211; 1967, 111 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Glauber Rocha<br \/>\nPa\u00eds fict\u00edcio da Am\u00e9rica Latina, Eldorado \u00e9 palco de uma convuls\u00e3o interna desencadeada pela luta em busca do poder. Exibi\u00e7\u00e3o em DCP.<br \/>\nO Desafio &#8211; 1965, 94 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Paulo C\u00e9sar Saraceni<br \/>\nO Golpe Militar de 1964 no Brasil leva um jovem jornalista a um v\u00e1cuo existencial. Diante das desilus\u00f5es amorosas e pol\u00edticas, ele se encontra sem perspectivas de vida. Exibi\u00e7\u00e3o em HD. Ap\u00f3s a sess\u00e3o, acontece debate com a pesquisadora Helena Stigger.<br \/>\nDesesperato &#8211; 1968, 100 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Sergio Bernardes Filho<br \/>\nA hist\u00f3ria de um escritor (Raul Cortez) que deixa seu lar para realizar pesquisas liter\u00e1rias nos cen\u00e1rios mais obscuros do pa\u00eds. Inconformado com o atual cen\u00e1rio nacional, o historiador junta-se a um l\u00edder pol\u00edtico gerando s\u00e9rias consequ\u00eancias. Exibi\u00e7\u00e3o digital.<br \/>\nO Bravo Guerreiro &#8211; 1968, 100 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Gustavo Dahl<br \/>\nQuerendo promover mudan\u00e7as, um deputado passa para o partido da oposi\u00e7\u00e3o e tenta levar suas ideias adiante. Mas v\u00ea o seu projeto de lei amea\u00e7ado e descobre que n\u00e3o \u00e9 a melhor pessoa para lidar com os sindicatos. Exibi\u00e7\u00e3o digital.<br \/>\nOs Herdeiros &#8211; 1970, 110 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Carlos Diegues<br \/>\nPara ganhar um neto, o decadente Bar\u00e3o do Caf\u00e9 Joaquim resolve casar a filha com Jorge, um rep\u00f3rter da capital. Anos depois, Jorge trai o sogro, foge com a mulher e deixa o filho na fazenda. Exibi\u00e7\u00e3o em HD.<br \/>\nLongo Caminho da Morte &#8211; 1971, 85 minutos, Brasil Dire\u00e7\u00e3o: Julio Calasso<br \/>\nUma fam\u00edlia de coron\u00e9is \u00e9 dona de terras para plantio de caf\u00e9 e suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo escancaram as modifica\u00e7\u00f5es na sociedade brasileira do s\u00e9culo XX. Exibi\u00e7\u00e3o em HD.<br \/>\nS\u00e3o Bernardo &#8211; 1972, 113 minutos, Brasi &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Leon Hirszman<br \/>\nA trajet\u00f3ria de Paulo Hon\u00f3rio, um modesto caixeiro-viajante que acaba enriquecendo valendo-se de m\u00e9todos violentos.<br \/>\nQuem \u00e9 Beta? &#8211; 1972, 85 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Nelson Pereira dos Santos<br \/>\nDepois de uma cat\u00e1strofe que modificou o estado natural do mundo e destruiu a sociedade civilizada, um casal come\u00e7a uma nova vida em um abrigo. Este relacionamento \u00e9 perturbado pela chegada de uma mulher.<br \/>\nOs Inconfidentes &#8211; 1972, 80 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Joaquim Pedro de Andrade<br \/>\nUm grupo de intelectuais e integrantes da elite brasileira se une para libertar o pa\u00eds da opress\u00e3o portuguesa. Dos engajados no movimento, Tiradentes \u00e9 o que est\u00e1 disposto a levar a revolu\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias.<br \/>\nCr\u00f4nica de um Industrial &#8211; 1978, 96 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Luiz Rosemberg Filho<br \/>\nUm empres\u00e1rio bem-sucedido, de esquerda quando jovem, continua um nacionalista convicto. Ele entra em crise quando \u00e9 pressionado pelos interesses do capital estrangeiro e procura compensar no sexo seu vazio existencial. Exibi\u00e7\u00e3o em HD.<br \/>\nBl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1 &#8211; 1968, 26 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Andrea Tonacci<br \/>\nO sentido do poder e da palavra em crise situa o homem que os manipula numa id\u00eantica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de inten\u00e7\u00e3o humanista \u00e9 total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilus\u00f3ria, faz um longo pronunciamento pela televis\u00e3o. Mas a realidade se imp\u00f5e \u00e0 sua fic\u00e7\u00e3o e o controle da situa\u00e7\u00e3o lhe escapa das m\u00e3os. Sobra-lhe uma pat\u00e9tica confiss\u00e3o antes de ser tirado do ar. Exibi\u00e7\u00e3o em DCP.<br \/>\nConversas no Maranh\u00e3o &#8211; 1983, 117 minutos, Brasil &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Andrea Tonacci<br \/>\nRealizado entre os anos de 1977 e 1983, Conversas no Maranh\u00e3o nasceu do contato do diretor e fot\u00f3grafo Andrea Tonacci com os \u00edndios Canela Ap\u00e3niekra nos anos 1970. Mais do que um document\u00e1rio, o filme se tornou um manifesto da tribo ao governo brasileiro, no momento em que suas terras eram demarcadas pela Funai.<br \/>\nCinema Novo &#8211; 2016, 90 minutos, Brasil Dire\u00e7\u00e3o: Eryk Rocha<br \/>\nUm ensaio po\u00e9tico que investiga um dos principais movimentos cinematogr\u00e1ficos latino-americanos, atrav\u00e9s do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da cria\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil \u2013 a partir de uma atitude pol\u00edtica que juntava arte e revolu\u00e7\u00e3o \u2013 e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mostra Cinema Novo &#8211; Brasil em Transe traz cl\u00e1ssicos e obscuridades abertamente pol\u00edticos realizados no Brasil entre 1965 e 1983 para a tela da Cinemateca Capit\u00f3lio a partir deste s\u00e1bado. A mostra marca os cinquenta anos de Terra em Transe, obra-prima de Glauber Rocha. 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