{"id":548,"date":"2006-10-17T15:39:40","date_gmt":"2006-10-17T18:39:40","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=548"},"modified":"2006-10-17T15:39:40","modified_gmt":"2006-10-17T18:39:40","slug":"moradores-do-bairro-petropolis-lutam-contra-corte-de-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/moradores-do-bairro-petropolis-lutam-contra-corte-de-arvores\/","title":{"rendered":"Moradores do bairro Petr\u00f3polis lutam contra corte de \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Depois do movimento bem sucedido da rua Marqu\u00eas do Pombal, outro grupo de moradores luta pela preserva\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea verde. Os vizinhos da rua Dario Pederneiras, no bairro Petr\u00f3polis, querem evitar a derrubada de 52 \u00e1rvores para a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio no n\u00ba 140. Eles se reuniram em frente ao local nesta segunda-feira, 16 de outubro, para discutir alternativas.<\/p>\n<p align=\"justify\">No inicio do m\u00eas a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) realizou uma reuni\u00e3o com os moradores para decidir onde seriam plantadas as compensa\u00e7\u00f5es ambientais pelo desmatamento. Mas o encontro n\u00e3o chegou a um consenso. A comunidade questionou a necessidade de derrubar todas as \u00e1rvores, das quais 30 s\u00e3o nativas e abrigam ninhos de sabi\u00e1, alma-de-gato, jo\u00e3o-de-barro e pica-pau.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eles pediram um prazo para propor mudan\u00e7as que deixe o projeto menos prejudicial ao meio-ambiente. Na semana passada, mandaram um e-mail ao secret\u00e1rio da SMAM, Beto Moesch, solicitando um invent\u00e1rio das \u00e1rvores do terreno e sua localiza\u00e7\u00e3o. O grupo tamb\u00e9m pediu o apoio do prefeito, Jos\u00e9 Foga\u00e7a, mas at\u00e9 agora nenhum dos pol\u00edticos respondeu as mensagens.<\/p>\n<p align=\"justify\">A integrante do Movimento Petr\u00f3polis Vive, Janete Barbosa, afirma que antes de autorizar o corte, os moradores tem que pensar em quantas mudas de plantio compensat\u00f3rio sobrevivem nas ruas. \u201cUm levantamento da pr\u00f3pria SMAM diz que apenas 25% das mudas vingam\u201d, observa. Al\u00e9m disso, ela lembra que iria demorar anos para que as mudas crescessem. \u201cEnquanto isso os passarinhos v\u00e3o viver aonde?\u201d, questiona.<\/p>\n<p align=\"justify\">O ambientalista Caio Lustosa, que tamb\u00e9m ap\u00f3ia o movimento, disse que \u00e9 poss\u00edvel realizar um projeto arquitet\u00f4nico que n\u00e3o entre em conflito com a vegeta\u00e7\u00e3o existente no terreno. Ele lembra de um edif\u00edcio na rua Miguel Tostes que foi constru\u00eddo em volta de um p\u00e9 de canela e que tamb\u00e9m preservou uma \u00e1rea com p\u00e9s de ervilha. Para ele, \u201cbasta haver vontade pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A moradora do bairro, Maria Lina Volkmer, afirma que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o desmatamento. \u201cCom este pr\u00e9dio teremos uns cem carros a mais circulando pelas ruas\u201d, lamenta. Ela, que \u00e9 professora de uma escola pr\u00f3xima, lembra com saudade do ano 1977, quando se mudou para o bairro Petr\u00f3polis. \u201cTinha muita seguran\u00e7a, a vegeta\u00e7\u00e3o era intensa e o bairro tinha apenas casas\u201d. Maria reconhece que \u00e9 necess\u00e1rio se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as, mas afirma que o atual plano diretor desrespeita o meio-ambiente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1999 os moradores j\u00e1 haviam realizado um abaixo-assinado para que a \u00e1rea  em quest\u00e3o fosse transformada em pra\u00e7a, mantendo uma casa que existia ali em centro cultural. O documento foi encaminhado ao poder p\u00fablico, mas a solicita\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi atendida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Ruas Depois do movimento bem sucedido da rua Marqu\u00eas do Pombal, outro grupo de moradores luta pela preserva\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea verde. Os vizinhos da rua Dario Pederneiras, no bairro Petr\u00f3polis, querem evitar a derrubada de 52 \u00e1rvores para a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio no n\u00ba 140. 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