{"id":55150,"date":"2017-09-15T13:44:17","date_gmt":"2017-09-15T16:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=55150"},"modified":"2017-09-15T13:44:17","modified_gmt":"2017-09-15T16:44:17","slug":"com-15-dias-para-aprovar-revisao-do-iptu-governo-admite-revisar-projeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/com-15-dias-para-aprovar-revisao-do-iptu-governo-admite-revisar-projeto\/","title":{"rendered":"Com 15 dias para aprovar revis\u00e3o do IPTU, governo admite revisar projeto"},"content":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o podemos perder a chance de reavaliar a planta de valores. J\u00e1 a quest\u00e3o fiscal e da al\u00edquota, do tempo, podemos discutir mais\u201d. Com essas palavras o secret\u00e1rio municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, sinalizou ontem na C\u00e2mara de Vereadores que podem ser feitas altera\u00e7\u00f5es no <a href=\"http:\/\/camarapoa.rs.gov.br\/processos\/132588#aba-documentos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Projeto de Lei Complementar do Executivo n\u00ba 13\/17<\/a>, que prop\u00f5e a reavalia\u00e7\u00e3o da planta de valores dos im\u00f3veis e o consequente aumento m\u00e9dio de 50% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).<br \/>\nEntre os vereadores, h\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria de cr\u00edtica \u00e0 urg\u00eancia do governo para a aprova\u00e7\u00e3o do texto. A proposta, para valer j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano, deve se tornar Lei at\u00e9 29 de setembro.<br \/>\n\u201cTem que haver corre\u00e7\u00f5es, Porto Alegre tem o IPTU mais injusto do pa\u00eds\u201d, assim come\u00e7ou a defesa do projeto pelo secret\u00e1rio Busatto, na audi\u00eancia p\u00fablica realizada na noite desta quinta-feira, 14\/09. Pouco menos de 100 pessoas acompanharam o debate.<br \/>\nPrimeiro a falar, Busatto lembrou que a planta de valores dos im\u00f3veis da Capital possui um deficit hist\u00f3rico, desde 1991 n\u00e3o \u00e9 revisada. Ele colocou que a atualiza\u00e7\u00e3o da planta \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas do Estado. De acordo com o secret\u00e1rio, 36% dos im\u00f3veis cadastrados em Porto Alegre t\u00eam valor venal simb\u00f3lico, com menos de R$ 50 mil, e tamb\u00e9m existem im\u00f3veis com valor venal milion\u00e1rio, com baixo IPTU lan\u00e7ado.<br \/>\nBusatto ainda explicou que pela proposta original os aumentos ser\u00e3o graduais, divididos em quatro anos, e as isen\u00e7\u00f5es ser\u00e3o autom\u00e1ticas e atingir\u00e3o um n\u00famero maior de contribuintes do que atualmente. \u201cMais de 40% dos im\u00f3veis v\u00e3o pagar menos ou ser\u00e3o isentos. Os im\u00f3veis de valor at\u00e9 R$ 60 mil ter\u00e3o al\u00edquota zero e estar\u00e3o automaticamente isentos\u201d, disse.<br \/>\nO governo diz que 142 mil contribuintes, que pagam at\u00e9 R$ 500 de imposto, ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o. Para os aposentados, o projeto prop\u00f5e um limitador de renda at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios e que seja o \u00fanico im\u00f3vel do contribuinte. Est\u00e1 previsto ainda uma amplia\u00e7\u00e3o de receita em no m\u00e1ximo R$ 70 milh\u00f5es anuais, o que &#8220;corresponde \u00e0 metade do aumento aos servidores concedido pelo governo anterior, de R$ 140 milh\u00f5es&#8221; falou Busatto.<br \/>\nO secret\u00e1rio municipal de Planejamento e Gest\u00e3o, Jos\u00e9 Alfredo Parode, tamb\u00e9m refor\u00e7ou a posi\u00e7\u00e3o do governo municipal. \u201cTemos um deficit na ordem de R$ 700 milh\u00f5es para os pr\u00f3ximos 3,5 anos, e o aumento de impostos \u00e9 uma parte da solu\u00e7\u00e3o para cobrir esse rombo\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Falta de debate foi questionada <\/span><br \/>\nHenry Starosta Chmelnitsky, representando o Sindicato de Hospedagem e Alimenta\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, destacou que \u00e9 preciso calma para discutir um projeto que ter\u00e1 tanta repercuss\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel e democr\u00e1tico que seja feito em regime de urg\u00eancia\u201d, ponderou. \u201cEm um Estado e em um munic\u00edpio onde os sal\u00e1rios s\u00e3o parcelados, que n\u00e3o t\u00eam investimentos, os empres\u00e1rios, trabalhadores e a sociedade ser\u00e3o sufocados pela alta do tributo&#8221;, disse. Por fim, cobrou que a Prefeitura inicie a recupera\u00e7\u00e3o das suas finan\u00e7as cobrando os inadimplentes.<br \/>\nPaulo Roberto Fan, da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, apresentou n\u00fameros que divergem dos demonstrados pelo Executivo. Disse que houve, sim, aumento da planta em 1999 e 2012, \u201cquando 96% dos im\u00f3veis da cidade sofreram majora\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nMarcos Ant\u00f4nio Leal Gomes, morador da Vila Tronco, lembrou que, dentro da tese apresentada pelo secret\u00e1rio, de que os investimentos p\u00fablicos valorizam \u00e1reas e que, ent\u00e3o, o imposto deve ser maior, haver\u00e1 um grande impacto nas fam\u00edlias de baixa renda que vivem no entorno da Avenida Tronco. \u201cDepois que for conclu\u00edda a obra, como essas pessoas, de baixa renda, ir\u00e3o pagar o reajuste do IPTU?&#8221;, indagou. Gomes tamb\u00e9m pediu que a Prefeitura cobre os d\u00e9bitos dos &#8220;grandes latifundi\u00e1rios, que devem cerca de R$ 1 bilh\u00e3o&#8221; e criticou um ponto do projeto que reduz o imposto para os terrenos que n\u00e3o t\u00eam edifica\u00e7\u00e3o. \u201cIsso beneficia o latifundi\u00e1rio e n\u00e3o o trabalhador\u201d, lamentou.<br \/>\n<span class=\"intertit\">S\u00f3 l\u00edder do governo defende projeto entre vereadores <\/span><br \/>\nNa manifesta\u00e7\u00e3o dos vereadores houve forte cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a urg\u00eancia do projeto, que n\u00e3o passou por nenhuma comiss\u00e3o na casa. Roberto Robaina (PSOL), opositor do governo Marcehzan falou: &#8220;O governo trouxe o projeto muito tarde para a C\u00e2mara. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma investiga\u00e7\u00e3o rigorosa para analisar o projeto. Entendemos que \u00e9 correto reavaliar a planta de valores. Mas o governo passou o semestre inteiro estabelecendo conflito com os servidores, na quest\u00e3o do transporte. A C\u00e2mara, em vez de se debru\u00e7ar de modo sereno para um debate importante como o do IPTU, passa se atendo a mediar conflitos e todo tipo de problemas criados pelo governo&#8221;.<br \/>\nSofia Cavedon (PT) afirmou que a cobran\u00e7a da progressividade \u00e9 uma bandeira hist\u00f3rica do PT, e destacou que \u201cN\u00e3o podemos assinar cheque em branco, e as pessoas pagarem a conta\u201d, finalizou, cobrando maior di\u00e1logo por parte do Executivo.<br \/>\nMauro Zacher (PDT) disse que o governo n\u00e3o enfrenta os problemas da popula\u00e7\u00e3o, mas quer resolver os seus. Que o projeto apresentado \u00e9 \u201cperfumado e maquiado\u201d com uma suposta justi\u00e7a social, mas que se trata de uma pol\u00edtica fiscal agressiva. Zacher disse que a meta da Prefeitura \u00e9 arrecadar R$ 300 milh\u00f5es, que v\u00e3o sair do bolso do cidad\u00e3o.<br \/>\nPor sua vez, Mois\u00e9s Barbosa (PSDB), o &#8220;Maluco do bem&#8221;, l\u00edder do governo Marchezan, elogiou o trabalho t\u00e9cnico dos servidores que elaboraram o projeto, que, para ele, \u201cfaz uma grande justi\u00e7a a muitos porto-alegrenses que t\u00eam resid\u00eancias pobres, donos de moradias simples que pagam mais do que outros em \u00e1reas valorizadas\u201d. Ressaltou que \u201c\u00e9 f\u00e1cil fazer discurso para agradar eleitorado\u201d e que ningu\u00e9m gosta de aumentar impostos. Mas defendeu o Executivo ao afirmar que a atual gest\u00e3o j\u00e1 fez uma economia de R$ 150 milh\u00f5es em despesas de custeio. Foi o \u00fanico vereador a defender a integralidade do projeto e sua aprova\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final do m\u00eas.<br \/>\n<span class=\"culturadestaque\">A proposta:<\/span><br \/>\nO governo prop\u00f5e uma atualiza\u00e7\u00e3o completa da Planta de Valores em Porto Alegre (revis\u00e3o de todos os valores venal); al\u00e9m da revis\u00e3o das isen\u00e7\u00f5es, clubes esportivos, por exemplo, o Gr\u00eamio e o Internacional, podem perder o beneficio; e trocar ainda a atual al\u00edquota \u00fanica, de 0,85%, para im\u00f3veis residenciais, por al\u00edquotas progressivas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>\u2013 al\u00edquota zero para im\u00f3veis com valor at\u00e9 R$60 mil;<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u2013 0,4% para im\u00f3veis com valor entre R$ 60 e R$ 100 mil;<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u2013 0,5% para im\u00f3veis com valor entre R$ 100 e R$ 300 mil;<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u2013 0,6% para im\u00f3veis com valor entre R$ 300 e R$ 500 mil;<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u2013 0,7% para im\u00f3veis com valor entre R$ 500 mil e R$ 1 milh\u00e3o;<\/strong><\/li>\n<li><strong>\u2013 0,8% para im\u00f3veis com valor de mais de R$ 1 milh\u00e3o.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o podemos perder a chance de reavaliar a planta de valores. J\u00e1 a quest\u00e3o fiscal e da al\u00edquota, do tempo, podemos discutir mais\u201d. 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