{"id":555,"date":"2006-11-06T15:45:23","date_gmt":"2006-11-06T18:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=555"},"modified":"2006-11-06T15:45:23","modified_gmt":"2006-11-06T18:45:23","slug":"sindicatos-e-comunidade-se-unem-por-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/sindicatos-e-comunidade-se-unem-por-seguranca\/","title":{"rendered":"Sindicatos e comunidade se unem por seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade3\/med_protesto_vigilantes.jpg?0.45439411442895105\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"230\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Manifesta\u00e7\u00e3o reuniu familiares e colegas do vigilante morto (Foto: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O final da manh\u00e3 dessa segunda-feira, 6 de novembro, foi de como\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 ag\u00eancia do Banrisul da Ramiro Barcelos. Entre 11h e meio-dia, cerca de 30 pessoas deram as m\u00e3os e pararam o tr\u00e2nsito para homenagear Jeferson Santos, vigilante particular do banco, morto h\u00e1 uma semana durante um assalto.<\/p>\n<p align=\"justify\">O protesto foi organizado em conjunto pelos sindicatos dos Vigilantes, dos Banc\u00e1rios e pela pr\u00f3pria comunidade, atemorizada com o aumento da viol\u00eancia: \u201cA gente n\u00e3o pode mais nem almo\u00e7ar despreocupada\u201d, condenou a moradora Beatriz Brutto, referindo-se ao hor\u00e1rio do assalto, pr\u00f3ximo das 12h.<\/p>\n<p align=\"justify\">A interrup\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito na Ramiro durou pouco, o tempo para um Pai Nosso e uma salva de palmas, que emocionaram a fam\u00edlia de Jeferson. \u201cEle era 1,92 de pura alegria\u201d, lamentou o pai, Altamir Pereira dos Santos. Altamir abre seu celular e l\u00ea em voz alta uma mensagem recebida uma hora antes de o filho ser atingido por tr\u00eas tiros. \u201cUm beijo no teu cora\u00e7\u00e3o, muita paz e amor. Te amo, papai. Um beijo do teu filho J\u00e9ferson\u201d. Com l\u00e1grimas nos olhos, Altamir lembra que o rapaz n\u00e3o tinha esse costume, o que o deixou apreensivo. \u201cUm pouco mais tarde, liguei para saber se estava tudo bem e ele j\u00e1 tinha ido para o hospital\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">J\u00e1 o av\u00f4, mesmo consternado com a perda, faz quest\u00e3o de lembrar que o seguran\u00e7a era muito preparado: \u201cEle tinha curso de defesa pessoal, de transporte de carro forte, entre outras especializa\u00e7\u00f5es\u201d. E contesta a vers\u00e3o \u201cque deu nos jornais\u201d, de que os tiros que mataram J\u00e9ferson teriam sa\u00eddo da arma do rapaz, que teria sido rendido. \u201cIsso foi mal-relatado, \u00e9 obvio que a arma estava dentro da ag\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade3\/med_sind_vigilantes.jpg?0.010818123634541876\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"250\" height=\"320\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Presidente do Sindicato dos Vigilantes Privados, Vandro Vargas: \u201cvers\u00e3o da Brigada \u00e9 parcial\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">O presidente do Sindicato dos Vigilantes Privados do Rio Grande do Sul, Vandro Vargas Pires explica que as recrimina\u00e7\u00f5es da Brigada Militar publicadas nos jornais \u2013 de que a falta de preparo de alguns seguran\u00e7as particulares resulta no armamento de quadrilhas \u2013 \u00e9 parcial, pois exclui \u201cas armas que eles tomam dos pr\u00f3prios brigadianos, em servi\u00e7o ou aqueles que fazem bico\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">\u201cN\u00e3o tem sentido te darem uma arma e n\u00e3o um colete\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A uni\u00e3o em torno do epis\u00f3dio do vigilante morto trouxe \u00e0 tona uma discuss\u00e3o que\u00a0 vinha sendo feita dentro da categoria. \u201cN\u00e3o tem sentido algum te darem uma arma de fogo e n\u00e3o um colete \u00e0 prova de balas\u201d, sustenta Pires.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um acordo entre as empresas de seguran\u00e7a privada e os sindicatos, v\u00e1lido para todos os estados do pa\u00eds, obriga os funcion\u00e1rios a utilizarem a prote\u00e7\u00e3o. A regulamenta\u00e7\u00e3o deveria entrar em vigor a partir de 1\u00b0 de setembro, mas \u201cuma manobra dos banqueiros adiou para uma data n\u00e3o prevista\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A raz\u00e3o para a atitude, na opini\u00e3o dos seguran\u00e7as privados, \u00e9 econ\u00f4mica: cada colete custa, em m\u00e9dia R$1.500 . No Brasil, h\u00e1 um milh\u00e3o de quinhentos mil vigilantes cadastrados no sindicato. No Estado, s\u00e3o 60 mil: \u201cFora os irregulares, que s\u00e3o muitos\u201d, conta Pires.<\/p>\n<p align=\"justify\">No caso de J\u00e9ferson, a fam\u00edlia vai receber uma indeniza\u00e7\u00e3o do seguro de vida do grupo, cujo valor deve ser 50 vezes o sal\u00e1rio base do vigilante. Segundo o pai, Altamir dos Santos, o vigia recebia cerca de R$ 700 por m\u00eas, mas nesse valor estavam benef\u00edcios como adicional de risco de vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na quarta-feira, 8 de novembro, o Sindicato dos Vigilantes ir\u00e1 realizar manifesta\u00e7\u00e3o na Esquina Democr\u00e1tica, a partir das 11h.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifesta\u00e7\u00e3o reuniu familiares e colegas do vigilante morto (Foto: Naira Hofmeister\/J\u00c1) Naira Hofmeister O final da manh\u00e3 dessa segunda-feira, 6 de novembro, foi de como\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 ag\u00eancia do Banrisul da Ramiro Barcelos. 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