{"id":55565,"date":"2017-09-25T13:06:54","date_gmt":"2017-09-25T16:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=55565"},"modified":"2017-09-25T13:06:54","modified_gmt":"2017-09-25T16:06:54","slug":"luiz-carlos-felizardo-mostra-o-percurso-de-um-olhar-no-campus-central-da-ufrgs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/luiz-carlos-felizardo-mostra-o-percurso-de-um-olhar-no-campus-central-da-ufrgs\/","title":{"rendered":"Luiz Carlos Felizardo mostra \u201cO Percurso de um Olhar\u201d, no Campus Central da Ufrgs"},"content":{"rendered":"<p>Um dos maiores fot\u00f3grafos brasileiros, Luiz Carlos Felizardo, tem exposi\u00e7\u00e3o nova em Porto Alegre, chamada \u201cO Percurso de um Olhar\u201d. \u00a0Ela acontece em um lugar emblem\u00e1tico para o autor da mostra, a Ufrgs. Na programa\u00e7\u00e3o de abertura est\u00e1 previsto tamb\u00e9m um encontro com o fot\u00f3grafo.<br \/>\nNo texto abaixo, divulgado pelo Departamento de Difus\u00e3o Cultural da Ufrgs, Feliz, como \u00e9 conhecido por seus amigos e pares, explica o que estar\u00e1 sendo visto:<br \/>\n\u201cFaz muito tempo que fa\u00e7o fotografia. Desde que fiquei encantado com a vis\u00e3o da primeira imagem emergindo do revelador l\u00e1 se v\u00e3o mais de quarenta anos (s\u00f3 um pouco mais, n\u00e3o sou t\u00e3o velho assim\u2026). De qualquer forma, em termos de hist\u00f3ria pessoal, \u00e9 um bom tempo.<br \/>\nPara fazer bem feito \u00e9 preciso refletir sobre o que se faz \u2013 o que, aplicadamente, venho fazendo esses anos todos. \u00c9 natural, portanto, que tenha n\u00e3o apenas conhecido bem os principais processos que fazem uma fotografia, como tenha tido tempo para compreender as rela\u00e7\u00f5es que re\u00fanem processos, imagem fotogr\u00e1fica e\u2026 a vida da gente. Se n\u00e3o todas essas rela\u00e7\u00f5es, algumas, pelo menos.<br \/>\nDescobri que fotografar \u00e9 bem mais do que apenas ver. Os processos de transformar uma vis\u00e3o em fotografia tomam tempo, d\u00e3o trabalho e exigem respeito pelo assunto que transformamos. E \u00e9 preciso que se entenda alguma coisa da estrutura que amarra os v\u00e1rios elementos que comp\u00f5em nossa imagem, a mesma estrutura que ordena as frases musicais, ou da literatura, e limita e sustenta as cria\u00e7\u00f5es da arquitetura. Mais importante ainda, a fotografia tem de ser vista e compreendida com um olhar t\u00e3o amplo que abrace a hist\u00f3ria da arte.<br \/>\nO tempo, por sua vez, desempenha um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o da imagem fotogr\u00e1fica. E talvez s\u00f3 a fotografia tenha o dom de venc\u00ea-lo \u2013 talvez n\u00e3o, mas ela n\u00e3o se importa se n\u00e3o tiver exclusividade. Pois apenas em suas m\u00e3os o tempo \u00e9 tratado de maneira t\u00e3o \u00edntima: ele \u00e9 vertiginoso, \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o de si mesmo, \u00e9 implac\u00e1vel, \u00e9 voraz, pode ser el\u00e1stico. E pode parar para ela.<br \/>\nA fotografia traz informa\u00e7\u00f5es e gera considera\u00e7\u00f5es sobre o que foi passado, fazendo com que ele assuma, novamente, a condi\u00e7\u00e3o de presente. Se pensarmos bem, tudo o que a fotografia revela j\u00e1 \u00e9 passado \u2013 seja a pessoa fotografada em 1840, seja o pensamento do artista que se valeu dela, seja o que fotografamos h\u00e1 poucos minutos atr\u00e1s. E se tivermos consci\u00eancia da m\u00faltipla e inevit\u00e1vel presen\u00e7a do tempo na imagem fotogr\u00e1fica, a fotografia far\u00e1 tudo reviver.<br \/>\nEsta exposi\u00e7\u00e3o nasceu de um convite feito pelo Departamento de Difus\u00e3o Cultural da UFRGS, universidade t\u00e3o importante em minha forma\u00e7\u00e3o quanto a m\u00fasica ou a arquitetura. Afinal, cantei no Coral da Faculdade de Filosofia, toquei no Madrigal da UFRGS \u2013 nos quais a not\u00e1vel e saudos\u00edssima Madeleine Ruffier, sua regente, me ensinou quase tudo \u2013 estudei no Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da Faculdade de Filosofia e na Faculdade de Arquitetura (onde tamb\u00e9m namorei, militei contra a ditadura, fiz amigos querid\u00edssimos). Gra\u00e7as ao mesmo Departamento da UFRGS pude assistir a shows, concertos e exposi\u00e7\u00f5es \u2013 colaborei numa delas &#8211; quase todos inesquec\u00edveis.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de trinta fotografias feitas em momentos variados, selecionadas por mim entre imagens digitais e mais de dezoito mil negativos 35 mm, 6&#215;6 cm, 4&#215;5 e 8&#215;10 polegadas \u2013 sempre pensando em reunir fotografias que, por uma ou outra raz\u00e3o, deixaram marcas em meu trajeto at\u00e9 aqui\u201d.<br \/>\nLuiz Carlos Felizardo<br \/>\n<span class=\"culturadestaque\"><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o O Percurso de um Olhar, por Luiz Carlos Felizardo<\/strong> Abertura: 27 de setembro, \u00e0s 17h30min Local: P\u00e1tio do Campus Centro da UFRGS Per\u00edodo e hor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: de 27 de setembro a 22 de dezembro (segunda a sexta), das 07h \u00e0s 22h30min<br \/>\n<strong>Encontro com Luiz Carlos Felizardo<\/strong> Data: 27 de setembro Hor\u00e1rio: 18h15min Local: Mezanino do Museu da UFRGS | Av. Osvaldo Aranha, 277<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores fot\u00f3grafos brasileiros, Luiz Carlos Felizardo, tem exposi\u00e7\u00e3o nova em Porto Alegre, chamada \u201cO Percurso de um Olhar\u201d. \u00a0Ela acontece em um lugar emblem\u00e1tico para o autor da mostra, a Ufrgs. Na programa\u00e7\u00e3o de abertura est\u00e1 previsto tamb\u00e9m um encontro com o fot\u00f3grafo. 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