{"id":56126,"date":"2017-10-12T09:44:18","date_gmt":"2017-10-12T12:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=56126"},"modified":"2017-10-12T09:44:18","modified_gmt":"2017-10-12T12:44:18","slug":"cohousing-alternativa-para-envelhecer-entre-amigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cohousing-alternativa-para-envelhecer-entre-amigos\/","title":{"rendered":"Cohousing: alternativa para envelhecer entre amigos"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto muitos velhinhos n\u00e3o encontram raz\u00f5es para comemorar o \u201cm\u00eas do idoso\u201d no atual outubro, em Porto Alegre outros encontram motiva\u00e7\u00e3o e for\u00e7a para \u2013 usando a experi\u00eancia de vida adquirida\u00a0\u2013 planejar um futuro melhor, mais saud\u00e1vel e produtivo.<br \/>\nUm grupo de pessoas maduras criou a associa\u00e7\u00e3o Cohousing-Brasil-Sul que, como o nome j\u00e1 adianta, pretende aplicar o sistema Cohousing para viver em coletividade sem perder a individualidade, criando assim o primeiro Senior Cohousing do Sul do Brasil.<br \/>\nNuma tradu\u00e7\u00e3o livre, s\u00e3o &#8220;moradias colaborativas&#8221; organizadas de forma a compartilhar espa\u00e7os e recursos comuns mas, principalmente, um senso de comunidade muito forte. Uma forma de envelhecer entre amigos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_56158\" aria-describedby=\"caption-attachment-56158\" style=\"width: 367px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-56158\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ModeloDeUmTipicoCohousing-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"278\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56158\" class=\"wp-caption-text\">Comunidade cohousing na pioneira Dinamarca \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA comunidade que se cria em Porto Alegre n\u00e3o \u00e9 nova no mundo. A ideia \u2013 e as primeiras comunidades\u00a0\u2013 surgiu na Dinamarca na d\u00e9cada de 1970 e logo se espalhou por toda Europa e tamb\u00e9m nos Estados Unidos.<br \/>\nForam t\u00e3o bem-sucedidos, que na d\u00e9cada de 1990 \u2013 tendo como primeiros moradores os habitantes jovens \u2013 come\u00e7aram a pipocar os chamados Senior Cohousing, projetos que atendiam \u00e0s necessidades daqueles que tinham chegado \u00e0 maturidade e entrando na velhice. Hoje, espalham-se pelo mundo: Cohousing para os mais jovens, Senior Cohousing para pessoas com mais de cinquenta anos de idade e ainda os chamados Cohousings Inter Geracionais, onde ambas faixas et\u00e1rias se misturam.<br \/>\n<span class=\"intertit\">N\u00e3o \u00e9 condom\u00ednio, nem cooperativa, kibutz ou comunidade hippie<\/span><br \/>\n<u><\/u>Embora tendo algo de cada um, os cohousing n\u00e3o s\u00e3o simplesmente condom\u00ednios, porque nestes, quem tiver dinheiro, compra ou aluga, mas as pessoas n\u00e3o se conhecem at\u00e9 serem vizinhas. No cohousing \u00e9 feito um processo chamado \u2018engenharia social\u2019, antes que os moradores ocupem a comunidade. Quando o fazem j\u00e1 se transformaram em bons amigos ou pelo menos em bons vizinhos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_56160\" aria-describedby=\"caption-attachment-56160\" style=\"width: 281px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-56160\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/TrocaDeIdeiasEdecis\u00f5esPorConsenso-400x275.jpg\" alt=\"\" width=\"281\" height=\"196\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56160\" class=\"wp-caption-text\">Sem hierarquia, os moradores tomam decis\u00f5es por consenso \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEm uma cooperativa h\u00e1 uma estrutura hier\u00e1rquica de administra\u00e7\u00e3o. No cohousing, n\u00e3o h\u00e1 hierarquias e todos participam e tomam decis\u00f5es por consenso.<br \/>\nNum kibutz ao estilo israelense, a vida \u00e9 totalmente associativa e nada \u00e9 privado. Em cohousing, cada morador ou fam\u00edlia tem sua pr\u00f3pria casa e privacidade, mas divide os equipamentos\u00a0como lavanderias, refeit\u00f3rios, academias, bibliotecas, hortas, assim como servi\u00e7os compartilhados de carros e bicicletas,\u00a0a fim de economizar recursos naturais e aproximar pessoas.<br \/>\nCada comunidade tem suas pr\u00f3prias regras, mas geralmente seguem\u00a0os mesmos princ\u00edpios, com moradias pequenas, de baixo custo e o uso de estrat\u00e9gias sustent\u00e1veis de constru\u00e7\u00e3o e urbanismo.\u00a0A\u00a0tomada de decis\u00e3o \u00e9 em grupo, geralmente sem hierarquia, para lidar com as quest\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e outras preocupa\u00e7\u00f5es da comunidade. Est\u00e1 perfeitamente definida a propriedade particular, e os moradores podem escolher, segundo o dia e circunst\u00e2ncias, permanecer nas suas resid\u00eancias ou participar das atividades colaborativas.<br \/>\n<u><\/u>Embora existam comunidades chamadas \u2018verticais\u2019, onde as moradias s\u00e3o pequenos apartamentos, em um pr\u00e9dio ou numa grande constru\u00e7\u00e3o adaptada (coisa frequente na Europa), as comunidades horizontais s\u00e3o as que t\u00eam dado melhores resultados: um conjunto de casas pequenas rodeiam ou ficam muito pr\u00f3ximas de uma casa comum, onde as atividades coletivas s\u00e3o realizadas.<br \/>\nUm dos principais atrativos da ideia \u00e9 que est\u00e1 cientificamente comprovado\u00a0que a vida em comunidade propicia uma melhor sa\u00fade f\u00edsica e mental. Na velhice, quando j\u00e1 cessaram as atividades profissionais, o conv\u00edvio com amigos diminui as possibilidades de depress\u00e3o e at\u00e9 o Alzheimer e outras doen\u00e7as senis s\u00e3o drasticamente reduzidas.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o mero fato das moradias serem menores (pois muitas atividades s\u00e3o realizadas colaborativamente na casa comum) pode baratear os custos em at\u00e9 60%.\u00a0Servi\u00e7os como vigil\u00e2ncia, limpeza, manuten\u00e7\u00e3o, antes realizadas individualmente, podem ser coletivizadas com importante economia.<br \/>\nOs custos com alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tendem a cair pelo simples fato de poder comprar\u00a0 volumes maiores de mantimentos.<br \/>\nServi\u00e7os m\u00e9dicos, que individualmente custam caro, quando contratados para uma comunidade, podem ser muito mais acess\u00edveis.<br \/>\nPraticamente acabam-se as viagens de carro com um \u00fanico passageiro, seja para compras ou lazer ou turismo, ficam mais baratas (e provavelmente mais divertidas).<br \/>\nUm dos organizadores da associa\u00e7\u00e3o Senior Cohousing Sul Brasil, R\u00fasbel Nicola, lembra que &#8220;ainda n\u00e3o caiu a ficha\u201d para quem est\u00e1 na faixa dos quarenta ou cinquenta anos de idade, mas que j\u00e1 \u00e9 hora de planejar a forma que querem viver na velhice. &#8220;\u00c9 nesta idade que come\u00e7amos a fazer o caminho de volta&#8221;, afirma. E, para os que j\u00e1 vivenciam os 70 anos, sugere que sempre \u00e9 tempo de se mudar. Nos Senior Cohousing, um dos crit\u00e9rios para localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o acesso r\u00e1pido a servi\u00e7os m\u00e9dicos e arquitetura planejada pensando em seguran\u00e7a e mobilidade.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/span><br \/>\n<u><\/u>(51) 98283-7765 e (51) 98117-1537 (ambos com WhatsApp).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/groups\/371673693287145\/?ref=bookmarks\">http:\/\/www.facebook.com\/groups\/371673693287145\/?ref=bookmarks<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto muitos velhinhos n\u00e3o encontram raz\u00f5es para comemorar o \u201cm\u00eas do idoso\u201d no atual outubro, em Porto Alegre outros encontram motiva\u00e7\u00e3o e for\u00e7a para \u2013 usando a experi\u00eancia de vida adquirida\u00a0\u2013 planejar um futuro melhor, mais saud\u00e1vel e produtivo. 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