{"id":56669,"date":"2017-10-24T14:03:35","date_gmt":"2017-10-24T17:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=56669"},"modified":"2017-10-24T14:03:35","modified_gmt":"2017-10-24T17:03:35","slug":"do-campo-da-varzea-ao-parque-farroupilha-redencao-completa-210-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/do-campo-da-varzea-ao-parque-farroupilha-redencao-completa-210-anos\/","title":{"rendered":"Do Campo da V\u00e1rzea ao Parque Farroupilha: Reden\u00e7\u00e3o completa 210 anos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Matheus Chaparini<\/span><br \/>\nEnorme \u00e1rea verde encravada na regi\u00e3o central de Porto Alegre, a Reden\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos parques mais queridos e frequentados da cidade.<br \/>\nA \u00e1rea que j\u00e1 foi campo de batalha entre Farrapos e Imperiais, ponto de descanso para os carreteiros, foi a reden\u00e7\u00e3o dos escravos alforriados no fim do s\u00e9culo XIX e sediou os primeiros momentos do futebol em Porto Alegre, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, completa 210 anos como patrim\u00f4nio da cidade de Porto Alegre.<br \/>\nNo dia 24 de outubro de 1807, o presidente da ent\u00e3o rec\u00e9m criada capitania de S\u00e3o Pedro, Paulo Jos\u00e9 da Silva Gama, assinou a doa\u00e7\u00e3o do terreno. V\u00e1rzea do Port\u00e3o era o nome dado \u00e0 \u00e1rea plana e alagadi\u00e7a \u00e0 margem da pequena vila de Porto Alegre &#8211; que ainda nem era considerada oficialmente como vila, o que s\u00f3 aconteceria em 1808.<br \/>\n<figure id=\"attachment_56674\" aria-describedby=\"caption-attachment-56674\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-56674 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Reden\u00e7\u00e3o-vista-do-Cine-Avenida-1955.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"900\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56674\" class=\"wp-caption-text\">Reden\u00e7\u00e3o vista do pr\u00e9dio do Cina Avenida, na esquina das avenidas Ven\u00e2ncio Aires e Jo\u00e3o Pessoa, d\u00e9cada de 1950 \/ Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA cidade, antes restrita \u00e0 regi\u00e3o da pen\u00ednsula, atual Centro, come\u00e7ava a se expandir. Entre a estrada dos Moinhos e o Caminho do Meio, por exemplo, os terrenos foram sendo ocupados por ch\u00e1caras que se estendiam at\u00e9 a V\u00e1rzea. Foi do loteamento destas ch\u00e1caras que nasceu o bairro Bom Fim, denomina\u00e7\u00e3o decorrente da capela que come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1867.<br \/>\nO Campo da V\u00e1rzea passou a se chamar Campo do Bom Fim, tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o da capela. Mais tarde, em 1884, com a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos na cidade, muitos acabaram se instalando na \u00e1rea, que passou a se chamar oficialmente Campo da Reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNessa \u00e9poca, a \u00e1rea p\u00fablica tinha 69 hectares. Ali acampavam carreteiros e ficava o gado para abastecimento da cidade \u2013 havia um grande matadouro no local que depois foi o Cinema Avenida e hoje \u00e9 ocupado por uma faculdade.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Todos querem um peda\u00e7o da V\u00e1rzea<\/span><br \/>\nForam diversas as tentativas de se lotear o enorme logradouro p\u00fablico, cedido ao munic\u00edpio em 1807 pelo ent\u00e3o presidente da Prov\u00edncia, Paulo Jos\u00e9 da Silva Gama. Em 1826, a C\u00e2mara Municipal tentou \u201cparcelar e dividir a v\u00e1rzea em terrenos foreiros\u201d. O imperador D. Pedro I interviu, alegando se tratar de \u00e1rea para exerc\u00edcios militares. Em 1833, a C\u00e2mara aprovou o projeto do vereador Francisco Pinto de Souza para dividir parte da \u00e1rea e distribuir terrenos a particulares. Um abaixo-assinado da popula\u00e7\u00e3o frustrou o plano.<br \/>\nO primeiro pr\u00e9dio a invadir a grande v\u00e1rzea foi a Escola de Guerra do Ex\u00e9rcito, atual Col\u00e9gio Militar, constru\u00e7\u00e3o iniciada em 1872. No final do s\u00e9culo seriam constru\u00eddos na outra extremidade os pr\u00e9dios da Faculdade de Medicina, depois a de Direito e em seguida a Escola de Engenharia. Nessa \u00e9poca havia uma pra\u00e7a de touros e ainda um vel\u00f3dromo junto \u00e0 reden\u00e7\u00e3o.\u00a0Os eventos cicl\u00edsticos eram atra\u00e7\u00e3o na cidade, equivalente\u00a0ao que hoje representa o Brique da Reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm 1914, o arquiteto Jo\u00e3o Moreira apresenta o projeto para o parque. Em 1935, o local \u00e9 sede da grande exposi\u00e7\u00e3o para marcar o centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha e passa oficialmente a chamar-se de Parque Farroupilha. Perde ent\u00e3o mais um peda\u00e7o, com a constru\u00e7\u00e3o do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o. Em 1941, \u00e9 completada a obra de ajardinamento do parque. Foram sendo instalados chafarizes e monumentos, e o mercado, que rendeu muita pol\u00eamica.<br \/>\nEm 1964 \u00e9 constru\u00eddo o audit\u00f3rio Ara\u00fajo Vianna dentro do parque. Hoje a Reden\u00e7\u00e3o tem 37,5 hectares, praticamente o mesmo tamanho do bairro Bom Fim, que tem 38 hectares e uma popula\u00e7\u00e3o de 11 mil habitantes, segundo o \u00faltimo censo, de 2010.<br \/>\n<span class=\"intertit\">A maior exposi\u00e7\u00e3o que o Rio Grande j\u00e1 viu<\/span><br \/>\nEra uma tarde ensolarada de sexta-feira quando, \u00e0s 15 horas, se abriram para o p\u00fablico os port\u00f5es da maior exposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 vista no Rio Grande do Sul. Mais de 50 mil visitantes ocupavam toda a rede hoteleira da cidade, alguns precisaram se hospedar em pens\u00f5es e at\u00e9 mesmo em casas de fam\u00edlia. A cidade estava em polvorosa, nunca vivera dias t\u00e3o palpitantes, bradavam os jornais.<br \/>\n<figure id=\"attachment_56675\" aria-describedby=\"caption-attachment-56675\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-56675 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Exposi\u00e7\u00e3o-Centen\u00e1rio-Farroupilha-Foto-do-Museu-Felizardo-Furtado-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"765\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56675\" class=\"wp-caption-text\">P\u00f3rtico de entrada da grande exposi\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio Farroupilha \/ Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/os-80-anos-do-parque-farroupilha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Exposi\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio Farroupilha<\/a> foi inaugurada em 20 de setembro de 1935, no ent\u00e3o rec\u00e9m-criado Parque Farroupilha, e durou quatro meses. O jornal A Federa\u00e7\u00e3o, ve\u00edculo do Partido Republicano, exaltava o vultuoso evento. O Correio do Povo chamava aten\u00e7\u00e3o para o enorme gasto de dinheiro p\u00fablico \u2013 municipal e estadual \u2013 em um per\u00edodo de recess\u00e3o econ\u00f4mica, e para a alta de pre\u00e7os na cidade, em virtude do movimento de turistas.<br \/>\nPara a solenidade de abertura, veio o presidente Get\u00falio Vargas. O governador, general Flores da Cunha, definiu o evento como \u201csimplesmente formid\u00e1vel\u201d. Al\u00e9m deles, ocupavam os espa\u00e7os de honra o prefeito Alberto Bins, representantes de diversos estados brasileiros, do Uruguai, da Argentina e autoridades municipais.<br \/>\nO p\u00f3rtico de entrada era formado por duas torres de 22 metros de altura. Havia pavilh\u00f5es de oito estados, da agricultura, da pecu\u00e1ria, da ind\u00fastria local e estrangeira, al\u00e9m de um dedicado \u00e0 arte e \u00e0 cultura do Rio Grande do Sul, no pr\u00e9dio onde hoje funciona o Instituto de Educa\u00e7\u00e3o General Flores da Cunha.<br \/>\nForam mais de 3 mil expositores. A mostra do centen\u00e1rio dispunha de restaurantes, parque de divers\u00f5es e um cassino, onde aconteciam os eventos de gala. Um dos grandes bailes foi a escolha da Senhorita Porto Alegre, concurso de beleza promovido pelo Jornal da Manh\u00e3. Para entrar, pagava-se pelo ingresso. Ou seja, a ideia de cercar o parque, que volta ao debate p\u00fablico periodicamente, vem desde sua cria\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMais de um milh\u00e3o de pessoas visitaram o local, segundo o relat\u00f3rio da Prefeitura, sendo que a popula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre \u00e0 \u00e9poca n\u00e3o chegava aos 300 mil habitantes. Os n\u00fameros s\u00e3o astron\u00f4micos. A ilumina\u00e7\u00e3o do evento, por exemplo, tinha seis vezes mais l\u00e2mpadas do que toda a cidade. Foram utilizadas 28.289 l\u00e2mpadas e 2.143.325 velas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_56676\" aria-describedby=\"caption-attachment-56676\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-56676 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Exposi\u00e7\u00e3o-Centen\u00e1rio-Farroupilha-Foto-do-Museu-Felizardo-Furtado-16.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"631\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56676\" class=\"wp-caption-text\">Pavilh\u00e3o da ind\u00fastria ga\u00facha era o mais imponente da exposi\u00e7\u00e3o de 1935 \/ Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo<\/figcaption><\/figure><br \/>\nOs preparativos come\u00e7aram dois anos antes, com o projeto de \u201cembelezamento\u201d da \u00e1rea, elaborado pelo arquiteto franc\u00eas Alfred Agache. Foram feitos aterros, escava\u00e7\u00f5es, obras de cal\u00e7amento e um sistema de drenagem. Em 1934, come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o dos pavilh\u00f5es.<br \/>\n<figure id=\"attachment_36755\" aria-describedby=\"caption-attachment-36755\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-36755\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Gaucho-Oriental-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-36755\" class=\"wp-caption-text\">Ga\u00facho Oriental, doado pelo Clube Uruguaio em 1935, foi reposicionado pr\u00f3ximo \u00e0 fonte luminosa em 2016 \/ Ricardo Giusti \/ PMPA<\/figcaption><\/figure><br \/>\nComitivas de diversos pa\u00edses se fizeram presentes, principalmente dos vizinhos Uruguai e Argentina, e os pa\u00edses de onde vieram imigrantes para o Estado. O Clube Uruguaio presenteou o munic\u00edpio com a escultura do Ga\u00facho Oriental; a col\u00f4nia espanhola, com a Fonte Talavera, no Pa\u00e7o Municipal, e as col\u00f4nias argentina, portuguesa e s\u00edrio-libanesa entregaram obeliscos.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o foi encerrada em 15 de janeiro de 1936, com a inaugura\u00e7\u00e3o do monumento a Bento Gon\u00e7alves, esculpido por Ant\u00f4nio Caringi. A escultura ficou no parque at\u00e9 1941, quando foi transferida para a avenida Jo\u00e3o Pessoa, em frente ao col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos. Os pr\u00e9dios constru\u00eddos para a exposi\u00e7\u00e3o s\u00f3 foram demolidos em 1939.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Nasce em Porto Alegre o \u201csport inglez\u201d<\/span><br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XX estima-se que tenha se come\u00e7ado a praticar em Porto Alegre o futebol. Em 1910, o\u00a0&#8220;sport inglez&#8221;, como referiam os jornais, come\u00e7ava a crescer e a cair na gra\u00e7a do p\u00fablico. Novos clubes foram criados, surgiu o campeonato citadino e os primeiros embates do que viria a ser considerado um dos maiores cl\u00e1ssicos do futebol mundial: o grenal. Foi por ali que nasceu o Sport Club Internacional, que teve sua primeira sede na antiga Rua da Reden\u00e7\u00e3o, atual avenida Jo\u00e3o Pessoa.<br \/>\n<figure id=\"attachment_53314\" aria-describedby=\"caption-attachment-53314\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-53314\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/grenal-1910-reprodu\u00e7\u00e3o-400x280.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"280\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53314\" class=\"wp-caption-text\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, nasce o futebol em Porto Alegre, jogos na antiga V\u00e1rzea \/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nGrenais chegaram a ser <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/porto-alegre-1910-um-grenal-na-redencao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">disputados ali<\/a>. Embora se acredite que o grenal n\u00famero 2 &#8211; vencido pelo Gr\u00eamio por cinco a zero &#8211; tenha sido jogado na Reden\u00e7\u00e3o, h\u00e1 controv\u00e9rsias em rela\u00e7\u00e3o ao local.<br \/>\nO Campo da Reden\u00e7\u00e3o \u00e9 o local apontado no livro \u201cA Hist\u00f3ria dos grenais\u201d, de David Coimbra e Nico Noronha e no levantamento \u201cTodos os grenais da Hist\u00f3ria\u201d, realizado pelo jornal Zero Hora.<br \/>\nEntretanto, h\u00e1 fontes que apontam que a partida tenha sido jogada no Moinhos de Vento, na Baixada, antigo campo do Gr\u00eamio. Em \u201cO FOOT-BALL DE TODOS: Uma hist\u00f3ria social do futebol em Porto Alegre, 1903 \u2013 1918\u201d, disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida por Ricardo Santos Soares, na PUC-RS em 2014, h\u00e1 uma tabela, elaborada a partir de jornais da \u00e9poca, que traz esta informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<figure id=\"attachment_53316\" aria-describedby=\"caption-attachment-53316\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-53316 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1910-col\u00e9gio-militar.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"283\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-53316\" class=\"wp-caption-text\">A Escola de Guerra, na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 20. Atualmente o pr\u00e9dio abriga o Col\u00e9gio Militar de Porto Alegre \/ Acervo CMPA<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMuitos dos jogos eram disputados no Campo do Militar, na V\u00e1rzea. O Militar Foot-Ball Club, campe\u00e3o do primeiro citadino, em 1910, era formado por alunos da Escola de Guerra \u2013 O \u201cVelho Casar\u00e3o da V\u00e1rzea\u201d, atual Col\u00e9gio Militar. O campo ficava em frente ao Casar\u00e3o, onde hoje passa a avenida Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. No ano seguinte, a escola foi transferida para o Rio de janeiro e o clube, extinto.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Dois anivers\u00e1rios e quatro nomes<\/span><br \/>\nEm 24 de outubro \u00e9 celebrado o anivers\u00e1rio da Reden\u00e7\u00e3o. Em 2017, ela completa 210 anos como patrim\u00f4nio de Porto Alegre. A data marca a doa\u00e7\u00e3o do terreno \u00e0 cidade, mas n\u00e3o \u00e9 seu \u00fanico \u201cnascimento\u201d. A \u00e1rea, que j\u00e1 possuiu <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/os-quatro-nomes-do-parque\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ao menos quatro nomes<\/a> diferentes, tem tamb\u00e9m duas datas de anivers\u00e1rio. Chamava-se V\u00e1rzea do Port\u00e3o, tornou-se Reden\u00e7\u00e3o em 1884, quando Porto Alegre aboliu a escravid\u00e3o, cinco anos antes da Lei \u00c1urea. Passaram a se chamar Bom Fim, o campo e o bairro, quando da constru\u00e7\u00e3o da Igreja do Nosso Senhor do Bom Fim, iniciada em 1867.<br \/>\nO Parque Farroupilha faz anivers\u00e1rio na v\u00e9spera do tradicional 20 de setembro. \u00c9 quando, em fun\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio farrapo, em 1935, a \u00e1rea recebeu um plano de melhoramentos, foi ajardinada, tornou-se oficialmente parque e teve imposto o nome de Farroupilha. Este o \u201csegundo nascimento\u201d da antiga V\u00e1rzea.<br \/>\nA denomina\u00e7\u00e3o oficial permanece at\u00e9 hoje, mas na boca da popula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, o nome \u00e9 ainda aquele mesmo de 1884: Reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Chaparini Enorme \u00e1rea verde encravada na regi\u00e3o central de Porto Alegre, a Reden\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos parques mais queridos e frequentados da cidade. A \u00e1rea que j\u00e1 foi campo de batalha entre Farrapos e Imperiais, ponto de descanso para os carreteiros, foi a reden\u00e7\u00e3o dos escravos alforriados no fim do s\u00e9culo XIX e sediou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":56673,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-56669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":56669,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-eK1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56669\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}