{"id":56817,"date":"2017-11-10T12:57:54","date_gmt":"2017-11-10T15:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=56817"},"modified":"2017-11-10T12:57:54","modified_gmt":"2017-11-10T15:57:54","slug":"escola-de-poesia-lanca-o-documentario-wole-soyinka-a-forja-de-ogum-em-sarau-na-feira-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/escola-de-poesia-lanca-o-documentario-wole-soyinka-a-forja-de-ogum-em-sarau-na-feira-do-livro\/","title":{"rendered":"Escola de Poesia lan\u00e7a document\u00e1rio &quot;Wole Soyinka \u2013 A forja de Ogum&quot; em sarau na Feira do Livro"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>\u201c<\/strong>Ogum \u00e9 para mim um s\u00edmbolo da multiplicidade da natureza humana. Ele me ajuda a entender que no mesmo indiv\u00edduo podem conviver um pacifista e um guerreiro. Posso adorar a tranquilidade, mas ao mesmo tempo ser energizado pelas lutas do mundo\u201d<\/em>, disse Wole Soyinka, que j\u00e1 descreveu Ogum, o orix\u00e1 da tecnologia, do trabalho e da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, como sua \u201cdivindade companheira\u201d. Esta vis\u00e3o de mundo iorub\u00e1, com seus mitos e rituais, foi uma influ\u00eancia decisiva para a personalidade e a obra do dramaturgo, poeta, ensa\u00edsta e professor nigeriano, primeiro africano Nobel de Literatura, em 1986.<br \/>\nPara homenagear o escritor, que vem pela segunda vez a Porto Alegre e, pela primeira vez, como uma das atra\u00e7\u00f5es da Feira do Livro, neste ano, a Escola de Poesia, que tem a obra de Soyinka como uma refer\u00eancia em seus estudos, vai lan\u00e7ar na Feira o document\u00e1rio <em>Wole Soyinka \u2013 A forja de Ogum<\/em>, em sarau, no dia 18 de novembro, \u00e0s 17h, na Tenda de Pas\u00e1rgada (Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega).<br \/>\n<span class=\"intertit\">Comunidade local<\/span><br \/>\nO filme mostra um pouco da obra e da vida de Soyinka e tem a participa\u00e7\u00e3o de artistas e integrantes da comunidade local que se articulam, de algum modo, com a ancestralidade africana, como o grupo musical Alab\u00ea \u00d4ni, o grupo teatral Pretag\u00f4, e seu diretor Thiago Pirajira, o Africanamente Ponto de Cultura e Escola de Capoeira Angola, e seu Contramestre Guto, o poeta Ronald Augusto, o escritor Jeferson Ten\u00f3rio, o pintor Paulo Montiel, os escultores Jonas e Marcos, a Iyalorix\u00e1 Sandrali de Oxum, a Iyalorix\u00e1 Bete Omidewa, a artista visual Manuzita, a poeta e psicanalista L\u00facia Bins Ely e a psicanalista e poeta argentina Marcela Villavella.<br \/>\n<em>&#8220;Wole Soyinka \u2013 A forja de Ogum&#8221;<\/em> \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o da Escola de Poesia em coprodu\u00e7\u00e3o com o Coletivo Catarse. Concep\u00e7\u00e3o, roteiro e dire\u00e7\u00e3o da poeta Eliane Marques (Pr\u00eamio A\u00e7orianos de Literatura\/2016) e do poeta e tradutor Adriano Migliavacca, estudioso da obra de Soyinka. Apoio de Gustavo T\u00fcrck (documentarista e produtor audiovisual), Billy Valdez (opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2mera) e Marcelo Cougo (opera\u00e7\u00e3o de \u00e1udio). Documenta\u00e7\u00e3o de L\u00facia Bins Ely e Anelore Schumann. Pesquisa de imagens de Priscila Pasko.<br \/>\nO filme n\u00e3o estar\u00e1 \u00e0 venda no lan\u00e7amento, mas depois algumas edi\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser adquiridas, a pre\u00e7o de custo, na Escola de Poesia, al\u00e9m da doa\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias que ser\u00e1 feita a bibliotecas p\u00fablicas.<br \/>\nAinda no sarau, Leitura dram\u00e1tica de <em>A morte e o Cavaleiro do Rei<\/em>, com o grupo teatral Pretag\u00f4, com dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Thiago Pirajira, e a participa\u00e7\u00e3o do grupo musical Alab\u00ea \u00d4ni. Leitura de poemas de Wol\u00e9 Soyinka pelos integrantes da Escola de Poesia e p\u00fablico em geral. E Interven\u00e7\u00e3o com tambores, com o grupo Alab\u00ea \u00d4ni.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Outros lan\u00e7amentos<\/span><br \/>\nO lan\u00e7amento da cole\u00e7\u00e3o de livros de poesia Adire (feitos \u00e0 m\u00e3o, em tecido com inspira\u00e7\u00e3o iorub\u00e1), por Luciana Simionovski, da editora patchbooks, com a colabora\u00e7\u00e3o de Liane Lummertz (fot\u00f3grafa) e Lu Gastal (designer de estampas), \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o do dia 15 de novembro, \u00e0s 17h30min, no Pavilh\u00e3o de Aut\u00f3grafos da Feira.<br \/>\nA cole\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por seis livros, cada um com estampa escolhida pelo seu autor: L\u00facia Bins Ely, Marcela Villavella, Anelore Schumann, Gustavo Burkhart, Adriano Migliavacca e Caren Lorea. Coordena\u00e7\u00e3o editorial de Eliane Marques.<br \/>\nA oficina <em>O mundo africano na obra de Wole Soyinka<\/em>, com o professor, poeta e tradutor Adriano Migliavacca, ser\u00e1 ministrada no dia 18 de novembro, \u00e0s 15h30min, na Sala Leste do Santander Cultural.<br \/>\nFormado em Psicologia e Letras, com mestrado em Literatura de L\u00edngua Inglesa, que concluiu em 2013 com disserta\u00e7\u00e3o sobre a obra do poeta Hart Crane, Adriano \u00e9 um estudioso da obra de Soyinka, tema de sua tese de Doutorado em 2014, na UFRGS, quando se dedicou a ampliar seus estudos sobre a cultura iorub\u00e1. Para o pesquisador, nascido em Porto Alegre, em 1980, Soyinka, que se define como um \u201cescritor iorub\u00e1\u201d, \u00e9 um exemplo de autor &#8220;cuja criatividade se realiza de m\u00faltiplas formas e de todos os g\u00eaneros em que trabalha, o teatro \u00e9 aquele que exerce mais plenamente&#8221;.<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOgum \u00e9 para mim um s\u00edmbolo da multiplicidade da natureza humana. Ele me ajuda a entender que no mesmo indiv\u00edduo podem conviver um pacifista e um guerreiro. 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